quarta-feira, 8 de julho de 2020

Editora da Agência Pública demonstra como Deltan Dallagnol trabalhou por dinheiro para os Estados Unidos


A editora da Agência Pública, Natalia Viana, explicou, em longa ‘thread’ no Twitter, como Deltan Dallagnol trouxe o FBI para dentro da Lava Jato às escondidas do governo brasileiro e destacou, com provas, que Deltan seria recompensado financeiramente

8 de julho de 2020

Deltan Dallagnol e FBI (Foto: Pedro de Oliveira/ALESP | Reuters)

247 - A jornalista Natalia Viana, editora da Agência Pública, explicou em detalhe as tratativas sigilosas da Lava Jato com o FBI. Segundo Viana, Deltan receberia uma recompensa financeira através dos ‘assets sharing’ baseados nas multas que seriam cobradas das empresas e pessoas investigadas. 

Natalia Viana explica: “naquela mesma visita, Deltan já recebia um agrado: “Ontem falamos com eles sobre ‘assets sharing’ da multa e perdimento associados à ação deles contra a Petro, e em parte desses valores há alguma perspectiva positiva”. ‘Asset sharing’ é o termo elegante p/ divisão da grana.”

A thread (sequência de tópicos de discussão no Twitter) da jornalista tem 28 pontos, todos devidamente documentados por links e citações, cuja sequência reproduzimos abaixo, na íntegra: 

1) Desde pelo menos 2015 já havia comunicações entre o DOJ e Deltan Dallagnol. Em fevereiro, Rodrigo Janot foi aos EUA acompanhado de Dallagnol e outros procuradores para apresentar as investigações e discutir um acordo de cooperação judicial.

2) Por sua vez, o então chefe da Unidade de Corrupção Internacional do FBI, George “Ren” McEchern diz que desde 2014 o FBI estava buscando países que “poderiam convidar agentes do FBI até o país para analisar investigações de corrupção que tivessem um nexo com os Estados Unidos”.

3) Em outubro de 2015, Deltan e cia. organizaram uma visita de procuradores do DOJ e agentes do FBI e fizeram um excelente briefing sobre as delações. De quebra, apresentaram-nos para os advogados dos delatores da Odebrecht e Petrobras.


4) A Lava-Jato escondeu essa visita do governo federal. Então ministro da Justiça, Eduardo Cardozo contou à Pública que tomou um susto. “Eu fui avisado pela PF de que havia uma equipe norte-americana em Curitiba estabelecendo um diálogo com autoridades"

"a PF me perguntou se isso havia sido autorizado por nós. Eu não tinha a menor ciência disso.” Cardozo disse que interpelou Rodrigo Janot, que assegurou que se tratava de “uma atividade exclusivamente não funcional”, de “alguma finalidade acadêmica”.

5) A visita, sem autorização do MJ, é ilegal. No entanto, quando interpelados pelo MJ os procuradores garantiram que não se tratava de uma “diligência” e ainda esconderam os nomes dos agentes do FBI que estavam na comitiva “para não causar ruído” com o governo americano.


6) Documentos obtidos pelo @theinterceptbr mostram que os agentes americanos iam a Curitiba p/ “levantar evidências adicionais sobre o caso” da Petrobras e “conversar com os advogados sobre cooperação de seus clientes com a investigação em curso nos EUA”.

7) Depois da visita procuradores sugeriram maneiras dos EUA contornarem o STF p/ interrogar brasileiros.“Agora nós temos + uma maneira de convencer empresas e indivíduos a revelar fatos: ameaçar informar ‘as autoridades Americanas’ sobre corrupção e delitos internacionais (risos)”

8) A seguir, a PGR toma um susto quando percebe que os americanos já estavam ouvindo testemunhas do caso nos Estados Unidos. Deltan diz que é tarde demais para voltar atrás: “ EUA estão com a faca e o queijo na mão para ouvirem”

9) No ano seguinte, os procuradores do DOJ e agentes do FBI voltaram ao Brasil para interrogar os primeiros delatores da Lava-Jato. Dessa vez vieram com um acordo de colaboração judicial (MLAT) assinado. No RJ, ouviram Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa durante 9 horas cada um.

10) Nesta visita, passaram também por Curitiba, onde ouviram o doleiro Alexandre Yousseff durante seis horas, assim como Agosthilde Mônaco de Carvalho, ex-assessor de Cerveró que atuou na compra da refinaria de Pasadena, no Texas.

11) Desde outubro de 2015, representantes do governo americano já avisavam em reuniões fechadas que pensavam em impor à Petrobras uma multa de 1,6 bilhão de dólares.

12) Naquela mesma visita, Deltan já recebia um agrado: “Ontem falamos com eles sobre ‘assets sharing’ da multa e perdimento associados à ação deles contra a Petro, e em parte desses valores há alguma perspectiva positiva”. ‘Asset sharing’ é o termo elegante p/ divisão da grana.

