sábado, 13 de novembro de 2021

Hildegard Angel sobre ausência de Lula na mídia: “imprensa brasileira vai entrar para os livros como a pior do mundo”


Jornalista criticou a falta de cobertura da viagem do ex-presidente Lula pela Europa. Nos últimos dias, ele se encontrou com as lideranças políticas mais importantes da Alemanha, entre elas o futuro chanceler, Olaf Scholz

13 de novembro de 2021

Hildegard Angel (Foto: Ederson Casartelli)


247 - A jornalista Hildegard Angel criticou a imprensa brasileira pela falta de cobertura da viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Europa. Nos últimos dias, Lula se encontrou com diversas lideranças políticas importantes na Alemanha, entre elas o futuro chanceler, Olaf Scholz, que fez elogios ao ex-presidente após o encontro.

“A imprensa brasileira dos últimos 16 anos (Mensalão pra cá) vai entrar para os livros de jornalismo internacionais como a pior do mundo! Como apagar e invisibilizar o maior líder político do Brasil? Lula na Europa, premiado, homenageado pelos chefes de estado e nossa mídia muda!”, postou Hildegard no Twitter.

O encontro ocorreu na sexta-feira (12). Apenas na noite deste sábado (13) a Folha de S.Paulo reproduziu uma reportagem da agência alemã Deutsche Welle destacando o elogio de Scholz a Lula. “Acontecimento importante sobre o primeiro colocado nas pesquisas é notícia. O outro personagem é só o cara que venceu a eleição alemã. Ñ há como negar a notícia. Bom que a Folha seguiu o próprio manual”, comentou o jornalista Xico Sá.

“Ao tentar invisibilizar Lula, que lidera todas as pesquisas presidenciais e pode vencer as eleições em primeiro turno, os jornais da mídia corporativa demonstram falta de profissionalismo e falta de respeito com o público – o que vem provocando queda progressiva de leitores”, comentou o jornalista Leonardo Attuch em artigo no 247.


Brasil 247

Sobre o retorno de Marcos Valério

 

Publicado por Paulo Nogueira
11 de dezembro de 2012

Até quando será tolerado no Brasil que a mídia publique acusações graves sem nenhuma prova?

Marcos Valério em sua época mais reluzente.


E lá vem ele de novo, Marcos Valério.

Pobre leitor.

Mais uma vez, o que é apresentado – a título de “revelações” – é um blablablá conspiratório e repetitivo em que não existe uma única e escassa evidência.

Tudo se resume às palavras de Marcos Valério. Jornalisticamente, isso é suficiente para você publicar acusações graves?

Lula já não é apenas o maior corrupto da história da humanidade. Está também, de alguma forma, envolvido num assassinato. Chamemos Hercule Poirot.

Se você pode publicar acusações graves sem provas, a maior vítima é a sociedade. Não se trata de proteger alguém especificamente. Mas sim de oferecer proteção à sociedade como um todo.

Imagine, apenas por hipótese, que Marcos Valério, ou quem for, acusasse você, leitor. Sem provas. Numa sociedade avançada, você está defendido pela legislação. A palavra de Valério, ou de quem for, vale exatamente o que palavras valem, nada – a não ser que haja provas.

Já falei algumas vezes de um caso que demonstra isso brilhantemente. Paulo Francis acusou diretores da Petrobras de corrupção. Como as acusações – não “revelações” – foram feitas em solo americano, no programa Manhattan Connection, a Petrobras pôde processar Francis nos Estados Unidos.

No Brasil, o processo daria em nada, evidentemente. Mas nos Estados Unidos a justiça pediu a Francis provas. Ele tinha apenas palavras. Não era suficiente. Francis teria morrido do pavor de ser condenado a pagar uma indenização que o quebraria financeira e moralmente.

Os amigos de Francis ficaram com raiva da Petrobras. Mas evidentemente Francis foi vítima de si mesmo e de seu jornalismo inconsequente.

Francis foi vítima de Francis


Por que nos Estados Unidos você tem que apresentar provas quando faz acusações graves, e no Brasil bastam palavras?

Por uma razão simples: a justiça brasileira é atrasada e facilmente influenciável pela mídia. Se Francis fosse processado no Brasil, haveria uma série interminável de artigos dizendo que a liberdade de imprensa estava em jogo e outras pataquadas do gênero.

Nos Estados Unidos, simplesmente pediram provas a Paulo Francis.

O que existe hoje no Brasil é um sistema que incentiva a leviandade, o sensacionalismo e a tendenciosidade na divulgação e no uso de ‘informações’.

