domingo, 25 de junho de 2017

O powerpoint de Moro na Istoé condena Lula a 22 anos de prisão



POR FERNANDO BRITO · 23/06/2017





22 anos de prisão, vejam só.

É o que a revista Istoé diz que Sérgio Moro “pedirá” (pedirá? nunca vi juiz pedir, ao que eu saiba juiz condena).

O texto, na parte que está na internet, é um primor de parcialidade.

O texto assemelha-se ao envelope enviado ao presidente da Câmara, escatologia enviada hoje aos jornais.

A ilustração, por sua vez, copia o powerpoint do Dr. Dallagnol.

Nem mesmo se importam em apregoar que a sentença é combinada entre a turma de Dallagnol e Sérgio Moro: “conforme apurou ISTOÉ junto a integrantes da Lava Jato, o petista vai pegar até 22 anos de cadeia – 10 anos por lavagem de dinheiro e 12 por corrupção passiva”, tudo por não ter recebido um apartamento que, dizem seus algozes, “ia” receber.

Quer ter ideia do que isso representa?

O goleiro Bruno Fernandes, ex-Flamengo, foi condenado à mesma pena por ter assassinado a mãe de seu filho, Eliza Samúdio, pela ocultação de seu cadáver (diz-se que lançando a cachorros) e pelo sequestro e cárcere privado do próprio filho.

Como todos sabemos que Sérgio Moro vai condenar Lula, é bom que seja nos moldes que a porca revista anuncia.

Revela o ânimo verdadeiro deste pastiche de processo judicial: assassinar moralmente – já que não é possível que seja fisicamente – de matar Lula.

Nem uma palavra a menos.




Tijolaço

'Jogo de Carta' com José Trajano (na íntegra)

FLORESTAN FERNANDES: ‘POR QUE O STF É TÃO CONDESCENDENTE COM AÉCIO?’

Em post intitulado "A lata de lixo da história" no Facebook, o jornalista Florestan Fernandes Júnior criticou a decisão do STF de adiar o julgamento da prisão preventiva do senador Aécio Neves (PSDB-MG), e de conceder liberdade a Frederico de Medeiros e a Andrea Neves, primo e irmã do tucano, respectivamente; "Aécio não ser afastado do PSDB eu até entendo, afinal o senador é um arquivo vivo dos principais caciques do partido, mas qual o motivo para o STF ser tão condescendente com ele, mesmo depois da divulgação da gravação em que o senador pede e recebe a propina de 2 milhões de reais do dono da JBF?", questionou

24 DE JUNHO DE 2017 


247 - Jornalista Florestan Fernandes Júnior criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de conceder liberdade a Frederico de Medeiros, primo distante do senador Aécio Neves (PSDB-MG), e a Andrea Neves, irmã do tucano.

"Nos últimos dias o STF soltou da prisão a irmã e o primo de Aécio Neves, adiou o julgamento do pedido de prisão preventiva dele e entregou para Gilmar Mendes a relatoria de inquérito por suposto recebimento de dinheiro ilegal feito pela Odebrechet ao senador mineiro. Para fechar a semana, o presidente da Comissão de Ética do senado, João Alberto Souza, aliado de José Sarney, arquivou o pedido de cassação de Aécio por quebra de decoro parlamentar", lembrou o jornalista, no Facebook, em post intitulado "A lata de lixo da história".

"Aécio não ser afastado do PSDB eu até entendo, afinal o senador é um arquivo vivo dos principais caciques do partido, mas qual o motivo para o STF ser tão condescendente com ele, mesmo depois da divulgação da gravação em que o senador pede e recebe a propina de 2 milhões de reais do dono da JBF?", questionou.

Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista, para supostamente pagar advogados. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB. Segundo a PF, que filmou a cena, o dinheiro foi depositado numa empresa do senador Zeze Perrella (PMDB-MG).

Andrea Neves, irmã do senador afastado, foi presa por ter pedido dinheiro ao empresário da JBS, Joesley Batista – em nome do irmão.

Frederico de Medeiros foi preso por ter recebido o dinheiro em nome de Aécio, cerca de R$ 2 milhões. Fred fez três viagens entre São Paulo e Minas Gerais para buscar três dos quatro lotes de R$ 500 mil prometidos por Joesley.

