sexta-feira, 1 de maio de 2015

A CRIPTOGRAFIA E O AUTORITARISMO

30 de abr de 2015


Autor: Mauro Santayana







(Hoje em Dia) - Apresentando-se, sempre, ao mundo, como um paladino da defesa da liberdade e da democracia, os EUA acabam de pedir à comunidade científica o fim da criptografia, processo que permite aos usuários de computador defender seus dados de hackers e mantê-los a salvo de estados abusivos e autoritários, que espionam seus cidadãos e os alheios, como o é o caso dos próprios Estados Unidos.


Na última conferência RSA, voltada para sistemas de segurança cibernética, encerrada há poucos dias, o Secretário para a Segurança Interna dos EUA, Jen Johnson, fez um apelo aos técnicos e cientistas participantes, no sentido de desenvolver uma forma definitiva de “contornar e desabilitar a criptografia” como forma de aumentar o poder dos órgãos de segurança.


O caminho mais fácil para que isso venha a ocorrer já está delineado. O rápido avanço da computação quântica, possibilitará o surgimento de um novo tipo de computador, contra o qual a maioria dos softwares criptográficos não teriam a menor defesa. 


Há no entanto, países e organizações que, antevendo a ameaça que esse tipo de máquina poderia acarretar contra a liberdade individual, se organizam para incentivar o desenvolvimento de novos tipos de criptografia capazes de proteger dados no futuro universo da computação quântica, antes mesmo que os computadores quânticos estejam desenvolvidos.


Ressabiada pela espionagem executada contra alguns de seus dirigentes, como a Chanceler Ângela Merkel, a União Europeia não parece estar disposta a aceitar de braços cruzados a consolidação de um imenso Big Brother planetário, por parte do governo norte-americano, não nos moldes do reality show imbecil homônimo, mas da ditadura descrita no profético romance 1984, de George Orwell, que lhe emprestou o nome.


A Comissão Europeia acaba de liberar milhões de euros para que cientistas desenvolvam sistemas criptográficos imunes a computadores quânticos, no que já está sendo chamado de criptografia “pós-quântica”. Qualquer dado que tenha de ser protegido em um horizonte de mais de dez anos, já teria de ser guardado por esse sistema, já que esse é o tempo previsto para entrada em funcionamento, nas mãos dos governos mais avançados, da computação quântica.


O Brasil, cujo governo também foi vítima da espionagem norte-americana, deveria se juntar a esse esforço, em colaboração com a UE, ou financiando pesquisas semelhantes dentro de universidades como a USP.


Os EUA alegam ser necessário eliminar a criptografia para se defender de “terroristas” e criminosos.


A questão é saber quem, no futuro, irá determinar quem é “terrorista” e quem é um combatente lutando, eventualmente, contra estados fascistas com tecnologia de localização pessoal, reconhecimento facial, dados biométricos, espionagem de massa de telecomunicações e de internet.


Em nome da Liberdade, essa prerrogativa não deve ser do Sistema, mas, primordialmente, do indivíduo.


Hoje em Dia

A SINDICALISTA QUE VIROU O JOGO DA TERCEIRIZAÇÃO


A cearense Graça Costa, a maior especialista da Central Única dos Trabalhadores em terceirização, teve papel decisivo na tomada de posição dos trabalhadores e também na mudança de percepção da sociedade em relação ao chamado 'PL 4.330', que trata do tema; em audiência no Congresso, ela desafiou os parlamentares; "podem votar, nós temos fotos de todos vocês e sabemos onde cada um de vocês teve votos; vamos espalhar em todos os postes das suas bases eleitorais"; coincidência ou não, entre a primeira votação e a segunda, o número de apoiadores na Câmara caiu de 324 para 230; "viramos 94 votos", disse ela ao 247; em audiência com o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), ela obteve o compromisso de uma tramitação com amplo debate no Senado; de Dilma, obteve a promessa de veto à terceirização na atividade-fim das empresas; combativa, Graça Costa simboliza o Primeiro de Maio; "a Câmara não é a bodega do Eduardo Cunha", diz ela; vídeo

1 DE MAIO DE 2015 ÀS 19:03


247 - O Primeiro de Maio de 2015 tem um símbolo: a sindicalista cearense Graça Costa, que é a principal especialista da Central Única dos Trabalhadores no tema da terceirização (confira aqui sua página no Facebook).

