quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

“EXPULSÃO DE DIPLOMATAS RUSSOS DOS EUA É ATO DE CADÁVERES POLÍTICOS”


Konstantin Kosachyov, presidente do conselho do Comitê de Relações Exteriores da câmara alta do Parlamento russo, afirmou que a decisão de Washington desta quinta (29) de expulsar 35 diplomatas russos representa "a agonia de cadáveres políticos"

29 DE DEZEMBRO DE 2016

247 com Reuters - Uma autoridade do Parlamento russo disse que a decisão de Washington desta quinta-feira de expulsar 35 diplomatas russos representa "a agonia de cadáveres políticos". A declaração foi de Konstantin Kosachyov, presidente do conselho do Comitê de Relações Exteriores da câmara alta do Parlamento russo, segundo a agência de notícias RIA.

O comissário de direitos humanos, democracia e cumprimento da lei do Ministério das Relações Exteriores russo, Konstantin Dolgov, disse, segundo a agência Interfax, que as novas sanções dos EUA contra a Rússia são contraproducentes e prejudicarão a restauração dos laços bilaterais.

(Por Katya Golubkova)


Brasil 247

Putin diz que reagirá de forma adequada a sanções do EUA


Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o presidente russo, Vladmir Putin, irá determinar uma resposta adequada às sanções anunciadas hoje pelos EUA, acrescentando que a medida russa deixará Washington "desconfortável"; governo Barack Obama anunciou sanções a indivíduos e organizações da Rússia de alguma forma envolvidos em uma suposta tentativa de interferir, através de ataques cibernéticos, na eleição presidencial norte-americana; Casa Branca também decidiu expulsar 35 diplomatas russos dos EUA

29 DE DEZEMBRO DE 2016 


Sputnik - O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse na noite desta quinta-feira que o presidente russo, Vladmir Putin, irá determinar uma resposta adequada às sanções anunciadas hoje pelos EUA, acrescentando que a medida russa deixará Washington "desconfortável".

Mais cedo, o governo de Barack Obama anunciou a imposição de sanções a indivíduos e organizações da Rússia de alguma forma envolvidos em uma suposta tentativa de interferir, através de ataques cibernéticos, na eleição presidencial norte-americana, realizada em novembro.

Além disso, a Casa Branca também decidiu expulsar 35 diplomatas russos dos EUA, informando que eles terão no máximo 72 horas para deixar o país.


Brasil 247

“AÉCIO NEVES, O MINEIRINHO DA ODEBRECHT, DEPÕE NA PF. IMPRENSA ABAFA”


No mais absoluto sigilo, o senador tucano compareceu à sede da Polícia Federal em Brasília para prestar depoimento no inquérito que tramita no STF. Só se soube do ocorrido uma semana depois; confira texto de Helena Sthephanowitz, da Rede Brasil Atual

29 DE DEZEMBRO DE 2016 


Helena Sthephanowitz, da RBA - A imprensa não estava na porta da Polícia Federal para transmitir ao vivo. Helicópteros não cobriram o trajeto do carro que levava o depoente. Não havia um batalhão de fotógrafos na entrada e na saída do suspeito. Não teve imagens do oficial de Justiça entregando a intimação e nem condução coercitiva com bonitão da PF escoltando.

No mais absoluto sigilo, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) compareceu à sede da Polícia Federal em Brasília na quinta-feira passada (22) para prestar depoimento no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), em que o tucano é acusado pelo ex-senador Delcídio do Amaral de atrasar o envio de dados do Banco Rural à CPI para poder “apagar dados bancários comprometedores” e evitar que a apuração sobre fraudes na instituição levasse a nomes de outros políticos do PSDB. O inquérito está nas mãos do ministro Gilmar Mendes no STF. O conteúdo do depoimento, contrariando o que passou a ser prática na nossa grande imprensa, também não vazou

De acordo com o depoimento de Delcídio, durante as investigações feitas pela CPI dos Correios, o senador Aécio Neves, então governador de Minas Gerais, “enviou emissários” para barrar quebras de sigilo de pessoas e empresas investigadas, entre elas o Banco Rural. Delcídio do Amaral, que presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito dos Correios em 2005, disse também que foi descoberto maquiagens em “dados comprometedores” fornecidos pelo Banco Rural para esconder relação entre o Banco e mensalão Tucano. O mensalão tucano, foi revelado durante a CPI dos Correios, em 2005. À época, Eduardo Azeredo era presidente nacional do PSDB.

