domingo, 5 de setembro de 2021

Militares que comandam estatais acumulam salários e recebem entre R$ 43 mil e R$ 260 mil


Os valores ficam acima do teto do funcionalismo público federal, de R$ 39,3 mil, que é o salário de um ministro do STF

5 de setembro de 2021

(Foto: Agência Brasil)


247 - Militares de Exército, Marinha e Aeronáutica comandam um terço das estatais brasileiras e estão recebendo salários brutos que variam de R$ 43 mil a R$ 260 mil. Os valores ficam acima do teto do funcionalismo público federal, de R$ 39,3 mil, que é o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, de 46 estatais com controle direto da União, 16 (34,8%) são presididas por oficiais de Exército, Marinha e Aeronáutica. A maioria deles está na reserva, e uma pequena parte está aposentada (reformada). E em 15 das 16 estatais há acúmulos de remunerações. O oficial recebe tanto o valor correspondente ao exercício militar quanto a remuneração paga pela estatal.

Uma única estatal informou ter aplicado um abate teto, com o objetivo de limitar os ganhos a R$ 39,3 mil: a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), responsável por 40 hospitais universitários federais e vinculada ao Ministério da Educação.

Os salários mais expressivos são pagos ao presidente da Petrobras, o general de Exército Joaquim Silva e Luna, que chegou ao cargo em abril deste ano, após uma intervenção de Jair Bolsonaro na estatal.

Por estar na reserva, no topo da hierarquia militar, Silva e Luna recebe R$ 32,2 mil brutos. Na Petrobras, conforme o formulário de referência divulgado pela estatal aos investidores, a remuneração média mensal chega a R$ 228,2 mil, levando em consideração ganhos fixos e variáveis referentes ao ano de 2020.

Na prática, os ganhos fixos representam uma remuneração mensal de R$ 83 mil ao presidente da estatal. Os variáveis ficam para o fim do ano. Para 2021, os ganhos variáveis previstos são maiores, em comparação com 2020, de acordo com o formulário. Somando todos os ganhos, o general ganharia pelo menos R$ 260,4 mil brutos por mês, incluída a remuneração de militar.


Brasil 247

sábado, 4 de setembro de 2021

ROBERTO JEFFERSON: "BURACO COMIGO É MAIS EMBAIXO, XANDÃO" | Cortes 247



Brasil 247

Moraes autoriza transferência de Jefferson para hospital particular


A transferência só poderá ser executada após a instalação de uma tornozeleira eletrônica, determinou o ministro Alexandre de Moraes, do STF

4 de setembro de 2021
Roberto Jefferson e Alexandre de Moraes. (Foto: Weleson Nascimento/PTB Nacional | ROSINEI COUTINHO/SCO/STF)


247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a transferência do presidente do PTB, Roberto Jefferson, da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Complexo Penitenciário de Gericinó para o Hospital Samaritano, instituição particular na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital fluminense. Jefferson seguirá preso preventivamente, conforme decisão do ministro Moraes, proferida no inquérito das milícias digitais.

“Cumpre destacar, inicialmente, que, em recente decisão datada de 31/8/2021, mantive a prisão preventiva de ROBERTO JEFFERSON MONTEIRO FRANCISCO, reputando-a necessária e imprescindível à garantia da ordem pública e à instrução criminal”, diz um trecho da decisão proferida neste sábado (4), informa a CNN Brasil.

O ministro Moraes aderiu às considerações da Secretaria de Administração penitenciária (Seap), que diz não ter condições de atender Jefferson na unidade prisional. A transferência só poderá ser executada após a instalação de uma tornozeleira eletrônica, determinou o ministro.

Jefferson também não poderá: ter acesso às redes sociais, entrar em contato com os investigados nos Inquéritos das Fake News e dos Atos Antidemocráticos e receber visitas sem prévia autorização judicial, com exceção dos familiares.

A defesa do ex-deputado alega que ele sofre de sérios problemas de saúde. Segundo o filho de Jefferson, Roberto Jefferson Filho, o pai está internado na UPA de Bangu 8 após sofrer uma queda abrupta de pressão. A Seap informou à Justiça que o político está com quadro de infecção urinária e reclama de dores na lombar.


Brasil 247

Bolsonaro é recebido com “Fora Corno” em Santa Cruz do Capibaribe


População da cidade de Pernambuco escreveu mensagens neste sábado (4) para receber Bolsonaro, remetendo às revelações feitas por Marcelo Luiz Nogueira de Santos, ex-funcionário do clã

4 de setembro de 2021
'Fora Corno' escrito no asfalto em Santa Cruz do Capiberibe para receber Bolsonaro (Foto: Reprodução)


Revista Fórum - A recepção ao presidente Jair Bolsonaro em Santa Cruz do Capibaribe (PE), neste sábado (4), não foi totalmente agradável ao mandatário. A população da cidade escreveu mensagens contra ele, remetendo às revelações feitas por Marcelo Luiz Nogueira de Santos, ex-funcionário do clã, sobre o esquema de “rachadinha” que ocorria nos gabinetes de Carlos e Flávio Bolsonaro, incluindo um “Fora Corno”.

Cartazes e pinturas feitas pela população traziam as frases “Fora Bozo”, “Fora Corno” e “Fora Bolsonaro genocida”.

