terça-feira, 28 de junho de 2011

Em carta aberta ao PT e à população, vice de Campinas explica processo


Convido todos vocês a ler, com isenção e a máxima atenção, a "Carta aberta aos militantes do PT e a população", feita pelo vice-prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra (PT), na qual historia a saga que tem vivido diante do processo movido pelo Ministério Público (MP) contra ele e outros integrantes da administração municipal da cidade.

Demétrio lembra o constrangimento de ter sido considerado um "foragido" pela polícia e a Justiça, quando era público e sabido por todos que estava de férias na Espanha; da noite em que ficou na prisão sendo liberado após o depoimento que sempre se prontificou a prestar e para o qual nunca fora convocado antes; da decretação de sua segunda prisão revogada pelo Tribunal de Justiça do Estado; e confessa sua perplexidade diante das acusações infundadas que lhe são feitas no processo.

O vice-prefeito observa que o MP investiga, também, outras 11 prefeituras, três governos estaduais - inclusive o de São Paulo - além de outros poderes, como o Tribunal de Justiça, conforme noticiado, embora sem a mesma exploração política e destaque atribuídos pela mídia à prefeitura de Campinas.

"Aguardo que as outras denúncias apresentadas pelos promotores em relação a outras cidades, que também se tornaram públicas pela imprensa, sejam apuradas com o mesmo rigor aplicado a Campinas. Entre elas as graves denúncias de irregularidades nas contratações das mesmas empresas aqui investigadas pela SABESP, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS), Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo, Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, Imprensa Oficial e PRODESP, além de outras prefeituras", assinala.

Em Campinas, um 3º turno


"Reitero minha confiança - conclui o vice de Campinas em sua carta - de que a justiça será feita e que serei inocentado de todas as acusações. Reitero também a convicção de que sempre que denúncias tão graves como essas surjam, o Ministério Público deve investigar até o fim, doa a quem doer, e que algumas forças políticas tentarão envolver nosso Partido, sempre de olho nas próximas eleições."

É o que sempre digo aqui no blog: embora tenha confiança e aguarde o veredicto da justiça, ao acompanhar o desenrolar do processo instaurado em Campinas, é preciso ter sempre presente que ali se desenvolve um 3º turno eleitoral, provocado pelos inconformados derrotados duas vezes nas últimas eleições municipais pelo prefeito, Dr. Hélio (PDT), o PT e demais aliados.

A partir de Campinas, também, nossos adversários desfecham sua ofensiva para tentar retomar na eleição municipal do ano que vem algumas das principais prefeituras do Estado há anos ocupadas pelo PT ou em aliança com outros partidos, reconduzidos ao poder municipal pela vontade popular.

Blog do Zé Dirceu

Caso 'aloprados' só ressurgiu porque 'Quércia está morto', diz Mercadante


Ministro da Ciência e Tecnologia fala em reunião de comissão no Senado.
Ex-governador de São Paulo é citado como parceiro de ministro no caso.


Robson Bonin Do G1, em Brasília


O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, classificou nesta terça (28) de “história fantasiosa” a denúncia envolvendo seu nome no episódio do escândalo dos “aloprados” e afirmou que o caso só ganhou destaque na imprensa porque o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia faleceu no ano passado.

Quércia é citado junto com Mercadante em reportagem da revista “Veja”, na qual o ministro é apontado como “mentor” da compra por petistas de um suposto dossiê, em 2006, contra o ex-governador de São Paulo, José Serra.

“Por que esse caso que volta hoje? Porque o Quércia está morto. Eu pergunto se a oposição estaria aqui querendo convocar o Quércia? Se o Quércia estivesse vivo ele estaria aqui para desmentir como desmentiu na época. É só olhar o histórico do Quércia em todos esses anos e ver de qual lado ele estava, com quem ele estava. Jamais falei com Quércia durante a campanha. Se Quércia estivesse vivo, isso [denúncia da revista] não parava de pé uma hora. O problema é que só tenho eu para falar pelo Quércia ”, argumentou Mercadante.

Mercadante participa nesta manhã de reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para esclarecer os fatos relativos à reportagem da revista.

Antes de começar a falar sobre o caso, Mercadante afirmou que tinha “maior interesse” em prestar esclarecimentos.

O ministro fez uma retrospectiva das investigações que envolveram o caso dos “aloprados” depois de ser questionado pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

“Quero começar essa audiência sobre inovação dando espaço para vossa excelência falar ao Senado. Aqui a gente vive uma estratégia de crise permanente para tentar desestabilizar esse governo. Eu pergunto à vossa excelência: há fatos novos? O que tem de novo? Essa relação com o ex-governador Orestes Quércia?”

