quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Manifesto da elite financeira rechaça tentativa de golpe bolsonarista e cobra respeito às eleições


O documento tem a adesão de intelectuais, empresários e políticos. Entre os nomes que assinam estão os banqueiros Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles, do Itaú Unibanco, o financista Armínio Fraga, e os economistas Pedro Malan e Persio Arida, assim como o ex-senador Cristovam Buarque

5 de agosto de 2021

(Foto: Midia Ninja / Agência Brasil)


247 - Um manifesto assinado por mais de 250 acadêmicos, empresários, intelectuais, políticos, artistas e outras personalidades da sociedade civil pede respeito às eleições de 2022 e a garantia de realização do pleito, em resposta às ameaças golpistas de Jair Bolsonaro.

O texto cita a crise sanitária, social e econômica, as mortes pela Covid-19 e o desemprego.

Sob o título "Eleições serão respeitadas", o documento plural é também uma expressão de confiança no sistema eletrônico de votação e na Justiça Eleitoral que se encontram sob ataque de Bolsonaro. Entre os signatários estão nomes de peso do mundo empresarial e financeiro, como Frederico e Luiza Trajano, do Magazine Luiza, Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal, do Banco Itaú Unibanco, Carlos Jereissati, do Iguatemi, Pedro Passos e Guilherme Leal, da Natura, e Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde. Também assinam economistas como Armínio Fraga, Pedro Malan, Ilan Goldfajn, Persio Arida, André Lara Resende, Alexandre Schwartsman e Maria Cristina Pinotti.Os signatários fazem profissão de fé nas aspirações nacionais e na estabilidade democrática, defendem a realização das eleições e que seus resultados sejam aceitos por todos os envolvidos.

Um dos signatários do documento, Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo compara o golpismo de Bolsonaro com o do ex-presidente dos EUA Donald Trump, ao afirmar que o questionamento do sistema eleitoral brasileiro é uma cópia malfeita do que aconteceu nas eleições americanas com a questão do voto pelo correio, informa a Folha de S.Paulo.


Brasil 247

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Com governo vassalo dos militares, Brasil vira protetorado dos EUA


Para Jeferson Miola, "os EUA não vão desistir de continuarem pilhando e subjugando o Brasil". "Maior potência hemisférica com suas riquezas, fontes energéticas e minerais, mercado de consumo, capacidade de produção alimentar, território, biomas, mananciais hídricos etc, o País é o epicentro desta guerra de domínio imperial"

3 de agosto de 2021

Bandeira dos Estados Unidos, Bolsonaro e militares (Foto: Reuters | ABR)


Agentes do governo dos EUA já nem disfarçam a intromissão direta no Brasil. Eles agem à luz do dia, sem nenhuma discrição e cerimônia, e nem se preocupam em serem vistos operando. Sob o governo vassalo e servil dos militares, o Brasil se parece um protetorado da potência imperial na América do Sul.

No início de julho o diretor da CIA William Burns teve encontros com Bolsonaro, com os generais do “comitê central” Luís Eduardo Ramos [então na Casa Civil], Augusto Heleno [GSI], Braga Netto [Defesa], com o diretor da ABIN e outras autoridades.

O governo revelou as fotografias, mas não o conteúdo dos encontros. É incomum, para não dizer muito raro, ver-se publicidade de encontro do diretor da CIA com governantes estrangeiros. A atuação da agência estadunidense, mais que discreta, costuma ser secreta nas conspirações para desestabilizar democracias, derrubar governos considerados “inimigos” e instalar ditaduras aliadas.

Bolsonaro sinalizou que além de assuntos internos, na agenda com Burns pode ter abordado a situação geopolítica da região: “… a gente analisa na América do Sul como estão as coisas. A Venezuela a gente não aguenta falar mais, mas olha a Argentina. Para onde está indo o Chile? O que aconteceu na Bolívia? Voltou a turma do Evo Morales”, disse ele.

O presidente Nicolás Maduro denunciou que o diretor da CIA visitou o Brasil e a Colômbia para preparar seu assassinato e ataques ao governo soberano da Venezuela [aqui].

Todd Chapman, o excêntrico embaixador dos EUA elogiou que o Brasil [22/7] “é um país super-democrático”. Vestindo o figurino antipetista, o embaixador repetiu a retórica da anticorrupção pretextada pelos EUA para atacarem as soberanias nacionais para dizer que a preocupação central de Washington não é com a ameaça de escalada fascista-militar no país, mas sim “mensalão, petrolão, Lava Jato”.

Petulante, Todd Chapman ainda fez um “alerta de amigo”, segundo suas palavras, e advertiu que a aquisição de tecnologia 5G da empresa chinesa Huawei pelo Brasil não seria tolerada, pois contraria interesses estratégicos dos EUA.

No próximo 5 de agosto desembarcará em Brasília o Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA Jake Sullivan com a missão de formatar o banimento da tecnologia chinesa 5G nos leilões brasileiros. Se dará certo ou não, só o tempo dirá, porque a China é um fator estrutural da economia brasileira, e seu veto teria consequências relevantes para o Brasil.