Eram dados que, segundo ele, prejudicariam o ex-governador Aécio Neves, o ex-vice-governador de Minas Gerais, Clésio Andrade (em 2002, foi sócio de Marcos Valério na SMP&B), além da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, do publicitário Marcus Valério, que utilizava suas empresas para lavagem de dinheiro em forma de publicidade para governos tucanos, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que sabia que os dados estavam sendo maquiados e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, que na época era deputado pelo PSDB). Delcídio também afirmou que em relação a Aécio, “sem dúvida” o presidente nacional do PSDB recebeu propina em um esquema de corrupção na estatal de energia Furnas que, era semelhante ao da Petrobrás, envolvendo inclusive as mesmas empreiteiras.

Dias depois da delação de Delcídio, o jornal O Globo divulgou que documentos da CPI haviam sido deslocados do arquivo do Senado para outro setor da Casa a pedido de Aécio. A pesquisa feita pelo senador Aécio resultou num relatório que foi divulgado pelo próprio senador para contestar as acusações do ex-senador Delcídio.

Daniel Dantas apareceu...
Se de um lado, a imprensa não teve curiosidade de saber o que disse o senador Aécio Neves em depoimento à Policia Federal, também ignorou o pedido do banqueiro Daniel Dantas, pivô de uma série de casos bastante suspeitos envolvendo figuras da classe política brasileira.

Sete anos depois de bater às portas do Supremo para deixar, por duas vezes, a prisão, o banqueiro Daniel Dantas recorreu mais uma vez ao STF. Agora, o dono do Grupo Opportunity quer acesso a todos os documentos da CPI dos Correios. O ministro Gilmar Mendes que já concedeu três habeas corpus a Dantas, deferiu o pedido, autorizando que o empresário tenha acesso a todos os autos da CPI ao Senado, local onde estão guardados

O pedido de Dantas deferido por Gilmar foi protocolado no inquérito que investiga a participação do senador Aécio Neves na maquiagem de dados que foram enviados à CPI dos Correios. O inquérito está no STF, e desde outubro para avaliar se denúncia ou não o senador Aécio.

Em 2005, o banqueiro foi convocado para explicar as operações da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) com a Telecom Itália na tentativa de compra da Brasil Telecom, que mais tarde virou a Tim. A CPI dos Correios recomendou o indiciamento de Daniel Dantas por gerir de forma espúria, por meio de seu banco Opportunity, os fundos de pensão. O banqueiro só se tornou réu em 2009, na Operação Satiagraha, foi preso duas vezes, e nas duas vezes, o Gilmar Mendes que mandou soltar, agora seu acesso aos documentos da CPI

Para relembrar: governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Dantas obteve apoio político do PSDB e do PFL (o atual DEM) para participar da privatização das teles. Há o episódio do jantar dele com FHC em junho de 2002. No dia seguinte, haveria troca do comando da Previ, como desejava o banqueiro.

Daniel Dantas estava desaparecido do noticiário até julho desse ano, quando a Justiça Federal em São Paulo liberou os R$ 4,5 bilhões do Opportunity.

O dinheiro estava bloqueado há sete anos para servir de garantia à operação, que investigou crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. No entanto, todas as provas foram invalidadas e a operação acabou anulada pelo STF.

Agora é aguardar os próximos capítulos para saber o que pretende Daniel Dantas depois de ler toda papelada da CPI da qual ele participou.


Brasil 247

Ex-reitor britânico diz que Dilma confrontou corporações de privilegiados



POR FERNANDO BRITO · 28/12/2016




Uma carta, publicada pelo jornal inglês The Guardian, mostra mais do que páginas e páginas dos jornais brasileiros.

Seu autor é Kevin Dunion, ex-reitor da Universidade de St. Andrews, fundada no século 15, na Escócia, e primeiro Comissário escocês para a Liberdade de Informação.

Não parece ser, portanto, um “lulopetista”, expressão idiota criada por idiotas e repetida por idiotas, cuja capacidade cognitiva é suficiente apenas para acertar o sorvete na testa.

Conta, com uma clareza singela, a reação das castas – e o Judiciário é a maior delas – à moralização, com seu moralismo hipócrita e cheio de interesses.

Leia só:

Os desafios que confrontam Dilma Rousseff na limpeza vida política brasileira não pode ser subestimados ( Do palácio presidencial para o apartamento de sua mãe , 24 de dezembro). Em 2012, fui contratado pela Unesco para aconselhar o governo sobre a implementação do decreto de acesso à informação que a presidente tinha assinado. Entre as primeiras exigências de divulgação feitas pela imprensa diziam respeito aos detalhes de salários e regalias recebidas por ministros, juízes e funcionários públicos.

