terça-feira, 1 de maio de 2018

Acompanhe as manifestações do ato unificado do Dia do Trabalho em Curitiba

Por Nocaute


-1 de Maio de 2018
0
Foto: Ricardo Stuckert

É a primeira vez desde a redemocratização do país, as sete maiores centrais sindicais brasileiras farão, este ano, um 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, conjunto com o mote ‘Em Defesa dos Direitos e por Lula Livre’.

O que unificou CUT, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, CSB e Intersindical foi a defesa da liberdade do ex-presidente Lula, mantido como preso político na sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, há 20 dias, e a certeza de que Lula é a chance que a classe trabalhadora tem de conseguir resgatar os direitos e conquistados – e até ampliá-los – perdidos nos últimos anos.

Segundo Vagner Freitas, presidente da CUT ( Central Única do Trabalhadores), três fatos unificam as sete maiores centrais sindicais do Brasil neste 1º de Maio: a crise econômica, política e social que tomou conta do país desde o golpe de Estado; a prisão do ex-presidente Lula, em mais uma tentativa de o tornar inelegível e impedir sua vitória nas urnas nas eleições deste ano; e a violência, estimulada pelas crises econômica e política”


Além de Lula livre, os sindicalistas estão unificados em torno de pautas comuns, de interesse da classe trabalhadora, como uma política econômica de geração de empregos e renda, seguridade e previdência social, o fim da lei do congelamento de gastos, a continuidade do financiamento sindical e, também, a revogação da reforma Trabalhista.



Nocaute

Temer é vaiado em local de incêndio no centro de São Paulo e obrigado a ir embora


Por Nocaute
-1 de Maio de 2018



Nesta manhã (01), Michel Temer foi hostilizado ao visitar o edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou no Centro de São Paulo na madrugada desta terça-feira (dia 1º). Ele deixou o local sob vaias dos moradores do prédio. Temer confirmou que a propriedade é da União.

O prédio de 26 andares no centro da capital paulista, onde viviam 50 famílias, desabou em chamas por volta das 3 horas de hoje (1º), após ter sido atingido por um incêndio. O edifício, que ficava na Avenida Rio Branco, na região do Largo do Paissandu, era ocupado por um movimento social de defesa ao direto a moradia.


O Corpo de Bombeiros confirmou, até o momento, que uma pessoa morreu. Não há informações oficiais sobre o número de desaparecidos. Uma faixa da avenida Rio Branco foi tomada pelos escombros do edifício que desabou.


Nocaute

Pimenta: denúncia de Raquel Dodge contra o PT é revoltante





Brasil 247

PRIMEIRO DE MAIO: MILHARES SE REÚNEM EM CURITIBA PARA DAR BOM DIA A LULA

A economia real arreganha os dentes



POR FERNANDO BRITO · 30/04/2018




Enquanto estamos “brincando” de “moralização do Brasil” com procuradores e juízes, e economia real voltou a mostrar os dentes ferozes ao Brasil.

Ainda é cedo para dizer o que acontecerá – não se sabe se a estratégia bélica de Donald Trump ficará restrita, o que parece cada vez maos improvável – no campo comercial -mas é evidente que não há nada de bom no horizonte.

A saída de dólares do país se intensificou, aumentando o déficit que já se registrou em fevereiro e março, depois da entrada recorde verificada em janeiro.

A “onda” da tão falada “retomada econômica” parece ter virado uma marolinha.

A fonte de financiamento externo, a única que existia na nossa “era dos juros baixos” (uma ficção que não existe senão em nichos, como o do mercado de automóveis e outros debens de consumo), secou e não há crédito para investimento.

O que temos pela frente é um buraco, do qual ainda não vimos a profundidade.



Tijolaço

Nova denúncia contra Lula é reação da PGR a seu descrédito



POR FERNANDO BRITO · 30/04/2018




A denúncia apresentada agora há pouco pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, contra o ex-presidente Lula (e também contra a Senadora Gleisi Hoffmann, o ex-ministro Paulo Bernardo, Antonio Palocci e Leonardo Dall’agnol, chefe de Gabinete de Gleisi) é coisa das mais curiosas.

Seria o caso de uma “propina hibernante”, que teria sido produzida a partir de financiamentos do BNDES a obras da Odebrecht em Angola, no ano de 2010, que teria sido operacionalizada quatro anos depois, em 2014, em benefício de campanha da senadora paranaense.

Mas a história vai mais longe: seria a ampliação de uma linha de crédito existente para Angola desde 1984, ainda no Governo Geisel, quando o Brasil passou a ter uma postura ativa nos países africanos descolonizados por Portugal, no contexto da Revolução dos Cravos.

O empréstimo tinha garantias em recusos de petróleo, do qual Angola é um dos grandes exportadores mundiais.

É, até agora, algo sem pé nem cabeça, apenas recheio da delação premiada de Marcelo Odebrecht.

Como as delações de Palocci e a anunciada colaboração do ex-diretor Renato Duque, parecem fazer parte de um esquema de reação do “lavajatismo” à situação de perda de credibilidade que tiveram com a prisão de Lula.

Não há o menor vestígio material de que estes valores tenham sido recebidos.

Muito menos há lógica em que vantagens supostamente obtidas num ano eleitoral sejam “congeladas” para serem usadas quatro anos depois.

Mas há muito sentido em que, diante do questionamento generalizado sobre o que se está fazendo com Lula, a manipulação de acusações se intensifique, na base, pode ser que não haja “nada no Guarujá, mas em Angola, ah, lá tem”.



Tijolaço

LULA: RESISTIREMOS PORQUE ESTAMOS NUMA CAUSA JUSTA