quinta-feira, 24 de junho de 2021

Reconhecer a parcialidade de Moro é pouco: quem vai pagar pelo que ele roubou?


O Brasil perdeu 4,4 milhões de empregos e quase 180 bilhões em investimentos, e sofre com um perverso na presidência da República por causa da Lava Jato, analisa Joaquim de Carvalho

23 de junho de 2021

Moro é declarado parcial pelo STF (foto: reprodução) (Foto: Moro é declarado parcial pelo STF (foto: reprodução))


O Supremo Tribunal Federal concluiu o julgamento sobre a parcialidade de Sérgio Moro. Por 7 a 4, a corte suprema anulou a condenação do ex-presidente Lula no caso do triplex do Guarujá.

Votaram contra Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello e Luís Fux. Destes, o voto surpreendente foi o de Mello.

As mensagens acessadas pelo hacker Walter Delgatti arquivadas nas nuvens por Deltan Dallagnol dão conta de que a Lava Jato considerava Fachin deles, Barroso, amigo íntimo do procurador e Fux, um ministro da confiança de Moro.

Condenaram Moro os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Carmem Lúcia, Rosa Weber, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Nunes Marques — que considerou que a decisão da Segunda Turma não poderia ser revista pelo pleno.

Por maioria, os ministros colocaram Moro no seu devido lugar — o de magistrado indigno.//

Mas não é possível devolver a Lula os 580 dias de liberdade que lhe foram tirados.

Também não é possível retroceder no tempo e reparar outras consequências nefastas da Lava Jato.

Quem vai devolver os 4 milhões e quatrocentos mil empregos que foram perdidos por causa da Lava Jato?

Quem vai reativar as empresas que quebraram por causa da ação de Moro e dos procuradores de Curitiba?

O Dieese, entidade tradicional que faz estudos sobre economia, apontou que quase 180 bilhões de reais deixaram de ser investidos no País como consequência direta da Lava Jato.

Quem vai recuperar tudo isso?

Não é possível.

O STF corrigiu o maior erro judicial da história do País.

Mas não pode voltar no tempo e permitir que Lula dispute a eleição de 2018, o que certamente impediria que Jair Bolsonaro chegasse ao poder.

Também não é possível ressuscitar os brasileiros que tombaram por conta da gestão genocida de Jair Bolsonaro diante da pandemia.

Não é possível retroceder no tempo e impedir as queimadas das florestas, fruto da decisão de Bolsonaro de desmontar a estrutura de fiscalização do Ibama.

O Brasil é hoje um país muito menor do que antes de 2014, quando teve início a Lava Jato.

Brasileiros morreram, famílias foram destruídas com a redução da economia.

Quem vai pagar por esse desastre?

O reconhecimento da parcialidade de Moro é pouco.

É preciso agora investigar e descobrir por que Moro agiu contra os interesses do brasil, beneficiando uma potência estrangeira, os estados unidos?



Brasil 247

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Defesa de Lula celebra decisão do STF e resgata 15 casos em que o ex-presidente foi absolvido


A defesa do ex-presidente Lula (PT) publicou uma nota destacando a anulação de diversos processos contra o petista, nos quais “foi plenamente absolvido ou teve processos arquivados, diante da inconsistência das denúncias”

23 de junho de 2021

Cristiano Zanin e Valeska Martins; do detalhe, Moro e Lula (Foto: Ricardo Stuckert | Reuters)


247 - A defesa do ex-presidente Lula (PT) publicou uma nota destacando a anulação de processos contra o petista, nesta quarta-feira, 23, no dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) oficializou a suspeição do ex-juiz da Lava Jato de Curitiba (PR), Sergio Moro, no julgamento dos processos contra o ex-presidente.

“O STF encerrou definitivamente o debate sobre duas verdades cristalinas: o ex-juiz Sergio Moro nunca teve competência para processar os casos envolvendo Lula e agiu de forma parcial, com motivações políticas, ao condená-lo”, destaca a defesa de Lula.

“A anulação de quatro ações de Curitiba soma-se a outras 11 decisões judiciais nas quais Lula foi plenamente absolvido ou teve processos arquivados, diante da inconsistência das denúncias”, continua.

Os advogados reforçam ainda que “estas decisões são igualmente relevantes para afirmar o primado da Justiça e confirmar a inocência do ex-presidente”, mas ressaltam, no entanto, que nada pode “reparar os 580 dias de prisão ilegal, as violências e o sofrimento infligidos a Lula e sua família ao longo destes cinco anos”.

