segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Dilma e Marina trocam farpas e polarizam debate



Segundo debate entre presidenciáveis se concentra no eixo Dilma Rousseff-Marina Silva; "Uma lista de promessas genéricas não é suficiente", disse presidente à candidata do PSB; "A candidata não reconhece seus erros", retrucou Marina; antes, Dilma questionou adversária sobre o pré-sal: "Por que esse desprezo pelas nossa riqueza que é tão invejada no mundo?"; adversária retrucou que Petrobras foi usada politicamente pelo governo; Marina não revelou quem pagou por suas palestras, que renderam R$ 1,6 milhão; "Isso depende das empresas que me contrataram", esquivou-se; nanico Levy Fidelix agrediu jornalista Kennedy Alencar; "Você é representante da mídia vendida"; debate organizado por SBT, UOL, Folha e Jovem Pan esquenta; Marina prometeu plebiscito sobre descriminalização da maconha e direito ao aborto; Liveblog 247

1 de Setembro de 2014 às 17:50
 
 
Brasil 247

Coordenador de Aécio sinaliza apoio a Marina no segundo turno





Presidente do DEM, senador Agripino Maia diz que trabalha "contra um mal maior que é o PT"; para isso, considera "uma aliança com Marina Silva, por exemplo", caso Aécio Neves (PSDB), do qual é coordenador da campanha, não vá para o segundo turno das eleições; "O sentimento que nos move - PSDB, DEM e Solidariedade - é garantir a ida de Aécio para o segundo turno. Se não for possível, avalizar a transição para o segundo turno. Ou seja, com uma aliança com Marina Silva, por exemplo. É tudo contra um mal maior que é o PT"

1 de Setembro de 2014 às 15:25




247 – O presidente do DEM e coordenador geral da campanha do tucano Aécio Neves à presidência, senador Agripino Maia, sinalizou nesta segunda-feira que seu partido considera se aliar à candidata Marina Silva, do PSB, caso haja segundo turno entre ela e a presidente Dilma Rousseff.

A estratégia é fazer de "tudo contra um mal maior que é o PT", disse ele, em entrevista ao Broadcast Político, do jornal O Estado de S. Paulo. "O sentimento que nos move - PSDB, DEM e Solidariedade - é garantir a ida de Aécio para o segundo turno. Se não for possível, avalizar a transição para o segundo turno. Ou seja, com uma aliança com Marina Silva, por exemplo. É tudo contra um mal maior que é o PT", afirmou.

As pesquisas eleitorais divulgadas na semana passada apontaram Marina na segunda posição em intenções de votos, à frente do presidenciável tucano, que agora está em terceiro. Datafolha divulgado na sexta-feira 29 apontou empate entre Dilma e Marina, com 34% da preferência do eleitorado, e 15% de Aécio Neves. 
 
 
Brasil 247

Jovens, vocês querem mesmo Marina?, por Gilson Caroni Filho

GILSON CARONI FILHO



A simples leitura do programa de governo de Marina da Silva que, como todos sabem, foi escolhida pela "providência divina" e os acontecimentos recentes envolvendo as alterações no seu programa partidário permitem levar ao eleitorado jovem pontos fundamentais que revelam a natureza extremamente conservadora do eleitorado mais jovem. Comecemos pelas questões macroeconômicas:

1) Marina pretende dar autonomia para o BC. O que significa isso? Entregar o banco para o mercado financeiro. Não por acaso conta com o apoio de banqueiros em sua campanha.

2) No documento, consta que políticas fiscais e monetárias serão instrumentos de controle de inflação de curto prazo. Como podemos ler este ponto? Arrocho salarial e aumento nas taxas de desemprego.

3) O programa ainda menciona a diminuição de normas para o setor produtivo. Os mais açodados podem pensar em menos carga tributária e burocracia para as empresas. Não, trata-se de reduzir encargos trabalhistas com a supressão de direitos que facilitem as demissões. Há muito que a burguesia patrimonialista pede o fim da multa rescisória de 40% a ser paga a todo trabalhador demitido sem justa causa. O capital agradece.