Nos últimos dias, Graça teve ampla atividade em Brasília. Sua luta foi decisiva para a tomada de posição dos trabalhadores e também para a mudança de percepção da sociedade e dos parlamentares em relação ao tema.

Logo após a primeira votação sobre a terceirização, em que o rolo compressor de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) garantiu uma aprovação em regime de urgência do projeto de lei 4.330, Graça participou de uma audiência no Congresso.

No principal momento, ela desafiou os parlamentares ali presentes, como se pode ver neste vídeo. "Podem votar, nós temos fotos de todos vocês e sabemos onde cada um de vocês foi votado; vamos espalhar em todos os postes das suas bases eleitorais para desgastar você que é contra o trabalhador e a trabalhadora", disse ela.

Graça também deu um recado a Cunha. "Respeite a história da CUT. Respeite a história da classe trabalhadora", afirmou. "O Eduardo Cunha tá se comportando como um ditador. A Câmara não é bodega do Cunha".

Coincidência ou não, entre a primeira votação e a segunda, o número de apoiadores na Câmara caiu de 324 para 230. "Viramos 94 votos", disse ela ao 247.

Depois disso, Graça participou de uma audiência com o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), em que obteve o compromisso de uma tramitação no Senado com amplo debate. "Graça é uma lutadora e os trabalhadores serão ouvidos em todas as comissões", disse Renan ao 247.

Depois, foi a vez da presidente Dilma Rousseff, que se posicionou contra a terceirização das chamadas "atividades-fim" nas empresas.

Por essas e outras, Graça Costa é o símbolo deste Primeiro de Maio.



Brasil 247

Na Época, o alto custo da politização do Ministério Público Federal






Não há mais limites para a politização do Ministério Público Federal.

A denúncia da Procuradoria da República do Distrito Federal contra a Odebrecht e Lula, por suas ações para conquistar mercados em países emergentes, é um dos capítulos mais graves da atuação política do órgão (http://migre.me/pGGtG).

Desde o início dos anos 90, obras de construtoras brasileiras no exterior foram enquadradas na categoria “exportação de serviços”, tendo acesso a linhas de financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).

Já em 2003, o banco contava com um departamento especializado em América do Sul, com US$ 2,6 bilhões de projetos em carteira.

Junto com as obras vão equipamentos brasileiros, insumos brasileiros e, frequentemente, trabalhadores brasileiros.

Reconhecendo que as características da venda de serviços são similares a de exportação de produtos, houve enquadramento no PROEX (Programa de Financiamento às Exportações).

Em 15 de outubro de 2014, a Época Negócios exaltava a estratégia de internacionalização das empresas brasileiras (http://migre.me/pGFJi) a partir de estudos da Fundação Dom Cabral.

A conclusão do estudo foi a de que o melhor mercado para as multi brasileiras são países em desenvolvimento: "Como as empresas brasileiras inovam mais em processos, acabam se dando melhor em países não desenvolvidos, porque sabem lidar melhor com instituições desestruturadas".

E qual a razão da melhor competitividade das empresas brasileiras?

“Nesse sentido, o estudo mostra que os brasileiros têm conseguido muita "aceitabilidade" e lidam melhor que os norte-americanos, por exemplo, com a diversidade cultural de outros países. "Ao invés de chegar e sobrepor a sua cultura àquele país, a maioria das empresas brasileiras adaptam processos, produtos e culturas aos do anfitrião".

A primeira colocada no ranking da Dom Cabral foi a Construtora Norberto Odebrecht (http://migre.me/pGFQN), com um índice de internacionalização de 54,9%.