Isso levou a uma ação legal por parte das associações (que haviam negociado acordos lucrativos para seus membros) para tentar impedir a divulgação e uma resistência feroz dentro do governo de coalizão. Quando o assunto foi levado a Dilma Rousseff ela instruiu-nos de que a divulgação completa deveria ser feita, começando com seu próprio pacote salarial.

Posteriormente, os detalhes publicados revelaram que um terço dos ministros e quase 4.000 funcionários federais violaram o teto de pagamento estabelecido pela Constituição e estavam ganhando mais do que a presidente. Recompensas inchadas incluíam até um salário adicional de seis meses por ano, contabilizadas como subsídios de ajuda de custo ou licença educacional. Mesmo alguns funcionários do parlamento e dos elevadores do Congresso estavam ganhando até 10 vezes mais do que o salário médio de um professor ou policial. Aqueles envergonhados não eram suscetíveis de perdoá-la por violar o código de silêncio sobre esses arranjos, muito menos apoiá-la em abordar outras áreas de política corporativista.

Professor Kevin Dunion


Tijolaço

GUARDIAN: DILMA CAIU PORQUE NÃO COMPACTUOU COM A BANDALHEIRA

Brasil 247

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Mineirinho da Odebrecht depõe na PF e a imprensa abafa, por Helena Sthephanowitz

QUA, 28/12/2016 - 17:35
ATUALIZADO EM 28/12/2016 - 17:36


Por Helena Sthephanowitz


Aécio Neves, o Mineirinho da Odebrecht, depõe na PF e a imprensa abafa

A imprensa não estava na porta da Polícia Federal para transmitir ao vivo. Helicópteros não cobriram o trajeto do carro que levava o depoente. Não havia um batalhão de fotógrafos na entrada e na saída do suspeito. Não teve imagens do oficial de Justiça entregando a intimação e nem condução coercitiva com bonitão da PF escoltando.

No mais absoluto sigilo, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) compareceu à sede da Polícia Federal em Brasília na quinta-feira passada para prestar depoimento no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), em que o tucano é acusado pelo ex-senador Delcídio do Amaral de atrasar o envio de dados do Banco Rural à CPI para poder “apagar dados bancários comprometedores” e evitar que a apuração sobre fraudes na instituição levasse a nomes de outros políticos do PSDB. O inquérito está nas mãos do ministro Gilmar Mendes no STF. O conteúdo do depoimento, contrariando o que passou a ser prática na nossa grande imprensa, também não vazou.

De acordo com o depoimento de Delcídio, durante as investigações feitas pela CPI dos Correios, o senador Aécio Neves, então governador de Minas Gerais, “enviou emissários” para barrar quebras de sigilo de pessoas e empresas investigadas, entre elas o Banco Rural. Delcídio do Amaral, que presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito dos Correios em 2005, disse também que foi descoberto maquiagens em “dados comprometedores” fornecidos pelo Banco Rural para esconder relação entre o Banco e mensalão Tucano. O mensalão tucano, foi revelado durante a CPI dos Correios, em 2005. À época, Eduardo Azeredo era presidente nacional do PSDB.

Eram dados que, segundo ele, prejudicariam o ex-governador Aécio Neves, o ex-vice-governador de Minas Gerais, Clésio Andrade (em 2002, foi sócio de Marcos Valério na SMP&B), além da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, do publicitário Marcus Valério, que utilizava suas empresas para lavagem de dinheiro em forma de publicidade para governos tucanos, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que sabia que os dados estavam sendo maquiados e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, que na época era deputado pelo PSDB). Delcídio também afirmou que em relação a Aécio, “sem dúvida” o presidente nacional do PSDB recebeu propina em um esquema de corrupção na estatal de energia Furnas que, era semelhante ao da Petrobrás, envolvendo inclusive as mesmas empreiteiras.

Dias depois da delação de Delcídio, o jornal O Globo divulgou que documentos da CPI haviam sido deslocados do arquivo do Senado para outro setor da Casa a pedido de Aécio. A pesquisa feita pelo senador Aécio resultou num relatório que foi divulgado pelo próprio senador para contestar as acusações do ex-senador Delcídio.

Daniel Dantas apareceu...
Se de um lado, a imprensa não teve curiosidade de saber o que disse o senador Aécio Neves em depoimento à Policia Federal, também ignorou o pedido do banqueiro Daniel Dantas, pivô de uma série de casos bastante suspeitos envolvendo figuras da classe política brasileira.