Nota da defesa do ex-presidente Lula

O Supremo Tribunal Federal concluiu hoje (23/06/2021) o julgamento que restabelece a inocência do ex-presidente Lula diante das acusações e sentenças ilegais de que Lula foi vítima na chamada “operação lava jato” ficando confirmado o que sempre afirmamos desde o início do processo. Dessa forma, o STF encerrou definitivamente o debate sobre duas verdades cristalinas: o ex-juiz Sergio Moro nunca teve competência para processar os casos envolvendo Lula e agiu de forma parcial, com motivações políticas, ao condená-lo.

A anulação de quatro ações de Curitiba soma-se a outras 11 decisões judiciais nas quais Lula foi plenamente absolvido ou teve processos arquivados, diante da inconsistência das denúncias. Todas estas decisões são igualmente relevantes para afirmar o primado da Justiça e confirmar a inocência do ex-presidente, embora nada possa reparar os 580 dias de prisão ilegal, as violências e o sofrimento infligidos a Lula e sua família ao longo destes cinco anos.

Dentre estas 15 decisões, é importante destacar a sentença da 12ª. Vara Federal Criminal de Brasília que absolveu total e sumariamente Lula da absurda acusação de ter comandado uma organização criminosa, no caso chamado “Quadrilhão do PT”. Na sentença em que absolveu Lula da falsa acusação, o juiz responsável pelo caso afirmou que “a denúncia apresentada, em verdade, traduz tentativa de criminalizar a atividade política”.

Tudo isso confirma que Lula foi alvo de lawfare, que consiste no uso estratégico das leis para fins ilegítimos. Queremos acreditar que, para além de restaurar a segurança jurídica e os marcos da Constituição da República, o julgamento concluído hoje no STF seja uma alerta para que nunca mais os conceitos jurídicos e o devido processo legal venham a ser corrompidos, a qualquer pretexto.

