quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Petrobras assina acordo judicial de quase 3 bilhões de dólares nos EUA

QUA, 03/01/2018 - 13:46
ATUALIZADO EM 03/01/2018 - 13:46

Foto: Petrobras/ Arquivo

da Agência Brasil

por Vitor Abdala

A Petrobras informou hoje (3), no Rio de Janeiro, que assinou um acordo para encerrar ação judicial de investidores contra a estatal, na corte federal de Nova York, nos Estados Unidos.

O acordo prevê o pagamento de 2,95 bilhões de dólares (quase R$ 10 bilhões) em três parcelas e ainda será submetido à apreciação de um magistrado norte-americano.

A ação coletiva contra a Petrobras foi proposta em 2014 por um escritório de advocacia americano em nome de investidores que compraram bônus da estatal entre 2010 e 2014. O escritório Wolf Popper LLP acusou a estatal de enganar investidores com informações falsas e ocultação do esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato.

Apesar de assinar o acordo, a estatal não reconhece culpa ou práticas irregulares e nega responsabilidade sobre o esquema de corrupção. De acordo com a nota divulgada à imprensa, a Petrobras se considera vítima do esquema e diz que continuará buscando as medidas legais contra os responsáveis pela corrupção, sejam indivíduos ou empresas.

Pagamento será feito em parcelas

Os 2,95 bilhões de dólares serão divididos em duas parcelas de 983 milhões e uma de 984 milhões de dólares. A primeira delas será paga em até dez dias depois da aprovação preliminar de um juiz americano.

A segunda, dez dias depois da aprovação final. A terceira está prevista para seis meses após a aprovação final ou 15 de janeiro de 2019 (o que vier por último).

O valor total do acordo será provisionado no balanço do quarto trimestre de 2017 da Petrobras. As partes pedirão à Suprema Corte dos Estados Unidos que adie, até a aprovação final do acordo, a decisão quanto à admissibilidade de recurso apresentado pela Petrobras, que estava prevista para esta sexta-feira (5).

Edição: Kleber Sampaio



Jornal GGN

ZÉ DIRCEU: “NÓS DERROTAMOS A DITADURA MILITAR E NÃO VAMOS PERMITIR A DITADURA DA TOGA.”





Nocaute   -   Conversa Afiada

PIMENTA: LAVA JATO FOI O MAIOR ASSALTO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

Líder do PT, o deputado Paulo Pimenta afirma que o trio Sergio Moro, Carlos Fernando Lima e Deltan Dallagnol conseguiu o que parecia impossível: fazer com que o pré-sal fosse entregue de bandeja às petroleiras internacionais e ainda que os investidores dos Estados Unidos fossem indenizados em R$ 10 bilhões; "Incrível como conseguiram fazer o maior assalto da história da humanidade. Todo suposto dinheiro recuperado pela Lava Jato foi entregue para os americanos. O Brasil não ganhou nada. Isso fecha a Conexão. O assalto foi comandado de lá dos EUA", diz Pimenta; "Agora os salvadores da pátria vão viver nos Estados Unidos e dar aulas de combate à corrupção", diz ele; Pimenta lembra ainda que Pedro Parente não tem autonomia para dar o presentaço aos investidores

3 DE JANEIRO DE 2018 

247 - O deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, reagiu com indignação à decisão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, de pagar US$ 2,95 bilhões, cerca de R$ 10 bilhões, a investidores americanos para encerrar uma disputa judicial envolvendo a companhia nos Estados Unidos (leia aqui).

Numa série de tweets, Pimenta afirma que o trio formado pelo juiz Sergio Moro, e os procuradores Carlos Fernando Lima e Deltan Dallagnol conseguiu o que parecia impossível: fazer com que o pré-sal fosse roubado pelas petroleiras e ainda que os investidores dos Estados Unidos fossem indenizados em R$ 10 bilhões.

