As referências estratégicas para uma análise de esquerda dos governos são a inserção internacional e o enfrentamento do neoliberalismo. A hegemonia imperial norteamericana e o modelo neoliberal são os dois pilares fundamentais de sustentação de um mundo violento e injusto.
por Emir Sader, em seu blog
A caracterização de governos latinoamericanos como progressistas ou de direita, vem daí. A liquidação da Alca – Área de Livre Comércio das Americas, que os EUA e o governo FHC tentavam impor ao continente e que foi derrotada com a participação decisiva do governo Lula – e a prioridade das alianças estratégicas com países da região – mediante os processos de integração regional, do Mercosul à Alba, passando pelo Banco do Sul, pela Unasul, pelo Conselho Sulamericano de Defesa, entre outros – e das alianças com o Sul do mundo – de que os Brics são a expressão mais clara – redefiniu o lugar do Brasil no mundo, conquistou mais espaços de soberania para que definamos de forma autônoma nosso destino.
Um governo de direita – como o de FHC e os propostos por Alckmin e por Serra – centrava nossa inserção internacional na aliança subordinada com os EUA e com os países do centro do capitalismo – os que foram colonizadores e agora são imperialistas e globalizadores -, nos distanciando da América Latina e do Sul do mundo – Ásia e África. É a política de um país como o México – cuja eleição, fraudada, do presidente atual, foi saudada por Alckmin na campanha de 2002, com o caminho que desejam para o Brasil e que levou à bancarrota atual daquele país, situação similar à que teríamos, caso tivessem ganho os tucanos naquela oportunidade.
Graças à derrota tucana, nos livramos da Alca, dos Tratados de Livre Comercio com os EUA e de termos atrelado nossa economia aos países que se tornaram os epicentros da crise internacional. Ao contrário, diversificamos nosso comércio exterior com o Sul do mundo – a China se tornou o primeiro parceiro comercial do Brasil, deslocando, pela primeira vez, os EUA dessa posição – e com os países da região.
Essa reinserção internacional é um dos avanços estratégicos que tem que ser considerados prioritariamente pela esquerda, cuja luta por enfraquecer a hegemonia imperial norteamericana e trabalhar por um mundo multipolar, é uma das marcas que a caracteriza como esquerda no período histórico atual.
Quando o candidato tucano fala em sair ou enfraquecer ainda mais o Mercosul – ainda mais quando a Venezuela ingressa -, em terminar com as alianças com o Sul do mundo para restabelecê-las – obrigatoriamente de maneira subordinada e vulnerando nossa soberania – com as potências centrais do capitalismo, não apenas quer restabelecer nossa posição subordinada e de perfil baixo no mundo, mas também retomar as condições da falta de autonomia para nossas políticas internas. Embora queira aparecer como continuidade do governo Lula – sabendo que, eleitoralmente, será derrotado, se aparecer como opositor frontal -, o candidato tucano vai deixando escapar o que realmente pretenderia fazer, caso ganhasse. A inserção internacional do Brasil seria radicalmente reformulada, em detrimento da prioridade de alianças regionais e com o Sul do mundo, vulnerando assim abertamente as condições de soberania, que são condição não apenas da nossa força externa, mas também da nossa autonomia para desenvolver nossas políticas internas.
Aqui entra o segundo ponto: a avaliação de políticas e de governos, conforme se coloquem a favor ou contra o modelo neoliberal. O governo FHC, depois do fracasso do governo Collor e da retomada do projeto neoliberal pelo governo Itamar, representou o mais coerente projeto neoliberal que o país conheceu, promovendo a desregulamentação e a mercantilização de forma generalizadas. Debilitou o papel do Estado em todos os planos, promoveu privatizações corruptas do patrimônio público, abertura acelerada da economia, proteção do capital financeiro, promoção das políticas de livre comercio no plano externo, exemplificadas no seu mais alto nível na promoção da Alca, precarização das relações de trabalho – com a maioria dos brasileiros passando a não dispor de carteira de trabalho -, entre outros atentados aos direitos sociais, à igualdade e justiça sociais, à democracia e à soberania do Brasil. Expropriou direitos em favor do mercado e da mercantilização, na educação, na saúde, na cultura, em tudo o que pôde.
