Este blog objetiva estabelecer uma interatividade com os leitores acerca dos principais acontecimentos no mundo político, econômico, esportivo e musical fundamentalmente, sem excluir as diversidades de nosso mundo contemporâneo.
Brasília - O deputado Natan Donadon (PMDB-RO) já foi preso pela
Polícia Federal, em Brasília. O parlamentar se apresentou ao
superintendente do órgão, Marcelo Mosele, em uma parada de ônibus, na
área sul da capital federal. Ele estava acompanhado do advogado Nabor
Bulhões e queria evitar o registro da prisão pela imprensa. Neste
momento, segundo a assessoria da PF, são feitos os procedimentos legais
para efetivar a prisão do parlamentar.
O deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por
peculato e formação de quadrilha. Ontem (27), o PMDB de Rondônia
comunicou a expulsão do deputado Natan Donadon condenado a 13 anos,
quatro meses e dez dias de prisão por desvio de R$ 8,4 milhões da
Assembleia Legislativa de Rondônia, quando era diretor financeiro da
instituição. O deputado estadual Marcos Donadon, irmão de Natan, também
foi expulso do partido por ter sido condenado pela Justiça.
Além disso, servidores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da
Câmara tentaram hoje, mais uma vez, notificar o deputado sobre o
processo de cassação de seu mandato aberto na comissão. Marcada para as
10h, essa foi a quarta tentativa, sem sucesso, de localizar Donadon.
A vice-ministra de Relações Exteriores da Noruega Gry Larsen
afirmou, nesta quarta-feira (26), que o trabalho humanitário da brigada
médica de Cuba no Haiti é “maravilhoso”.
Médicos cubanos em atuação no Haiti
Após a assinatura do quarto acordo tripartite para financiar com 800 mil
dólares anuais até 2016 as tarefas do pessoal cubano no Haiti, Larsen
destacou a importância de manter a cooperação sul-sul.
“Após o terremoto de 2010 no Haiti, perguntávamo-nos como podíamos
ajudar, e 10 dias depois assinamos o primeiro acordo. Hoje, agradecemos o
trabalho realizado pelos especialistas cubanos”, destacou a
vice-chanceler.
“O mais importante deste convênio é que nos vai permitir salvar mais vidas no Haiti”, afirmou.
Iliana Nuñez, vice-ministra cubana de Comércio Exterior e Investimento
Estrangeiro, lembrou que a brigada médica cubana estava em solo haitiano
antes do terremoto, e permanecerá ali até que seja necessário.
Com Prensa Latina
Ex-presidente e um dos principais atores políticos do Brasil, Luiz
Inácio Lula da Silva assume o seu papel de liderança nos movimentos
sociais que tomaram as ruas do país, em uma série de manifestações que
chega à sua segunda semana. De sua base, na sede do Instituto Lula, o
principal aliado da presidenta Dilma na elaboração de uma agenda
política para a realização de um plebiscito, intensifica os encontros
com os movimentos sociais.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta capital, os integrantes dos movimentos sociais.
No mais recente encontro, na véspera, com jovens de grupos como o
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a União da Juventude
Socialista (UJS), o Levante Popular da Juventude e o Conselho Nacional
da Juventude (Conjuve), Lula ofereceu o diapasão para afinar o discurso
dos movimentos sociais.
Em lugar da esperada mensagem de conciliação e o pedido de calma aos
manifestantes, o momento é de “ir para a rua”, afirmou o ex-presidente. A
reunião, no bairro do Ipiranga, em São Paulo não contou com a presença
do Movimento Passe Livre (MPL), nem do Movimento dos Trabalhadores Sem
Teto (MTST).
"O (ex-)presidente queria entender essa onda de protestos e avaliou
muito positivamente o que está acontecendo nas ruas", disse a
jornalistas André Toranski, presidente da UJS, que conta
majoritariamente com militantes do PCdoB.
Outro participante do encontro, que preferiu o anonimato, afirma que
Lula “colocou que é hora de trabalhador e juventude irem para a rua para
aprofundar as mudanças. Enfrentar a direita e empurrar o governo para a
esquerda. Ele agiu muito mais como um líder de massa do que como
governo. Não usou essas palavras, mas disse algo com ‘se a direita quer
luta de massas, vamos fazer lutas de massas”.
Em nota publicada em seu perfil na rede social Facebook, na última
quinta-feira, Lula já se mostrava favorável às manifestações ocorridas
desde o último dia 13 em várias cidades do Brasil: “Ninguém em sã
consciência pode ser contra manifestações da sociedade civil, porque a
democracia não é um pacto de silêncio, mas sim a sociedade em
movimentação em busca de novas conquistas”, declarou.
