sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Vergonha. Por Breno Altman
Publicado por Diario do Centro do Mundo
- 1 de fevereiro de 2019

Rodrigo Maia. Foto: Lula Marques/Agência PT/Fotos Públicas
POR BRENO ALTMAN
O PT decidiu votar na candidatura de Marcelo Freixo (PSOL) para presidir a Câmera dos Deputados, enfrentando o candidato do bolsonarismo, Rodrigo Maia.
O parlamentar psolista teve 50 votos, quando a expectativa era ter 67 votos, somando as bancadas do PT, do PSOL e uma deputada da Rede.
Parabéns à maioria dos deputados petistas, 38-39 entre 55, que honraram a decisão do partido e travaram o bom combate.
Mas envergonham a militância petista os cerca de 16-17 petistas que traíram a orientação partidária de forma covarde e pusilânime, escondidos pelo voto secreto, provavelmente votando em Rodrigo Maia.
A direção do partido deveria exigir que todos os parlamentares petistas abram seu voto e instaurar processo punitivo contra quem descumpriu a resolução da bancada.
O cretinismo parlamentar, que empurra outras legendas para o precipício, não pode mais ter vez e voz no PT.
Diário do Centro do Mundo - DCM
VÍDEO MOSTRA MOMENTO EXATO EM QUE BARRAGEM SE ROMPE EM BRUMADINHO

Uma câmera de segurança registrou o momento exato em que a barragem 1 da Mina Córrego do Feijão se rompeu em Brumadinho; segundo as imagens, divulgadas pela TV Globo, eram 12h28min24s de sexta-feira (25) quando a parte inferior do reservatório começou a ceder e liberou uma avalanche devastadora de rejeitos de mineração; até o momento, 110 mortos foram confirmados , dos quais 71 já foram identificados. Outras 238 pessoas estão desaparecidas; assista
1 DE FEVEREIRO DE 2019
247 - Uma câmera de segurança registrou o momento exato em que a barragem 1 da Mina Córrego do Feijão se rompeu em Brumadinho.
Segundo as imagens, divulgadas pela TV Globo, eram 12h28min24s de sexta-feira (25) quando a parte inferior do reservatório começou a ceder e liberou uma avalanche devastadora de rejeitos de mineração.
Em três minutos, tudo que estava abaixo da barragem – que ficava na mina do Córrego do Fejião – foi completamente engolido pela lama, ao longo de uma distância de quilômetros.
Mais cedo, a TV Bandeirantes divulgou outro vídeo que mostra o momento em que o tsunami de lama e rejeitos atinge as instalações da Vale.
Até o momento, 110 mortos foram confirmados , dos quais 71 já foram identificados. Outras 238 pessoas estão desaparecidas.
Assista ao vídeo:
MOURÃO TORNA PÚBLICA SUA GUERRA COM BOLSONARO E SE PROPÕE A SER PODER MODERADOR

O general Hamilton Mourão expôs abertamente o status de sua relação com Jair Bolsonaro e escancarou a guerra no interior do governo; ele revelou ao jornal O Globo que Bolsonaro não conversa com ele desde as eleições: "As únicas vezes que o presidente conversou comigo foram durante a campanha eleitoral"; o fato de ela ser feita num dos veículos da família Marinho, com quem o clã Bolsonaro está em confronto declarado acentua ainda mais o caráter crítico da relação entre o vice-presidente e o bolsonarismo; na entrevista, Mourão colocou-se como alguém capaz de exercer um "pode moderador"
1 DE FEVEREIRO DE 2019
247 - O general Hamilton Mourão expôs abertamente o status de sua relação com Jair Bolsonaro e escancarou a guerra no interior do governo. Ele revelou ao jornal O Globo que Bolsonaro não conversa com ele desde as eleições: "As únicas vezes que o presidente conversou comigo foram durante a campanha eleitoral". O fato de ela ser feita num dos veículos da família Marinho, com quem o clã Bolsonaro está em confronto declarado acentua ainda mais o caráter crítico da relação entre o vice-presidente e o bolsonarismo. Na entrevista, Mourão colocou-se como alguém capaz de exercer um "pode moderador".
Numa sinalização direta ao clã Bolsonaro, Mourão deixou claro que é inamovível de seu cargo: "Na minha visão, o vice-presidente é uma pessoa permanente no governo. Ele só sai se ele pedir para sair. Os ministros poderão ser trocados eventualmente". Nas últimas semanas, os filhos de Bolsonaro têm estocado Mourão diuturnamente, como se ele pudesse ser afastado do governo. O general já avisou: não sai.
Na introdução à entrevista, os jornalistas Eduardo Bresciani , Jussara Soares, Karla Gamba e Paulo Celso Pereira destacaram que "no estilo que vem lhe dando notoriedade, Mourão não fugiu de assuntos polêmicos, nem escondeu a contrariedade com o presidente Jair Bolsonaro em relação a alguns temas"
Sobre o perfil moderador com que se apresenta, Mourão disse: "Cada um de nós tem o seu estilo de agir. O presidente Bolsonaro tem o estilo dele, característico. Ele construiu uma vida política de 30 anos em cima disso aí. É totalmente diferente de mim. Eu tive uma vida dentro do Exército, ocupei funções que me exigiram lidar com uma gama de pessoas totalmente distintas, comandei muita gente, então me leva a ter um estilo diferente de lidar. Não é uma questão de um é o antípoda do outro, como fica querendo ser caracterizado. Muito pelo contrário. Ele tem uma experiência e eu tenho outra, que se retrata depois na forma como a gente conduz."
Sobre a relação dele com Bolsonaro, o general pontuou: "as únicas vezes que o presidente conversou comigo foram durante a campanha eleitoral. Obviamente porque eu não sou político, então o que tenho que falar, pego e falo. Eu falei determinadas coisas e, para quem está concorrendo, determinadas verdades não podem ser ditas. Foi aí que ele me disse assim: 'Você não entende de política, então vai por mim que você vai bem'."
Brasil 247
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