O governo Lula freou o processo de privatizações – que teria avançado para a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, a Eletrobrás, caso os tucanos seguissem governando -, retomou a temática do desenvolvimento econômico, como central, aliada indissoluvelmente à extensão dos direitos econômicos e sociais da grande maioria dos brasileiros, situados na pobreza e na miséria, retomou o papel central do Estado na indução do crescimento econômico e da distribuição de renda, brecou o processo de privatização da educação, fortalecendo as universidades publicas, entre outras ações, todas na contramão do modelo neoliberal. Fortaleceu direitos, promoveu a desmercantilização, avançou na democratização das nossas relações sociais e econômicas, como nenhum outro governo tinha feito.
São essas duas referências que dão o caráter da candidatura da Dilma para a esquerda: reinserção internacional do Brasil, fortalecendo os processos de integração regional e as alianças com o Sul do mundo, e enfraquecimento do processo de mercantilizacao desenfreada promovido pelos tucanos, fortalecendo os direitos, a esfera pública, o papel regulador e indutor do crescimento e dos direitos sociais do Estado.
Quem se propõe a afetar a soberania do Brasil e a questionar ações centrais para a retomada do tema do desenvolvimento – abolida e substituído pelo do ajuste fiscal pelos tucanos -, tentando desqualificar o PAC, prega o maior retrocesso que o Brasil poderia ter hoje, retomando temas jurásicos como as alianças prioritárias com os EUA, o abandono dos processos de integração regional na America Latina e no Sul do mundo.
Daí a polarização entre o campo progressista e o de direita nas eleições deste ano. Qualquer postura que pregue a anulação das diferenças substanciais entre os dois campos, desconhece a realidade objetiva, tenta fazer passar seus desejos com a realidade, e a ameaça cometer de novo o gravíssimo erro estratégico de fazer o jogo da direita, ao considerar – como fizeram em 2006, que Alckmin e Lula seriam iguais, sem que tenham feito autocrítica, por exemplo, sobre o que seria do Brasil na crise, sob direção tucano-demista – de que em um segundo turno se absteriam. A definição da posição no segundo turno deve ser feita desde hoje – pelos candidatos da extrema esquerda, assim como por Marina -, e revela a inserção de cada candidatura no campo da esquerda ou não.
A vitória do campo popular permitirá impor uma derrota estratégica à direita, mandará para a aposentadoria uma geração de políticos de direita, abrirá espaço para a saída definitiva do modelo neoliberal e a construção de um país democrático, justo, solidário, soberano, ao longo de toda a primeira metade do novo século.
sábado, 24 de abril de 2010
Serra critica o Mercosul e chanceler argentino reage
Chanceler argentino rebate críticas de Serra ao Mercosul
Tucano disse na terça-feira que bloco regional é uma ‘barreira’ para acordos comerciais do País
Ariel Palacios, correspondente
BUENOS AIRES – “Não acho que esta seja posição do Brasil nem da maioria de seus setores econômicos e políticos”. Com estas palavras, o chanceler argentino Jorge Taiana retrucou as declarações do candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, que na terça-feira, em palestra na Federação de Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), classificou o Mercosul como uma “farsa” e “uma barreira para que o Brasil possa fazer acordos comerciais”. Taiana, homem de extrema confiança da presidente Cristina Kirchner, afirmou que “o Mercosul não somente está vivo, mas também com projeção para o futuro. Neste semestre, com a presidência pro-tempore da Argentina, vamos demonstrá-lo com fatos concretos”.