A América Latina está no centro da disputa geopolítica travada pelos EUA com a Rússia no âmbito bélico-militar, e com a China nas dimensões comercial, econômica, política, tecnológica e financeira.

O Brasil, maior potência hemisférica com suas riquezas, fontes energéticas e minerais, mercado de consumo, capacidade de produção alimentar, território, biomas, mananciais hídricos etc, é o epicentro desta guerra de domínio imperial.

Hoje se sabe acerca da participação dos Departamentos de Estado e de Justiça, bem como das agências de inteligência estadunidenses no processo de desestabilização e conspiração para interromper o ciclo de governos progressistas no Brasil. O cineasta Oliver Stone sustenta que a prisão de Lula através da farsa jurídica da Lava Jato foi projeto dos EUA.

Agora que chegaram até aqui, os EUA não vão desistir de continuarem pilhando e subjugando o país. A perspectiva que se abre com a eleição de Lula em 2022, de uma política externa soberana e independente com o fortalecimento do MERCOSUL, UNASUL, CELAC e, sobretudo, dos BRICS, poderá não ser tolerada amigavelmente por Washington.

Para Brian Winter, vice-presidente do conservador Conselho das Américas, “O governo Biden pode não amar Bolsonaro, mas vê o Brasil como peça-chave no crescente confronto global com a China. Grande parte da América Latina está em crise e/ou se voltando contra Washington. O Brasil ainda é um aliado importante dos EUA. E ainda é ‘grande’”.

Brian vê renascer em Washington “o realismo da Guerra Fria de ignorar o comportamento antidemocrático de aliados se eles ajudarem os EUA”.

A continência do Bolsonaro à bandeira dos EUA e a celebração do 4 de julho [independência dos EUA] na casa do embaixador dos EUA em Brasília tem mais que valor simbólico, porque indicam um padrão inédito de subserviência e entreguismo da política externa brasileira sob o governo vassalo dos militares.


Brasil 247

Na falta de Fux, TSE reage a Bolsonaro. Por Fernando Brito

 Publicado por Fernando Brito

3 de agosto de 2021

Por Fernando Brito

Barroso e Bolsonaro. Foto: Wikimedia Commons


A reação deveria ser do STF, que é a corte de proteção constitucional, porque a tentativa de suprimir eleições é atentado à Constituição.

Mas, na falta de uma ação concreta deste, coube ao Tribunal Superior Eleitoral fazer o que tinha de ser feito: abrir inquérito sobre as as acusações de Jair Bolsonaro de que se preparava uma fraude para as eleições de 2022.

Luiz Roberto Barroso fez o que Luiz Fux não fez, deixando claro o que esse está fazendo aqui:

“Nos Estados Unidos, por exemplo, insuflados pelo presidente derrotado, 50% dos republicanos acreditam que a inequívoca vitória do presidente [Joe] Biden foi fraudada. Essas narrativas, fundadas na mentira e em teorias conspiratórias, destinam-se precisamente a pavimentar o caminho da quebra da legalidade constitucional”

Tanto é assim que corte eleitoral vai enviar ao Supremo Tribunal Federal notícia-crime contra o presidente por divulgação de fakenews, enquanto a questão é, claramente, de ameaça à ordem constitucional.

Estamos diante de uma evidente articulação de uma tentativa de cometimento de crime de responsabilidade que engloba praticamente todo o capítulo de crimes contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais, da Lei 1.079:

Art. 7º São crimes de responsabilidade contra o livre exercício dos direitos políticos, individuais e sociais:
1- impedir por violência, ameaça ou corrupção, o livre exercício do voto;
(…)
4 – utilizar o poder federal para impedir a livre execução da lei eleitoral;
5 – servir-se das autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso do poder, ou tolerar que essas autoridades o pratiquem sem repressão sua;
6 – subverter ou tentar subverter por meios violentos a ordem política e social;
7 – incitar militares à desobediência à lei ou infração à disciplina;
8 – provocar animosidade entre as classes armadas ou contra elas, ou delas contra as instituições civis;

Não é tema para o TSE, mas para o STF e para seus integrantes. Não é caso para “diálogo entre poderes”, mas para uma ação incisiva que faça o presidente da República deixar de ser um cotidiano subvertedor da ordem constitucional e arregimentar apoio para que se faça uma interrupção, pela força, paramilitar ou militar, da ordem constitucional.

Há semanas e todo dia, é a isso que ele se dedica e, portanto, não é uma questão lateral, da política corriqueira.

Não é possível separar nada do que faz Jair Bolsonaro hoje do seu plano golpista e não há negociação possível em torno de projetos de seu governo sobre qualquer matéria no Congresso: em tudo o que se concordar com seu governo estar-se-á concordando com o golpe.


