domingo, 1 de maio de 2011

Agnelli construiu usina e comprou navio. Em Omã


Saiu no Tijolaço do Brizola Neto:

Mais uma herança de Agnelli: uma usina para Omã


O primeiro passo do beneficiamento do minério de ferro bruto é sua transformação em “pellets”, através de um processo de moagem, separação e agregação do ferro em pelotas de mais alto teor, que vão alimentar as usinas siderúrgicas.

Na gestão do sr. Roger Agnelli, a Vale fechou um acordo com o governo de Omã, no Golfo Pérsico, que funciona assim: a empresa exporta minério de ferro bruto daqui para ser pelotizado lá e, daí, vendido para as aciarias da Ásia, que compram o produto processado e, portanto, com um valor bem acima do que seria o preço in natura.

O investimento, de US$ 1,35 bilhão foi bancado, de 2008 a 2010, pela mineradora brasileira, que só neste ano vendeu 30% à estatal petroleira daquele país.

A Vale assinou também acordo com a Oman Shipping Company para a construção de quatro navios com capacidade de 400 mil toneladas, que serão dedicados ao transporte de minério.

Sexta-feira, a usina da Vale em Omã começou a funcionar.

Não há nenhuma dificuldade tecnológica – ao contrário – em pelo menos reduzir a pellets o minério aqui. Tanto que a Usiminas cogita fazer uma nova pelotizadora em Itaboraí, no Rio de Janeiro. Ah, mas a Usiminas é controlada pelos japoneses da Nippon Steel.

Como não havia mão de obra capacitada lá, a Vale investiu US $ 11,3 milhões no recrutamento e em programas de formação profissional que geraram 720 diretos e 1.800 empregos indiretos para os omanitas

O Sultanato de Omã – sim, há um sultão como monarca absoluto, numa dinastia de 25o anos - nao produz uma grama de minério de ferro. É uma região árida, desértica, mas um paraíso… fiscal.

Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim

Nos pênaltis, Corinthians supera trauma, vence clássico polêmico e está na final



Um clássico com todos os ingredientes e polêmicas colocou o Corinthians na final do Campeonato Paulista. Mesmo com um jogador a menos desde os 22min do primeiro tempo, o Palmeiras foi heroico e jogou no embalo da torcida durante o empate por 1 a 1 no tempo normal. Saiu na frente, gol de Leandro Amaro, e sofreu o empate, com Willian. Nos pênaltis, Júlio César brilhou e defendeu a sexta cobrança para garantir o triunfo por 6 a 5.

Kléber, Marcos Assunção, Márcio Araújo, Luan e Thiago Heleno bateram muito bem, entretanto o garoto João Vitor errou a sexta cobrança. Do outro lado, Chicão, Willian, Fábio Santos, Leandro Castan, Morais e Ramirez obtiveram um aproveitamento de 100%.

Assim, a equipe de Parque São Jorge supera o trauma de 1999 e 2000, quando foi eliminada pelo rival de Palestra Itália por duas vezes nos pênaltis pela Copa Libertadores.

Nos dois próximos finais de semana, Corinthians e Santos decidem o Estadual e reeditam a final de 2009. A equipe da Baixada terá a vantagem de mandar a finalíssima em casa, pois somou mais pontos em todo o certame.

Campeão, Fla aumenta vantagem sobre o Flu e consolida status de 'Rei do Rio'


Com a vitória nos pênaltis sobre o Vasco, na tarde deste domingo, no Engenhão, o Flamengo, além de ter faturado a Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca, levou para casa também mais um título estadual. Esta conquista mostrou, no atual momento, que o Rubro-Negro, sem adversários no Rio de Janeiro, se consolidou ainda mais como o “rei do Rio”.

Com a conquista, o Flamengo, que já tinha ultrapassado o Fluminense em títulos estaduais no tricampeonato de 2009, aumentou ainda mais essa vantagem sobre o Tricolor das Laranjeiras: 32 a 30.