A vîtima maior é a sociedade, que se desinforma e pode ser facilmente manipulada. O problema só não é maior porque a internet acabou se transformando num contrapeso e num fiscal informal da grande mídia.

Um episódio recente conta muito: foi amplamente noticiado que teriam sido interceptadas 122 ligações ‘comprometedoras’ entre Lula e Rose. No calor, o jornalista Ricardo Setti publicou em seu blog na Veja até uma fotomontagem em que Lula aparecia festivamente entre Rose e Mariza. (Depois, apanhado em erro, pediu triunfalmente desculpas, num tom de quem parecia desejar mandar às favas os fatos.)

Bem, as tais 122 ligações foram cabalmente desmentidas. A procuradora Suzana Fairbanks afirmou a jornalistas:”Conversa dela [Rose]com o Lula não existe. Nem conversa, nem áudio e nem e-mail. Não sei de onde saiu isso. Vocês podem virar de ponta cabeça o inquérito”.

Tudo bem publicar, antes, as ‘122 ligações’ sem evidências? Faça isso nos Estados Unidos, e você saberá, na prática, o tormento pelo qual passou Francis.

Uma justiça mais moderna forçaria, no Brasil, a imprensa a ser mais responsável na publicação de escândalos atrás dos quais muitas vezes a razão primária é a necessidade de vender mais e repercutir mais.

Provas são fundamentais em acusações. Quando isso estiver consolidado na rotina do jornalismo e da justiça brasileira, a sociedade estará mais bem defendida do que está hoje.





Diário do Centro do Mundo   -   DCM

Mídia corporativa prova que não faz jornalismo profissional ao omitir encontro entre Lula e futuro chanceler alemão


"Folha, Globo e Estado omitiram de seus leitores o encontro entre o ex-presidente e Olaf Scholz, que irá liderar uma das maiores economias do mundo e um dos maiores parceiros do Brasil, demonstrando que preferem o Brasil pária de Jair Bolsonaro ao Brasil soberano de Lula", escreve Leonardo Attuch

13 de novembro de 2021
Lula é recebido em Berlim pelo líder do SPD, Olaf Scholz (Foto: Ricardo Stuckert)


Os principais jornais da mídia corporativa brasileira, Folha, Globo e Estado de S. Paulo, comprovaram, neste sábado, que o discurso que fazem sobre "jornalismo profissional" é uma grande falácia. Os três jornais, que fizeram campanha pela prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abrindo espaço para a ascensão do governo neofascista de Jair Bolsonaro, que vem destruindo a economia e a imagem internacional do Brasil, decidiram simplesmente ignorar o encontro entre Lula e Olaf Scholz, futuro chanceler alemão, que irá liderar uma das maiores economias do mundo e um dos maiores parceiros comerciais do Brasil.

Ao tentar invisibilizar Lula, que lidera todas as pesquisas presidenciais e pode vencer as eleições em primeiro turno, os jornais da mídia corporativa demonstram falta de profissionalismo e falta de respeito com o público – o que vem provocando queda progressiva de leitores.

No encontro entre Lula e Scholz, ambos discutiram o processo de formação do governo alemão e a questão democrática no Brasil. Aos jornais da mídia corporativa, não interessa mostrar aos leitores que Lula é recebido pelo mundo como grande estadista, numa imagem radicalmente oposta à de Jair Bolsonaro, que ficou isolado na última reunião do G-20 e foi notícia apenas quando pisou no pé da chanceler alemã Angela Merkel. Na prática, a mídia comercial brasileira provou que prefere o Brasil pária e colonizado de Jair Bolsonaro ao Brasil forte e soberano de Lula.


Brasil 247

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

"A história não para com esse processo", disse Lula a Moro, ao ser julgado pelo ex-juiz condenado por parcialidade


Reveja o vídeo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que hoje lidera todas as pesquisas, prevê a candidatura Moro, ao ser inquirido pelo ex-juiz parcial

12 de novembro de 2021
(Foto: Reprodução | ABr)


247 – Ao ser questionado pelo ex-juiz condenado por parcialidade pelo Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva previu que Sérgio Moro um dia seria candidato a algum cargo público e vaticinou: "a história não pára com esse processo". Lula disse ainda que a história julgaria os abusos cometidos pelo ex-juiz, que vem sendo assessorado pela Rede Globo, que lhe empresta até uma fonoaudióloga para tentar salvar sua voz. Confira:

Gilberto Gil, novo "imortal" da Academia: "Presença dos negros ainda é pequena"


Eleito novo membro da Academia Brasileira de Letras nesta quinta-feira (11), o cantor, compositor e ex-ministro da Cultura (de 2003 a 2008) do Governo Lula, Gilberto Gil pensa em levar adiante o "projeto histórico" da instituição

12 de novembro de 2021

Cantor e compositor Gilberto Gil (Foto: Ricardo Stuckert)


247 - "A academia vai ter o auxílio de pessoas como eu e como Fernanda Montenegro e outros acadêmicos já instalados e comprometidos com a vida cultural brasileira. Espero que a gente consiga levar o projeto histórico da ABL adiante”, afirma o novo “imortal” em entrevista ao Globo.