"É escandalosa a notícia de que Pedro Parente, [indevido] atual Presidente da Petrobras, decidiu indenizar em R$ 10 bilhões investidores americanos. Até onde eu sei um agente público não tem essa autonomia para não recorrer e pagar antecipadamente uma condenação. É como se o Parente assumisse que a Petrobras é culpada e não vítima das empreiteiras. Sendo culpada dá 10 bilhões aos americanos. Incrível como conseguiram fazer o maior assalto da história da humanidade. Todo suposto dinheiro recuperado pela Lava Jato foi entregue para os americanos", diz o líder petista.

Segundo Paulo Pimenta, o Brasil não ganhou nada com a operação. "O Brasil não ganhou nada. Isso fecha a Conexão. O assalto foi comandado de lá dos EUA. Moro, Dallagnol e Carlos Fernando conseguiram o impossível. Petrobrás foi saqueada pelas empreiteiras. Os empresários estão soltos vivendo em mansões nababescas", destaca.

"O pré-sal foi entregue. E os 'salvadores da pátria' vão dar aulas nos Estados Unidos e fazer palestra de 'combate à corrupção'. Petrobrás sendo fatiada e vendida, e os gringos mais ricos. Foi uma invasão imperial muito bem executada, sem armas, pela Toga, tendo a Globo como instrumento principal de dominação. E, ao fim, vão morar no EUA porque as coisas não estão boas no Brasil", finaliza o deputado.

Inscreva-se na TV 247 e confira o vídeo da presidente Dilma Rousseff em que ela explica por que o golpe de 2016 foi motivado pela questão do petróleo:

Brasil 247

PARENTE DECIDE INDENIZAR EM R$ 10 BILHÕES INVESTIDORES AMERICANOS


Além de participar timidamente dos leilões do pré-sal, permitindo que as reservas brasileiras fossem assumidas por empresas como Shell, Exxon e Chevron, Pedro Parente, presidente da Petrobras, decidiu fechar um acordo com a Justiça dos Estados Unidos para que a estatal brasileira pague US$ 2,95 bilhões – o equivalente a R$ 10 bilhões – a investidores norte-americanos; assim, o dinheiro recuperado pela Lava Jato, conduzida por Sergio Moro, segue direto para os Estados Unidos

3 DE JANEIRO DE 2018 

247 – Além de participar timidamente dos leilões do pré-sal, permitindo que as reservas brasileiras fossem assumidas por empresas como Shell, Exxon e Chevron, Pedro Parente, presidente da Petrobras, decidiu fechar um acordo com a Justiça dos Estados Unidos para que a estatal brasileira pague US$ 2,95 bilhões – o equivalente a R$ 10 bilhões – a investidores norte-americanos. Assim, o dinheiro recuperado pela Lava Jato, conduzida por Sergio Moro, segue direto para os Estados Unidos.

"A Petrobras fechou acordo, em Nova York, para suspender ação coletiva ("class action") movida por grupo de acionistas e detentores de títulos da estatal, em decorrência de prejuízos provocados por seu envolvimento nos desvios de recursos investigados pela Operação Lava-Jato. A companhia concordou em pagar US$ 2,95 bilhões aos investidores, em duas parcelas de US$ 983 milhões e uma de US$ 984 milhões. Os detalhes do acordo estão em fato relevante divulgado nesta quarta-feira ao mercado", aponta reportagem do Valor Online.

"A ratificação do acordo depende ainda de decisão do juiz Jed Rakoff, da primeira instância da Justiça americana, mas a tendência, uma vez que houve acordo entre as partes, é que ele aprove a admissão inicial do acerto. Feito isso, dez dias depois, a estatal brasileira pagará aos participantes da 'class action' um terço do valor negociado", diz ainda o texto.

Inscreva-se na TV 247 e veja o que José Maria Rangel, presidente da FUP, diz sobre o atual comando da Petrobras:




Brasil 247

Petrobras paga R$ 10 bi nos EUA. Viva a Lava Jato!


POR FERNANDO BRITO · 03/01/2018




O império não perde nunca.

A Petrobras fechou “acordo” para pagar US$ 2,95 bilhões aos investidores norte-americanos pelos prejuízos (inflados generosamente pela mídia) causado aos investidores estrangeiros com os casos da Lava Jato.

Quase oito vezes o valor que a empresa diz ter recuperado com a operação: R$ 1,475 bilhão no Brasil.