Contra Vasco e Botafogo, por exemplo, os números mostram que a superioridade rubro-negra é ainda maior. Os cruzmaltinos faturam somente 22 títulos, contra apenas 19 dos alvinegros. América (sete), Bangu (dois), São Cristóvão e Paysandu, ambos com um, completam a lista dos campeões do Rio de Janeiro.

Além de ser absoluto quando o assunto é Campeonato Carioca, o Flamengo mostrou que se especializou na competição. Nas últimas 15 edições, o Rubro-Negro faturou oito títulos, enquanto o Botafogo conquistou três e Vasco e Fluminense deram a volta olímpica duas vezes.

Com o título de 2011, o Flamengo, agora, inicia a luta por algo inédito na sua história: ser tetracampeão carioca. Somente o Fluminense (1906, 1907, 1908 e 1909) e o Botafogo (1932, 1933, 1934 e 1936) podem comemorar este feito no Rio de Janeiro.

O Rubro-Negro teve cinco oportunidades para isso, sendo a última em 2010, mas acabou não conquistando o Estadual. Entretanto, o Flamengo se consolida como o único “pentatri” do Campeonato Carioca: 1942, 1943 e 1944; 1953, 1954 e 1955; 1978, 1979 e 1979 (especial); 1999, 2000 e 2001; 2007, 2008 e 2009.

Uol Esporte

OTAN mata filho e netos de Kadafi


Por Joaquim Neiva

Atualizado às 16:52

Nassif e demais,

A Otan matou ontem um filho e três netos de Kadafi, mas o líder líbio escapou do bombardeio.

Kadhafi escapa por pouco de bombardeio da Otan, um de seus filhos é morto

(AFP) – Há 4 horas


TRÍPOLI — O filho mais novo de Muamar Kadhafi, Saif al-Arab Kadhafi, assim como três netos do ditador, foram mortos na madrugada de sábado para domingo durante um ataque aéreo da Otan, do qual o líder líbio teria escapado por pouco, anunciou um porta-voz do regime em Trípoli.

"A casa de Saif al-Arab Muamar Kadhafi (...), o mais jovem dos filhos do Guia, foi atacada com meios potentes. O Guia e sua esposa estavam na casa com amigos e parentes" e estão sãos e salvos, declarou o porta-voz do governo, Mussa Ibrahim durante uma entrevista coletiva à imprensa.

"O ataque provocou a morte como mártir do irmão Saif al-Arab (...) e a de três netos do Guia", acrescentou o porta-voz.

Saif al-Arab tinha 29 anos, acrescentou.

"O Guia passa bem. Ele não ficou ferido. Sua esposa também passa bem e não ficou ferida, mas outras pessoas ficaram", indicou.

"Foi uma operação que tinha como objetivo assassinar diretamente o líder deste país", acusou.

O porta-voz já havia acompanhado a imprensa a uma casa bombardeada em Trípoli. Pela amplitude da destruição, parecia pouco provável que houvesse sobreviventes.

No sábado à noite, três explosões foram ouvidas em Trípoli a partir do setor de Bab al-Aziziya, que abriga o complexo de Kadhafi, após um sobrevoo de aviões da Otan.

Em Benghazi, bastião dos rebeldes, houve comemoração com tiros para o alto durante a madrugada de sábado para domingo após o anúncio da morte de Saif al-Arab, constatou um jornalista da AFP.

"Eles estão muito felizes que Kadhafi tenha perdido seu filho em um ataque aéreo e atiram para comemorar" sua morte, declarou o porta-voz militar do Conselho Nacional de Transição (CNT, órgão político da rebelião), coronel Ahmed Omar Bani, em Benghazi.

Muamar Kadhafi havia reiterado neste sábado que não deixaria o poder, enquanto que a Otan rejeitou seu apelo por uma negociação para pôr fim ao conflito na Líbia, que já dura cerca de três meses.

Em uma primeira aparição pública desde 9 de abril, Kadhafi, que está no poder desde 1969, reafirmou que não sairia, apesar da pressão militar da Otan, das sanções financeiras internacionais, do embargo de armas e do congelamento de seus bens.