“Vou esclarecer esse lamentável episódio de tentarem montar um dossiê em 2006. Foi criada uma CPI mista na época e esta CPI ouviu todos os envolvidos. A PF tinha prendido alguns, foi identificando todos envolvidos, a oposição questionou um a um. No relatório final da CPI não consta sequer o meu nome, a conclusão da CPI era de que não tinha envolvimento”, afirmou Mercadante.

'Injustiça inaceitável'
O ministro ainda citou decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal que recomendou o arquivamento do pedido de investigação em relação a ele. Mercadante classificou de “injustiça inaceitável” a tentativa de envolvê-lo com o caso e lamentou que integrantes do PT tenham investido na elaboração de um dossiê.

“É uma injustiça inaceitável, não é possível fazer política nesses termos. Lamento que o meu partido tenha uma cultura de enfrentamento nesses termos. Acho um equívoco histórico a gente tratar as coisas nesses termos."

O ministro disse que, em 2006, o interesse da oposição era ligar a compra do suposto dossiê com a campanha à reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Na época, todo esforço era fazer o vínculo com a campanha nacional do PT, todo esforço era porque eu tinha perdido a eleições para o governo de São Paulo e o Lula estava no segundo turno e a representação no TSE era focada no segundo turno nacional”, argumentou Mercadante.

Mercadante leu parecer do então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza que o inocentou das acusações.

“Não há um único elemento nesses autos que aponte para o envolvimento do senador Aloizio Mercadante nos fatos. A quebra de sigilo telefônico dos envolvidos não apontou ligações para o senador Aloizio Mercadante. As conclusões das perícias desautorizam a presunção da autoridade policial de envolvimento do senador Mercadante.”

Assessor
Na defesa, Mercadante responsabilizou o ex-assessor Hamilton Lacerda pelo dossiê, que pediu demissão depois de ter procurado uma revista semanal para tentar publicar as informações do suposto dossiê.O ministro lembrou que Lacerda reconheceu o erro ao tentar divulgar as denúncias do suposto dossiê e admitiu que não Mercadante não havia sido consultado sobre o suposto dossiê.

“O que é que o Hamilton diz quando eu soube que ele tinha ido na Istoé tratar de um assunto dessa natureza, porque eu iria marcar uma coletiva e demitir. O que ele fez, pediu demissão. A minha coordenação não discutiu essa denúncia, a minha coordenação não colocou a denúncia na televisão e eu não permitiria que colocasse”, disse Mercadante.

Ideli
Além de negar as informações da revista, o ministro da Ciência e Tecnologia também negou participação da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, em uma suposta reunião em que ela teria sido encarregada de divulgar as informações do suposto dossiê. Segundo a revista, o elo de Ideli com o caso seria o petista Jorge Lorenzetti que atuou na campanha de Lula e é de Santa Catarina, mesmo estado da ministra.

“Por que é que não diria que o Lorenzetti não estaria na reunião se ele estivesse? O Lorenzetti nunca esteve no meu gabinete durante oito anos. Por que enfiaram o Lorenzetti aqui nessa reunião? Para tentar trazer a ideli [para a denúncia]. Então, só quero a verdade e a transparência” disse Mercadante.

Perguntas
Mercadante foi questionado pelo líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), sobre as declarações de ex-diretor do Banco do Brasil Expedito Veloso, que citou Mercadante em gravações obtidas pela revista “Veja”. “Há um parceiro de vossa excelência que o denuncia e isso é que precisa ser esclarecido”, disse Dias.

Mercadante argumentou que Veloso não tinha conhecimento do funcionamento de sua campanha para o governo de São Paulo. Ele lembrou que não estaria claro se as gravações obtidas pela revista teriam sido registradas há cinco anos. “Ele [Veloso] sempre se remete [nas gravações] ao Hamilton Lacerda. E o Hamilton Lacerda já disse que jamais me consultou e pediu desculpas públicas por ter me envolvido nesse episódio”, disse Mercadante.

Dias pediu a Mercadante que se comprometesse a ir até a Câmara para falar das denúncias da revista aos deputados. Mercadante afirmou que já havia aceitado falar aos senadores por contra própria e avaliou que sua passagem pela Câmara seria apenas uma tentativa criar uma “disputa política” com a oposição.

“Por que querem que eu vá até a Câmara? Porque querem continuar alimentando o fato como disputa política”, argumentou Mercadante.

Líder do PP no Senado, o senador Francisco Dornelles (RJ) disse considerar o episódio dos “aloprados” um dos casos “mais aviltantes da política brasileira”, mas aproveitou para criticar Mercadante lembrando que o ministro, quando senador, defendeu o afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), durante a crise do Senado, em 2009, apenas baseado “em notícias de jornal”.