4) Redução das prioridades de investimento da Petrobrás no pré-sal. O que significa? Abrir mão de uma decisão estratégica de obter investimentos para aplicar na Saúde e na Educação. Isso, meus amigos mais jovens, é música para hospitais privados, planos de saúde e conglomerados estrangeiros que atuam na educação. O que o grupo Galileo fez com a Gama Filho e Univercidade , aqui no Rio, é fichinha perto do que está por vir. Era com uma coisa desse tipo que vocês sonhavam quando foram às ruas em junho do ano passado?

5) Em vez do fortalecimento do Mercosul, o programa da candidata, que " quer fazer a nova política," prega o fortalecimento das relações bilaterais com os Estados Unidos e União Europeia.Vamos retroceder vinte anos e assistir a um aumento da desnacionalização da economia latino-americana. É isso que vocês querem?

6) Meus caros amigos, não sei se foi a providência divina quem derrubou o avião em que viajava Eduardo Campos. Mas o que a vice dele, uma candidata que está à direita de Aécio Neves, lhes oferece é o pão que o diabo amassou. Gosto da vida, gosto da juventude, mas, agora, cabe a vocês escolher o que desejam enfiar goela adentro. Não há mais ninguém inocente.

No campo dos costumes, cabem outras indagações. O Partido Socialista Brasileiro, que sempre teve uma agenda progressista, foi criado em 1947. Ao ceder a pressões para lançar a candidatura de Marina da Silva, acabou. No lugar dele, surgiu um PSB capturado pelo "Rede" da candidata do Criador.

Pois bem, bastaram quatro tuitadas do Pastor Malafaia para o partido retirar de seu programa de governo o casamento civil igualitário. Se em quatro mensagens por twitter houve um retrocesso desse porte, imaginem em quatro anos de um eventual governo do consórcio Itaú-Assembléia de Deus. Descriminalização do aborto? Esqueçam. Descriminalização dos usuários de drogas? Nem pensar. No mínimo, procedimentos manicomiais para os dependentes. Pensem nos direitos conquistados pelas mulheres nos últimos anos sendo submetidos ao crivo de dogmas medievais. Nos homossexuais como anomalias apenas " toleradas", jamais como sujeitos de direitos. Sim, pois vislumbramos uma religião se transformando em política de Estado.

É isso que vocês querem para o país? É isso que vocês querem para suas vidas e a dos filhos que vierem a ter? Em caso afirmativo, chamem Torquemada e me avisem: não quero ver ninguém ardendo em fogueiras. Tudo é força, mas só Malafaia é poder. Não acredito que vocês desejem isso. Melhor, não quero acreditar.
 
 
Jornal GGN

Condições para a indústria nacional melhoram em agosto

Jornal GGN - A atividade da indústria brasileira apresentou melhora durante o mês de agosto pela primeira vez desde março, ao atingir 50,2 pontos, em relação aos 49,1 pontos contabilizados em julho, de acordo com o Índice Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), calculado pelo HSBC e compilado pela consultoria Markit.



"A alta do PMI sugere que a atividade de negócios melhorou modestamente em agosto, no que deve ter sido uma recuperação após as interrupções causadas pela Copa do Mundo. O aumento foi puxado por uma recuperação considerável da produção. Contudo, as novas encomendas permaneceram estagnadas, o que sugere que as perspectivas para o setor continuam fracas", afirmou André Loes, economista-chefe do HSBC no Brasil, em relatório.

Segundo o levantamento, os PMIs apurados nos meses de junho e julho mostraram que a Copa do Mundo afetou a atividade industrial. Mas com a conclusão do Mundial, a indústria aumentou a produção em agosto, bem como garantiu a assinatura de novos acordos comerciais.

O maior aumento da produção foi registrado pelo subsetor de bens intermediários, enquanto a indústria de bens de capital teve ligeira queda. Ao mesmo tempo, a atividade de compra cresceu pelo segundo mês seguido, e atingiu seu ritmo mais rápido desde março. Todas as categorias registraram aumento, sendo o mais forte entre os produtores de bens de investimento. Já o volume de novos negócios permaneceu inalterado em agosto, sendo que a subcategoria de bens de capital registrou redução.

Quanto ao total de funcionários, as empresas produtoras de bens intermediários foram as únicas a apontar queda no número de funcionários, sendo que os produtores de bens de consumo e de bens de investimento indicaram leves aumentos.