De acordo com o cantor e compositor, que foi também ministro da Cultura do governo do presidente Lula, "a academia está dando um recado que o Brasil é diverso". Gil destaca que "nos campos de representação da vida cultural a presença dos negros ainda é pequena". "Desse vasto universo a academia está a amplidão e a abrangência do Brasil. A sociedade é um diálogo entre quem trabalha no establishment e quem está no trabalho diário de dinamização da vida. É um diálogo entre esses dois campos , uma seta no passado e uma seta no futuro", pontua.

Gil critica o fato de o Brasil não ter mais Ministério da Cultura. Para ele, isso foi "uma atitude desse governo de dizer não a esse amplo significado da vida cultural". E frisa que seu compromisso é outro: "o do reconhecimento do Brasil, de onde viemos, nossas origens".


Brasil 247

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Fux, o indecoroso

Fernando Brito




Falta de decoro.

Não há outro nome que se possa dar à reunião do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, com o presidente da Câmara, Arthur ira, para encontrar uma maneira de derrubar a decisão da Ministra Rosa Weber de suspender a execução das emendas de relator (o tal orçamento secreto, que oculta quem e com quanto cada parlamentar é agraciado com emendas).

É claro que Lira, como presidente da Câmara, pode argumentar em favor da revogação da liminar de Weber. Mas nos autos, no processo que está em julgamento, e não aos cochichos, em reunião fechada.

Não é admissível que o presidente da Corte receba “embargos auriculares” de uma autoridade que está sendo questionada – e com decisão preliminar – com razões e argumentos os quais os demais ministros não terão conhecimento.

Pior: Fux sabe que Lira está construindo um cenário político em que se espere a derrubada da decisão da ministra, como forma de seguir criando “água na boca” por recursos para obter os votos necessários à aprovação da PEC dos precatórios, amanhã, antes que comecem a aparecer os votos do plenário virtual do STF.

Está, portanto, ajudando a que se burle a decisão de Weber e tomando de seus colegas o poder de decidir, quando ajuda a criar o fato consumado.

Pois é isso: faz-se cúmplice de uma manobra política destinada a que prossiga a “troca” de votos por emendas secretas que, possivelmente, seguirão sobrestadas por decisão judicial.

Corrijo-me, entretanto. Não é só falta de decoro, é falta de caráter.


Tijolaço

Lira perde sua arma

Fernando Brito



Arthur Lira pode até conseguir uma vitória na votação de hoje, aprovando a PEC dos Precatórios, tanto pela intensa mobilização do governo quanto, sobretudo, por uma reação corporativa da Câmara dos Deputados à decisão do Supremo Tribunal Federal que manteve suspensa a execução da emendas do chamado “orçamento secreto” que dão a anônimos deputados e senadores quase R$ 17 bilhões para irrigar suas bases de apoio.

Mas está fechada, a partir de agora, ao menos temporariamente, uma das torneiras que irrigam a cooptação parlamentar num espetáculo vergonhoso de um governo rejeitado majoritariamente nas ruas, mas absolutamente poderoso no Legislativo.

Pode não ter sido o suficiente para que se empurre para futuros governos compromissos financeiros que pertencem a este, mas significará, que o processo eleitoral corra com menos interferência do fisiologismo político e, com isso, danoso aos candidatos do governismo que, sem pequenas obras caça-votos, acabarão por alinhar-se às candidaturas presidenciais que representem mudança.

Lira e o Centrão, portanto, terão menos facilidade em carregar o espantalho do “Bolsonaro Presidente”.

Mas, sobretudo, começa a perder a sua principal arma usada no “tratoraço” legislativo que estamos assistindo desde que ele assumiu a presidência da Câmara.

Talvez tenha gasto, na votação da PEC, seus últimos cartuchos pesados.

Para a oposição, fica a advertência de que, apesar disso e da decisão do STF, o espírito de Eduardo Cunha segue dominando o parlamento e isso só não atrapalha Bolsonaro porque este não está nem um pouco em governar.


Tijolaço