Grande negócio, não é?

Como ainda falta o que a empresa vai pagar aos acionistas daqui – ou a nossa Justiça vai agir diferente da norte-americana? – pode “dobrar a meta”.

Será que os milhares de desempregado da Lava Jato têm direito também a serem indenizados pela perda do equilíbrio de suas vidas? Será que o Rio de Janeiro, afundado pela destruição da empresa e pelo impacto de sua derrocada sobre a cadeia produtiva que ela liderava, especialmente a industria naval, terá alguma reparação.

Claro que não, só os donos do dinheiro têm direito a estas garantias.

Muito menos o nosso país,

Ainda bem que a turma de Curitiba está salvando o Brasil, não é?



Tijolaço

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

TRAJANO DEFINE FHC: DISTANCIADO DO POVO, ABRAÇADO À ELITE REACIONÁRIA

Jornalista José Trajano comenta o que disse o ex-presidente tucano em entrevista ao Estadão, quando relacionou a liderança de Lula nas pesquisas ao baixo índice educacional do país; "FHC, sempre elitista, distanciado das angústias do povo e abraçado à elite reacionária", escreveu Trajano no Twitter

2 DE JANEIRO DE 2018 

247 - O jornalista José Trajano postou uma crítica em sua conta no Twitter sobre uma declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em entrevista ao Estadão.

Em um dos trechos da conversa, FHC relacionou a liderança de Lula nas pesquisas ao baixo índice educacional do país:

Pega o caso do Peru, que nós citamos. O fujimorismo é a força predominante até hoje, e o Fujimori está na cadeia (estava até o dia 24, quando recebeu indulto humanitário do atual presidente Pedro Pablo Kuczynski). O próprio Perón teve um momento assim. É curioso ver que em países como os nossos, com um nível educacional relativamente pouco desenvolvido, as pessoas têm muitas carências. Aqueles que dão às pessoas a sensação de que atenderam às suas carências ganham uma certa permissão para se desviar da ética. É pavoroso, mas é assim. É populismo. É a cultura que prevalece nesses países. A nossa está em fase de mudança. Aqui a sociedade já tem mais informação. Nos regimes parlamentaristas têm menos chance de que isso aconteça. Tem mais filtros. A emoção global não leva de roldão. Pode alguém irromper, mas difícil é governar depois.
"FHC, sempre elitista, distanciado das angústias do povo e abraçado à elite reacionária", comentou Trajano.u Trajano.



Brasil 247

BANDEIRA DE MELLO: É ÓBVIA A PERSEGUIÇÃO A LULA


Na avaliação do jurista, o juiz Sergio Moro é "um homem muito pouco habilitado para exercer a função de magistrado"; Moro, para ele, tem comportamento de um "acusador", "não de magistrado", função que exige "muito equilíbrio e serenidade"; "É óbvia a perseguição ao Lula. Mas como a imprensa não gosta de dizer as coisas com equilíbrio, ela, pelo contrário, pretende crucificar o Lula", diz ainda; assista ao vídeo

2 DE JANEIRO DE 2018 

247 - Em um vídeo que circula na internet, o renomado jurista Celso Bandeira de Mello diz ser "óbvia a perseguição" ao ex-presidente Lula.

Na avaliação do jurista, o juiz Sergio Moro é "um homem muito pouco habilitado para exercer a função de magistrado". Moro, para ele, tem comportamento de um "acusador", "não de magistrado", função que exige "muito equilíbrio e serenidade".

Ele também critica a forma como vem sendo feitas as delações premiadas: "não se pode aceitar". "Ela é na verdade uma forma de tortura. Você prende, espera o indivíduo não aguentar mais e aí ele fala o que quiser".

"De maneira que esta afirmação que foi feita agora de que vem sendo feito uma perseguição ao Lula... É óbvia a perseguição ao Lula. Mas como a imprensa não gosta de dizer as coisas com equilíbrio, ela, pelo contrário, pretende crucificar o Lula", diz.

Ele afirma ainda que "as pessoas morrem de medo de que o Lula saia candidato".

Assista:





Brasil 247