sábado, 25 de janeiro de 2020

DO BANESTADO À LAVA JATO: A COOPERAÇÃO BR-EUA - EP.2 - #LavaJatoLadoB





TV GGN

Requião defende frente popular, e não frente ampla




TV 247

Lula sobre Glenn: ‘É a maior perseguição a um jornalista na história do Brasil’


"Ao invés do Moro se explicar à opinião pública, eles tentam, como ditadores, calar aqueles que denunciam. Eles não querem que a sociedade saiba das mentiras que eles contaram. O Glenn prestou um grande serviço à democracia brasileira", diz o ex-presidente

25 de janeiro de 2020
Glenn Greenwald e Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

Da Rede Brasil Atual – O ex-presidente Lula está em Belo Horizonte para participar de uma série de atividades que marcam o primeiro ano do crime ambiental da Vale, em Brumadinho, na região metropolitana, que deixou 270 mortos. Esta é a primeira passagem de Lula pelo estado mineiro desde que foi solto. A repórter Edilene Lopes entrevistou ao vivo Lula no Jornal da Itatiaia, nesta sexta-feira (24).

Acompanhe:

Você teve medo de morrer na prisão? 

Eu não penso na morte. Sinceramente, gosto da vida. Eu penso na vida, penso no dia de amanhã e no futuro, que é o que interessa à sociedade brasileira. Eu fiquei muito, muito chateado com a mentira do meu processo quando o ministro Barroso me proibiu de ser candidato.

Importante lembrar que eu fui preso porque me entreguei à Polícia Federal. Eu poderia ter saído do Brasil. Eu me entreguei porque eu precisava desmascarar o Moro e os procuradores da Lava Jato, e aqueles que mentiram e continuam contando mentira. Eu não vou fugir. Eu tinha certeza que eu poderia ser candidato, quando, de repente, o ministro toma a decisão de que eu não posso ser candidato. Fiquei chateado porque eu tinha crescido 16 pontos depois que me prenderam e eu queria fazer da prisão uma fotografia do Brasil que construímos, que foi o melhor período de inclusão social da história de 500 anos.

Me frustrou, mas me alimentava. Quanto mais havia coisas contra mim, mais me alimentava de resistir, brigar e lutar, que é o que eu vou fazer.


Você tem medo de voltar a ser preso?

Eu não tenho medo. Eu trabalho com a perspectiva porque eu sei o que eles querem, desde o impeachment da Dilma, eu sei o interesse que tem por trás de desmontar a indústria de engenharia e a Petrobras. É o interesse econômico, nas nossas empresas. O Ministério Público e a Justiça quebraram as empresas brasileiras. Você pode prender 50 empresários. Pode prender 50 políticos. O que não pode é destruir as empresas que geram empregos para o povo.

Você acha que sua condenação será anulada?


Já há uma unanimidade internacional entre juristas da minha inocência. Existe uma campanha massiva de suspensão de uma mentira. Eu posso ser condenado outra vez, e vou brigar e denunciar do mesmo jeito. Eu já provei minha inocência. Eu desafio o Moro, ele agora é ministro, eu desafio a força-tarefa da Lava Jato, a provar à sociedade brasileira um erro cometido por mim. Se provarem, eu pagarei. Mas enquanto não provarem um erro cometido por mim vou chamá-los de mentirosos.

O que acha da denúncia do Ministério Público contra Glenn Greenwald?

É o maior ato de perseguição a um jornalista que eu tenho conhecimento na história do Brasil. Ao invés do Moro se explicar à opinião pública, eles tentam, como ditadores, calar aqueles que denunciam. Eles não querem que a sociedade saiba das mentiras que eles contaram. O Glenn prestou um grande serviço à democracia brasileira.

Você será candidato em 2022 e acha que o ministro Sergio Moro estará na disputa?

Eu acho que o Moro quer estar (entre os candidatos). A denúncia contra mim é o pretexto mais forte que ele (Moro) já era político naquela época. Eu não sei se eu vou ser candidato porque eu tenho 74 anos, daqui três anos vou estar com 77, tem muita gente nova surgindo. A única coisa que eu quero é continuar tentando aumentar o nível de consciência da sociedade brasileira.

Nas eleições de 2018, a novidade era as pessoas dizem: “Eu não sou político”. O Bolsonaro conseguiu passar para a sociedade que depois de 28 anos de mandato ele não era político. Você viu o governador de Minas e Rio e você percebe que eles não estão preparados para o exercício de gestão pública.

Demissão do ministro da cultura 

Ele deu uma declaração inadmissível. Espero que a Regina Duarte se preocupe com a cultura do Brasil.

Tragédia de Brumadinho

Quando eu estava na prisão, que passou aquela cena da barragem, a gente não acreditava que fosse um acontecimento no planeta terra. Parecia uma coisa de outro planeta. Um volume de lama, um desastre ecológico e, mais ainda, um verdadeiro genocídio com 259 pessoas que já foram encontradas. Eu acho que, certamente, houve descaso na fiscalização. E certamente alguém que cuida da manutenção sabia que tinha problema.