Taiana – que também foi chanceler na segunda metade do governo do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) – tentou aplicar cautela diplomática ao relativizar as declarações de Serra como meras “declarações de campanha”. Segundo o chanceler argentino – que explicou que não havia lido o contexto das afirmações de Serra – “não devemos tomar as declarações de campanha necessariamente como a totalidade do pensamento sobre o assunto”.
No entanto, o chanceler admitiu que “o bloco pode ter tarefas pendentes, mas certamente é um compromisso estratégico dos países que o formam”.
A réplica do chanceler argentino transformou-se na primeira observação pública emitida por representantes do governo Kirchner sobre declarações dos candidatos brasileiros que estão em ritmo de campanha eleitoral.
Recentemente, em uma reunião com aliados na residência do governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, na cidade de La Plata, o ex-presidente Néstor Kirchner expressou de forma reservada sua preferência perante o cenário político brasileiro: “espero que Dilma Rousseff possa continuar com aquilo que o Lula iniciou”.
Do Estadão
Tucano disse na terça-feira que bloco regional é uma ‘barreira’ para acordos comerciais do País
Ariel Palacios, correspondente
BUENOS AIRES – “Não acho que esta seja posição do Brasil nem da maioria de seus setores econômicos e políticos”. Com estas palavras, o chanceler argentino Jorge Taiana retrucou as declarações do candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, que na terça-feira, em palestra na Federação de Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), classificou o Mercosul como uma “farsa” e “uma barreira para que o Brasil possa fazer acordos comerciais”. Taiana, homem de extrema confiança da presidente Cristina Kirchner, afirmou que “o Mercosul não somente está vivo, mas também com projeção para o futuro. Neste semestre, com a presidência pro-tempore da Argentina, vamos demonstrá-lo com fatos concretos”.
Taiana – que também foi chanceler na segunda metade do governo do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) – tentou aplicar cautela diplomática ao relativizar as declarações de Serra como meras “declarações de campanha”. Segundo o chanceler argentino – que explicou que não havia lido o contexto das afirmações de Serra – “não devemos tomar as declarações de campanha necessariamente como a totalidade do pensamento sobre o assunto”.
No entanto, o chanceler admitiu que “o bloco pode ter tarefas pendentes, mas certamente é um compromisso estratégico dos países que o formam”.
A réplica do chanceler argentino transformou-se na primeira observação pública emitida por representantes do governo Kirchner sobre declarações dos candidatos brasileiros que estão em ritmo de campanha eleitoral.
Recentemente, em uma reunião com aliados na residência do governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, na cidade de La Plata, o ex-presidente Néstor Kirchner expressou de forma reservada sua preferência perante o cenário político brasileiro: “espero que Dilma Rousseff possa continuar com aquilo que o Lula iniciou”.
Do Estadão
Petrobras é a 18ª maior empresa do mundo
A Petrobras subiu da 25ª para a 18ª posição no ranking da revista “Forbes” de maiores empresas do mundo, mantendo-se como a companhia brasileira mais bem colocada na lista. A classificação contabiliza vendas anuais em dólar, lucro, ativos e valor de mercado.
Bradesco (51ª), Banco do Brasil (52ª), Vale (80ª) e Itausa (82ª) são as outras brasileiras que aparecem na lista com 100 empresas.
O banco privado melhorou o desempenho registrado no ano passado, quando aparecia em 78º lugar. Já a Vale caiu nesse comparativo, pois antes estava na 74ª posição. As demais empresas não haviam sido listadas.
O banco JPMorgan lidera o ranking atual, desbancando a General Electric, que agora passou para o segundo lugar. Companhias dos Estados Unidos, aliás, ocupam as quatro primeiras posições, com o Bank of America e a gigante do petróleo ExxonMobil completando o quarteto.
A China surge em quinto, com o ICBC (Banco Industrial e Comercial da China, na sigla em inglês), o maior do país em valor de mercado.