O tucano tratou a propina como venda de apartamento. "Foi proposta, em primeiro lugar, a venda ao executivo de um apartamento de propriedade da família. O delator propôs, entretanto, já atendendo aos interesses de sua delação, emprestar recursos lícitos provenientes de sua empresa, o que ocorreu sem qualquer contrapartida, sem qualquer ato que mesmo remotamente possa ser considerado ilegal ou mesmo que tenha qualquer relação com o setor público. Registre-se ainda que a intenção do senador sempre foi, quando da venda do apartamento, ressarcir o empresário", disse ele, em nota.

Ação contra a Lava Jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que tanto Michel Temer como o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) agiram "em articulação" para impedir o avanço da Lava Jato. "Verifica-se que Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio de controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos", afirma Janot.

No diálogo que teve com o empresário Joesley Batista, da JBS, Aécio sugeriu escolher os delegados da Polícia Federal para estancar a Operação Lava Jato. A conversa foi divulgada pelo BuzzFeed Brasil. Ele também chama o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, de "bosta do caralho". Na conversa, Aécio aparentemente fica nervoso porque Serraglio não teria informações internas da Polícia Federal e, consequentemente, sobre a Lava Jato.

Ministro da Justiça é "um bosta de um caralho", diz Aécio.

Joesley — Esse é bom?

Aécio — Tá na cadeira (...). O ministro é um bosta de um caralho, que não dá um alô, peba, está passando mal de saúde pede pra sair. Michel tá doido. Veio só eu e ele ontem de São Paulo, mandou um cara lá no Osmar Serraglio, porque ele errou de novo de nomear essa porra desse (...). Porque aí mexia na PF. O que que vai acontecer agora? Vai vim um inquérito de uma porrada de gente, caralho, eles são tão bunda mole que eles não (têm) o cara que vai distribuir os inquéritos para o delegado. Você tem lá cem, sei lá, 2.000 delegados da Polícia Federal. Você tem que escolher dez caras, né?, do Moreira, que interessa a ele vai pro João.

Aécio também chama de "merda" o pacote das Dez Medidas Contra a Corrupção, proposta pelo Ministério Público ao Congresso e encabeçado pelo procurador Deltan Dallagnol.



Brasil 247

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Senadores que apoiaram golpe agora são "independentes" e ameaçam reformas de Temer

SEX, 23/06/2017 - 17:21
ATUALIZADO EM 23/06/2017 - 17:49



Senadores Ronaldo Caiado (DEM), Ana Amélia (PP) e Álvaro Dias (PV)

Jornal GGN - Diversos senadores que defenderam o impeachment de Dilma Rousseff com sua saída do governo e que, até há pouco, apoiavam o mandatário Michel Temer anunciaram "independência" do governo peemedebista. Na lista, estão nomes como a inflamada adepta ao impeachment, Ana Amélia (PP-RS), o senador que chamou o governo Dilma de "incompetente", Alvaro Dias (PV-PR), o que criticou as acusações da Lava Jato no PT, Lasier Martins (PDT-RS) e o senador que apostou em um futuro com Temer, Cristovam Buarque (PPS-DF).

Em seu discurso final a favor do impeachment, no dia 30 de agosto de 2016, Ana Amélia criticou duramente o governo Dilma e Lula, afirmando que ambos "não tinham um projeto de país, mas um projeto de poder" e que o "verdadeiro golpe foi contra milhões de brasileiros desempregados".

Á época, durante a defesa da ex-presidente Dilma Rousseff no Plenário do Senado, a petista afirmou que as críticas da senadora eram vazias diante do fato de que o governo então interino, de Michel Temer, chegava ao poder sem votos.




Quase um ano depois, Ana Amélia mostra-se orgulhosa de "não ter nenhum vínculo ou dependência do governo". Dizendo-se "independente", afirmou no Plenário da Casa que tem "muita tranquilidade" de anunciar o seu distanciamento de Temer, ainda que tenha o ajudado a assumir efetivamente o Planalto em agosto do ano passado.

Naquele mês, Cristovam Buarque (PPS-DF) tentava se proteger, ao afirmar no discurso favorável ao impeachment que não estava apoiando o governo do peemedebista. Mas apostava as fichas: "Espero que o presidente Temer cumpra seu compromisso de recuperar a estabilidade monetária. Eu voto não olhando o passado, mas sobretudo o futuro. Não estou mudando de lado, estou dando um passo à frente. Estou avançando. (...) Quero ajudar a recuperar as forças progressistas. Estamos fazendo o impeachment não só de Dilma, mas de uma esquerda velha."


