terça-feira, 30 de maio de 2017

ECONOMISTAS PEDEM FORA TEMER E DIRETAS JÁ


Conselho Federal de Economia (Cofecon) divulgou nesta terça-feira (30) nota em pede a saída de Michel Temer e a imediata realização de eleições diretas para seu substituto; segundo entidade dos economistas, presidida por Julio Miragaya, tanto a permanência de Temer quanto a eleição indireta de um novo presidente manterão a economia brasileira 'na UTI' nos próximos 18 meses, com a retração dos investimentos e a consequente ampliação do desemprego, fomentando a desesperança e ampliando o risco de explosão do 'caldeirão social'; "Portanto, afastar Temer, sustar a agenda de 'reformas' e realizar eleições diretas são passos indispensáveis para a tão desejada retomada do crescimento econômico", diz o texto

30 DE MAIO DE 2017 


Do Infomoney - O Conselho Federal de Economia (Cofecon) divulgou nota nesta terça-feira (30) em que critica as reformas do governo federal, como a trabalhista e a previdenciária, pede o afastamento do presidente Michel Temer do cargo e ainda prega pela realização de eleições diretas como "passos indispensáveis para a tão desejada retomada do crescimento econômico".

O Cofecon ressalta que já havia pedido, em 19 de maio, a "apuração célere das graves denúncias envolvendo a Presidência" e propôs que "em havendo vacância do cargo de Presidente, que sejam convocadas eleições gerais diretas antecipadas para a Presidência da República e para a Câmara dos Deputados e 2/3 do Senado Federal, com mandatos que excepcionalmente finalizem em 2022, mediante a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional".

Agora, o Conselho afirma que novos e graves fatos surgiram nos últimos 10 dias: a) a liberação, pela Procuradoria Geral da República, da íntegra da gravação da conversa entre Temer e Joesley Batista; b) entrevista do presidente ao jornal Folha de São Paulo, reconhecendo o teor da gravação; c) a "Marcha dos 100 mil" em Brasília contra as reformas; d) os 13 pedidos de impeachment de Temer já impetrados, em especial o da OAB; e e) o ato com 150 mil manifestantes no Rio de Janeiro pelo impeachment e pelas Diretas Já.

"Tratam-se de fatos que aprofundaram ainda mais a crise político-institucional, com consequências negativas para o cenário econômico", diz a nota.

"Tanto a permanência de Temer quanto a eleição indireta de um novo presidente manterão a economia brasileira 'na UTI' nos próximos 18 meses, com a retração dos investimentos e a consequente ampliação do desemprego, fomentando a desesperança e ampliando o risco de explosão do 'caldeirão social'", diz o texto.

"Portanto, afastar Temer, sustar a agenda de 'reformas' e realizar eleições diretas são passos indispensáveis para a tão desejada retomada do crescimento econômico", conclui a nota do Cofecon.



Brasil 247

DOSSIÊ DO SÉRGIO MORO, DESMASCARANDO COM MUITA CONVICÇÃO A MAIOR ABERRAÇÃO JURÍDICA DO BRASIL





LT   -   You Tube

Em novo grampo, Aécio dá risada quando Perrella diz: "Só trafico drogas"





Nocaute

Venezuela e a hipocrisia da OEA




Nocaute

O decoro Tabajara de Gilmar Mendes



POR FERNANDO BRITO · 30/05/2017





Gilmar Mendes, não sobreviveria dois meses em um tribunal que se prezasse.

Não por falta de conhecimento jurídico, inclusive do necessário para usar o Direito para driblar a Justiça.

Mas por falta de decoro.

O “twitter” pedindo desculpas as simbólicas “Organizações Tabajara”, respondendo a uma piada do humorista Helio de la Peña-este, sim, no seu papel de fazer graça – é de uma infantilidade patética, que mostra o grau de degradação de seu comportamento.

Ontem, já havia sido indecoroso ao dizer que o Brasil estava se transformando numa espécie de “Organizações Tabajara”.

Só se pode dar alguma razão pelo fato de ser um país que o tem como presidente de sua corte eleitoral e como o mais exibido e poderoso ministro do Supremo Tribunal Federal.

Pelo fato de ser um ministro que julga nos microfones dos jornais e televisões.

Pelo fato de ser um ministro que se reúne em altas horas com um presidente da República investigado, que se espalha em diálogos com um senador flagrado no crime para conduzir votações no Senado, que fala com seus pares como quem fala “com os seus capangas lá do Mato Grosso”, como disse Joaquim Barbosa.

Talvez seja ele um “Ministro Tabajara”, num Supremo que se atabajarou diante de um golpe Tabajara, que nos deu um Presidente Tabajara.

Um bom motivo para isso ter acontecido é termos juízes que são uma piada, piada de mau gosto.


Tijolaço

JBS contrata advogado da mulher de Cunha para acordo de leniência



POR FERNANDO BRITO · 30/05/2017




O Valor noticia que a J&F – holding da JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista dispensou o escritório Trench, Rossi e Watanabe, onde é sócio o ex-integrante da equipe de Janot, Marcello Miller, e contratou o Pierpaolo & Tamasauskas, liderado pelo advogado Pierpaolo Bottini, que defendeu Cláudia Cruz perante Sérgio Moro.

O “mercadão da delação” continua rendendo bons frutos e talvez não seja absurdo acreditar mesmo que os milhões solicitados por Aécio Neves -embora tenham sido entregues a turma de Zezé Perrella – sejam mesmo a ordem de grandeza dos valores necessários para contratar a fina flor da advocacia.

É um mundo diferente e incompreensíveis para os meros mortais, como nós, onde qualquer valor terminado com mil já nos assusta, que dirá com milhões.

Com a política passando a ser exercida nos tribunais e não nas urnas, parece que os advogados estão tomando o lugar que era dos marqueteiros.



Tijolaço

CNJ, de novo, adia julgamento de Sergio Moro por vazamentos contra Lula

TER, 30/05/2017 - 10:53

Foto: Lula Marques/PT

Jornal GGN - O Conselho Nacional de Justiça retirou da pauta desta terça (30) o julgamento do juiz Sergio Moro por vazamentos contra os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. Deputados aliados ao antigo governo entraram com duas reclamações disciplinares, questionando possíveis abusos de Moro na divulgação de informações da Lava Jato à imprensa.

Em um dos episódios, Moro entregou à Globo um grampo da Polícia Federal em que Dilma e Lula apareciam conversando sobre o termo de posse no Ministério da Casa Civil. A repercussão fez com que Lula fosse impedido de ser ministro. Os fatos ocorreram às vésperas da votação do impeachment de Dilma na Câmara, em março de 2016. Depois, Moro pediu desculpas ao Supremo Tribunal Federal, mas não recebeu nenhuma sanção por violar direitos da presidência da República.


Os grampos autorizados por Moro também passaram por cima do direito ao sigilo na comunicação entre advogados e clientes, uma vez que o escritório da defesa de Lula também cairam nas gravações da Polícia Federal.

A retirada das duas ações disciplinares da pauta foi confirmada pelo advogado Cristiano Zanin, que na noite de segunda (29) já havia adiantado, numa rede social, a possibilidade de adiamento. Na sessão do dia 23 de maio, as ações disciplinares contra Moro também foram retiradas da pauta de julgamento.



Jornal GGN