Sete anos depois de bater às portas do Supremo para deixar, por duas vezes, a prisão, o banqueiro Daniel Dantas recorreu mais uma vez ao STF. Agora, o dono do Grupo Opportunity quer acesso a todos os documentos da CPI dos Correios. O ministro Gilmar Mendes que já concedeu três habeas corpus a Dantas, deferiu o pedido, autorizando que o empresário tenha acesso a todos os autos da CPI ao Senado, local onde estão guardados

O pedido de Dantas deferido por Gilmar foi protocolado no inquérito que investiga a participação do senador Aécio Neves na maquiagem de dados que foram enviados à CPI dos Correios. O inquérito está no STF, e desde outubro para avaliar se denúncia ou não o senador Aécio.

Em 2005, o banqueiro foi convocado para explicar as operações da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) com a Telecom Itália na tentativa de compra da Brasil Telecom, que mais tarde virou a Tim. A CPI dos Correios recomendou o indiciamento de Daniel Dantas por gerir de forma espúria, por meio de seu banco Opportunity, os fundos de pensão. O banqueiro só se tornou réu em 2009, na Operação Satiagraha, foi preso duas vezes, e nas duas vezes, o Gilmar Mendes que mandou soltar, agora seu acesso aos documentos da CPI

Para relembrar: governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Dantas obteve apoio político do PSDB e do PFL (o atual DEM) para participar da privatização das teles. Há o episódio do jantar dele com FHC em junho de 2002. No dia seguinte, haveria troca do comando da Previ, como desejava o banqueiro.

Daniel Dantas estava desaparecido do noticiário até julho desse ano, quando a Justiça Federal em São Paulo liberou os R$ 4,5 bilhões do Opportunity.

O dinheiro estava bloqueado há sete anos para servir de garantia à operação, que investigou crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. No entanto, todas as provas foram invalidadas e a operação acabou anulada pelo STF.

Agora é aguardar os próximos capítulos para saber o que pretende Daniel Dantas depois de ler toda papelada da CPI da qual ele participou.


Jornal GGN

Ex-reitor britânico diz que Dilma confrontou corporações de privilegiados



POR FERNANDO BRITO · 28/12/2016




Uma carta, publicada pelo jornal inglês The Guardian, mostra mais do que páginas e páginas dos jornais brasileiros.

Seu autor é Kevin Dunion, ex-reitor da Universidade de St. Andrews, fundada no século 15, na Escócia, e primeiro Comissário escocês para a Liberdade de Informação.

Não parece ser, portanto, um “lulopetista”, expressão idiota criada por idiotas e repetida por idiotas, cuja capacidade cognitiva é suficiente apenas para acertar o sorvete na testa.

Conta, com uma clareza singela, a reação das castas – e o Judiciário é a maior delas – à moralização, com seu moralismo hipócrita e cheio de interesses.

Leia só:

Os desafios que confrontam Dilma Rousseff na limpeza vida política brasileira não pode ser subestimados ( Do palácio presidencial para o apartamento de sua mãe , 24 de dezembro). Em 2012, fui contratado pela Unesco para aconselhar o governo sobre a implementação do decreto de acesso à informação que a presidente tinha assinado. Entre as primeiras exigências de divulgação feitas pela imprensa diziam respeito aos detalhes de salários e regalias recebidas por ministros, juízes e funcionários públicos.

Isso levou a uma ação legal por parte das associações (que haviam negociado acordos lucrativos para seus membros) para tentar impedir a divulgação e uma resistência feroz dentro do governo de coalizão. Quando o assunto foi levado a Dilma Rousseff ela instruiu-nos de que a divulgação completa deveria ser feita, começando com seu próprio pacote salarial.

Posteriormente, os detalhes publicados revelaram que um terço dos ministros e quase 4.000 funcionários federais violaram o teto de pagamento estabelecido pela Constituição e estavam ganhando mais do que a presidente. Recompensas inchadas incluíam até um salário adicional de seis meses por ano, contabilizadas como subsídios de ajuda de custo ou licença educacional. Mesmo alguns funcionários do parlamento e dos elevadores do Congresso estavam ganhando até 10 vezes mais do que o salário médio de um professor ou policial. Aqueles envergonhados não eram suscetíveis de perdoá-la por violar o código de silêncio sobre esses arranjos, muito menos apoiá-la em abordar outras áreas de política corporativista.

Professor Kevin Dunion


Tijolaço