quarta-feira, 4 de abril de 2012
A crise na base partidária aliada do governo vai se esvaindo e a crise da oposição vai se transformando num ritual macabro
A crise na base partidária aliada do governo vai se esvaindo e a crise da oposição vai se transformando num ritual macabro, apesar de toda boa a vontade com que ela conta de grande da mídia para com o DEMOCRATAS e o consórcio PSDB-PPS.Ao qual, aliás, o DEM, mesmo rejeitado, teima em se encostar, enquanto segue sua paulatina caminhada rumo a extinção, primeiro perdendo quadros para o PSD do prefeito paulistano Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD); agora com a crise o escândalo protagonizado pelo senador Demóstenes Torres (GO), que ontem desfiliou-se da legenda; e por fim, sob o risco de extermínio final nas urnas na eleição de outubro próximo.
Com a retomada do diálogo com o PR e a formação do bloco PTB-PR mais no Senado um passo foi dado na direção de consolidar a maioria do governo nesta Casa. O PR da nossa Cãmara Alta há semanas havia anunciado uma possível saída da base aliada, mas após encontro ontem com a presidenta Dilma Rousseff, anunciou a constituição de um bloco com o PTB e a permanência na base governista.
O quadro, portanto, já é outro esta semana no Senado. Na Câmara as votações continuam e o governo mantém sua ampla maioria. Aliás, justiça seja feita, mesmo na fase de aparente impasse as duas Casas congressuais avançaram votando as medidas necessárias ao país, como a Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 (a Câmara) e o Fundo de Compensação Previdenciária dos Servidores Públicos- FUNPRESP (o Senado).
Blog do Zé Dirceu
De volta o velho "faça o que eu digo, não o que faço"

A campanha eleitoral ainda nem começou e já temos cenas explícitas dos sempre aguçados cinismo e hipocrisia tucanos nessa matéria. Nesta 3ª feira, o candidato a prefeito da capital paulista pelo PSDB, ex-governador José Serra participou nesta 3ª feira de evento oficial com seus companheiros de tucanato, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito paulistano Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD).
Os três foram ao lançamento de uma unidade do Poupatempo (órgão que centraliza a prestação de serviços públicos estaduais) no bairro da Lapa. Confrontados pelos jornalistas com a verdade - se não estaria havendo uso da máquina em campanha - Alckmin e Kassab, cada um deu uma explicação. José - que já perdeu duas outras eleições para prefeito de São Paulo, em 1988 e 1996 e duas vezes para presidente da República, em 2002 e 2010 - não julgou necessário.
O governador afirmou que José estava presente porque como governador (janeiro de 2007-abril de 2010) viabilizou a construção daquele Poupatempo; Kassab classificou como uma espécie de homenagem ao ""nosso sempre prefeito". Frase, aliás, que ele repetiu várias vezes no discurso referindo-se a José Serra que elegeu-se prefeito da capital em 2006 e renunciou logo depois, antes de chegar a metade do mandato.
E FHC, que já falou contra uso da máquina na cmapanha de Haddad?
A questão toda se resume a: e aquela frase do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, que no dia 25 de março, ao votar na prévia que escolheu José Serra candidato do PSDB, disse que "se o governo entrar na campanha do Fernando Haddad vai quebrar", insinuando que seria uso da máquina e uma ilegalidade?
Pois é, hoje o noticiário da conta de que José Serra decidiu colar sua agenda de candidato à de eventos a que compareça o governador Alckmin. É a pura e simples comprovação do cinimo e da hipocrisia tucanos. Dos que atacavam o presidente Lula e o PT durante a pré-campanha eleitoral de 2010 pelo fato de o presidente e membros do partido - como a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - comparecerem a atos públicos.
Dilma era ministra, integrava o governo. José Serra nem integra o governo paulista. Vários tucanos criticaram o presidente Lula por comparecer a eventos em São Paulo durante a campanha de 2010 como se fosse a presença do governo federal, mesmo o presidente comparecendo fora de seu horário de trabalho.
Este ano eles, tucanato todo, já começam inaugurando obras e programas com José Serra presente ao lado do governador e do Prefeito, seus principais aliados na disputa eleitoral. Que, aliás, já gestaram sua candidatura no centro da máquina, dentro do Palácio dos Bandeirantes e da Prefeitura. Onde estão a justiça eleitoral e os juízes e procuradores eleitorais tão presentes na mídia quando se tratava do PT em 2010 como alvo daquelas acusações?
Blog do Zé Dirceu
Dilma, 77%. Os números e gráficos falam por si
A mais recente rodada de pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta manhã, mostra que a presidenta Dilma Rousseff, entra neste 4º mês do segundo ano de seu governo com aprovação pessoal de nada menos que 77% dos brasileiros. É o percentual aferido em março para ela, que já tinha o apoio de 72% da população em dezembro, na versão anterior da pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Do total de entrevistados, apenas 12% desaprovaram a chefe do governo e 14% não responderam ou não sabiam. Com estes 77%, índice de aprovação mais alto desde que ela assumiu o cargo há 15 meses, a presidenta da República bate o percentual de aprovação obtido por seus dois antecessores, os ex-presidente Lula (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com igual tempo de primeiro governo.
Em seu segundo ano do primeiro mandato, o ex-presidente Lula tinha 54% de aprovação pessoal e o ex-presidente FHC, 60%. Por esta CNI/IBOPE da manhã de hoje, o percentual de pessoas que afirmam confiar em sua presidenta subiu de 68% para 72%, no mesmo período. A parcela da população que considera o governo ótimo ou bom manteve-se estável em 56%.
Onde precisa melhorar
De acordo com o levantamento, as áreas pior avaliadas no governo Dilma foram: impostos (65% desaprovam), saúde (63%) e segurança pública (61%). Já 60% dos entrevistados consideram o atual governo igual ao do ex-presidente Lula.
O relatório dos entrevistadores dá conta, ainda, de que os assuntos mais lembrados espontaneamente pelos entrevistados foram os "programas sociais voltados para mulheres" e as "viagens da presidente Dilma". Dado, também, interessante: as ações e políticas deste governo para o meio ambiente apresentaram maior crescimento na aprovação em relação a dezembro: foram de 48% para 53%.
A CNI informa que esta mais recente versão de seu levantamento trimestral foi fechado na última semana de março em 142 municípios, ouvindo-se 2.002 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o grau de confiança, de 95%.
Sem comentários. Os números e gráficos realmente falam por si.
Blog do Zé Dirceu
Críticas às medidas pró-indústria adotadas pelo governo não procedem
Não tem sentido, portanto, críticas a estas, seja a questão da educação e inovação, seja a questão da infraestrutura e a tributária, ou mesmo a do câmbio e dos juros. Se o governo não estivesse atento a estas áreas e nem adotando medidas nestas áreas, aí sim a crítica procederia.
Mas, como os investimentos na infraestrutura são crescentes, as concessões e parcerias um fato, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (PRONATEC, o projeto de implantação de escolas técnicas) as aplicações em ciência, tecnologia e inovação uma realidade, os avanços na educação um fato, grande parte das críticas peca pela procedência.
Críticas de caráter quase oportunistas e inoportuno
Se considerarmos, também, que os juros (a taxa Selic) continuam em queda e a defesa comercial e as medidas cambiais uma são uma realidade, não posso deixar de destacar o caráter quase oportunista e inoportuno das críticas.
Não reconhecer que o governo articula uma série de medidas para defender nossa indústria, como a exigência de alto percentual de conteúdo nacional, de transferência de tecnologia, de associação com empresas nacionais, as adotadas sobre compras governamentais, as desonerações fiscais, a redução do custo dos empréstimos e a expansão do crédito é fazer oposição pela oposição.
Cumpre mais é se debruçar sobre as medidas de fato contidas na série de providências anunciadas. Em seu conjunto elas representarem um estímulo de R$ 60,4 bi para alavancar o desenvolvimento do setor industrial. Compreendem, por exemplo, a capitalização do BNDES, que vai ampliar a concessão de crédito a juros mais baixos - o banco, inclusive, já anunciou as novas taxas reduzidas; a desoneração da folha de 15 setores que vai custar a significativa economia para as empresas de R$ 7,2 bi ao ano; o aumento da tributação sobre bebidas; e a redução do IPI dentro de um novo regime automotivo.
O BNDES reduz juros de linhas de crédito
No BNDES, no caso do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que financia máquinas e equipamentos, por exemplo, as taxas de juros foram reduzidas de 8,7% para 7,3% ao ano, no caso de grandes empresas, e de 6,5% para 5,5%, para micro, pequenas e médias empresas.
O banco, de quebra, também deverá fornecer mais acesso a linhas de capital de giro - que também poderão ser contratadas por grandes empresas, até o limite de R$ 50 milhões, com juros reduzidos para até 9% ao ano.
Foto Wilson Dias/ABr
Blog do Zé Dirceu
CNI/Ibope: popularidade de Dilma cresce para 77%; avaliação do governo fica estável
Pedro PeduzziRepórter da Agência Brasil
Brasília – A popularidade da presidenta Dilma Rousseff aumentou cinco pontos percentuais, passando de 72%, em dezembro de 2011, para 77%, em março de 2012. Os dados fazem parte da pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, divulgada hoje (4).
O percentual de pessoas que confiam em Dilma subiu de 68% para 72%, no mesmo período. Já a parcela da população que considera o governo ótimo ou bom manteve-se estável em 56%.
As áreas mais mal avaliadas foram: impostos (65% desaprovam), saúde (63%) e segurança pública (61%). Já as mais bem avaliadas foram: combate à fome e à pobreza (aprovada por 59%), meio ambiente (53%), combate ao desemprego (53%).
Além disso, 60% dos entrevistados consideram o governo Dilma igual o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A pesquisa da CNI/Ibope ouviu 2002 pessoas em 142 municípios entre os dias 16 a 19 de março. A margem de erro é 2 pontos percentuais.
Agência Brasil