terça-feira, 1 de junho de 2010

Lula sem medo de crescer


"Nós aprendemos a gostar da estabilidade, do controle da inflação, e da distribuição de renda. Acabamos com o PIB potencial, que era uma imbecilidade de economista, de que o país não podia crescer mais de 3%. Aprendemos que é gostoso crescer 4%, 5%, 6% (ao ano). Não queremos crescer demais porque não queremos ser sanfona - vai a 10% e volta. Queremos crescimento sustentável que dure 10 anos, 15 anos". A análise é do presidente Lula, feita em evento na fábrica de pneus Michelin, no Rio.

Muito bom o enquadramento, um "chega pra lá" que ele dá nos defensores da tese do PIB potencial - muitos deles encastelados no nosso Banco Central (BC); nos que, alinhados na oposição espalham pânico, terror mesmo, na defesa de índices menores de crescimento econômico; e naqueles economistas que só pensam em limitar índices e não querem que o país cresça nem a niveis compatíveis com a sua capacidade - teoria classificada pelo presidente como uma "imbecilidade".

O presidente Lula está coberto de razão, também, quando volta a responsabilizar os países desenvolvidos pela crise econômica. "Se o mundo desenvolvido vivia nos dando lição de moral, devia agora, com humildade, vir aprender a fazer política econômica, combinar controle de inflação com distribuição de renda", destacou o chefe do governo, com a autoridade de quem adotou as medidas anticrise necessárias e adequadas que levaram o Brasil, último a entrar na crise, a ser o primeiro a sair dela já no início do segundo trimestre do ano passado.

Esforço conjugado do governo levou a superação da crise

O Brasil não teria obtido êxito se paralelamente à implementação dessas medidas não tivessem sido mantidos os investimentos públicos via Orçamento da União; os programas sociais - com destaque para o Bolsa Família; os aumentos reais do salário mínimo e dos benefícios da Previdência; e as políticas de governo de ampliação do emprego e distribuição de renda.

Tampouco teríamos saído do sufoco da crise se os bancos públicos - o BNDES à frente - não tivessem desempenhado o seu papel a contento. Nos oito anos do atual governo, como bem lembrou o presidente, o volume de crédito cresceu cinco vezes, começando pela elevação (o dobro) do destinado à agricultura familiar.

Superado o pior, o presidente tem autoridade para fazer essas considerações, principalmente porque tocou todas essas medidas enfrentando cerrada oposição dos tucanos e cia que não tiveram nem a compreensão da gravidade do momento que o país vivia e nem capacidade de avaliar o alcance das providências adotadas.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Do blog do Zé Dirceu

Dilma dispara também no Rio de Janeiro e abre 17 pontos sobre Serra


A mais recente pesquisa IBOPE não deixa dúvida de que Dilma Rousseff entrou em ascensão também no estado do Rio. E com ampla vantagem: nada menos que 17 pontos separam a pré-candidata do PT à Presidência, líder na pesquisa, do tucano José Serra. Na estimulada, Dilma tem 44%, contra 27% de Serra, em segundo, e 10% de Marina Silva (PV), em terceiro.

Os números da espontânea também surpreendem. A petista lidera com 19%, 11 pontos à frente do tucano. Para o governo do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) lidera com folga e teria possibilidade de ganhar no primeiro turno se a eleição fosse hoje. Tem 43%, seguido de Anthony Garotinho (PR), com 21%, e Fernando Gabeira (PV), com 12%.

Do Jornal do Brasil

Os aloprados de O Globo

Por Ricardo R.

Nassif e amigos,

Mais uma do “jornalismo” de torcida da velha mídia, desta vez em o Globo Online. Um factóide cantado pela Veja, reverberado por alguns blogueiros sabujos e agora repercutido de maneira bizarra pelo tablóide online, o Globo.

Fazem uma acusação baseada em um “suposto” dosssiê, e na matéria colocam um monte de informação desencontrada para indicar uma “disputa de poder” entre pessoas ligadas à campanha de Dilma.

Na verdade, a matéria não corrobora a manchete e o dossiê desaparece da matéria. Este episódio lembra um pouco aquele do grampo da conversa entre o ex-Presidente do STF, Gilmar Mendes, e o Senador Demóstenes Torres (DEM).