Cristiano Zanin e Valeska Martins

As acusações falsas que Lula derrubou na Justiça

Lula provou sua inocência em todos os 15 casos que já foram julgados e concluídos, incluindo os quatro processos de Curitiba anulados em março pelo Supremo Tribunal Federal:
Caso Triplex do Guarujá – A defesa provou que Lula nunca foi dono, nunca recebeu nem foi beneficiado pelo apartamento no Guarujá, que pertencia à OAS e foi dado em garantia por um empréstimo na Caixa. Caso anulado pelo STF em duas decisões, restabelecendo a inocência de Lula.
Caso Sítio de Atibaia – A defesa provou que Lula nunca recebeu dinheiro da Odebrecht para pagar reformas no sítio, que também nunca foi dele. A transferência de R$ 700 mil da Odebrecht, alegada na denúncia, foi na realidade feita para um diretor da empresa, não para obras no sítio. Caso anulado pelo STF, restabelecendo a inocência de Lula.
Caso do Terreno do Instituto Lula – A defesa provou que o Instituto nunca recebeu doação de terreno, ao contrário do que diz a denúncia da Lava Jato, e sempre funcionou em sede própria. Caso anulado pelo STF.
Caso das Doações para o Instituto Lula – A defesa provou que as doações de pessoas físicas de mais de 40 empresas brasileiras e de outros países para o Instituto, entre 2011 e 2015, foram todas legais, declaradas à Receita Federal, e jamais constituíram qualquer tipo de propina ou caixa 2. Caso anulado pelo STF.
Caso do Quadrilhão do PT – Esta é mais grave e a mais irresponsável de todas as acusações falsas feitas contra Lula; a de que ele seria o chefe de uma organização criminosa constituída para drenar recursos da Petrobras e de outras empresas públicas. A 12ª. Vara da Justiça Federal de Brasília arquivou a denúncia por verificar que o MPF fez a gravíssima acusação sem ter apontado nenhum crime, nenhum ato ilegal ou de corrupção que tivesse sido praticado por Lula, seus ex-ministros ou por dirigentes do PT acusados junto com ele. O juiz afirmou que a denúncia simplesmente tentava criminalizar a atividade política. Caso encerrado, Lula absolvido.
Caso Quadrilhão do PT II – Uma segunda denúncia no mesmo sentido da anterior foi simplesmente rejeitada pela 12ª. Vara da Justiça Federal de Brasília. Caso encerrado e arquivado, Lula inocentado
Caso Delcídio (obstrução de Justiça) – A defesa provou que era falsa a delação do ex-senador Delcídio do Amaral. A denúncia era tão frágil que sequer houve recurso da acusação contra a decisão da 10ª. Vara da Justiça Federal de Brasília que absolveu Lula. Caso encerrado, Lula absolvido.
Caso das Palestras do Lula – Inquérito aberto em na Vara Federal de Sergio Moro em dezembro de 2015, com objetivo de acusar Lula de ter simulado a realização de palestras, em outra farsa da Lava Jato. A defesa provou por meio de vídeos, gravações, fotografias e notícias a realização de todas as 72 palestras de Lula organizadas pela empresa LILS, entre 2011 e 2015. A Polícia Federal e o Ministério Público (Força Tarefa) tiveram de reconhecer que as palestras foram realizadas sem qualquer ilicitude ou simulação. A legalidade das palestras teve de ser reconhecida em decisão da juíza substituta de Moro, Gabriela Hardt. Caso encerrado, reconhecendo a inocência de Lula.
Caso da Lei de Segurança Nacional – Já na condição de ministro da Justiça, Sergio Moro requisitou à Polícia Federal a abertura de inquérito contra Lula, com base na Lei de Segurança Nacional do tempo da ditadura. Lula foi intimado e prestou depoimento à PF. O inquérito foi sumariamente arquivado pela 15ª. Vara Federal Criminal de Brasília. Caso arquivado, Lula inocentado.
Caso do filho de Lula (Touchdown) – A defesa demonstrou que eram falsas as acusações do Ministério Público contra Luiz Cláudio Lula da Silva, pela atuação de sua empresa de eventos esportivos Touchdown. A denúncia foi rejeitada pela 6ª. Vara Federal Criminal de São Paulo. Caso encerrado, Lula inocentado.
Caso do irmão de Lula – A defesa demonstrou que não havia ilegalidade, fraude ou favorecimento nos serviços que Frei Chico, um dos irmãos de Lula, prestou à Odebrecht em negociações sindicais desde antes do presidente ser eleito. A 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo rejeitou a denúncia falsa. Caso encerrado, Lula inocentado
Caso do Sobrinho de Lula – A defesa provou que não houve irregularidade, ilegalidade nem favorecimento na subcontratação de uma empresa de um sobrinho do ex-presidente para uma obra da Odebrecht em Angola e que Lula não recebeu qualquer valor decorrente dessa relação contratual. O Tribunal Regional Federal da Primeira Região trancou o caso porque a denúncia era inepta (sem condições mínimas para ser processada). Caso encerrado e arquivado, Lula inocentado.
Caso Invasão do Tríplex – A 6ª. Vara Federal Criminal de Santos rejeitou a denúncia do Ministério Público referente ao protesto que integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto fizeram contra a condenação injusta de Lula no triplex do Guarujá, em abril de 2018. Caso encerrado, Lula inocentado.
Caso Carta Capital – Procedimento de Investigação encaminhado à Justiça Federal de São Paulo. Em mais uma farsa, a Lava Jato tentou caracterizar como ilegais contratos de patrocínio da Odebrecht com a revista Carta Capital. A própria Polícia Federal pediu o arquivamento. Caso encerrado, Lula inocentado.
Caso da MP 471 – Lula foi acusado de ter recebido contrapartida em virtude da edição da MP 471, que prorrogou incentivos à indústria automobilística. Depois de longa tramitação, o próprio MPF pediu a absolvição de Lula. O Juízo da 10ª Vara Federal de Brasília absolveu Lula destacando que não havia justa causa para manter a ação. Caso encerrado, Lula inocentado.



Brasil 247

Mourão já está em campanha, diz Marcelo Rubens Paiva


Cada vez mais setores da sociedade apostam na queda de Jair Bolsonaro

23 de junho de 2021

Marcelo Rubens Paiva (Foto: Brasil 247)


247 – "Mourão em campanha. Só falta a Câmara para o impeachment entrar na pauta. Ou melhor, o presidente dela. Porque o Senado, STF, grande imprensa, artistas como Ivete Sangalo, Anitta e parte das ruas já pedem impeachment. (a parte de Ivete e Anitta foi ironia)", escreveu Marcelo Rubens Paiva, em seu twitter. Ontem, em entrevista, Hamilton Mourão voltou a criticar o desgoverno de Jair Bolsonaro.


Brasil 247

Brasil tem 31% da população vacinada com a primeira dose, mas só 11% estão imunizados com as duas doses


O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a Covid-19 no Brasil chegou a 65,6 milhões, das quais 24,5 milhões também receberam a segunda dose

23 de junho de 2021

Vacinação em Serrana (SP) (Foto: Prefeitura Municipal de Serrana)


247 - O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a Covid-19 no Brasil chegou nesta terça-feira (22) a 65.654.739 (31% da população total). Entre os mais de 65 milhões de vacinados, 24,5 milhões receberam a segunda dose, o que representa 11,57% da população com a imunização completa contra o novo coronavírus. Os dados foram publicados pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Em termos proporcionais, o Mato Grosso do Sul é o estado que mais vacinou sua população até aqui: 38,53% dos habitantes receberam pelo menos a primeira dose. Os estados do Amapá (20,08%)e de Roraima (20,78%) têm as menores porcentagens, respectivamente.