Em relação às pressões inflacionárias, estas persistiram em agosto, porém fracas. Os custos dos insumos aumentaram, mas a uma taxa marginal e bem abaixo da média de longo prazo para as séries. Consequentemente, os preços cobrados aumentaram pelo terceiro mês seguido.



Jornal GGN

Retoque na maquiagem

Marina, ex-calvinista mostra as artes sutis das raposas experientes. Ao condenar a “velha política”, não hesita em militar nela

por Mauricio Dias — publicado 30/08/2014 02:10



Luis Cleber/Estadão Conteúdo

   
Marina amenizou o discurso mais agressivo e chamou de "lendas" as posições políticas sobre questões ambientais anteriormente defendidas

 
 
Acontecimentos inesperados, como o que se vê agora com a presidenciável Marina Silva, não são um fenômeno decorrente do acaso ou provocado pela força do destino. A surpreendente ascensão eleitoral dela se dá por razões explicáveis, palpáveis, criadas antes e imediatamente após o acidente fatal com Eduardo Campos.

Não há fenômenos na política como há fenômenos na natureza.

Resgatada do ostracismo, por cálculo político da mídia conservadora, em duas semanas ela deixou de ser a sombra de Campos e desarrumou uma eleição que parecia arrumada. Atropelou a candidatura do tucano Aécio Neves e ameaça ultrapassar a petista Dilma Rousseff, com quem poderá disputar o segundo turno.

Uma parte do sucesso de agora foi plantada após a chegada dela em Brasília, em 1995, já eleita senadora pelo PT do Acre. Foi reeleita em 2003. Sustentou um discurso ambientalista rigoroso. Provocou confrontos internos e externos. Finalmente, rompeu com o governo Lula e com o PT ao se demitir do Ministério do Meio Ambiente.

Marina sempre foi contra a comercialização da soja modificada geneticamente. E reagiu à proposta de transposição das águas do São Francisco. A permissão para a realização das obras só foi dada após ela ter deixado o governo. São apenas dois exemplos.

Ao se despedir do ministério, em 2008, já tinha planos políticos e o olho na disputa da eleição presidencial de 2010. Concorreu pelo PV e perdeu. Recusou-se a apoiar, no segundo turno, a petista Dilma ou o tucano Serra.

Foi uma fuga clara e transparente do processo político-eleitoral.

Marina é, teoricamente, a expressão de uma política que não existe. Prega um comportamento quase calvinista. Nesse ponto ela é um retrocesso social.

A mídia conservadora, antigovernista, fez dela um ícone. E, para sacudir a base de administrações petistas, passou a fazer marcação a aliados de Lula e Dilma.

Além da sucessão de denúncias contra políticos, às vezes com razão e outras vezes sem sustentação, a mídia agia com sinais indiretos de que o Brasil seria melhor se não houvesse o Congresso. Quiçá também os políticos.



O caldo disso foi a fantástica mobilização popular nos meses de junho e julho de 2013. Se o turbilhão de manifestantes formasse um clube, haveria na porta de entrada a divisa: “Político não entra”. Talvez alguém acrescentasse: “Exceto Marina”.

Embalada por essas jornadas, ela passou a pregar uma indefinida “nova política” e, para isso, mobilizou militantes fiéis para criar um partido novo. Fracassou. Juntou-se ao PSB e tornou-se vice na chapa do partido.

A morte de Eduardo Campos promoveu a ascensão dela.

Após isso, ela mudou. Amenizou o discurso político mais agressivo e negou o que chamou de “lendas” sobre posições políticas ambientais.

Nos debates, farejando uma possível vitória, acentua que “em todos os partidos há quadros de qualidade”. Nesse momento é mais ardilosa do que Eduardo Campos, que satanizava nomes já satanizados como os de José Sarney, Renan Calheiros e Fernando Collor, entre outros.

A nova Marina age como uma velha raposa. Não dá nome aos bois.

Assim agiam os políticos matreiros nos tempos da “velha política”.
 
 
 
Carta Capital

Investigação em Minas: Aécio, quem cita é o juiz, não o promotor, uai!

