sábado, 23 de setembro de 2017

PIMENTA DENUNCIA 'CONEXÃO CURITIBA' PARA INVIABILIZAR LULA


"Todos sabem da ligação do juiz Sérgio Moro com Curitiba, assim como dos delegados e procuradores da Lava Jato com a capital paranaense. Porém, o que quase ninguém sabe é que os membros do Poder Judiciário de instâncias superiores que julgarão as decisões de Moro contra Lula também são todos de Curitiba e de círculos próximos ao do magistrado que persegue o ex-presidente", disse o deputado

23 DE SETEMBRO DE 2017 

RS 247 – Em entrevista ao 247, nesta sexta-feira (22), o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) denunciou um esquema no Poder Judiciário brasileiro para condenar o ex-Presidente Lula e inviabilizá-lo como candidato nas eleições de 2018. O que para alguns poderia ser visto como apenas uma “simples coincidência” é classificado por Pimenta como “Conexão Curitiba”. 

"Todos sabem da ligação do juiz Sérgio Moro com Curitiba, assim como dos delegados e procuradores da Lava Jato com a capital paranaense. Porém, o que quase ninguém sabe é que os membros do Poder Judiciário de instâncias superiores que julgarão as decisões de Moro contra Lula também são todos de Curitiba e de círculos próximos ao do magistrado que persegue o ex-presidente", disse o deputado.

Conforme Pimenta, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª região João Pedro Gebran Neto, responsável por julgar recursos de pessoas condenadas em primeira instância na Lava Jato, é natural de Curitiba, onde se formou e fez carreira no meio jurídico. Já no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o relator dos processos da Lava Jato é o ministro Felix Fischer, que também tem forte ligação com Curitiba e região, onde foi professor de diversas universidades de Direito ao longo da década de 1970, 1980 e 1990 até ser nomeado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para o cargo de ministro no STJ.

O curioso é que Félix Fischer não era o relator dos casos da Lava Jato no STJ, que estavam sob a responsabilidade do ministro Marcelo Navarro. Mas em dezembro de 2015, a relatoria saiu das mãos de Navarro e foi para as mãos de Félix Fischer em razão de uma regra regimental do STJ. Ontem (21), Felix Fischer negou o recurso da defesa de Lula que pedia a suspeição do juiz Sérgio Moro, contrariando o parecer da desembargadora Aurea Maria Etelvina Nogueira Lustosa Pierre.

Por fim, lembra Pimenta, o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal é o ministro Edson Fachin, formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Assim como ocorreu no STJ, Fachin não era o relator dos casos da Lava Jato na Suprema Corte. Ele só assumiu a relatoria após a morte de Teori Zavascki, em uma manobra do próprio STF, como explica o deputado Paulo Pimenta. “O Fachin era da primeira turma, e o colegiado responsável pela análise da Lava Jato no STF era a segunda turma da Corte. Fachin foi então transferido da primeira para a segunda turma, e “coincidentemente” foi ele o sorteado para ser o relator da Lava Jato”, recorda Pimenta.

De acordo com Pimenta, o episódio “Fachin” fecha o ciclo da “Conexão Curitiba”, que segundo ele foi montado estrategicamente para afastar Lula das eleições de 2018. “Não são coincidências, são evidencias de que há um rearranjo dentro do Poder Judiciário que está sendo cumprido. Essas relações pessoais e profissionais que se misturam entre o juiz Sérgio Moro, o desembargador Gebran Neto, e os ministros Félix Fischer e Edson Fachin beiram o repugnante, assim, como por outro lado, revelam os riscos para o Direito brasileiro das decisões que serão tomadas e referendadas, uma vez que, ao que parece, não serão baseadas em provas ou nas leis, mas muito mais sustentadas por uma lealdade de uma “confraria de amigos” dessa Conexão Curitiba”, denunciou Pimenta.