Na lista completa da Forbes, que engloba 2.000 empresas, o Brasil ampliou o número de companhias que aparecem no ranking, subindo de 31 no ano passado para 33.
Confira as dez maiores empresas do mundo, segundo a lista da Forbes (na íntegra aqui)
1º – JPMorgan Chase
2º – General Electric
3º – Bank of America
4º – ExxonMobil
5º – ICBC
6º – Santander
7º – Wells Fargo
8º – HSBC
8º – Royal Dutch Shell
10º – BP (British Petroleum)
Veja todas as brasileiras na lista da Forbes com 2.000 empresas
18º – Petrobras
51º – Bradesco
52º – Banco do Brasil
80º – Vale
82º – Itausa
235º – Eletrobrás
478º – CSN
620º – Usiminas
658º – Tele Norte Leste
698º – JBS
701º – Grupo Pão de Açúcar
732º – Gerdau
782º – Cemig
864º – CPFL Energia
919º – Braskem
930º – BM&FBovespa
942º – Redecard
953º – BRF (Brasil Foods)
980º – Fibria Celulose
1.102º – Cielo
1.190º – Ultrapar
1.316º – Sabesp
1.335º – Bradespar
1.380º – CCR
1.399º – Natura
1.432º – Banrisul
1.461º – OGX
1.472º – Copel
1.486º – Embraer
1.648º – WEG
1.680º – Net Serviços
1.705º – Fosfertil
1.813º – Sul America
Da Folha Online
Bradesco (51ª), Banco do Brasil (52ª), Vale (80ª) e Itausa (82ª) são as outras brasileiras que aparecem na lista com 100 empresas.
O banco privado melhorou o desempenho registrado no ano passado, quando aparecia em 78º lugar. Já a Vale caiu nesse comparativo, pois antes estava na 74ª posição. As demais empresas não haviam sido listadas.
O banco JPMorgan lidera o ranking atual, desbancando a General Electric, que agora passou para o segundo lugar. Companhias dos Estados Unidos, aliás, ocupam as quatro primeiras posições, com o Bank of America e a gigante do petróleo ExxonMobil completando o quarteto.
A China surge em quinto, com o ICBC (Banco Industrial e Comercial da China, na sigla em inglês), o maior do país em valor de mercado.
Na lista completa da Forbes, que engloba 2.000 empresas, o Brasil ampliou o número de companhias que aparecem no ranking, subindo de 31 no ano passado para 33.
Confira as dez maiores empresas do mundo, segundo a lista da Forbes (na íntegra aqui)
1º – JPMorgan Chase
2º – General Electric
3º – Bank of America
4º – ExxonMobil
5º – ICBC
6º – Santander
7º – Wells Fargo
8º – HSBC
8º – Royal Dutch Shell
10º – BP (British Petroleum)
Veja todas as brasileiras na lista da Forbes com 2.000 empresas
18º – Petrobras
51º – Bradesco
52º – Banco do Brasil
80º – Vale
82º – Itausa
235º – Eletrobrás
478º – CSN
620º – Usiminas
658º – Tele Norte Leste
698º – JBS
701º – Grupo Pão de Açúcar
732º – Gerdau
782º – Cemig
864º – CPFL Energia
919º – Braskem
930º – BM&FBovespa
942º – Redecard
953º – BRF (Brasil Foods)
980º – Fibria Celulose
1.102º – Cielo
1.190º – Ultrapar
1.316º – Sabesp
1.335º – Bradespar
1.380º – CCR
1.399º – Natura
1.432º – Banrisul
1.461º – OGX
1.472º – Copel
1.486º – Embraer
1.648º – WEG
1.680º – Net Serviços
1.705º – Fosfertil
1.813º – Sul America
Da Folha Online
PSDB e Alstom implicados em esquema de corrupção em São Paulo
Deverá seguir até a próxima semana o pedido do Ministério da Justiça à Suíça e à França para que quebrem o sigilo bancário de 19 pessoas e empresas, a maioria com ligações com os governos tucanos de Mário Covas (1995-2001), Geraldo Alckmin (2001-2006) e José Serra (2007-2010). Elas são suspeitas de terem recebido suborno da multinacional francesa Alstom em troca de milionários contratos com estatais paulistas.