A ascensão das multinacionais brasileiras foi um feito celebrado por todas as escolas de administração. Em 2005 a revista Forbes passou a incluir empresas de países emergentes entre as 500 maiores do mundo. Esse mesmo mapeamento passou a ser feito pela Boston Consulting, que incluiu 14 empresas brasileiras na lista dos “100 maiores desafiantes globais” (http://migre.me/pGG0i).

No ranking da Dom Cabral. A Odebrecht aparecia em 28 países do mundo.


As suspeitas do MPF

Saindo do governo, através do Instituto Lula, o ex-presidente focou sua atividade internacional na África. Da mesma maneira que a Fundação Clinton, do qual FHC é membro. E a o soft powerbrasileiro – cuja maior expressão é a imagem pública de Lula no mundo – foi utilizada para enfrentar a invasão chinesa na África e em outros países do terceiro mundo.

De repente, o que era uma estratégia brasileira vitoriosa, nos olhos da inacreditável Procuradoria da República do Distrito Federal – e da inacreditável revista Época – torna-se objeto de inquérito.

Trechos da reportagem da revista Época sobre as investigações do Ministério Público Federal de Brasília a respeito das viagens de Lula e dos negócios da Odebrecht em outros países.

As suspeitas são de superfaturamento de obras... em outros países.

Um resumo das denúncias:

1. A Odebrecht venceu uma licitação para obras na República Dominicana, usinas termelétricas em Pinta Catalina no valor de US$ 2 bilhões. “Suspeita do Ministério Público”, segundo a revista: superfaturamento da obra (na República Dominicana) porque o valor proposto pela Odebrecht seria o dobro da segunda colocada. O MPF acolhe denúncia do grupo chinês que perdeu a disputa.

2. Obra da Odebrechet em Gana, logo após a visita de Lula: construção de corredor rodoviário no valor de US$ 290 milhões. A “suspeita” do MPF é que, quatro meses após a visita de Lula, a Odebrecht fechou o contrato.

A maior empreiteira brasileira, a mais internacionalizada, a maior cliente do BNDES no setor, com obras em 28 países, é colocada sob suspeita devido a duas obras em pequenos países de terceiro mundo.

Entre 2009 e 2014, a construtora fechou 35 contratos com o BNDES, para financiar obras de infraestrutura em outros países, , Angola, Argentina, Cuba, Equador, Venezuela e República Dominicana, construindo aeroportos, rodovias, linhas de transmissão, hidrelétricas, gasodutos, metrôs, portos (http://migre.me/pGGeH). E 32 desses contratos firmados com governos nacionais, que são os entes responsáveis pelas obras de infraestrutura.

Nesse oceano de contratos, o Ministério Público Federal do Distrito Federal levantou um caso – o fato da construtora ter obtido uma obra em Gana após a visita de Lula – e transforma-o em algo suspeito.

Há uma disputa insana entre as construtoras brasileiras e as chinesas pelo mercado da África. As chinesas são acusadas até de levar empregados chineses, abrigados em containers de navios, quase como mão de obra escrava. Têm a facilidade de estruturar financiamentos de forma rápida, em condições mais vantajosas.

Para tentar competir, o BNDES estruturou carteiras de financiamento (http://migre.me/pGGjE) e as empresas brasileiras passaram a oferecer treinamento e utilização da mão de obra local como contrapartida.

Estudos da Ernest & Young situaram a África como o mercado mais promissor para as multinacionais brasileiras, segundo matéria do Estadão (http://migre.me/pGGmv):

“A África é, ao lado da América Latina, o principal vetor da expansão internacional de grupos brasileiros. Segundo um estudo da Ernst & Young, embora o Brasil só participe com 0,6% do total dos investimentos estrangeiros nos 54 países africanos, a expansão nos últimos cinco anos tem acompanhado de perto o ritmo chinês. Desde 2007, a atividade brasileira cresceu 10,7% ao ano na África, enquanto a chinesa subiu 11,7%.