“Ninguém pode ser condenado com base em notícias de jornal e vossa excelência tentou a cassação de colegas seus durante o período do seu mandato com base nas notícias de jornal. Finalizo minha fala lembrando o dito popular ‘nada como um dia após o outro’.

Mercadante respondeu Dornelles afirmando que não enxergava problema no rigor dos colegas: “Concordo com vossa excelência. Nada como um dia após o outro e cada dia que vier vai ficar mais clara a minha posição. Como fui rigoroso nas questões éticas, não vejo nenhum problema que o senadores sejam rigorosos comigo.”

G1

Desafios do Brasil Sem Miséria


Por raquel_

Do Outras Palavras

Brasil Sem Miséria: desafios e contradições

Novo programa reduz desigualdade e reafirma: renda não depende apenas de trabalho. Mas para sustentá-lo será preciso rever políticas econômicas


Por Felipe Amin Filomeno, colaborador de Outras Palavras

O Programa Brasil Sem Miséria, recentemente lançado pelo governo federal, constitui a quarta onda de políticas de transferência de renda, que vem consolidar um padrão de desenvolvimento que concilia crescimento econômico e redução da desigualdade social. Tais programas são uma inovação introduzida por governos latino-americanos em política social, inspirada em sofisticadas teorias sobre o capitalismo contemporâneo. No entanto, para que cumpram sua missão, são necessárias políticas econômicas que ampliem sua base de financiamento e eliminem mecanismos estatais de concentração de renda.


I. As quatro ondas de políticas de transferência de renda

Tendências seculares do capitalismo, como a mecanização e a burocratização, levam a uma situação de desemprego estrutural, em que não há postos de trabalho para todos. O pleno emprego não só é economicamente difícil de se atingir, mas também insustentável do ponto de vista ambiental. Nessas condições, o direito à vida através de renda que garanta o consumo básico de bens e serviços não pode depender exclusivamente do trabalho. Daí a necessidade de se implementar a “renda mínima de cidadania”, uma renda básica a que cidadãos mais pobres teriam direito simplemente por uma questão de cidadania (uma espécie de “imposto negativo” para aqueles que mais precisam). Este princípio foi defendido internacionalmente por pensadores do porte de Andre Gorz e, nacionalmente, por pessoas como o senador Eduardo Suplicy. Alinha-se com o modelo de desenvolvimento denominado “social-democracia globalizada”, que assume o mercado como instituição reguladora central e a integração à economia capitalista mundial, mas compensa seus abusos através de políticas sociais de combate à pobreza e à desigualdade. Este modelo tem sido defendido por líderes como Joseph Stiglitz, Fernando Henrique Cardoso e instituições como a CEPAL.

No Brasil, este modelo tem se manifestado através de programas de transferência de renda (cash transfers) numa seqüêcia de quatro ondas. A primeira foi a de experiências pioneiras em Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), e no Distrito Federal (onde passou a envolver condicionalidades, como a manutenção de crianças na escola). A segunda onda foi a da federalização de tais programas em 1997 e a implementação, em 2001, do Bolsa Escola e do Bolsa Alimentação durante o governo FHC. A terceira onda, no governo Lula, correspondeu à consolidação e ampliação de tais programas sob o nome de Bolsa Família. Freqüência escolar, alfabetização e vacinação são as condicionalidades para famílias participantes. Nesta fase, o número de famílias beneficiadas subiu de 6.5 milhões em 2004 para mais de 11 milhões em 2009. Os gastos com o programa como participação do PIB dobraram, de 0,15% em 2002 para 0,32% em 2008. Como resultado, o Brasil tem combinado crescimento econômico considerável com redução da desigualdade de renda (ao contrário de países como China e Índia, onde crescimento acontece com aumento da desigualdade). Agora, as políticas de transferência de renda no Brasil entram em sua quarta onda com o lançamento do Brasil Sem Miséria pela administração de Dilma Rousseff.


II. Avanços do
Brasil Sem Miséria

O Brasil Sem Miséria aperfeiçoa, amplia e consolida as ações dos programas que o antedecederam. Entre os avanços introduzidos estão:

- Maior eficiência administrativa com a coordenação de programas e ministérios para proporcionar acesso integral a serviços públicos por parte do cidadão mais carente;

- Regionalização das ações com base em características específicas da pobreza de cada região;

- Ações específicas para o campo (como parcerias com a Embrapa para oferecer assistência técnica e sementes, fomento a fundo perdido para famílias rurais, e uso de compras públicas para ampliar o mercado para o produtor familiar) e para a cidade (como qualificação profissional através das escolas técnicas e identificação de oportunidades de emprego);

- Bolsa Verde (auxílio de R$100 para famílias rurais que preservem áreas nativas);

- Inclusão de 800 mil famílias a mais que o Bolsa Família e ampliação do limite dos benefícios variáveis de três para cinco filhos.