Estão na lista que o Ministério da Justiça encaminha aos dois países, dentre outros, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) Robson Marinho, acusado de facilitar negócios para a multi quando era Chefe da Casa Civil de Covas; o empresário Sabino Indelicato, secretário de Obras de Marinho quando este foi prefeito de São José dos Campos (SP); o engenheiro Jorge Fagali Neto, irmão do presidente do Metrô no governo José Serra; e o executivo francês Jean-Pierre Courtadon, que em 1998 ajudou a Alstom a ativar um contrato de R$ 98 milhões com a Eletropaulo (privatizada no ano seguint
Os acusados negam ter contas no exterior - as atribuídas a Robson Marinho estão bloqueadas há meses pela Justiça suíça. As investigações indicam que uma empresa de Sabino Indelicato, a Acqua Lux recebeu dinheiro da Alstom em prestação fictícia de serviços. Um dos investigados no Brasil e tido como peça-chave no esquema, Romeu Pinto Jr. já confirmou ao Ministério Público que recebeu US$ 1 milhão da Alstom de outubro de 1998 a fevereiro de 2002, sem ter prestado o serviço de consultoria constante em contratos. Parte do dinheiro com o qual eram subornados os políticos do PSDB e os integrantes dos governos tucanos paulistas chegava ao Brasil após ser depositado na MCA Uruguay, uma offshore de Romeu Pinto.
Há mais de dois anos a Alstom vem sendo investigada pela Justiça da Suíça e da França pela suspeita de ter pago propina a políticos do PSDB paulista e a integrantes dos governos tucanos do Estado, em troca de contratos com o Metrô, a Eletropaulo e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ao longo dos 16 anos que o tucanato administra o Estado. A maior parte desses contratos foi obtida ilegalmente, sem licitação e mediante aditivos acrescentados a outros que já haviam caducado e que não poderiam receber complementos.
A Alstom é investigada na Europa, mas em São Paulo, os governos do PSDB adotaram a sistemática política de não permitir investigações. Nem no âmbito do Executivo, nem nas estatais com as quais ela fez os negócios irregulares e nem no Legislativo. A maioria do governo na Assembléia derrubou todos os pedidos de CPI a respeito.
Do blog do Zé Dirceu
Estão na lista que o Ministério da Justiça encaminha aos dois países, dentre outros, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) Robson Marinho, acusado de facilitar negócios para a multi quando era Chefe da Casa Civil de Covas; o empresário Sabino Indelicato, secretário de Obras de Marinho quando este foi prefeito de São José dos Campos (SP); o engenheiro Jorge Fagali Neto, irmão do presidente do Metrô no governo José Serra; e o executivo francês Jean-Pierre Courtadon, que em 1998 ajudou a Alstom a ativar um contrato de R$ 98 milhões com a Eletropaulo (privatizada no ano seguint
Os acusados negam ter contas no exterior - as atribuídas a Robson Marinho estão bloqueadas há meses pela Justiça suíça. As investigações indicam que uma empresa de Sabino Indelicato, a Acqua Lux recebeu dinheiro da Alstom em prestação fictícia de serviços. Um dos investigados no Brasil e tido como peça-chave no esquema, Romeu Pinto Jr. já confirmou ao Ministério Público que recebeu US$ 1 milhão da Alstom de outubro de 1998 a fevereiro de 2002, sem ter prestado o serviço de consultoria constante em contratos. Parte do dinheiro com o qual eram subornados os políticos do PSDB e os integrantes dos governos tucanos paulistas chegava ao Brasil após ser depositado na MCA Uruguay, uma offshore de Romeu Pinto.