Confira a primeira parte da entrevista:

PROCURADOR QUER ABRIR CAIXA-PRETA DAS DELAÇÕES EM CPI

Primeiro depoente da CPI da JBS, o procurador Ângelo Villela se diz disposto a revelar os métodos do Ministério Público para obter delações na Lava Jato; em conversas com interlocutores, ele relatou interesse em expor os mecanismos de pressão para obter relatos contra alvos específicos; "Qual é o fato novo que envolve a empresa JBS? Há muitos meses existe no Brasil uma suspeita de que há um modus operandi de extração de delações. Há uma interpretação por setores do Ministério Público Federal que estão em Curitiba e em Brasília que, para se extrair de um delator aquilo que se quer ouvir, vale tudo", diz o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), integrante da CPI

23 DE SETEMBRO DE 2017


247 – Primeiro depoente da CPI da JBS, o procurador Ângelo Villela se diz disposto a revelar os métodos do Ministério Público para obter delações na Lava Jato.

"O procurador Ângelo Goulart Villela, que chegou a ser preso em decorrência dos relatos de Joesley Batista, da JBS, está disposto a abrir a 'caixa preta das delações' na gestão de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República, encerrada domingo (17). Em conversas com interlocutores, Villela relatou interesse em expor os métodos, segundo ele, de pressão da equipe de Janot para obter relatos contra alvos específicos", informa reportagem da Folha.

"Qual é o fato novo que envolve a empresa JBS? Há muitos meses existe no Brasil uma suspeita de que há um modus operandi de extração de delações. Há uma interpretação por setores do Ministério Público Federal que estão em Curitiba e em Brasília que, para se extrair de um delator aquilo que se quer ouvir, vale tudo", diz o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), integrante da CPI.

O procurador, que está afastado, é acusado de ter recebido propina para dar informações sigilosas de investigações ao grupo JBS.



Brasil 247

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

LULA: 'DAQUI A POUCO ELES VÃO NA BOLSA DE VALORES ESCOLHER UM PRESIDENTE'



Em discurso no lançamento da campanha de filiação do PT, nesta sexta-feira, 22, o ex-presidente Lula disse que filiar-se ao PT é a solução para quem busca contribuir para o país; "O PT precisa convencer as pessoas que não existe saída fora da política. O PT tem que ser um partido que enfrenta essa discussão contra a negação da política", afirmou; Lula criticou também a ameaça à soberania nacional e disse que querem retirar do povo o poder se suas escolhas; "A soberania nacional precisa entrar na ordem do dia. O que acontece no Brasil hoje é que o que menos interessa é o país como nação. Daqui a pouco não vai ter mais eleição pra presidente. Eles vão na Bolsa de Valores escolher um presidente"

22 DE SETEMBRO DE 2017


247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta sexta-feira, 22, do lançamento da campanha de filiação do PT, na sede nacional do partido em São Paulo. 

Em seu discurso, Lula disse que filiar-se ao PT é a solução para quem busca contribuir para o país e quem busca solucionar suas próprias angústias com o futuro do Brasil. "O PT precisa convencer as pessoas que não existe saída fora da política. O PT tem que ser um partido que enfrenta essa discussão contra a negação da política", afirmou Lula.

"Fora da política teremos nazismo, fascismo, qualquer coisa. Menos democracia, menos participação popular. Por isso que é importante as pessoas participarem do PT. E vocês querem contribuir com o país, solucionar o seu problema de incerteza no futuro, entre no PT, porque o PT vai ajudar a resolver suas angústias políticas e ideológicas e garantir um Brasil livre e soberano", afirmou o ex-presidente. 

Lula criticou também a ameaça à soberania nacional e disse que querem retirar do povo o poder se suas escolhas. "A soberania nacional precisa entrar na ordem do dia. O que acontece no Brasil hoje é que o que menos interessa é o país como nação. Daqui a pouco não vai ter mais eleição pra presidente. Eles vão na Bolsa de Valores escolher um presidente", afirmou. 