Tendo a “inclusão produtiva” como um de seus eixos e a manutenção de condicionalidades relativas à educação e saúde, o Brasil Sem Miséria desfaz o mito de que políticas de transferência de renda são meros instrumentos de um populismo demagógico. O programa não apenas “dá o peixe”, mas também “ensina a pescar”. Além disso, será complementado pelo Sistema Único da Assistência Social, recém aprovado pelo Congresso, que, entre outras coisas, torna os direitos de assistência social reclamáveis e exigíveis.


III. Possibilidades e desafios

Os programas de transferência de renda no Brasil vieram para ficar. O PT, que inicialmente tinha sua base política nos trabalhadores sindicalizados dos centros urbanos do Sudeste, hoje depende eleitoralmente do “povão”, que saiu da miséria graças a tais políticas sociais e se concentra em regiões mais periféricas como o Nordeste. Outros partidos que venham a comandar o aparato estatal federal provavelmente não vão querer enfrentar os custos políticos de reduções nos programas de transferência de renda. Podem mudar de nome, modificar instrumentos, mas não revertê-los. Há potencial, portanto, mais para a expansão do que para a redução dos programas.

Por outro lado, esta expansão passa pela solução de grandes desafios e contradições da “social-democracia globalizada” brasileira. O primeiro é como financiar a expansão dos programas. Embora, historicamente, países de renda baixa ou média tenham conseguido implementar políticas de bem-estar social com bons resultados (a maioria deles países comunistas com sucesso em educação básica e saúde pública), é preciso promover no Brasil setores altamente rentáveis da economia mundial, que permitam a geração de um excedente econômico que possa ser investido em políticas sociais. Se a economia no Brasil estiver centrada em setores onde há intensa competição e baixa rentabilidade (como manufaturas leves), trabalhadores vão continuar a ser super-explorados com salários baixos e não haverá recursos suficientes para financiar programas sociais. É preciso diversificar a economia em direção a setores que tenham “termos de troca” favoráveis em âmbito global. Como tais setores estão em constante mudança num sistema capitalista, isso passa por investimento em inovação e conhecimento e por política industrial. Por outro lado, políticas sociais, ao promoverem a educação e a saúde, contribuem para a produtividade da mão-de-obra e, assim, para a competitividade da empresa nacional.

Porém, recursos para financiar políticas sociais devem vir não apenas de excedente gerado pelo crescimento econômico (até porque este crescimento tem custos, ambientais por exemplo), mas da repartição do estoque de riqueza já existente no país, devido ao alto nível de desigualdade de riqueza que, historicamente, temos no Brasil. Isso nos leva ao segundo desafio, que é a contradição de um Estado que promove transferência de renda para os pobres mas, ao mesmo tempo, implementa um sistema tributário regressivo e gasta enorme parte de sua receita em pagamentos de juros que são apropriados por uma pequena classe de detentores de capital circulante. A nossa custosa dívida pública interna e o nosso regressivo sistema tributário são mecanismos massivos de concentração de renda em contradição frontal com as políticas sociais incorporadas no Brasil Sem Miséria. Curiosamente, os programas de transferência de renda, ao promoverem a mobilidade social, aumentam o tamanho da “classe C”, gerando um “boom” de demanda com pressões inflacionárias que o governo tenta corrigir com aumento de juros. Porém, como falou Delfim Netto, utilizar juros altíssimos para conter inflação causada, em parte, por expansão da demanda, é equívoco. Portanto, balancear distribuição de renda com estabilidade macroeconômica é um dos grandes desafios do Brasil atual à busca de uma solução nova (e justa). Em jogo está a sustentabilidade da “social democracia globalizada” como modelo de desenvolvimento.


Felipe Amin Filomeno
é sociólogo e economista, doutorando em Sociologia pela Johns Hopkins University, com apoio da CAPES/Fulbright. Tem artigos publicados nas revistas Economia & Sociedade, História Econômica & História de Empresas, e da Sociedade Brasileira de Economia Política.

Blog do Luis Nassif

Seis das sete capitais pesquisadas pela FGV registram queda no IPC-S


Vitor Abdala Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) caiu em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), na semana de 22 de junho em relação à semana anterior. Quatro cidades registraram deflação (queda de preços) nessa última medição do IPC-S.