13) Desde então, os procuradores brasileiros discutiam a possibilidade de receber uma parcela dessa multa e criar uma fundação para gerir o valor bilionário, na qual teriam óbvia influência e que apoiaria projetos e treinamentos de combate à corrupção.

14) Ao mesmo tempo, Deltan e Roberson Pozzobom discutiam abrir uma empresa para atuar no mesmo ramo: “Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok?”, escreveu Dallagnol para sua esposa.

15) A proximidade levou os procuradores a usar a parceria como modo de arrecadar mais. Chegaram a buscar ligações de uma empresa de Singapura que investigavam com os EUA, pois assim podiam envolver o DOJ e “ampliar o valor”, nas palavras de Deltan.

16) Durante a apuração, pesquisei bastante o papel de Leslie Backschies, que hoje coordena a Unidade de Corrupção Internacional do FBI. Fluente em Português e seu nome do meio é “Rodrigues”. O primeiro registro dela é de 2012, quando ela veio para treinar PMs para a Copa.

17) Leslie Baskschies veio na reunião de 2015 e não voltou em 2016. Mas é conhecida dos procuradores: Thame a Deltan falam com proximidade sobre ela.

18) Segundo Ren McEchern falou em um evento em São Paulo em 2019, Leslie foi enviada em 2014 para ajudar nas investigações da Lava Jato. Leslie foi, em outra palestra, referida pelo ex-chefe como “um trabalho tremendo” e “crítico para o FBI”.

19) Leslie cresceu no FBI após ter atuado nos casos da Lava-Jato: virou em chefe das 4 unidades do FBI que investigam corrupção internacional e disse à AP: “Nós vimos muita atividade na América do Sul — Odebrecht, Petrobras. Temos tido muito trabalho ali”

20) Outros agentes do FBI também valem ser lembrados. Patrick Kramer, por exemplo, atuou na Guerra do Golfo e passou seis meses no Consulado São Paulo atuando em “casos de corrupção” em 2016. Tudo indica que era a ligação com procuradores da Lava-Jato.

21) Um dos diálogos que mais provocou polemica foi uma troca talvez a mais incisiva, entre Vladimir Aras, da PGR, e Deltan Dallagnol.Aras é especialista em cooperação internacional e avisou Deltan que não adiantava se comunicar diretamente com o governo americano.

22) Por que essa relação é problemática? Primeiro, é importante entender que, nos casos das leis de FCPA, quem faz a investigação é o Departamento de Justiça Americano. Não existe, nesse caso, separação nos EUA entre os procuradores de Justiça e o Executivo.

23) Segundo a reportagem do Associated Press, feita com base em entrevista com Leslie Baskschies, os procuradores e o FBI se reúnem a cada 15 dias para falar de consequências políticas e econômicas das investigações.

24) Leslie explica: “Quando você está olhando para oficiais estrangeiros em outros governos — quer dizer, veja, na Malásia, o presidente não foi reeleito. Nós vimos presidentes derrubados no Brasil. Esses são os resultados de casos como esses".

25) Não se trata, portanto, de, como colocou o ex-juiz Sergio Moro na semana passada, se é culpa do DOJ ou da CIA se um político é flagrado pagando propina.

26) A questão é mais de fundo: pode um governo de outro país ser convidado para investigar propinas que ocorreram entre empresas brasileiras e cidadãos brasileiros, para puni-las em seu país? E o pior, sem questionamento das autoridades ou da imprensa?

27) Essas perguntas são fundamentais para qualquer país refletir sobre o seu papel no mundo. E qualquer jornalista que se preze não pode ignorar as questões geopolíticas que tocam, transformam e moldam a história e o destino do seu povo.

28) Vale lembrar que, no Ministério da Justiça, Sergio Moro escancarou as portas para o FBI, com acesso a um posto de vigilância na tríplice fronteira, ponto estratégico para os EUA a pretexto de combater o terrorismo internacional.


Brasil 247

Polícia prende fundador da Ricardo Eletro, amigo íntimo de Luciano Huck: sonegação de R$ 400 milhões


Operação “contra sonegação fiscal "Direto com o Dono”, tem como alvo principal o empresário Ricardo Nunes, que já fez do apresentador e amigo pessoal Luciano Huck o maior garoto-propaganda da rede varejista

8 de julho de 2020

Ricardo Nunes, operação contra sonegação fiscal e Luciano Huck (Foto: Reprodução/Rede Social | Reprodução/TV Globo | World Economic Forum/Sandra Blaser)

247 - O empresário Ricardo Nunes, fundador da rede varejista Ricardo Eletro, foi preso na manhã desta quarta-feira (8) em São Paulo, em uma operação de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em Minas Gerais. A operação “Direto com o Dono”, formada por pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Receita Estadual e Polícia Civil, investiga a sonegação de cerca de R$ 400 milhões. Estão sendo cumpridos três mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. 