Acontece que quando as pessoas pensam apenas no lucro, as pessoas nunca querem gastar dinheiro. Permitem que aconteça uma coisa dessas para começar a levar mais a sério a questão ambiental e a fiscalizar melhor a mineração.

Tem que dar parabéns ao trabalho dos bombeiros. Cada pessoa que trabalhou no resgate merece uma homenagem profunda da sociedade brasileira. Eles merecem ser reconhecidos nacionalmente.


Brasil 247

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Participante do BBB20, médica sugeriu que mataria Dilma “em seu plantão”


Marcela Mc Gowan

"Dilma passa mal no meu plantão? #meusonho", escreveu a ginecologista e obstetra Marcela Mc Gowan
Publicações de Marcela Mc Gowan no Facebook (Reprodução)




A médica Marcela Mc Gowan, 31 anos, participante da edição de 2020 do Big Brother Brasil (BBB), coleciona publicações polêmicas em suas redes sociais. Ao ser anunciada para o reality show da TV Globo, internautas passaram a divulgar nas redes sociais postagens antigas da médica desejando a morte da ex-presidenta Dilma Rousseff.

Em 2013, Marcela afirmou que sonha com Dilma “passando mal” em seu plantão. Em outra publicação, a obstetra e ginecologista, adepta ao parto humanizado e a outras práticas naturais na medicina, desejou que a ex-presidenta tivesse um fã “como o de John Lennon”. O ex-Beatle foi morto a tiros, em frente a sua casa em Nova York, por um homem que declarou ser seu admirador.



Marcela também apoiou as manifestações de 2013 ostentando hashtags como “o gigante acordou” e fora rede Globo”, a mesma emissora que hoje a divulga através do BBB. Em outra publicação, a obstetra faz críticas ao programa “Mais Médicos”, um dos motivos pelo qual ela pede a morte da ex-presidenta.


Forum

Dino se coloca como presidenciável e defende frente ampla



""Os mesmos que diziam que eu não posso concorrer à Presidência pelo PC do B são aqueles que achavam que eu jamais seria governador do Maranhão pelo PC do B", diz o governador do Maranhão, que também defende o diálogo com nomes da direita, como FHC e Luciano Huck

23 de janeiro de 2020


O governador do Maranhão, Flávio Dino (Foto: Lula Marques/Agência PT)

247 - O governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB afirma em entrevista que "ninguém tem força hoje para conter, sozinho, essa avalanche que está aí". A solução para a esquerda vencer as eleições está em "sentar com quem pensa diferente". 

Definindo-se como um "militante antibolha", diz preferir o apresentador Luciano Huck dialogando com ele do que com Jair Bolsonaro. E justifica as conversas que realizou com lideranças como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

"O Brasil vive uma conjuntura de trevas. Nós temos uma ameaça objetiva à vida democrática, à dissolução da nação. O nazismo está entronizado como política de Estado daqui e de acolá. O vídeo desse secretário [Roberto Alvim] não é algo isolado. É preciso ter responsabilidade", afirmou ao programa de entrevistas da Folha e do UOL, em estúdio compartilhado em Brasília".

"Eu tenho responsabilidade com o Brasil e, por isso mesmo, não fico olhando preconceitos e rótulos, porque eu sei o tamanho dessa ameaça. O que estou procurando fazer é não deixar essa tal dessa bolha se cristalizar. Isso seria ruim para o Brasil."

Filiado a um partido comunista, ideologicamente materialista, o governador maranhense defende que "a religião é algo positivo para a sociedade, é algo inerente à vida humana, desde os seus primórdios". 

Dino se declara religioso, e ressalva: "Claro que não é possível, em nome da chamada laicidade do Estado, que eu transforme a minha concepção religiosa em uma imposição para as outras pessoas". E acrescenta: "Não é verdade, nos dias de hoje, que o PC do B seja um partido antirreligioso".

Praticamente assumindo-se como candidato à Presidência da República em 2022, ele rebate a crítica de que um comunista não possa assumir esse cargo. "Os mesmos que diziam que eu não posso concorrer à Presidência pelo PC do B são aqueles que achavam que eu jamais seria governador do Maranhão pelo PC do B". 

Para Flávio Dino, a estratégia da esquerda para vencer as eleições é a frente ampla: "O que eu tenho defendido com a ideia da frente ampla é a compreensão de que, quando você está num quadro de defensiva estratégica, que é o que nós vivemos em 2013, e mais acentuadamente desde o impeachment, você tem de reunir forças para retomar as condições de apresentar o seu programa, transformá-lo [em] vitorioso e implementá-lo". Dino ressalta o papel de Lula - "a maior liderança popular da vida brasileira" - nessa construção: "É claro que o meu campo político se referencia na liderança do ex-presidente Lula, e por isso ele tem um papel muito grande, e espero que ele faça os movimentos necessários e cabe a ele, mais do que a mim ou qualquer outra pessoa, cabe a ele, sem dúvida, liderar esse rearranjo de forças".


Brasil 247