Diário do Centro do Mundo   -   DCM

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Ciro Nogueira ignora marketing de Bolsonaro e estreia ostentando Rolex de R$ 86 mil


O adereço de luxo de Ciro Nogueira é vendido em joalherias por R$ 86.200 (78 salários mínimos)

2 de agosto de 2021

Ciro Nogueira (Foto: Alan Santos/PR)


247 - A chegada de Ciro Nogueira já produziu ao menos uma mudança no Planalto, informa o jornalista Bernardo Mello Franco, em sua coluna no jornal O Globo.

Na primeira solenidade com o presidente, o chefão do PP e novo chefe da Casa Civil ostentava um reluzente Rolex Cosmograph Daytona. O adereço, visível numa foto de Dida Sampaio, é vendido em joalherias por R$ 86.200 (78 salários mínimos).

Eleito com a fantasia de homem modesto, Jair Bolsonaro gosta de se exibir com um Aqua no pulso. O relógio sai a R$ 20 no camelódromo da Rua Uruguaiana, no centro do Rio.


Brasil 247

Bolsonaro quer gastar R$ 40 bilhões em ano eleitoral, com foco no Bolsa Família


Benefício deve ser elevado de R$ 190 para R$ 300, beneficiando 17 milhões de pessoas, para disputar o eleitorado predominantemente lulista

2 de agosto de 2021
Bolsonaro, cartão do Bolsa Família e Lula (Foto: Isac Nóbrega/PR | Jefferson Rudy/Agência Senado | Ricardo Stuckert)


247 – Com a ida do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil e foco na reeleição, o governo Bolsonaro finalizou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para abrir espaço no Orçamento, criando uma margem de cerca de R$ 40 bilhões em 2022, ano eleitoral.

"Os técnicos do Ministério da Economia avaliam que, com o colchão de recursos criado pela PEC, será possível propor um programa social com pagamento médio de R$ 300 para 17 milhões de pessoas. Atualmente, o pagamento médio do Bolsa Família é de R$ 192 para 14 milhões de beneficiários. O benefício é visto dentro do governo como vitrine para a campanha do presidente Jair Bolsonaro nas eleições do próximo ano, e ele já declarou reiteradas vezes que a nova versão do programa social tem de ficar em R$ 300. O custo total do benefício no próximo ano deve ficar em R$ 56 bilhões", aponta reportagem de Manoel Ventura, publicada no jornal O Globo.


Brasil 247

CPI da Covid volta com força total e mira corrupção na compra de vacinas


Objetivo é fechar o relatório final ainda em setembro, apontando não apenas o negacionismo mas também a corrupção do governo Bolsonaro

2 de agosto de 2021
Senadores fazem um minuto de silêncio para homenagear os 502.817 mortos por covid-19 no Brasil. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)


247 – "A CPI da Covid retoma os trabalhos nesta segunda-feira para aprofundar as investigações sobre suspeitas de irregularidades na compra de vacinas pelo governo Bolsonaro. A partir de terça-feira, o foco da CPI será a negociação envolvendo empresas e intermediários para oferecer vacinas sem o aval de fabricantes estrangeiros. Na próxima semana, a comissão volta a se debruçar sobre o caso da empresa Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde para a aquisição da Covaxin", informam os jornalistas Paulo Cappelli, Natália Portinari e Julia Lindner, em reportagem publicada no Globo.

"A cúpula da comissão tem planos de acelerar os trabalhos para que o relatório final de investigação fique pronto até o final de setembro. A ideia é que o documento produzido pela CPI aponte os indícios de fraude em contratos do Ministério da Saúde, as omissões do governo e ainda a promoção de medicamentos ineficazes durante a pandemia", descreve ainda os repórteres.


Brasil 247

domingo, 1 de agosto de 2021

'Consigo representar toda a força da mulher', diz Rebeca Andrade após o ouro histórico


"Eu me sinto muito orgulhosa de mim porque acho que consigo representar toda a força da mulher e é muito gratificante", afirmou a ginasta Rebeca Andrade. Foi a primeira vez que uma esportista do Brasil subiu duas vezes ao pódio em uma única edição de Jogos Olímpicos

1 de agosto de 2021

(Foto: Reprodução)


247 - Depois de fazer história e conquistar a medalha de ouro neste domingo (1) durante o salto dos Jogos Olímpicos, a ginasta Rebeca Andrade destacou a satisfação em representar a ginástica feminina. Ela já havia conquistado a prata no individual geral. Foi a primeira brasileira medalhista na ginástica artística e também foi a primeira vez que uma esportista do Brasil subiu duas vezes ao pódio em uma única edição de Jogos Olímpicos.

"Eu me sinto muito orgulhosa de mim porque acho que consigo representar toda a força da mulher e é muito gratificante. As pessoas sabem como é difícil estar aqui. Como é difícil trazer duas medalhas. É muito esforço, muito trabalho. Fico muito feliz por representá-las", disse ela, conforme relato do portal G1.

A brasileira conseguiu a nota de 15,083. A norte-americana Mykayla Skinner ganhou a medalha de prata (14.916) e o bronze com a sul-coreana Yeo Seojeong, com 14,733.


Brasil 247