Junto com o direito de explorar os recursos naturais do continente vem a obrigação de realizar obras de infraestrutura para os governos - o que abre um mercado cativo para as empreiteiras. Não é por acaso que Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht estão entre os grupos brasileiros mais bem conectados no continente”.

É hora de clarear esse jogo. É extremamente alto o custo da politização do Ministério Público e a falta de responsabilidade da mídia.

O Procurador Geral Rodrigo Janot precisa sair de sua zona de conforto, esquecer o show midiático, e garantir um mínimo de seriedade e responsabilidade institucional no órgão que comanda.


LULA SOBRE VEJA E ÉPOCA: "LIXO, NÃO VALEM NADA"


Eis o trecho do discurso antológico do ex-presidente Lula sobre reportagens recentes de Veja e Época, que tentam, desesperadamente, ligá-lo à Operação Lava Jato, e também forçar empresários a fazer delações contra ele ou contra a presidente Dilma Rousseff; "Ah, lá na Operação Lava, tão esperando que alguém cite o nome do Lula. Ah, porque o objetivo é pegar o Lula. Aí vêm essas revistas brasileiras que são um lixo, não valem nada, falando a mesma coisa", disse ele, no Primeiro de Maio; "Convoquem um congresso de empresários e dá um prêmio para citar o meu nome. Oferece quem dá mais. Quem sabe seja mais fácil resolver o problema"; Lula disse ainda que conheceu vários grupos de comunicação falidos e que não se negou a ajudá-los; por fim, fez um desafio; "pois é o seguinte, não me chame pra briga, porque eu sou bom de briga e eu gosto dessa briga"

1 DE MAIO DE 2015 ÀS 17:05


247 - Nesta sexta-feira, o ex-presidente Lula fez um importante discurso sobre meios de comunicação que tentam, de forma quase desesperada, conectá-lo à Operação Lava-Jato, seja com denúncias estranhíssimas (é o caso de Época deste fim de semana), seja com pressões para forçar empresários a delatá-lo. Confira alguns trechos: 

Ah, lá na Operação Lava, tão esperando que alguém cite o nome do Lula.

Ah, porque o objetivo é pegar o Lula.

Aí vêm essas revistas brasileiras que são um lixo, não valem nada, falando a mesma coisa.

Pegue todos os jornalistas da Veja, da Época, e enfie um dentro do outro, que não dá 10% da minha honestida

Não tem um cara da elite brasileira que já tenha recebido favor do Estado brasileiro.

Eu recebi muitos meios de comunicação falidos e ajudei porque acho que a comunicação tem que ser forte.

Agora, eu queria dizer uma coisa.

Cada um olhe pro seu rabo, ao invés de olhar para o rabo dos outros.

Se alguém acha, que eu cheguei onde cheguei, que vou baixar a minha crista por conta de insinuação... pois é o seguinte, não me chame pra briga, porque eu sou bom de briga e eu gosto dessa briga.

Confira, abaixo, o vídeo:

LULA ENCARA OS MARINHO: OLHEM PARA O PRÓPRIO RABO


O ex-presidente Lula fez um contundente discurso neste Primeiro de Maio; primeiro, mandou a imprensa olhar pro próprio rabo antes de fazer insinuações sobre BNDES (neste fim de semana, a revista Época, da Globo, o condenou como "operador" de vantagens no BNDES por conta de uma investigação aberta há dez dias!!!!); Lula disse ainda que os barões midiáticos, como os Marinho, têm medo de sua volta, em 2018; mais: disse ainda que aceitou a provocação e que começará a viajar pelo País; "Quero dizer aqui, na frente das crianças: pega 10 jornalistas da Veja, da Época, e enfia um dentro do outro que não dá nem 10% da minha honestidade", disse Lula; "Aos meus detratores: eu vou andar este país outra vez, e vou conversar com os desempregados, os camponeses, os empresários. Vou começar a desafiar aqueles que não se conformaram com o resultado da democracia"

1 DE MAIO DE 2015 ÀS 14:54


247 - O ex-presidente Lula fez um discurso mais do que contundente neste Primeiro de Maio, em São Paulo.