Há mais de dois anos a Alstom vem sendo investigada pela Justiça da Suíça e da França pela suspeita de ter pago propina a políticos do PSDB paulista e a integrantes dos governos tucanos do Estado, em troca de contratos com o Metrô, a Eletropaulo e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ao longo dos 16 anos que o tucanato administra o Estado. A maior parte desses contratos foi obtida ilegalmente, sem licitação e mediante aditivos acrescentados a outros que já haviam caducado e que não poderiam receber complementos.
A Alstom é investigada na Europa, mas em São Paulo, os governos do PSDB adotaram a sistemática política de não permitir investigações. Nem no âmbito do Executivo, nem nas estatais com as quais ela fez os negócios irregulares e nem no Legislativo. A maioria do governo na Assembléia derrubou todos os pedidos de CPI a respeito.
Do blog do Zé Dirceu
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Brasil conquista campeonato de robótica nos EUA
O campeonato mais importante de robótica do mundo, o FIRST (For Inspiration and Recognition of Science and Technology), teve como vencedora a equipe do Colégio Província de São Pedro, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
As disputas aconteceram nos dias 1º, 2 e 3 de abril na cidade de Hartford, no estado de Connecticut. O time Brazilian Buddy XI se destacou pela eficiência com a qual realizou as tarefas, onde o robô precisava dominar bolas de futebol, chutá-las na direção das goleiras, atravessar obstáculos similares a quebra-molas e ainda pendurar-se em uma torre de ferro ao final da partida.
A equipe encerrou o campeonato como recordistas nessa pontuação, dos chamados Hanging Points. O #383 Team, também levou o prêmio técnico mais importante da competição, o Industrial Design sponsored by General Motors. A locução oficial do evento anunciou com entusiasmo o desempenho do robô brasileiro: “poderíamos esperar que os brasileiros fossem bons com bolas de futebol, mas tanto assim está surpreendendo a todos nós”.
Os gaúchos já haviam conquistado no final de semana passado o vice-campeonato na Regional de Boston. O #383 Team faturou também o prêmio Entrepreneurship Award Sponsored by Kleiner Perkins Caufield and Byers que celebra o espírito empreendedor com que a equipe se distingue de todas as outras, supera seus desafios e mostra resultados sempre positivos em sua história na competiçã
Do Terra
As disputas aconteceram nos dias 1º, 2 e 3 de abril na cidade de Hartford, no estado de Connecticut. O time Brazilian Buddy XI se destacou pela eficiência com a qual realizou as tarefas, onde o robô precisava dominar bolas de futebol, chutá-las na direção das goleiras, atravessar obstáculos similares a quebra-molas e ainda pendurar-se em uma torre de ferro ao final da partida.
A equipe encerrou o campeonato como recordistas nessa pontuação, dos chamados Hanging Points. O #383 Team, também levou o prêmio técnico mais importante da competição, o Industrial Design sponsored by General Motors. A locução oficial do evento anunciou com entusiasmo o desempenho do robô brasileiro: “poderíamos esperar que os brasileiros fossem bons com bolas de futebol, mas tanto assim está surpreendendo a todos nós”.
Os gaúchos já haviam conquistado no final de semana passado o vice-campeonato na Regional de Boston. O #383 Team faturou também o prêmio Entrepreneurship Award Sponsored by Kleiner Perkins Caufield and Byers que celebra o espírito empreendedor com que a equipe se distingue de todas as outras, supera seus desafios e mostra resultados sempre positivos em sua história na competiçã
Do Terra
Ciro Gomes não será candidato à Presidência da República
O deputado federal Ciro Gomes não será candidato à Presidência da República. A decisão da cúpula do PSB foi tomada após reuniões entre a noite de quarta-feira (21) e esta quinta-feira (22).