"A Otan deve abandonar qualquer esperança de uma saída de Muamar Kadhafi. Não deixarei meu país e lutarei até a morte", disse à televisão, classificando os rebeldes de "terroristas" vindos do exterior e afirmando ser "sagrado" para seu povo.

"Estamos preparados para negociar com a França e com os Estados Unidos, mas sem condições (...). Não nos renderemos, mas peço uma negociação. Podemos resolver nossos problemas entre líbios sem agressões. Retirem suas frotas e seus aviões", disse Kadhafi à Otan.

A Aliança Atlântica rejeitou o apelo, ressaltando que cabe acima de tudo a Kadhafi interromper seus ataques contra civis.

"A Otan manterá suas operações até que todos os ataques e as ameaças contra os civis tenham cessado", disse uma autoridade.

Em Trípoli, mais de 400 representantes de tribos fiéis ao regime afirmaram em um comunicado que se preparam para ir a Benghazi para um encontro com as tribos sob controle dos rebeldes tendo em vista "uma reconciliação".

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5iSxBMoAXdBtWFexP-6QOQ...

Por Stanley Burburinho

01/05/2011 - 09h19

Rebeldes dizem que suposta morte de filho de Gaddafi é "mentira"

Em Benghazi (Líbia)

Crise na Líbia

A denúncia do regime de Muammar Gaddafi de que o filho mais novo do líder líbio e três de seus netos morreram ontem à noite em um bombardeio da Otan em Trípoli é "uma mentira", afirmou neste domingo à Agência Efe Jalal al Galal, porta-voz do Conselho Nacional de Transição (CNT), principal órgão dos insurgentes.

Otan confirma ataques, mas não mortes do filho e netos de Kadafi

"Gaddafi quer pressionar a Otan" para que interrompa seus ataques sobre a capital e "demonstrar que a organização quer matá-lo", como afirmou o regime líbio em várias ocasiões quando os bombardeios atingiram sua residência em Trípoli.

As informações dadas ontem à noite pelo porta-voz governamental, Moussa Ibrahim, em entrevista coletiva em Trípoli e transmitida pela rede de televisão estatal "não estão e nem podem ser confirmadas", segundo Al Galal.

"Não vimos os corpos nem nos disseram os nomes dos netos", afirmou o porta-voz em relação às supostas vítimas de um bombardeio da Otan sobre a residência de Saif al Arab, o filho mais novo de Gaddafi, onde o próprio líder estaria junto com sua esposa, segundo a versão oficial.

"Nos dizem que Gaddafi e sua mulher conseguiram se salvar, mas se as imagens que nos mostram são verdadeiras, ninguém poderia ter sobrevivido", alegou o representante rebelde.

A rede de televisão estatal divulgou ontem à noite imagens da que assegurou ser a casa de Saif el Arab, nas quais podia ser vista uma residência destruída em grande parte.

Galal defendeu a atuação da Otan e disse que a organização "está atacando apenas instalações militares". Ele ainda ressaltou que, se Saif al Arab estivesse em alguma delas durante os bombardeios, o regime teria que dar uma explicação sobre isso, já que este não ocupa nenhum cargo militar.

O filho de Gaddafi "poderia ter morrido, mas em outra circunstância, inclusive de morte natural, já que estava doente", disse o porta-voz insurgente.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2011/05/01/rebeldes-dize...

Por Joaquim Neiva

Bispo de Trípoli confirma morte de filho de Kadhafi
01 de maio de 2011 • 13h32




Roma, 1 Mai 2011 (AFP) -O bispo de Trípoli, Giovanni Martinelli, confirmou neste domingo a morte de um dos filhos do coronel Muamar Kadhafi, Saif Al Arab, o segundo mais novo, em uma entrevista por telefone ao canal italiano Sky TG24.

"Confirmo a morte do filho do rais", afirmou o religioso italiano, uma das pessoas que reconheceu no necrotério os corpos dos parentes de Kadhafi, segundo as imagens exibidas pela televisão estatal líbia.

O bispo, que mora há mais de 30 anos na Líbia, pediu à comunidade internacional e à ONU o fim dos bombardeios durante a entrevista ao canal de notícias italiano.