31 de agosto de 2014 | 18:37 Autor: Fernando Brito



Hoje, na Folha, ao tentar desqualificar a investigação aberta pelo Ministério Público sobre suspeitas de irregularidades em um convênio celebrado pelo governo mineiro para a realização do programa Poupança Jovem, que – embora só atinja 1% dos municípios mineiros – foi apresentado como sua “grande realização” nos programas de TV, Aécio Neves saiu-se com esta pérola:

“Tem de perguntar para o promotor, que abriu a investigação e nem fomos citados em relação a isso ainda. Temos que tomar muito cuidado com essas notícias que vêm em véspera de eleição. Eu faria uma primeira pergunta: alguém que abriu uma investigação em 2009 não citou o Estado até hoje”, afirmou o candidato.

Eu vou explicar ao inciente candidato, com toda a paciência:

Dr. Aécio, quem cita não é o Promotor, que abriu a investigação, quem cita é o Juiz.

O senhor deveria perguntar, então, porque é que o Judiciário não mandou citar, pois o caso é de uma ONG contratada sem licitação em sua gestão.

Não deve ser difícil o senhor obter informações, porque a Justiça mineira é gentil, tanto que lá se firmou a inédita decisão de conceder usucapião em terras públicas a uma empresa de sua propriedade, a Perfil Agropecuária e Florestal Ltda, que fica lá em Montezuma, um lugarejo de oito mil habitantes que, não obstante, ganhou uma pista alfaltada para jatinhos.
 
 
Brasil 247

Empresas nacionais têm seu maior valor em 12 anos



Nunca as companhias brasileiras listadas na Bolsa de Valores de São Paulo valeram tanto como agora; apuração é da respeitada consultoria Economatica, que acompanha desde 2002 o desempenho das empresas nacionais; soma do valor de mercado de cada uma perfaz R$ 2,59 trilhões; paradoxalmente, mercado experimenta hoje alta de 1%, com disparada das estatais: Banco do Brasil (+2,5%), Petrobras (+4%) e Eletrobras (+6%); motivo alegado é o resultado da pesquisa eleitoral Datafolha, da sexta-feira 29, com alta de Marina Silva, do PSB, contra presidente Dilma Rousseff, do PT, e condutor da política econômica Guido Mantega, da Fazenda; empresários que choram estão mesmo defendendo seus próprios interesses? Ou reclamação é de 'barriga cheia' e pode gerar arrependimento?

1 de Setembro de 2014 às 12:58 




247 – Reclamar do dia a dia da economia faz parte de qualquer democracia, especialmente quando há retração no PIB, como a verificada no segundo trimestre, de 0,6%, de acordo com o IBGE. Mas anotar resultados em série histórica dos grandes setores produtivos também precisa fazer parte das análises mais profundas. Neste sentido, a consultoria Economática elaborou um estudo sobre a evolução mensal do valor de mercado das companhias brasileiras abertas – e apurou que elas nunca valeram tanto como agora.

Perfazendo R$ 2,59 trilhões, o valor de mercado somado das empresas nacionais listadas na Bolsa de Valores de São Paulo nunca esteve tão alto desde dezembro de 2002. O cálculo considera um número de empresas variável no tempo por que foi elaborado com todas as companhias presentes em cada data analisada.

O resultado mostra que os empresários, que têm feito coro contra a política econômica, podem se arrepender de uma mudança brusca no rumo traçado no governo da presidente Dilma Rousseff e executado pelo ministro Guido Mantega.

Nesta segunda-feira, reafirmando a aposta contra o governo, o Ibovespa subia 1,06%, às 12h43, com disparada dos papeis da Petrobras (+4%) e Eletrobras (+6%). A alta seria uma reação dos investidores à subida nas pesquisas da candidata do PSB, Marina Silva, na pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira 1. O paradoxo está no fato de Marina já ter se comprometido em esfriar a exploração do pré-sal, pela Petrobras, o que, segundo os técnicos da companhia, tem tudo para prejudicar o crescimento da estatal. O que está importando para o mercado, ao que se vê, é mais a política, neste momento, do que a própria situação das empresas.

Abaixo, tabela e análise elaborados pela Economatica sobre o recorde em valor de mercado das companhias dos mais diferentes setores da economia e texto do site Infomoney, parceiro de 247, sobre a manhã na Bolsa:

Valor de mercado da bolsa brasileira atinge seu máximo histórico em agosto de 2014 – Setor bancos e de petróleo e gás puxam alta no mês de agosto.
Economatica calcula a evolução mensal do valor de mercado das empresas de capital aberto brasileiras desde dezembro de 2002 e verifica que no dia 29 de agosto de 2014 o valor de mercado das empresas brasileiras atingiu R$ 2,59 trilhões, maior valor da história do mercado.
O calculo considera numero de empresas variável no tempo por que foi elaborado com todas as empresas presentes em cada data analisada.






