quarta-feira, 29 de junho de 2011

Desemprego na região metropolitana de SP é o menor para maio desde 1990, revela Dieese



Vinicius Konchinski Repórter da Agência Brasil

São Paulo - A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo passou de 11,2% em abril para 10,7% em maio, o menor nível para o mês desde 1990, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada hoje (29).

De acordo com a pesquisa, em maio, o total de de desempregados na região metropolitana de São Paulo foi estimado em 1,152 milhão, 45 mil a menos do que no mês anterior, resultado da criação de 124 mil vagas.

Em relação a maio do ano passado, o nível de ocupação aumentou 3,7%, interrompendo movimento de desaceleração do ritmo de crescimento observado desde outubro do ano passado.

Agência Brasil

terça-feira, 28 de junho de 2011

David Copperfield - Sensacional



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David Copperfield voando e encantando a platéia



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Lucro Brasil faz o consumidor pagar o carro mais caro do mundo

O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os salários – e os benefícios sociais - representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.

A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somada ao custo do capital, que onera a produção. Mas as histórias que você verá a seguir vão mostrar que o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor.

A indústria culpa também o que chama de Terceira Folha pelo aumento do custo de produção: gastos com funcionários, que deveriam ser papel do estado, mas que as empresas acabam tendo que assumir, como condução, assistência médica e outros benefícios trabalhistas.

Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.

Pois bem: o Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades.

Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?

Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, “é verdade que a produção aumentou, mas agora ela está distribuída em mais de 20 empresas, de modo que a escala continua baixa”. Ele elegeu um novo patamar para que o volume possa propiciar uma redução do preço final: cinco milhões de carros.


A carga tributária caiu e o preço do carro subiu

O imposto, o eterno vilão, caiu nos últimos anos. Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos, o carro com motor até 100cv recolhia 34,8% (gasolina) e 32,5% (álcool). Para motores mais potentes o imposto era de 36,9% para gasolina e 34,8% a álcool.

Hoje – com os critérios alterados – o carro 1.0 recolhe 27,1%, a faixa de 1.0 a 2.0 paga 30,4% para motor a gasolina e 29,2% para motor a álcool. E na faixa superior, acima de 2.0, o imposto é de 36,4% para carro a gasolina e 33,8% a álcool.

Quer dizer: o carro popular teve um acréscimo de 0,9 ponto percentual na carga tributária, enquanto nas demais categorias o imposto diminuiu: o carro médio a gasolina paga 4,4 pontos percentuais a menos. O imposto da versão álcool/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, o imposto também caiu: 0,5 ponto no carro e gasolina (de 36.9% para 36,4%) e 1 ponto percentual no álcool/flex.

Enquanto a carga tributária total do País, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010, o imposto sobre veículo não acompanhou esse aumento.

Isso sem contar as ações do governo, que baixaram o IPI (retirou, no caso dos carros 1.0) durante a crise econômica. A política de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, reduzindo o preço do carro em mais de 5% sem que esse benefício fosse totalmente repassado para o consumidor.

As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com aparência fora-de-estrada. Derivados de carros de passeio comuns, esses carros ganham uma maquiagem e um estilo aventureiro. Alguns têm suspensão elevada, pneus de uso misto, estribos laterais. Outros têm faróis de milha e, alguns, o estepe na traseira, o que confere uma aparência mais esportiva.

A margem de lucro é três vezes maior que em outros países

O Banco Morgan concluiu que esses carros são altamente lucrativos, têm uma margem muito maior do que a dos carros dos quais são derivados. Os técnicos da instituição calcularam que o custo de produção desses carros, como o CrossFox, da Volks, e o Palio Adventure, da Fiat, é 5 a 7% acima do custo de produção dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas são vendidos por 10% a 15% a mais.

O Palio Adventure (que tem motor 1.8 e sistema locker), custa R$ 52,5 mil e a versão normal R$ 40,9 mil (motor 1.4), uma diferença de 28,5%. No caso do Doblò (que tem a mesma configuração), a versão Adventure custa 9,3% a mais.

O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países.

O Honda City é um bom exemplo do que ocorre com o preço do carro no Brasil. Fabricado em Sumaré, no interior de São Paulo, ele é vendido no México por R$ 25,8 mil (versão LX). Neste preço está incluído o frete, de R$ 3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto R$ 20,3 mil.

Adicionando os custos de impostos e distribuição aos R$ 20,3 mil, teremos R$ 16.413,32 de carga tributária (de 29,2%) e R$ 3.979,66 de margem de lucro das concessionárias (10%). A soma dá R$ 40.692,00. Considerando que nos R$ 20,3 mil faturados para o México a montadora já tem a sua margem de lucro, o “Lucro Brasil” (adicional) é de R$ 15.518,00: R$ 56.210,00 (preço vendido no Brasil) menos R$ 40.692,00.

Isso sem considerar que o carro que vai para o México tem mais equipamentos de série: freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo: 1.5 de 116cv.

Será possível que a montadora tenha um lucro adicional de R$ 15,5 mil num carro desses? O que a Honda fala sobre isso? Nada. Consultada, a montadora apenas diz que a empresa “não fala sobre o assunto”.

Na Argentina, a versão básica, a LX com câmbio manual, airbag duplo e rodas de liga leve de 15 polegadas, custa a partir de US$ 20.100 (R$ 35.600), segundo o Auto Blog.

Já o Hyundai ix35 é vendido na Argentina com o nome de Novo Tucson 2011 por R$ 56 mil, 37% a menos do que o consumidor brasileiro paga por ele: R$ 88 mil.