É uma peça desesperada de propaganda contra a campanha de Dilma, cujo papel mais importante é declarar na manchete a frase “Campanha de Dilma entra em crise (…)”.

Também é engraçado perceber o quanto estes jornalistas gostam de (ou são forçados a) usar verbos conjugados no futuro do pretérito, além de usar e abusar da palavra “suposto” ou “suposta” no texto.

No final, assunto do dossiê é completamente esquecido e toma o seu lugar a relação de uma empresa de um dos “supostos” envolvidos (rsrsrs…) com o Governo Federal e os contratos estabelecidos entre ambas as partes. Aqui está está obra:


http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/05/31/campanha-de-dilma-entra-em-crise-apos-descoberta-de-suposto-dossie-contra-serra-916750017.asp (Copiar e colar)

Fifa registra a logomarca da Copa de 2014 no Brasil


A Fifa registrou, no dia 29 de março, a logomarca da Copa do Mundo do Brasil, em 2014. A imagem é uma Taça Fifa estilizada e representa várias mãos envolvendo o ano do Mundial, criando a forma do troféu. A documentação apresenta apenas a imagem em preto e branco e colorida, nas cores verde e amarelo, com o ano em vermelho.

O anúncio oficial da marca vai ser feito apenas em julho, três dias antes da final da Copa de 2010. A escolha foi tomada por um comitê de notáveis, formado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, além de Jerome Valcke, da Fifa, Oscar Niemayer, Paulo Coelho, Ivete Sangalo, Gisele Bündchen e Hans Donner.

O registro da marca foi feito no OHIM (Trade Marks and Design Registration Office) da União Européia, o escritório de registro de patentes da Europa. Além do logo, a Fifa também garantiu a posse dos termos “Brazil 2014”, “Mundial 2014”, “World Cup 2014”, “WM 2014”, “WK 2014”. O ano 2014, porém, tem outro dono: o Comitê Olímpico Internacional.

O COI vai realizar, em quatro anos, as Olimpíadas de Inverno, em Sochi, na Rússia, e os Jogos da Juventude, em Nanjing, na China.

Chegaram atirando, relata Iara Lee, a brasileira a bordo do navio atacado


MARCELO NINIO
DE JERUSALÉM

A cineasta brasileira Iara Lee, que estava a bordo de um dos barcos interceptados na manhã de segunda-feira, diz que "os israelenses começaram atacar de forma indiscriminada" e que em alguns casos atiraram na cabeça dos ativistas.

* Israel confisca imagens de ataque a frota de ajuda humanitária
* Para analistas, ataque israelense enfraquece posição de "moderados"
* Turquia qualifica ação de Israel de "massacre" e defende punição

Iara Lee falou à Folha por telefone do presídio de Beer Sheva, no sul de Israel. Junto com ela estão detidos centenas de ativistas que tripulavam a frota de seis navios que tentava romper o bloqueio marítimo israelense e levar ajuda humanitária à faixa de Gaza. Pelo menos nove ativistas foram mortos a tiros, e dezenas ficaram feridos em confrontos com soldados israelenses durante a interceptação das embarcações. Israel alega que os soldados reagiram ao ser atacados com barras de ferro e facas, e que abriram fogo para evitar um linchamento.

"Esperávamos que eles dessem tiros na perna, tiros no ar, só para aterrorizar as pessoas, mas foram direto. Eles atiraram na cabeça dos passageiros", relata a cineasta, que é ex-mulher do diretor Leon Cakoff.

Iara Lee se negou a assinar uma declaração admitindo que entrou ilegalmente em Israel, o que aceleraria sua deportação do país. A embaixada do Brasil em Tel Aviv colocou um advogado à disposição da brasileira, que também tem passaporte americano. Ela será submetida a um procedimento administrativo e deve ser expulsa de Israel.

Os confrontos que resultaram nas mortes dos ativistas ocorreram a bordo da maior embarcação, onde havia cerca de 500 ativistas, a maioria turcos, quando a frota se encontrava em águas internacionais.

O violento incidente deflagrou onda mundial de condenação a Israel, que alegou que havia extremistas nos navios e que os soldados agiram em legítima defesa.