"Peço respeito pela dor de um pai que perde o filho. É um gesto de humanidade", completou.

Saif Al Arab, 29 anos, e três netos de Kadhafi morreram no sábado em um bombardeio aéreo da Otan, depois que a Aliança Atlântica e a oposição rejeitaram uma proposta de negociação do dirigente líbio.

Blog do Luis Nassif

Para especialistas, investimento em transporte público é única solução para trânsito de SP


Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil


São Paulo - A frota de veículos da cidade de São Paulo ultrapassou os 7 milhões em março deste ano, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Desse total, mais de 5 milhões são automóveis, contribuindo para aumentar o problema dos congestionamentos na capital.

Segundo o consultor de engenharia de tráfego e transportes Horácio Augusto Figueira, se todos esses carros, ônibus, motos e caminhões estivessem circulando ao mesmo tempo na capital paulista, não haveria espaço suficiente para que ficassem parados um atrás do outro nas vias.

Para resolver esse problema, que afeta a vida diária do paulistano, os especialistas consultados pela Agência Brasil afirmaram que é preciso uma mudança de foco do Poder Público nas três esferas de governo: deixar de investir em asfalto e no transporte individual e passar a concentrar esforços nos veículos de massa, principalmente nos de trilhos como metrôs e trens.

“Experiências em outras cidades mostraram que o único jeito é abrir espaço para infraestrutura de transporte coletivo. Não dá mais para a gente ocupar espaço na cidade com sistema viário, com rua e estacionamento, não tem mais espaço para expandir isso. A ocupação desses espaços por automóveis individuais otimiza pouco: um automóvel, carregando uma ou duas pessoas, ocupa muito espaço. Se aproveitar esse espaço para colocar um sistema de transporte coletivo, num espaço menor, vai ser transportada uma quantidade maior de gente”, explicou Kazuo Nakano, arquiteto urbanista do Instituto Pólis.

Para tentar controlar o trânsito caótico da capital, a prefeitura de São Paulo apostou em um conjunto de medidas: a restrição de tráfego de caminhões e de ônibus fretados, implantação de motofaixas nos corredores da Avenida Sumaré e da Avenida Vergueiro, ampliação de ciclovias e ciclofaixas e até operações nos corredores de ônibus para aumentar a velocidade dos coletivos. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), as medidas foram acertadas, já que “houve melhora significativa nos índices de lentidão”.

Também foram realizadas obras na Marginal Tietê e inaugurados dois trechos do Rodoanel, que contorna a capital, a região metropolitana e o entorno. Segundo a Dersa - Desenvolvimento Rodoviário S.A, as obras de readequação e alargamento da Marginal Tietê foram iniciadas em 2009 e liberadas ao tráfego ao longo do ano e em 2010. Já o trecho sul do Rodoanel, sob concessão da SPMar, foi inaugurado em março de 2010, ao custo de R$ 5 bilhões, e liga a Rodovia Régis Bittencourt ao Sistema Anchieta/Imigrantes.

Segundo a SPMar, a média diária de veículos que trafegam pelo Rodoanel trecho sul é 22 mil veículos por trecho, totalizando 44 mil. Já o trecho oeste do Rodoanel, administrado pela concessionária Rodoanel Oeste, que integra as rodovias Raposo Tavares, Castello Branco, Régis Bittencourt e o sistema Anhanguera/Bandeirantes, recebe cerca de 240 mil veículos por dia.

De acordo com a CET, as médias de lentidão registradas no segundo semestre de 2010, em comparação ao mesmo período do ano anterior, mostraram uma melhora de 22%, passando de 72,9 quilômetros para 56,9 quilômetros, das 7h às 20h. Com as restrições de caminhões, a Avenida dos Bandeirantes reduziu os congestionamentos em 69%, passando de 5,3 quilômetros para 1,6 quilômetros. Na Marginal Tietê, o ganho, segundo a CET, foi 51%, passando de 18,4 quilômetros para 8,9 quilômetros.