Ricardo Nunes já fez do amigo pessoal e apresentador Luciano Huck um dos principais garotos-propaganda da rede varejista, chegando a patrocinar quadros de seu programa na televisão. Ele também possui aproximação com o empresário Junior Durski, dono da rede de fast food Madero, que até recentemente teve Huck como um de seus sócios, além do deputado federal Aécio Neves, do empresário Eike Batista e do ex-governador Sérgio Cabral. 

Segundo reportagem do G1, além de Ricardo Nunes, a filha do empresário, Laura Nunes, e o irmão dele, Rodrigo Nunes, também foram presos. Os mandados estão sendo cumpridos nos municípios de Belo Horizonte, Nova Lima e Contagem, em Minas, além da capital paulista e Santo André. 


Segundo os investigadores, a rede varejista embutia os impostos nos preços dos produtos comercializados, mas não realizava os repasses

De acordo com os investigadores, as empresas da rede de varejo cobravam dos consumidores, embutido no preço dos produtos, o valor correspondente aos impostos, mas não faziam o repasse, ficando com valor.


Brasil 247

terça-feira, 7 de julho de 2020

Deltan Dallagnol desafia Aras e diz que ele não pode ter acesso a dados da Lava Jato, compartilhados com o FBI


Acossado por diversas investigações, o procurador de Curitiba disse que dar acesso das informações ao procurador-geral da República seria o mesmo que permitir que um banqueiro tivesse acesso aos dados de um correntista

7 de julho de 2020

Deltan Dallagnol e Augusto Aras (Foto: ABr | Roberto Jayme/ Ascom /TSE)

247 – O procurador Deltan Dallagnol, que chefia a força-tarefa da Lava Jato e vem sendo acossado por diversas investigações no Conselho Nacional do Ministério Público, bem como pela denúncia de que trabalhou em parceria com o FBI, polícia dos Estados Unidos, contra os interesses de empresas brasileiras, decidiu desafiar o procurador-geral da República, Augusto Aras. 

Em entrevista à Folha de S. Paulo, concedida ao jornalista Felipe Bachtold, ele afirmou que não irá compartilhar com Aras dados da Lava Jato. “Quando as informações são sigilosas, há regras para o acesso”, disse Dallagnol, que pediu para falar ao jornal e estabeleceu as regras. A entrevista se deu por email.

"O acesso pela PGR só é legítimo nos termos das leis e decisões judiciais. Foi nesses termos que compartilhamos informações e provas dezenas de vezes nos últimos anos com a PGR e vários órgãos, mas nunca houve um pedido de acesso indiscriminado como agora", afirmou ainda Deltan, que comparou Aras a um banqueiro – o que seria também um gesto de clara insubordinação.


"Do mesmo modo, o chefe da Receita Federal não tem o direito de ver o Imposto de Renda de um certo contribuinte, e o banqueiro não deve acessar os detalhes dos gastos de um correntista, sem justificativa. Quando as informações são sigilosas, há regras para o acesso", declarou.


Brasil 247

Guedes começa a delirar e diz que salva o Brasil de "duas a três vezes por semana"


Na tentativa de conquistar a confiança de investidores, o ministro da Economia, Paulo Guedes, insistiu na ideia de que a sua agenda baseada no congelamento de investimentos, corte de direitos e entreguismo econômico está fazendo bem ao País. "Eu salvo a República de duas a três vezes por semana", disse

7 de julho de 2020


Paulo Guedes (Foto: Divulgação)


247 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, continuou na tentativa de adquirir a confiança da população e de investidores, mesmo sem retomada da geração de empregos e da expansão do Produto Interno Bruto (PIB).

"Eu salvo a República de duas a três vezes por semana", afirmou o titular da pasta a um interlocutor, de acordo com informações publicadas pela coluna de Lauro Jardim

Em conversas com empresários ou com jornalistas, Guedes afirmou que a recuperação da economia brasileira será em "V", ou seja, irá ao fundo do poço e depois vai se recuperar na mesma proporção. 

Segundo estimativas oficiais divulgadas pelo Banco Central, o PIB deve ter queda de 6% este ano. 

A economia brasileira já estava estagnada, com alta de apenas 1% do PIB em 2019. O corte de investimentos públicos e de direitos sociais, além do entreguismo econômico, são a marca de uma agenda que vê no setor privado a solução para a retomada do crescimento. Por enquanto ainda não se viu efeitos práticos.