Iara Lee é uma produtora e cineasta brasileira de ascendência coreana radicada nos EUA. Entre suas obras estão os documentários "Synthetic Pleasures" (1995), que trata do impacto da alta tecnologia sobre a cultura de massas, e "Modulations" (1998), sobre música eletrônica.

Do Folha.com

Bolsa Família eleva em quase 50% a renda dos extremamentes pobres


Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil


Brasília – O benefício pago pelo Programa Bolsa Família eleva a renda da população atendida em 48,7%. O dado consta do Perfil das Famílias Beneficiadas pelo Programa Bolsa Família (PBF), análise divulgada hoje (31) pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

O estudo calcula que a média nacional da renda familiar per capita (total da renda dividido pelo número de pessoas no domicílio) sem os benefícios pagos pelo programa é de R$ 48,69. Com o aporte, essa média passa para R$ 72,42, acima da linha da extrema pobreza (miséria) calculada em R$ 70.

O programa paga benefícios variáveis conforme o tamanho da família, número de crianças e adolescentes na escola. Os valores vão de R$ 22 a R$ 200. O pagamento é feito pela Caixa Econômica Federal a partir do cadastro das prefeituras municipais.

De acordo com o MDS, a renda per capita dos atendidos pelo Bolsa Família é maior nas regiões mais ricas, mas o impacto é maior nas regiões mais pobres. No Sudeste, a renda é de R$ 82,27; no Sul, a renda chega a R$ 85,07; e no Centro-Oeste, a renda fica em R$ 84,22. No Norte e no Nordeste, apesar do aporte de recursos, a média é abaixo da linha de pobreza: R$ 66,21 e R$ R$ 65,29; respectivamente.

Ainda segundo o ministério, o efeito geral do Bolsa Família foi diminuir o tamanho da população em extrema pobreza que era de 12% para um patamar de 4%. A pesquisa foi feita com base nos dados de setembro de 2009.

Cerca de 49 milhões de pessoas formam as famílias beneficiadas pelo programa, a maior parte dessas pessoas (56,17%) tem até 17 anos.

A pesquisa sobre o perfil das famílias beneficiadas ainda revela que 70% dos beneficiados vivem em área urbana, em domicílios que declaram ser próprio (61,6%), sobretudo em casas (92,6%). Nos últimos anos, esses domicílios melhoraram de condição física. De 2005 para 2009 caiu o número de residências que não tinham tratamento de água, luz, esgoto e coleta de lixo.

Atualmente nove de cada dez domicílios contam com coleta de lixo; 67,8% têm escoamento sanitário e 83,9% têm abastecimento de água por rede pública. De acordo com a secretária nacional de Renda e Cidadania, Lúcia Modesto, apesar da diversidade regional e da condição da pobreza em vários lugares, a desassistência desses serviços ainda é parecida em vários estados.

Segundo a secretária, nos últimos anos, cerca de 4 milhões de famílias deixaram de ser atendidas pelo PBF, 80% delas porque tiveram a renda elevada; o que demonstra, segundo Lúcia Modesto, que o programa “tem porta de saída”.

De acordo com a ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, até o final do ano, o Bolsa Família quer atender 12,9 milhões de famílias. Atualmente atende 12,4 milhões. O crescimento do programa irá permitir a inclusão de 48 mil famílias de moradores de rua, ribeirinhos, indígenas e de bolsões de pobreza ainda não inscritos no programa.


Agenda Brasil

Agenda de Lula


O presidente Lula inicia sua agenda nesta terça-feira (1º/6) em São Bernardo do Campo (SP), visitando a fabrica da Volkswagen, onde terá reunião com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos da Alemanha, da diretoria da empresa e do Comitê Mundial dos Trabalhadores do grupo Volkswagen. Em seguida, o presidente sobrevoará as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Habitação e Saneamento no Parque Heliópolis, em São Paulo (SP).

Às 12h30, participa da cerimônia de formatura em construção civil de alunos do programa Próximo Passo, que será realizada no Clube Atlético Juventus, no bairro da Mooca, em São Paulo.

Às 15 horas, o presidente Lula parte para Brasília, onde participa às 17h30 do encerramento do seminário de Alto Nível da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal).