quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Desembargador que deu prisão domiciliar a Jorge Guaranho segue Bolsonaro e critica STF

 Gamaliel Seme Scaff também já fez postagens defendendo cloroquina durante a pandemia e divulgando fake news durante as enchentes no RS


Gamaliel Seme Scaff, desembargador que deu prisão domiciliar a Jorge Guaranho.Créditos: Reprodução


O desembargador Gamaliel Seme Scaff, responsável por conceder prisão domiciliar para Jorge Guaranho, bolsonarista que matou o petista Marcelo Arruda em 2022, durante festa de aniversário do tesoureiro do PT com o tema do presidente Lula, é seguidor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais, onde também expõe uma série de críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelas ações contra Elon Musk.

Além disso, Scaff, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), também defendeu cloroquina durante a pandemia de Covid-19, voto impresso e insinuou que houve omissão do governo Lula durante os atos golpistas de 8 de janeiro. Ele é seguidor dos parlamentares Carla Zambelli (PL-SP) e Marcos Feliciano (PL-SP) no Instagram.




violência política


Em 2020, Scaff fez uma postagem defendendo Bolsonaro por divulgar o medicamento ivermectina como tratamento para a Covid-19. Em 2021, criticou as ações contra o blogueiro Oswaldo Eustáquio, investigado no inquérito das fake news.

Na postagem, ele afirma que Eustáquio "não é, nem nunca foi o modelo de jornalista que admiramos e respeitamos", mas afirma que o tratamento do STF "cria um precedente perigosíssimo na medida em que hoje é um ‘Eustáquio’ que ninguém gosta, mas amanhã pode ser você. Portanto, deixamos aqui o nosso repúdio a essa violência de modelo venezuelano-chavista praticada em nossa boa terra“.




Em dezembro de 2023, Scaff também fez postagens defendendo os golpistas presos pelos atos de 8 de Janeiro. Na publicação, ele pede orações pelos presos e seus familiares.
Postagem de Gamaliel Seme Scaff no Facebook.

Já em 2024, divulgou fake news do governador Jorginho Mello sobre as enchentes no Rio Grande do Sul, afirmando que caminhões com ajuda humanitária estariam sendo barrados pelo governo federal. Neste ano, após a confirmação da vitória de Donald Trump nos Estados Unidos em novembro, Scaff fez um post parabenizando a população estadunidense.

“Congratulations to all our north-american friends. The true democracy won. We wish a great time to USA and Brazil on Mr. Trump administration. God bless our nations”. (Parabéns a todos os nossos amigos norte-americanos. A verdadeira democracia venceu. Desejamos um ótimo momento aos EUA e ao Brasil na administração do Sr. Trump. Deus abençoe nossas nações).

Postagens de Gamaliel Seme Scaff no Facebook

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Postagem de Gamaliel Seme Scaff no Facebook.

Monarquista

Além de postagens apoiando o ex-presidente Bolsonaro e Donald Trump, Scaff também fez publicações defendendo a monarquia, com elogios a Dom Pedro II.

Postagem de Gamaliel Seme Scaff no Facebook.

Elogios a Elon Musk

O desembargador também elogiou o bilionário Elon Musk em uma foto dele ao lado de Bolsonaro, desejando que a parceria de ambos fosse "bom para o Brasil que realmente queremos.
 
Postagem de Gamaliel Seme Scaff no Facebook.

Prisão domiciliar a Jorge Guaranho

O desembargador concedeu prisão domiciliar a Jorge Guaranho nesta sexta-feira (15), um dia após ele ser condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato de Marcelo Arruda por motivação política. Scaff justificou sua decisão citando o estado de saúde de Guaranho.

“Assim, ao que parece, o paciente continua muito debilitado e com dificuldade para se deslocar em razão da enfermidade e das lesões que o acometem, logo, por ora, chega-se à ilação de que sua prisão domiciliar não colocará em risco a sociedade ou o cumprimento da lei penal”, escreveu o magistrado.

Diante disso, o tribunal optou por manter o regime domiciliar com monitoramento eletrônico, permitindo apenas deslocamentos para tratamento médico. Além disso, foram impostas medidas cautelares, como:Comparecimento periódico em juízo;

Proibição de sair do domicílio, exceto para tratamento médico;

Proibição de contato com pessoas envolvidas no caso;

Proibição de deixar a Comarca de Curitiba.


Forum

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Bom dia 247: Marcelo Arruda, um herói brasileiro (14.2.25)



Brasil 247

Os EUA apoiaram a ditadura militar no Brasil, diz Fernanda Torres

 A atriz comentou sobre a importância política e social do filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles

13 de fevereiro de 2025
 
Fernanda Torres vence prêmio de melhor atriz no Globo de Ouro 2025 (Foto: Reprodução)


247 – A atriz Fernanda Torres comentou sobre a importância política e social do filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, no qual interpreta Eunice Paiva, uma mãe que passou décadas buscando justiça pelo desaparecimento do marido durante a ditadura brasileira. Em entrevista ao Variety Awards Circuit Podcast, a artista ressaltou o papel dos Estados Unidos na manutenção do governo militar no Brasil.

“Diferentes gerações foram assistir e se sentiram tocadas e orgulhosas. Esse filme é algo muito especial para o Brasil. A ditadura no Brasil não foi algo isolado. Ela fez parte da Guerra Fria. Os Estados Unidos patrocinaram a ditadura no Brasil”, enfatizou. “Foi um tempo distópico. Mas essa não é apenas uma história sobre o passado — é também um reflexo do presente. Novamente, estamos cheios de medo, divididos e com raiva. O populismo e a ideia de que um Estado violento pode impor ordem no caos moderno são tentadores. Mas precisamos resistir.”

"Ainda Estou Aqui" se prepara para o Oscar 2025, onde concorre em três categorias: melhor filme, melhor atriz e melhor filme internacional. A indicação ainda possui um peso simbólico, considerando que a mãe de Torres, Fernanda Montenegro, foi a primeira atriz brasileira a concorrer na premiação pelo trabalho em Central do Brasil (1999), também dirigido por Walter Salles.

“Existe esse sentimento patriótico no país”, afirmou Torres. “É o Brasil no tapete vermelho. E, como minha mãe já esteve nessa corrida antes, isso despertou um senso de orgulho nacional. Mas essa febre veio do filme”.


Brasil 247