Brasil 247

Contrato de ex-mulher de Wassef com governo aumentou três vezes com Bolsonaro

Publicado em 7 julho, 2020

Cristina Boner e Wassef passeiam juntos em jet ski
Imagem: UOL/Reprodução

Do UOL:

O governo de Jair Bolsonaro (sem partido) aumentou três vezes o maior contrato mantido pela empresa ligada à ex-mulher e sócia de Frederick Wassef. Ele foi advogado do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) até a prisão do ex-funcionário de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio Fabrício Queiroz. Segundo o presidente da República, o defensor também foi seu advogado no caso Adélio Bispo.

O político é investigado pelo Ministério Público, que o acusa de lavagem de dinheiro junto com Queiroz. Durante a Operação Anjo, o ex-assessor acabou preso num imóvel de Wassef em Atibaia (SP). Os três reajustes nos contratos elevaram o preço de R$ 116 milhões para R$ 124 milhões em um período de 15 meses. Eles foram feitos em negócios da empresa Globalweb Outsourcing, ligada a Cristina Boner, com a Telebrás, estatal hoje vinculada ao Ministério das Comunicações.

A Globalweb é uma empresa de informática registrada em nome de uma filha de Cristina. De acordo com a empresa, o contrato é relativo à prestação de serviços de gerenciamento e operação de todos os equipamentos e tecnologias que compõem a rede da Telebrás. Isso inclui gerenciar serviços providos pela rede da empresa pública a seus clientes.


Assim como a Telebrás, a empresa afirmou que os reajustes são previstos em contrato, “de acordo com a Lei 8.666 e com base em índice de reajuste anual estabelecido pela Anatel”. Conforme o UOL revelou, a Globalweb tem recebido milhões de reais durante a gestão de Bolsonaro. Em valores atualizados, os pagamentos já chegam a R$ 55 milhões. (…)


Diário do Centro do Mundo   -   DCM

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Morre o compositor italiano Ennio Morricone aos 91 anos


Morreu o célebre compositor das trilhas sonoras para o cinema. Suas composições em parceria com Sergio Leone marcaram época

6 de julho de 2020

Enio Morricone (Foto: Reuters)

247 - O compositor italiano Ennio Morricone, um dos músicos mais admirados e premiados do mundo do cinema, morreu em Roma aos 91 anos, informou a imprensa italiana nesta segunda-feira (6).

Morricone foi hospitalizado após sofrer uma queda que fraturou seu fêmur, segundo as mesmas fontes. O músico compôs a trilha sonora de dezenas de filmes, incluindo "O Bom, o Mau e o Feio", "Cinema Paradiso" e recebeu o Oscar por "Os Oito Odiados". Apenas há alguns dias, junto com o compositor John Williams, ele recebeu o Prêmio de Princesa das Astúrias de Artes na Espanha.

Nascido em Roma em 1928, Morricone escreveu partituras para cerca de 400 filmes, mas seu nome estava mais intimamente ligado ao diretor Sergio Leone, com quem trabalhou nos agora clássico Spaghetti Westerns, informa o UOL.


Brasil 247

domingo, 5 de julho de 2020

Puxa-saquismo sem máscara


POR FERNANDO BRITO · 04/07/2020


A foto posada com o embaixador Todd Chapman – que passou o dia da Independência norte-americana vestido de cowboy – é um retrato dos dois países, Brasil e Estados Unidos: sem máscara, parceiros na irresponsabilidade diante da mais séria praga da humanidade em mais de 100 anos.

Não é à toa que ambos, hoje, lideram a lista de doentes e de mortes entre os mais de 11 milhões de infectados e 532 mil óbitos, com perto de 40% de ambos os totais do planeta, tendo, como já disse aqui, menos de 7% da população global.

Nossos países, além da indiferença pelo sofrimento humano, entregaram-se à mistificação – quanto tempo, energia e dinheiro perderam-se com a história da cloroquina – e à politização do vírus.

Trump e Bolsonaro, enquanto puderam, debocharam do perigo, desdenharam de sua gravidade, passaram a oferecer curas milagrosas e, agora, juntos, comemoram uma “retomada” que é nitidamente fugaz, diante da nova escalada de casos que assola seus países.

O governo brasileiro, na sua ânsia de “puxar saco” do declinante governo Trump, sequer reagiu às desqualificações que nosso país sofreu, depois que Bolsonaro virou chacota mundial.

Agora, no 4 de julho, o que podia ser uma visita protocolar, diplomaticamente adequada até, vira um espetáculo de sabujice, onde nossa ignorância só não fica mais evidente porque a norte-americana em muito se assemelha.

Não foi sequer um “evento social”, tanto que nossos ministros, inclusive os generais Braga Netto e Luiz Eduardo Ramos, se obrigam a usar um adesivo de identificação posto pela segurança norte-americana, algo inteiramente desnecessário num encontro desta natureza.

Para quem já tirou os sapatos para entrar nos Estados Unidos, porém, nem dá para reclamar disso.


Tijolaço