Agora, como se seus votos não tivessem sido dados a favor de Temer, disse: "Fica este apelo de todos que falaram hoje (anteontem) aqui em plenário ao presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE): convoque uma reunião e vamos conversar sobre como sair da crise", convidando os senadores contrários ao peemedebista.

Da mesma forma, Acir Gurgacz (PDT-RO), Lasier Martins (PDT-RS), Alvaro Dias (PV-PR) e Reguffe (sem partido–DF) defenderam a queda de Dilma Rousseff, admitindo automaticamente a entrada definitiva de Michel Temer no comando do país até 2018.

"O que há é a consagração da incompetência. [...] Esse é um governo fracassado. Fracassou politicamente, fracassou administrativamente e tem que ser substituído imediamente", havia discursado Alvaro Dias, que agora se soma aos "independentes".

O enfraquecimento da base aliada do mandatário peemedebista no Congresso assumiu força após a divulgação da delação premiada do empresário Joesley Batista, da JBS, há mais de um mês, abrindo inquérito contra Michel Temer por obstrução à Justiça e corrupção passiva.

Nesta semana, o relator do processo do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu o prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República apresente denúncia com indícios levantados pela Polícia Federal. O procurador, Rodrigo Janot, deve enviar a peça até a próxima quarta-feira (28).

Na lista dos partidos aliados, mas que não formavam a estrutura do próprio governo, ainda amedrontam a governabilidade do Planalto outros senadores, integrantes de partidos mais próximos e que possibilitaram a aprovação de diversas medidas econômicas de Michel Temer no Congresso.

São os chamados "insatisfeitos". Além do próprio líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), que se mostrou descontente com o mandatário, desde o envio das primeiras propostas que afetam diretamente direitos sociais, surgem agora os nomes do líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), e os tucanos Eduardo Amorim (SE), Ataídes Oliveira (TO) e Ricardo Ferraço (ES).

O principal impacto dessa insatisfação deve ocorrer na reforma trabalhista. Levantamento feito pelo site Poder360, dos 23 dos 80 senadores em exercício são contra o projeto e, pelo menos, 29 querem modificações no texto que está tramitando. São apenas 30 os que disseram ser favoráveis ao projeto da reforma como está, outros 21 senadores não se manifestaram.

O envio da denúncia da PGR contra Temer até a próxima quarta pode influenciar, ainda mais, no resultado da proposta de reforma trabalhista no Senado, que terá o relatório votado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) ainda na quarta-feira.


Jornal GGN

PERÍCIA DA PF CONCLUI QUE NÃO HOUVE EDIÇÃO EM ÁUDIO DE TEMER COM JOESLEY

A perícia foi finalizada nesta sexta-feira 23 pelo INC (Instituto Nacional de Criminalística); os peritos identificaram mais de 180 interrupções "naturais" no áudio da conversa entre Michel Temer e o empresário Joesley Batista nos porões do Palácio do Jaburu; a análise indica ainda que o equipamento utilizado pelo dono da JBS possui um dispositivo que pausa automaticamente a gravação em momentos de silêncio e a retoma quando identifica som; defesa de Temer questionava a legitimidade das gravações, que foram apresentadas como provas por Joesley em seu acordo de delação premiada; o advogado de Temer, Antônio Claudio Mariz de Oliveira, admitiu nesta quinta que se a perícia da PF não mostrasse nada, seria preocupante; "Se a perícia não mostrar nada, fica difícil", afirmou

23 DE JUNHO DE 2017 


247 - A perícia realizada pela Polícia Federal na gravação da conversa entre Michel Temer e o empresário Joesley Batista apontou que não houve edição no áudio, aponta reportagem da Folha de S.Paulo.

A análise foi concluída nesta sexta-feira 23 pelo INC (Instituto Nacional de Criminalística). Os peritos identificaram mais de 180 interrupções "naturais" no áudio, que foi gravado por Joesley nos porões do Palácio do Jaburu em março desse ano.