Acompanhe como foi o lançamento da campanha de filiação ao PT:

FUNARO E JOESLEY ALINHARAM DEFESA EM ESCRITÓRIO DE EX-ADVOGADO DE TEMER

Dr. Cristiano Zanin Martins - Defesa de Lula






Viomundo

Lula: “se acham que mexem com quem roubou e tem medo, erraram”




POR FERNANDO BRITO · 21/09/2017



Do Valor, que acompanhou o discurso de Lula no lançamento da plataforma de internet Brasil Que O Povo Quer, destinada a formular o programa petista:

Líder nas pesquisas de intenção de voto e réu em sete ações penais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quinta-feira as investigações contra ele e voltou a afirmar que não roubou.

Pré-candidato presidencial, Lula disse não ter medo das acusações e afirmou que isso o “estimula” a lutar.

“Isso é coisa que me estimula. Digo todo dia para minha consciência: eles mexeram com quem não deveria mexer. Não é, porque estou acima de qualquer coisa não. É porque eu não fiz o que eles dizem que eu fiz”, afirmou o ex-presidente. “Se eles estão acostumados a mexer com político que fez corrupção, que roubou, que ‘enricou’ e que está com o rabo no meio das pernas, eles estão mexendo com político que não roubou, que não tem medo deles e que a única coisa que tem é sua honra para defender neste momento.”

À plateia de petistas e integrantes de movimentos populares, Lula atacou a imprensa por “mentir”, a Polícia Federal por “fazer inquérito mentiroso” e o Ministério Público por fazer “denúncia criminosa”. O ex-presidente afirmou que não tem que provar sua inocência, mas sim seus acusadores devem apresentar provas contra ele.

O petista classificou como uma “excrecência” a acusação de que teria vendido ao setor automobilístico uma Medida Provisória com incentivos fiscais a montadoras, que foi apresentada pelo Ministério Público Federal e aceita nesta semana pela Justiça do Distrito Federal. Com isso, tornou-se réu pela sétima vez.

“É excrescência, da excrecência, da excrecência”, repetiu.

Depois de prestar depoimento sobre a acusação de venda de benefícios fiscais por meio da MP, Lula disse ter chamado o diretor da Polícia Federal e pedido que os delegados tenham uma lição de política. “São analfabetos políticos, não conhecem nada de política”, disse.

Segundo Lula, os investigadores que o acusam de irregularidades jogam “lama” nas pessoas e depois não pedem desculpas.


Tijolaço

Defesa de Lula vai recorrer ao plenário do STJ por suspeição de Moro

SEX, 22/09/2017 - 10:08
ATUALIZADO EM 22/09/2017 - 10:18


Jornal GGN - A defesa do ex-presidente Lula vai recorrer da decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Felix Fischer, negando o prosseguimento de recurso apresentado pela subprocuradoria do Ministério Público Federal em favor do julgamento da suspeição de Sergio Moro.

Na quinta (21), Fischer apontou que declarar a parcialidade de Moro ou não dependeria do reexame de provas, o que contraria súmula do próprio STJ.

"Vamos recorrer para que o colegiado analise o tema da suspeição, tal como opinou o Ministério Público Federal em parecer emitido nos autos", disse o advogado Cristiano Zanin.

No recurso, a defesa apontou "procedimentos e decisões que violam a imparcialidade requerida ao juiz Sérgio Moro para a condução dos inquéritos."

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região já havia negado pedido da defesa sobre o caso. O tribunal concluiu que, ao contrário das alegações do ex-presidente, manifestações de Moro em textos jurídicos ou palestras sobre corrupção não levariam à suspeição do magistrado para julgar casos contra Lula.

Para apontar a suspeição de Moro, a subprocuradoria do MPF acolheu as fotos anexadas pela defesa, de Moro participando de eventos ao lado de Aécio Neves (PSDB) e outros tucanos.



Jornal GGN