“Mesmo com o aumento de 22,9% na frota registrada de veículos entre os anos de 2007 e 2010, os índices de lentidão no ano passado permaneceram abaixo dos níveis registrados em 2008 e 2009. Pela primeira vez desde 2007, a média anual de lentidão nos horários de pico da manhã e da tarde ficou abaixo da casa dos 100 quilômetros, registrando uma média de 99 quilômetros em 2010”, respondeu a CET à Agência Brasil.

Segundo o engenheiro e mestre em transportes pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Sergio Ejzenberg, o “remédio que se tem dado para a cidade não funciona”. “Quando se planta asfalto, se colhe congestionamento. Abrindo mais vias, mais se estimula o uso do automóvel”, disse Ejzenberg.

Para os três especialistas, passado praticamente um ano desde que foram entregues, as obras do Rodoanel e da Marginal Tietê já se mostram saturadas e insuficientes para conter o problema do trânsito. “Essas obras viárias na cidade foram todas inúteis. A Marginal Tietê, um ano depois, já voltou a ter congestionamento”, disse Figueira. “Se tivéssemos dobrado a nossa linha de metrô, em vez de investir no Rodoanel ou em asfalto, isso teria feito uma diferença enorme na qualidade de vida das pessoas”, ressaltou Ejzenberg.

Concentrar esforços na construção ou ampliação de vias é um “erro estratégico, um viés antissocial e antidemocrático”, afirmou Figueira. E o problema, segundo ele, é que esse modelo observado na capital, que prioriza o transporte individual, está se “replicando” em todas as cidades do país. “Todas as cidades brasileiras vão entrar em colapso nos próximos dez anos se mantivermos esse mesmo modelo do automóvel”, disse.

Uma das soluções, segundo ele, seria o Poder Público investir a curto prazo no transporte de ônibus, ampliando os corredores e melhorando o serviço, e, a longo prazo, em metrôs e trens.

“Se houver alternativas, as pessoas deixam de utilizar o veículo porque o custo é muito grande: tem de colocar capital naquele bem que vai se depreciar; gasta-se combustível, que está muito caro; gasta-se estacionamento; corre-se o risco de receber multa e perde-se o tempo de deslocamento sem poder atender o telefone, fazer alguma coisa. Ao passo que se estivesse num transporte de massa digno, poderia aproveitar o tempo de deslocamento para ler um jornal, estudar, se atualizar e até dormir um pouquinho”, afirmou Ejzenberg.

Para que as pessoas sejam estimuladas a deixar o carro em casa, optando pela utilização do transporte público, Nakano afirma que a primeira necessidade é ampliar a oferta, fazendo com que ele atinja todos os pontos da cidade. O transporte também precisa ser frequente, confiável, confortável e estar integrado com as demais redes e linhas. Outra ideia defendida pelo arquiteto é a criação do pedágio urbano, cobrado pelo uso do veículo que circule, por exemplo, na área central da cidade nos horários de pico. “Esse dinheiro que será arrecadado é importante que seja convertido para investimentos no transporte público, alimentando investimentos de expansão da oferta”, ressaltou.

Mas os pedágios só podem ser implantados, segundo Nakano, na medida em que todas as regiões de São Paulo estiverem conectadas com o transporte coletivo e que as oportunidades de emprego migrem do centro da capital para as áreas mais periféricas.

Nakano acredita que os canteiros das principais avenidas da capital poderão ser utilizados para a instalação de monotrilhos e que a cidade deve investir também no transporte de motocicletas e bicicletas como uma alternativa de transporte, desde que não fiquem circulando entre os carros, o que provoca conflitos e acidentes.

Segundo Ejzenberg, São Paulo paga um preço muito alto pelos congestionamentos, o que já começou a provocar uma mudança de hábitos na população e nas empresas, que preferem perder clientes distantes de seu raio de atuação a pagar um preço alto pelo deslocamento. “São Paulo está perdendo oportunidades de negócio. A capital está deixando de ser, a longo prazo, o motor nacional porque não anda. O custo indireto do congestionamento é a poluição e a perda da qualidade de vida, que se refletem em baixa produtividade”, afirmou.