Primeiro, mandou a imprensa olhar pro próprio rabo antes de fazer qualquer insinuação sobre BNDES – neste fim de semana, a revista Época, da Globo, acusou o ex-presidente de ser "operador" de vantagens para a construtora Odebrecht, por conta de uma investigação aberta há apenas dez dias pelo Ministério Público (saiba mais aqui).

Lula disse ainda que os barões da imprensa (como a família Marinho, que recentemente esteve envolvida em escândalos de sonegação fiscal) têm medo de sua volta em 2018.

Lula foi ainda mais longe. Anunciou que a provocação está aceita e disse que vai viajar pelo País.

Cutucado pela Globo como uma denúncia que envergonha a imprensa e o Ministério Público (leia post de Luis Nassif a respeito), Lula reagiu e praticamente se lançou candidato.

Leia, abaixo, nota do Instituto Lula sobre o discurso:

O ex-presidente Lula participou nesta sexta-feira (1) do ato unificado do Dia do Trabalhador convocado por centrais sindicais e movimentos sociais no centro de São Paulo. O ato, organizado pelas centrais CUT, CTB, Intersindical e movimentos sociais de diversas áreas, como o direito à moradia, o direito à terra e a democratização da comunicação serviu para o lançamento de uma frente unificada de movimentos de esquerda para enfrentar a ofensiva conservadora no Congresso Nacional. "Vamos reunir os movimentos de mulheres, negros, pela educação, pela causa LGBT, diversos movimentos sociais, e montar uma frente unificada em defesa do Brasil, contra a direita conservadora. Diremos não à intolerância no Brasil, e não deixaremos que mexam nos nossos direitos. Como disse o ex-presidente Lula, que não ousem mexer nos direitos da classe trabalhadora", afirmou Vagner Freitas, presidente da CUT, antes da fala de Lula.

Em seu discurso, Lula criticou insinuações contra o seu nome. "Vejo nas revistas brasileiras, que são um lixo, as insinuações. Eles querem pegar o Lula, mas me chama para a briga que eu gosto", afirmou, para as milhares de pessoas presentes ao ato, no Vale do Anhangabaú. "Quero dizer aqui, na frente das crianças: pega 10 jornalistas da Veja, da Época, e enfia um dentro do outro que não dá nem 10% da minha honestidade", completou.

Em defesa do governo federal, Lula disse que irá voltar a viajar pelo Brasil para conversar com os brasileiros. "Aos meus detratores: eu vou andar este país outra vez, e vou conversar com os desempregados, os camponeses, os empresários. Vou começar a desafiar aqueles que não se conformaram com o resultado da democracia", afirmou.

As centrais e movimentos presentes aprovaram a realização de um dia de lutas em 29 de maio para manifestar seu repúdio ao projeto de lei 4330, que permite a terceirização de todos os postos de trabalho no Brasil. Será articulada ainda uma marcha a Brasília para o dia em que o Senado abrir a votação sobre o projeto.


Brasil 247

NAS REDES, DILMA APONTA AVANÇOS DO TRABALHADOR


Em vídeos publicados no Facebook, presidente exalta as conquistas da classe trabalhadora nos últimos 13 anos, como a valorização do salário mínimo, "uma das maiores conquistas desse período", e a correção da tabela do imposto de renda; "Tudo isso vem garantindo um Brasil mais justo", diz Dilma Rousseff; na segunda mensagem, a presidente se manifesta a favor da regulamentação de 12,7 milhões de trabalhadores terceirizados, mas defende que é preciso manter os direitos conquistados; e na terceira, destaca o direito de manifestação dos trabalhadores e a importância do diálogo "sem violência e sem repressão", em crítica indireta ao governador Beto Richa (PSDB), que comandou um massacre contra professores no Paraná

1 DE MAIO DE 2015 ÀS 09:04


247 – A presidente Dilma Rousseff divulgou no início da manhã deste Primeiro de Maio sua primeira mensagem ao trabalhador. Em vídeo publicado na página do Palácio do Planalto no Facebook, ela destaca as conquistas do trabalhador nos últimos 13 anos de governo do PT.