Em números absolutos, o estado de São Paulo tem o maior número de vacinados com a primeira dose (16,3 milhões), seguido por Minas Gerais (6,49 milhões) e Bahia (4,51 milhões).


Brasil 247

Osmar Terra Plana se virando no CPI - Renato Aroeira

 




Brasil 247

Deputado denuncia demissão do irmão da pasta da Saúde por escândalo da Covaxin: 'disse ao Pazuello que ia explodir na mídia'


O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) afirmou que o seu irmão foi demitido do Ministério da Saúde após denunciar um esquema de corrupção no processo de compra da vacina indiana Covaxin. Parlamentar procurou Eduardo Pazuello para tentar reverter a situação e avisou-o que caso iria "explodir na mídia" e o irmão foi readmitido

23 de junho de 2021

Deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), o ex-ministro Eduardo Pazuello e a vacina Covaxin (Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados | Reprodução | Edilson Rodrigues/Agência Senado)


247 - O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) afirmou, nesta terça-feira (22), que o chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, o servidor Luís Ricardo Fernandes Miranda, foi demitido após denunciar um esquema de corrupção no processo de compra da vacina indiana Covaxin. O servidor é irmão do parlamentar. "Situação esdrúxula. Absurdo o que estavam tentando fazer. Era gravíssima a situação ali dentro", disse Luís Miranda ao jornal O Estado de S.Paulo.

Ao saber da demissão do irmão, Miranda procurou o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para reverter a decisão. "Fui despachar com o Pazuello e falei que ele (Luís Ricardo) estava sendo exonerado porque estava denunciando um esquema de corrupção. Vou explodir na mídia se fizerem isso com o garoto", afirmou o deputado, contando sua conversa com o general.

De acordo com o relato de Miranda, Pazuello reverteu a demissão. "O ministro disse: 'Luís, não estou sabendo do caso, mas, se de fato não tiverem nada, o chefe dele não tiver nada que comprove alguma coisa contra ele, vou dar sem efeito a exoneração'. E assim ele fez", afirmou o deputado.

A Covaxin foi a vacina mais cara adquirida pela gestão de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde, ao custo de US$ 15 por dose. A compra superfaturada do imunizante foi a única para a qual houve um intermediário e sem vínculo com a indústria de vacina, a empresa Precisa. O preço da compra foi 1.000% maior do que, seis meses antes, era anunciado pela fabricante.

Em nota, a Precisa disse que o preço da vacina Covaxin na Índia custa, atualmente, US$ 2 para o governo federal por causa de uma antecipação de pagamento de 100 milhões de doses e pelo investimento no desenvolvimento do estudo clínico e do produto.

Para os governos estaduais da Índia, no entanto, o valor da dose foi estipulado em US$ 5,3. para os hospitais privados, US$ 16. "A empresa está à disposição dos senadores da CPI para prestar todos os esclarecimentos necessários", disse trecho do comunicado da Precisa.


Brasil 247

Lula já derrubou 14 denúncias contra ele e deve ter nova vitória no STF nesta quarta-feira


A defesa do ex-presidente conquistou seguidos êxitos na Justiça. Agora, Lula responde a apenas três dos 17 processos ou inquéritos dos quais já foi alvo

23 de junho de 2021

(Foto: Ricardo Stuckert)


247 - O ex-presidente Lula deve conquistar mais uma vitória nesta quarta (23) no julgamento da suspeição de Sergio Moro no STF (Supremo Tribunal Federal.

Agora, Lula responde a apenas três dos 17 processos ou inquéritos dos quais já foi alvo.

Lula já foi inocentado em três processos em que foi acusado de obstrução de Justiça, formação de quadrilha e corrupção e tráfico de influência no caso da MP das montadoras.

Duas outras denúncias apresentadas por procuradores foram rejeitadas e não viraram processos; uma outra foi trancada na Justiça por falta de indícios para seguir adiante, outras quatro foram arquivadas na fase de inquérito e quatro processos (os do tríplex, do sítio, da doação de um terreno para seu instituto e de outras doações para a mesma instituição) foram anuladas neste ano pelo ministro do STF Edson Fachin, informa a jornalista Mônica Bergamo.

O balanço positivo é fruto da atuação da defesa de Lula, representado nos processos pelo escritório Teixeira Zanin Martins Advogados.


Brasil 247