A perícia indica ainda, segundo a Folha, que o equipamento utilizado pelo dono da JBS possui um dispositivo que pausa automaticamente a gravação em momentos de silêncio e a retoma quando identifica som.

A defesa de Temer questionava a legitimidade das gravações, que foram apresentadas como provas pelo dono da JBS como provas de suas denúncias em seu acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato.

O advogado de defesa de Temer, Antônio Claudio Mariz de Oliveira, admitiu nesta quinta que se a perícia da PF não mostrasse nada, seria preocupante. "Se a perícia não mostrar nada, fica difícil", afirmou.



Brasil 247

PRESIDENTE DO CONSELHO DE ÉTICA ARQUIVA PEDIDO DE CASSAÇÃO DE AÉCIO


O senador João Alberto Souza (PMDB-MA), presidente do Conselho de Ética no Senado, informou nesta sexta-feira 23 ter arquivado o pedido de cassação do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), que havia sido feito pela Rede e pelo PSOL após a delação da JBS; para ele, não há "elementos convincentes para processar o senador"; "Me parece que fizeram uma grande armação contra o senador Aécio", disse

23 DE JUNHO DE 2017 


Minas 247 - O presidente do Conselho de Ética no Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), informou nesta sexta-feira 23 ter arquivado o pedido de cassação do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG).

O pedido foi feito pela Rede e pelo PSOL após a delação da JBS, que atinge diretamente o tucano. Aécio foi flagrado em um telefonema gravado por Joesley Batista pedindo R$ 2 milhões ao empresário. Parte do dinheiro (R$ 500 mil) foi entregue ao seu primo, Frederico Pacheco, que chegou a ser preso, mas passou a cumprir prisão domiciliar nesta semana.

"Decidi arquivar porque não achei elementos convincentes para processar o senador", justificou o presidente do colegiado, segundo o G1. "Me parece que fizeram uma grande armação contra o senador Aécio", acrescentou.



Brasil 247

Além de expôr Temer e Aécio, Janot desmoralizou a Lava Jato de Moro com sua obsessão por Lula e PT. Por Kiko Nogueira



- 18 de junho de 2017

Lima, Moro e Dallagnol


Rodrigo Janot roubou a cena de Sérgio Moro. Era fatal que uma hora isso acontecesse. Cansou.

A Lava Jato de Brasília vem colocando o governo Temer, e sua quadrilha, de joelhos.

Embora o acordo de delação premiada dos irmãos Esley seja absurdo, Janot reuniu muito mais provas contra Michel, Aécio e outros pústulas em alguns meses do que o pessoal da Curitiba contra Lula em mais de três anos.

O que se apresenta contra a tropa de MT é consistente e abrangente.

O braço curitibano acabou desmoralizado em sua caçada obsessiva contra um homem e um partido só.

Você ouviu falar de algum dos “homens de Janot”? Eles aparecem de óculos escuros escoltando bandidos? Dão entrevistas coletivas? Palestras?

Não. A discrição, uma virtude que os rapazes de Moro não possuem, é que dá o tom aqui.

Quem aparece é Janot.

A primeira vez que ele causou foi com a delação da Odebrecht, em que políticos de outros partidos surgiram.

Ficaram conhecidos os apelidos ridículos dos intocáveis — até então — do PSDB, como Serra e Alckmin.

Com a delação da JBS, Janot saiu da sombra, entrou em guerra aberta com Temer e passou a escrever artigos defendendo seus atos.

No último dia 15, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da “República de Curitiba”, reclamou das pessoas que apoiavam a força tarefa “por motivos mesquinhos ou ingênuos”.

Não era verdade que “todo mal estava no governo do PT”, escreveu.

Ora, essa impressão, transformada em certeza por analfabetos funcionais, não foi formada do nada. É fruto do trabalho do pessoal de Lima.

Visto em retrospectiva, depois do que contou Joesley, o que é aquele powerpoint de Dallagnol? O que são as palestras de Deltan em que Lula é vendido como um número do repertório?

O mandato de Janot termina em setembro. Moro, Lima e equipe estão contando os dias até lá.

Seja lá quem for seu substituto, o PGR expôs, além da corja de Temer e Aécio, uma operação que desde 2014 faz carnaval na mídia em torno de um sítio, dois pedalinhos, um triplex, muita convicção, nenhuma evidência e holofotes a granel.



Diário do Centro do Mundo   -   DCM