Ela menciona a valorização do salário mínimo e a classifica como "uma das maiores conquistas desse período". Dilma lembra que enviou ao Congresso, em março desse ano, uma medida provisória que garante a política de valorização do salário mínimo até 2019.

"Por lei, vamos assegurar o aumento do poder de compra do trabalhador", diz. Segundo Dilma, por conta da aprovação, em 2011, de uma lei "semelhante a essa", foi possível registrar o crescimento de 14,8% do salário mínimo acima da inflação em seu primeiro mandato.

A presidente também destaca ter enviado ao Congresso a correção da tabela do imposto de renda. "Com ela, o trabalhador terá seu salário preservado e não irá pagar um imposto maior", comenta. "Tudo isso vem garantindo um Brasil mais justo", conclui Dilma.

No segundo vídeo publicado pelo Planalto, às 11h20, Dilma se posiciona a favor da regulamentação de 12,7 milhões de trabalhadores terceirizados, mas defende que é preciso manter os direitos trabalhistas e previdenciários conquistados.

"Sei que é importante regulamentar o trabalho terceirizado no Brasil, para que 12,7 milhões de trabalhadores terceirizados tenham proteção ao emprego, direitos trabalhistas e previdenciários e garantia de um salário digno", diz Dilma na segunda mensagem.

"A regulamentação do trabalho terceirizado, porém, ela precisa manter a diferenciação entre atividades-fim e meio nos vários setores produtivos. É preciso assegurar ao trabalhador a garantia dos direitos conquistados nas negociações salariais", acrescentou a presidente, afirmando que seu governo "tem o compromisso de manter os direitos e as garantias dos trabalhadores".

No terceiro e último vídeo, publicado às 12h, a presidente fez críticas indiretas ao governador Beto Richa (PSDB), em decorrência da violência da polícia do Paraná contra professores da rede estadual, que tentavam se manifestar em Curitiba na quarta-feira 29. Mais de 200 saíram feridos.

"O Brasil vive hoje em plena democracia. Por isso, temos de nos acostumar às vozes das ruas, aos pleitos dos trabalhadores", disse Dilma. "Temos que reconhecer como legítimas as reivindicações de todos os segmentos sociais da população. Temos de nos acostumar a fazer isso sem violência e sem repressão", afirmou, defendendo ainda a importância do diálogo.

Em sua página pessoal, a presidente publicou mais cedo uma mensagem em que afirma estar "do lado do interesse dos trabalhadores e trabalhadoras desse País". Assista aos vídeos:








Brasil 247



APÓS CRÍTICAS, CUNHA PEDE DESCULPAS AO PT


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pediu desculpas, por meio de sua conta no Twitter, pelas críticas feitas contra o PT durante um jantar da bancada do PMDB realizado na última terça-feira quando disse que onde o PT vai todos ficam contra ele e que o partido só ganha votação no Plenário da Câmara quando o PMDB fica com pena; segundo mensagem postada pelo parlamentar em sua conta pessoal no Twitter, "não houve intenção de ofender o PT, apesar de existirem divergências"

1 DE MAIO DE 2015 ÀS 17:28


247 - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou, na noite desta quinta-feira (30), que tenha feito críticas ao PT durante um jantar da bancada do PMDB realizado na última terça-feira. Porém, momentos depois, Cunha voltou atrás tão logo tomou conhecimento que um áudio com sua fala estava em poder da imprensa e pediu desculpas ao PT.

Durante o jantar, Cunha disse onde o PT vai todos ficam contra ele e que o partido só ganha votação no Plenário da Câmara quando o PMDB fica com pena. Segundo mensagem postada pelo parlamentar em sua conta pessoal no Twitter, "não houve intenção de ofender o PT, apesar de existirem divergências".


Brasil 247