Leia amanhã a 2º parte da reportagem especial LUCRO BRASIL: Por que o mesmo carro é mais barato na Argentina e no Chile?

Joel Leite

Uol.com

PF cumpre 17 mandados de prisão em oito estados e no DF para desarticular importação irregular


SÃO PAULO - A Polícia Federal realiza nesta terça-feira, em oito estados do país e no Distrito Federal, uma operação destinada a desarticular duas quadrilhas que atuam na importação irregular de mercadorias e remessas ilegais de divisas ao exterior. Estima-se que deixaram de ser recolhidos em R$ 1,4 bilhão de reais

aos cofres públicos.

A operação, batizada de Pomar, devido ao uso de "laranjas", cumpre 17 mandados de prisão - 13 de prisão preventiva e quatro de prisão temporária - e 67 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Alagoas, Espírito Santo, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal, expedidos pela 2ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária de São Paulo.

Segundo investigações da PF, as duas organizações criminosas têm origem numa mesma quadrilha e se valeriam de "laranjas", usando documentos falsos para abrir empresas e realizar operações ilegais de comércio exterior, remeter para fora do país os valores obtidos e ocultar a identidade dos verdadeiros responsáveis.

As mercadorias entravam no Brasil por diversos portos e era levada a cidade de São Paulo, onde ficava armazenada em depósitos antes de ser distribuída.

A investigação durou quatro anos. Os agentes descobriram o uso de dezenas de pessoas jurídicas com capacidade econômico-financeira incompatível com as transações que realizavam.

Participam da operação 301 policiais federais e 136 auditores da Receita Federal.

O Globo


Efraim finalmente é denunciado à Justiça


Finalmente, seis anos após começar a patrocinar um festival de contratos de publicidade sem qualquer tipo de licitação e que pode ter lesado os cofres do Senado em mais de R$ 400 mil, o ex-senador Efraim Morais (DEM-PB) foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público Federal de Brasília (MPF-DF) e vai responder a uma ação por improbidade administrativa.

Na mesma ação judicial contra Efraim, então 1º-Secretário do Senado, são denunciados o atual deputado distrital, Agaciel Maia (PTC) diretor-geral da Casa à época em que os contratos foram firmados e José Gazineo diretor-geral adjunto. Em entrevistas, Agaciel e Gazzineo dizem que nada têm a ver com isso, que seus cargos à época não lhes davam poderes para essas decisões e que a responsabilidade é do ex-senador.

Em sua passagem pelo Senado e pela Primeira-Secretaria da Casa, Efraim tinha preferência por obras faraônicas e contratos milionários - um deles, também por dar prejuízo aos cofres públicos, foi anulado pelo presidente, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN).

Rei do nepotismo


Efraim também ficou conhecido como uma espécie de rei do nepotismo: nomeou em seus gabinetes de senador e de 1º secretário a filha, o genro, 13 parentes de sua suplente e quase uma centena de cabos eleitorais pagos pelo Senado para fazerem política e campanhas por ele na Paraiba e em Brasília.

Os contratos pelos quais responde agora na Justiça foram firmados por Efraim entre 2005 e 2008, com três empresas de comunicação de seu Estado, a Paraiba, para a prestação serviços de publicidade, a divulgação institucional do Senado nos veículos. Mas, segundo o MPF-DF não cumpriram a exigência legal de licitação prévia e nem havia motivos que justificassem a dispensa de licitação.

Além disso, os valores pagos pela publicidade das atividades do Senado, segundo as investigações, foram estabelecidos sem seguir critérios de padronização, sem passar pela área jurídica e sem pesquisa de mercado. Um dos contratos simplesmente dobrou de valor de um ano para outro.

Por estes motivos e pelo fato de as empresas serem do Estado natal do senador, a Procuradoria vê em todo o processo "fortes evidências de favorecimento e de superfaturamento das contratações".

Blog do Zé Dirceu

Taça das Bolinhas: a pedido do São Paulo, Justiça cassa liminar do Fla

Clube do Morumbi garante a posse do troféu referente ao penta nacional


Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo

Taça de Bolinhas (Foto: divulgação)
Taça das Bolinhas: motivo de disputa

O São Paulo conseguiu na manhã desta terça-feira a cassação da liminar do Flamengo, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, garantindo a permanência da disputada Taça das Bolinhas com o clube paulista.

- Não há, ao menos por ora, mais perigo de a Taça das Bolinhas deixar de pertencer ao São Paulo Futebol Clube - afirma Carlos Miguel Aidar, sócio do AIDAR SBZ Advogados e representante do clube do Morumbi.

Para Rafael de Piro, vice-juríco do Flamengo, a decisão não tem tanto peso quanto o São Paulo imagina.

- A liminar não foi simplesmente cassada, não é bem assim. A Justiça apenas decidiu que o caso deve ser de responsabilidade da CBF - argumentou o dirigente.

A confusão se dá por conta da indefinição sobre o campeão brasileiro de 1987. Nesta segunda, o Flamengo entrou com recurso no Tribunal Regional Federal do Recife contra a decisão que devolveu ao Sport o posto de único campeão brasileiro de 1987. O vice-jurídico do clube, Rafael de Piro, diz que ainda está em pauta a hipótese de um recurso na Fifa contra o Sport. Na avaliação da diretoria do Flamengo, o clube pernambucando merece ser punido por não ter respeitado os limites da esfera desportiva para resolver a questão. Sem o título de 1987, o Fla perde para o São Paulo o posto de primeiro pentacampeão brasileiro, o que garantiria a Taça das Bolinhas, oferecida pela Caixa Econômica Federal.

G1