Além da atuação genocida durante a pandemia, as mensagens fazem referência às revelações de Marcelo Nogueira feitas ao jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles.


Brasil 247

"Risco Lula na economia é nenhum", diz Paulo Gala


Para o economista, Lula “tem uma cabeça de conciliação” e fez governos de “concertação” com o mercado. O problema das elites com o petista, diz Gala, é que ele “coloca sempre um medo na mesa”: “a elite tem medo de ser taxada”. Assista na TV 247

3 de setembro de 2021
Paulo Gala e Lula (Foto: Divulgação | Ricardo Stuckert)


247 - O economista Paulo Gala, em entrevista à TV 247, afirmou que o ex-presidente Lula não representa ‘absolutamente nenhum risco’ para a economia caso volte ao poder após a eleição de 2022.

“Se tem uma coisa que o Lula fez foi fazer composição, ele fez um governo de concertação. O Lula tem uma cabeça muito de conciliação, ele está longe de ter uma cabeça de ruptura. Eu não vejo problema nenhum, risco nenhum. Inclusive, uma parte considerável do mercado acho que vai se alinhar com isso. Não vejo preocupação”, disse Gala.

A questão principal, segundo o economista, é que as elites veem em Lula a via de acesso mais rápida dos pobres ao poder, o que desperta preocupação. “O temor do potencial que o Lula tem de fazer mudanças se ele quiser, porque é evidente que o Lula é a via de acesso dos mais necessitados ao poder. Ele é a maneira mais concreta e rápida das grandes minorias, que são na verdade a maioria do país, terem acesso ao poder, à representação. Então o Lula é sempre um temor em potencial. O que ele vai fazer ou não é outra discussão, mas ele coloca sempre um medo na mesa das elites, que é o medo de ‘será que ele vem com o Meirelles, mais ‘light’, ou será que agora ele vai colocar uma equipe um pouco mais agressiva?’”.

Ele destacou ainda que “as elites têm medo é da tributação que vem para cima delas. O problema da elite não são os mais pobres com aumento de salário. A elite tem sempre medo de ser taxada”.

A entrevista também marcou o lançamento da parceria entre o economista, o Brasil 247 e a TV 247, que agora passam a apoiar o Clube de Economia de Paulo Gala, um espaço onde são disponibilizadas análises diárias sobre a economia do Brasil e do mundo. “O que eu faço nesse clube é colocar as análises, as explicações e os dados que eu uso para os investimentos e para as consultorias que eu faço. Eu pego essas análises e coloco nesse clube, que é um espaço fechado. É como se fosse um ‘morning call’, um ‘call’ diário sobre o que está acontecendo, mas feito para quem não é economista, para quem não conhece de economia e de finanças”.


Brasil 247

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Lula já tem 69% dos votos no Nordeste e 25 de pontos de vantagem no segundo turno sobre Bolsonaro


No cenário atual, é praticamente impossível evitar a volta do ex-presidente Lula à presidência da República. Viagem ao Nordeste consolidou ainda mais sua liderança

2 de setembro de 2021

Lula (Foto: Ricardo Stuckert)


Da Agenda do Poder – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem contra Jair Bolsonaro (sem partido) na corrida pelo Palácio do Planalto em 2022. Se as eleições fossem hoje, 55% votariam no petista em um eventual 2º turno, contra 30% que escolheriam o atual presidente. A distância de 25 pontos percentuais é a maior até agora.

O dado é de pesquisa PoderData realizada de 30 de agosto a 1º de setembro de 2021. No levantamento anterior, realizado no início de agosto, a diferença era de 20 pontos.

São 10% os que votariam em branco ou nulo e 5% os que disseram que não sabem. O resultado vem depois da peregrinação de Lula por cidades nordestinas em busca de alianças para 2022. O Nordeste é a região brasileira em que Lula tem mais apoio, com 69% dos entrevistados da região que afirmaram que votariam no petista.

Lula vence Jair Bolsonaro em todas as regiões do Brasil, com exceção do Sul, onde há um empate técnico, já que a diferença de 2 pontos percentuais fica dentro da margem de erro da pesquisa.

A pesquisa foi realizada no período de 30 de agosto a 1º de setembro de 2021 pelo PoderData, a divisão de estudos estatísticos do Poder360. Foram 2.500 entrevistas em 472 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A vantagem do João Dória contra o atual presidente diminuiu desde a última pesquisa. O governador de São Paulo estava 10 pontos percentuais à frente, e agora está 7. São 22% os que votariam em branco ou nulo e 7% os que dizem não saber.

Em um 2º turno entre o governador de São Paulo e Lula, o ex-presidente tem uma ampla vantagem de 32 pontos percentuais. O petista fica com 50% dos votos, enquanto Doria leva 18%. No levantamento anterior, a diferença era de 29 pontos. Agora, são 24% os que votariam em branco ou nulo, e 8% os que não sabem.

Em um cenário entre o atual presidente e Ciro Gomes (PDT) ou Datena (PSL), haveria empate técnico. A diferença é de 4 pontos percentuais contra o pedetista e de 1 ponto contra o apresentador. O empate com vantagem numérica para Datena é surpreendente e mostra a fragilidade atual presidente.


Brasil 247