Três cidades registraram deflações tanto na semana do dia 15 quanto na semana do dia 22. Foi o caso de Porto Alegre, que passou de uma deflação de 0,35% para uma de 0,52% no período (queda de 0,17 ponto percentual), São Paulo, que passou de -0,15% para -0,29% (queda de 0,14 ponto percentual), e Salvador, que passou de uma taxa de -0,01% para -0,08% (redução de 0,07 ponto percentual).

O Rio de Janeiro passou de uma inflação de 0,06% na semana do dia 15 para uma deflação de 0,07% na semana seguinte (queda de 0,13 ponto percentual). Recife registrou a maior queda entre as duas semanas: 0,37 ponto percentual (ao passar de uma inflação de 0,73% para 0,36%).

Belo Horizonte também apresentou queda no ritmo da inflação: 0,30 ponto percentual (ao passar de 0,38% para 0,08%). Brasília foi a única capital que seguiu na contramão da tendência do IPC-S, ao ter aumento de 0,04 ponto percentual no ritmo da inflação, ao passar de uma taxa de 0,26% para 0,30%.

Agência Brasil

Temperaturas caem no país, com formação de geadas e neve no Sul


Renata Giraldi Repórter da Agência Brasil

Brasília – As temperaturas em todo o país caíram hoje (28), com geada e até neve em algumas regiões do Sul. A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que estima uma terça-feira gelada em cidades do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. O governo paranaense lançou campanha para a distribuição de cobertores, agasalhos e colchões.

Na cidade de São José dos Ausentes (RS) a temperatura chegou a - 2 graus Celsius (ºC), levando a prefeitura a suspender temporariamente as aulas para poupar os estudantes. A medida foi tomada depois que alunos e professores reclamaram à prefeitura que não estavam suportando o frio dentro das salas de aula.

Em São Joaquim, Urupema e Urubici, em Santa Catarina, a temperatura mínima foi - 6ºC. Em várias dessas cidades, os turistas lotam as pousadas e hotéis à espera da neve. Na cidade de São José dos Ausentes, a prefeitura postou imagens de invernos passados nas quais a neve aparece em quase todas.

No Sudeste, a previsão também é de temperaturas negativas na Serra da Mantiqueira, em São Paulo e no sul de Minas Gerais, com mínima de até -3ºC. Na região serrana do Rio de Janeiro, como Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, a temperatura pode chegar a 8ºC.

No Paraná, o governo do estado e algumas prefeituras promovem uma campanha de arrecadação de colchões, cobertores e roupas para ajudar os municípios de Capitão Leônidas Marques, Cantagalo e Capanema, onde uma chuva de granizo, na madrugada no último dia 26, deixou dois feridos e mais de 1,5 mil casas danificadas.

O governador do Paraná, Beto Richa, informou, na página do governo na internet, que enviou um caminhão com 255 colchões, 600 cobertores e cerca de 8 mil peças de roupas para atender às vítimas da chuva. “Não podemos ficar de braços cruzados numa hora tão crítica como esta, em que as pessoas tiveram suas casas, móveis e roupas danificados”, disse.

Agência Brasil

Petrobras anuncia "principal descoberta" no pré-sal da Bacia de Campos


A Petrobras (PETR3 e PETR4) anunciou hoje em seu site o que chamou de "principal descoberta" no pré-sal da Bacia de Campos (o pré-sal é uma região profunda de exploração de petróleo).

Segundo a estatal, foram descobertos "dois níveis de petróleo de boa qualidade no poço exploratório informalmente conhecido como Gávea". Os estudos foram feitos por um consórcio formado por Petrobras, Repsol Sinopec e Statoil.

"Esta descoberta é a principal realizada no pré-sal da Bacia de Campos", diz nota no site da Petrobras.

O poço, localizado a 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, foi perfurado pelo navio sonda de última geração Stena Drillmax I, em águas de 2.708 metros e atingiu a profundidade final de 6.851 metros, disse a Petrobras.

O consórcio está analisando os resultados obtidos no poço, antes de continuar com o processo de exploração e avaliação da área.

O consórcio tem participação de 35% da Repsol Sinopec, mais 35% da Statoil e os restantes 30% da Petrobras.

As autoridades brasileiras foram informadas da existência de indícios de hidrocarbonetos no poço exploratório Gávea em março de 2011, para o primeiro nível, e em abril do mesmo ano, para o segundo nível.

A Repsol Sinopec é a companhia estrangeira líder em direitos de exploração nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo, participando em 16 blocos, dos quais é operadora em seis.

Folha.com

Nessun Dorma (Pavarotti, NY 1980)

Por Armando



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