O setor bancário com 22 instituições é o setor que no dia 29 de agosto tem o maior valor de mercado com R$ 561,8 bilhões, no mês agosto de 2014 o setor teve o maior crescimento com R$ 70,4 bilhões.
O segundo setor com maior valor de mercado da Bovespa é o de Alimentos e Bebidas com R$ 382,0 bilhões
O setor de Petróleo e Gás e o terceiro setor com maior representatividade com R$ 310,9 bilhões e também o setor com o maior crescimento nominal no mês de agosto com R$ 55,6 bilhões.
No mês de agosto de 2014 o valor de mercado das empresas brasileiras cresceu R$ 196,5 bilhões, maior crescimento nominal em amostras mensais da história.





Ibovespa sobe mais de 1% após Datafolha; Petrobras dispara 4%

Por Lara Rizério


SÃO PAULO - Em dia de feriado nos EUA por conta do Dia do Trabalho, o Ibovespa registra forças na sessão desta segunda-feira (1), digerindo os números do Datafolha e o reajuste de estimativas do mercado devido ao efeito-Marina. Às 10h27 (horário de Brasília), o índice registrava ganhos de 1,23%, a 62.047 pontos, patamar máximo desde 24 de janeiro de 2013, com destaque para a nova alta das ações da Petrobras, que sobem cerca de 4%.

No radar da companhia, além do Datafolha, está a entrada dos papéis PETR3 no portfólio do BTG Pactual com o novo cenário eleitoral: os analistas veem as ações chegarem a R$ 30,00 se Marina Silva (PSB) for eleita.

As estatais, que vêm sendo as protagonistas desse "rali eleitoral", acentuam os ganhos a cada minuto de negociação e roubam a cena nesta sessão, sendo elas: Petrobras (PETR3, R$ 23,04, +4,07%; PETR4, R$ 24,38, +4,41%) e Eletrobras (ELET3, R$ 8,64, +6,01%; ELET6, R$ 12,82, +3,81%) e Banco da Brasil (BBAS3, R$ 35,84, +2,43%).

Toda essa euforia deve-se a pesquisa eleitoral Datafolha, que mostrou Marina Silva (PSB) 13 pontos percentuais acima da última pesquisa do instituto, realizada em 18 de agosto, e agora com 34% das intenções de voto, empatada com o mesmo percentual de Dilma Rousseff (PT). Enquanto isso, o candidato do PSDB, Aécio Neves, apresentou forte queda, indo dos 20% do dia 18 para atuais 15%.

Por outro lado, os papéis da Vale, que chegaram a subir cerca de 1% em meio a possíveis novos estímulos na China e com uma decisão favorável do STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre o imposto de renda de controladas, zeraram os ganhos. A primeira turma do STJ negou, por unanimidade, recurso impetrado pela União e manteve decisão que libera a mineradora de pagar impostos sobre lucro auferido por controladas no exterior para evitar a bitributação, disse a empresa à Reuters na sexta-feira.

O recurso foi impetrado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional após decisão favorável do STJ à Vale, em abril. Na ocasião, a Justiça decidiu que o fisco brasileiro não pode tributar o lucro de controladas da Vale em Luxemburgo, Bélgica e Dinamarca. Segundo a Vale, a última decisão do STJ foi realizada na quarta-feira e o acórdão ainda não foi publicado.

Em destaque no noticiário econômico, está o Focus. Economistas de instituições financeiras revisaram as suas estimativas para diversos aspectos da economia brasileira, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central nesta segunda-feira. A expansão do PIB (Produto Interno Bruto) em 2014 diminuiu para 0,52%, ante 0,70% da semana anterior - esta é a 14ª semana consecutiva que os economistas diminuem as estimativas para o crescimento da atividade econômica brasileira. Para 2015, os economistas também diminuíram a projeção do PIB para 1,10%, ante 1,20%.

Enquanto isso, o PMI Brasil revelado pelo HSBC mostrou um avanço na atividade industrial do Brasil, de 49,1 em julho para 50,2 em agosto.



Brasil 247