Agência Brasil

Investigadores encontram memória de uma das caixas-pretas do avião da Air France



Da BBC Brasil

Brasília – Investigadores franceses localizaram neste domingo (1º) o módulo de memória de uma das duas caixas-pretas do voo 447 da Air France, que caiu no Atlântico em 2009, informou o Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês), que apura as causas do acidente.

A unidade de memória dessa caixa-preta, chamada Flight Data Recorder (gravador de dados do voo ou FDR, na sigla em inglês), contém os parâmetros técnicos do voo, como a altitude, a velocidade e a trajetória do avião.
Essas informações são consideradas essenciais para descobrir as causas do acidente que matou 228 pessoas. O Airbus da Air France, que fazia a rota Rio-Paris, caiu no Atlântico em 31 de maio de 2009.

O módulo de memória da caixa-preta foi encontrado durante a quinta fase de buscas do equipamento, iniciada na última terça-feira (26). Na quarta-feira (27), o BEA havia localizado, na primeira operação de mergulho do robô Remora 6000, somente o chassi dessa caixa-preta, sem a unidade que armazena os dados.

Segundo um comunicado do órgão, o módulo de memória da caixa-preta foi localizado às 7h deste domingo. O equipamento foi içado pelo robô Remora 6000 a bordo do navio Ile de Sein às 13h40.

As buscas continuam para tentar localizar a outra caixa-preta do avião, chamada Voice Data Recorder, que grava as conversas dos pilotos na cabine. Mas a caixa-preta que contém os dados técnicos do voo, já encontrada, é considerada a mais importante nas investigações sobre o acidente.

Os investigadores do BEA não sabem ainda, no entanto, se conseguirão extrair e analisar os dados das caixas-pretas, já que elas ficaram quase dois anos submersas a cerca de 4 quilômetros de profundidade.

Alain Bouillard, chefe das investigações do acidente, havia declarado recentemente que “serão necessários vários dias de preparativos para ler o conteúdo das caixas-pretas e talvez várias semanas, se estiverem danificadas”.

No comunicado, o BEA não se pronunciou sobre o estado de conservação do módulo de memória encontrado neste domingo. Na sexta-feira, o órgão havia informado que “as partes traseira e dianteira do avião estão dispersas e seus elementos misturados” e que, por esse motivo, as buscas levam tempo.

As operações estão sendo realizadas a 3,9 mil metros de profundidade, a cerca de 1,1 mil metros de distância da costa brasileira. A fuselagem do Airbus havia sido localizada no início de abril, a apenas cerca de dez quilômetros ao norte da última posição do avião conhecida nos radares.

A caixa-preta com os dados do voo (e, se for localizada, também a que contém as conversas dos pilotos) serão levadas à França por uma fragata da marinha francesa. O equipamento será analisado na sede do BEA, nos arredores de Paris.

Agência Brasil

Osama bin Laden está morto; EUA estão em posse do corpo do terrorista


O líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, está morto e seu corpo foi resgatado por autoridades dos Estados Unidos, informou a rede de televisão CNN no fim da noite do domingo. De acordo com as fontes ouvidas pela CNN, Bin Laden morreu durante um ataque dos EUA a uma mansão nos arredores de Islamabad, capital do Paquistão, país vizinho ao Afeganistão. O presidente dos EUA, Barack Obama, deve fazer um anúncio sobre a morte de Bin Laden nas próximas horas.

O maior atentado planejado por Bin Laden foi o ataque contra as Torres Gêmeas, em Nova York, no dia 11 de setembro de 2001. Na ocasião, dois aviões foram lançados contra os dois edifícios mais altos dos EUA, provocando a morte de cerca de 3.000 pessoas. O atentado fez com que os EUA, então liderados pelo presidente George W. Bush, lançassem uma ofensiva contra o Afeganistão, país que abrigava Bin Laden vários integrantes de sua rede terrorista, a Al Qaeda.

As forças armadas norte-americanas tinham há anos a prioridade de capturar vivo ou morto o terrorista saudita. Até então, Bin Laden sempre havia conseguido se escapar das forças americanas, alternando esconderijos nas áreas de fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão.

Uol Notícias Internacional