Ciro foi informado da posição do partido nesta quinta-feira (22), em encontro no fim da manhã, que se estendeu em um almoço em Brasília. Após comunicar o deputado, a cúpula do PSB se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo. O encontro com Lula começou às 15h30 e dele participam o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, o governador do Ceará e irmão de Ciro, Cid Gomes e o governador do Piauí, Wilson Martins. A pré-candidata do PT à Presidência, a ex-ministra Dilma Rousseff, chegou ao CCBB por volta das 17h30 e entrou na reunião.
Além desses três, o senador do Espírito Santo Renato Casagrande e o ex-ministro e vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, participaram das conversas que levaram à desistência do PSB de lançar Ciro como candidato à presidência.
Ciro Gomes não será candidato O deputado federal Ciro Gomes (PSB) vai desistir de disputar a Presidência da República em outubro. A decisão deve deixar as eleições de outubro ainda mais polarizadas
Ciro foi informado da posição do partido nesta quinta-feira (22), em encontro no fim da manhã, que se estendeu em um almoço em Brasília. Após comunicar o deputado, a cúpula do PSB se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo. O encontro com Lula começou às 15h30 e dele participam o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, o governador do Ceará e irmão de Ciro, Cid Gomes e o governador do Piauí, Wilson Martins. A pré-candidata do PT à Presidência, a ex-ministra Dilma Rousseff, chegou ao CCBB por volta das 17h30 e entrou na reunião.
Além desses três, o senador do Espírito Santo Renato Casagrande e o ex-ministro e vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, participaram das conversas que levaram à desistência do PSB de lançar Ciro como candidato à presidência.
Ciro Gomes não será candidato O deputado federal Ciro Gomes (PSB) vai desistir de disputar a Presidência da República em outubro. A decisão deve deixar as eleições de outubro ainda mais polarizadas
Brasil deverá ter superávit em contas correntes em 2012
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje (15) que o Brasil deve voltar a registrar superávit em transações correntes em 2012, acompanhando a recuperação da economia mundial.
“O problema (déficit em transação corrente) está presente até 2011. Em 2012, com a retomada mundial, vamos voltar a equilibrar as contas”, disse ele em evento no Rio de Janeiro.
“Mesmo com déficit de 2,5% do PIB, não há risco nenhum, diferentemente do passado, quando se tinha déficit em transações correntes, dívida externa alta e reservas baixas.”
Segundo ele, a perda nas transações correntes é compensada pelo investimento externo e fluxo externo.
Mantega disse ainda prever que a inflação brasileira irá desacelerar nos próximos meses, lembrando que embora algumas pessoas tenham se assustado com a inflação maior no primeiro bimestre, o período foi impactado em grande parte por fatores sazonais.
“Tivemos um aumento de transporte, no álcool por causa da chuva, mas os alimentos vão cair, e a gasolina também (vai cair)… Nos próximos meses, a inflação por todos os índices será descendente, de modo que nos próximos 12 meses a inflação fique em 4,6% a 4,7%, o que é bem razoável para uma inflação anual.”
“O problema (déficit em transação corrente) está presente até 2011. Em 2012, com a retomada mundial, vamos voltar a equilibrar as contas”, disse ele em evento no Rio de Janeiro.
“Mesmo com déficit de 2,5% do PIB, não há risco nenhum, diferentemente do passado, quando se tinha déficit em transações correntes, dívida externa alta e reservas baixas.”
Segundo ele, a perda nas transações correntes é compensada pelo investimento externo e fluxo externo.
Mantega disse ainda prever que a inflação brasileira irá desacelerar nos próximos meses, lembrando que embora algumas pessoas tenham se assustado com a inflação maior no primeiro bimestre, o período foi impactado em grande parte por fatores sazonais.
“Tivemos um aumento de transporte, no álcool por causa da chuva, mas os alimentos vão cair, e a gasolina também (vai cair)… Nos próximos meses, a inflação por todos os índices será descendente, de modo que nos próximos 12 meses a inflação fique em 4,6% a 4,7%, o que é bem razoável para uma inflação anual.”
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