Em São Paulo, Lula apoiou a negociação entre o governo e os
manifestantes, que reclamavam do aumento no preço da passagem de ônibus.
Na ocasião, o ex-presidente demonstrou confiança no trabalho do
prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ministro da Educação durante seu
governo.
"Estou seguro, se bem conheço o prefeito Fernando Haddad, que ele é um
homem de negociação. Tenho certeza que dentre os manifestantes, a
maioria tem disposição de ajudar a construir uma solução para o
transporte urbano", afirmou. Apenas alguns dias depois, Haddad revogou o
aumento de R$ 0,20 no preço da passagem.
Plebiscito
De sua parte, a presidenta Dilma também seguiu os conselhos do amigo e
antecessor no cargo e vem promovendo, desde o início desta semana, uma
série de encontros com os movimentos sociais. Na véspera, Dilma recebeu
os representantes de oito centrais sindicais e dedicou 40 minutos da
reunião para explicar aos dirigentes como serão norteadas as ações para
os cinco pactos anunciados pelo governo – com vistas à melhoria dos
serviços públicos – e destacou a importância de ser convocado um
plebiscito no país para discussão da reforma política. Embora a
presidenta não tenha sido explícita no apelo às centrais, a sua fala na
abertura do encontro foi vista pela maior parte dos presentes como uma
forma de pedir o apoio das entidades para as medidas divulgadas nos
últimos dias.
A presidenta admitiu que é preciso aprimorar a interlocução com as
centrais e disse concordar com as críticas das ruas sobre a qualidade
dos serviços públicos. Afirmou, ainda, que a pressão das mobilizações
está correta e ajuda na transformação do país. Participaram do encontro
representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos
Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e
Força Sindical, bem como Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
(CGTB), CSP-Conlutas e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), além de
técnicos do Dieese.
Os sindicalistas apresentaram os principais itens definidos na pauta
traçada nos últimos dias com solicitações ao governo, tais como
melhorias na qualidade do transporte público e redução das tarifas, mais
investimentos na educação e na saúde, retirada de tramitação, no
Congresso, do Projeto de Lei 4.330 – referente à regulamentação das
atividades de terceirização, fim do fator previdenciário e aumento dos
valores das aposentadorias, reforma agrária e redução da jornada de
trabalho para 40 horas semanais. Dilma deixou claro que essa pauta será
negociada como um todo e que o governo apresentará uma resposta até
agosto.
Das ruas às urnas
Para Luiz Carlos Antero, jornalista e escritor, colunista e membro da
Equipe de Pautas Especiais do sítio Vermelho.org, o plebiscito pela
reforma política é uma das propostas que “podem surtir um maior
impacto”. Em um debate mais amplo, segundo o analista, “pode contribuir
para uma maior participação popular e para aprofundar a democracia no
Brasil, destacando-se em especial aspectos como o do financiamento
público de campanhas”.
“Entretanto, ainda mais que compreender o que se passa no Brasil no
atual momento, é indispensável e urgente o esforço da apresentação de um
afirmativo e unitário programa popular e democrático enquanto fio
condutor das lutas de rua — para as quais qualquer pauta institucional e
toda pausa na movimentação terá um sentido provisório e cumulativo,
distante do improvável êxito do pensamento ou desejo de uma nova
acomodação”, afirma.
Fonte: Correio do Brasil
SÃO PAULO - Entre os
países que mais receberam fluxos de Investimento Estrangeiro (IED) em
2012, o Brasil subiu da quinta posição em 2011 para a quarta em 2012,
com um volume total de US$ 65 bilhões, praticamente igual ao das Ilhas
Virgens.
O país foi superado apenas por Estados Unidos, que receberam US$ 168
bilhões, China (US$ 121 bilhões) e Hong Kong (US$ 75 bilhões). No grupo
das dez economias que mais receberam IED, figuram também Reino Unido,
Austrália, Cingapura, Rússia e Canadá.
Apesar da melhora de posições do Brasil, o fluxo de IED para o Brasil
caiu 2% no ano passado, após dois anos de crescimento. “Novas medidas
foram adotadas no Brasil em 2012 no contexto de sua política para a
indústria, a tecnologia e o comércio internacional inaugurada em 2011. A
política inclui uma mistura de incentivos fiscais, empréstimos a taxas
preferenciais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e
alívio tributário. Em particular, um novo regime (Inovar-Auto) foi
aprovado para encorajar investimentos na eficiência dos veículos, na
produção nacional, em pesquisa e desenvolvimento e na tecnologia
automotiva”, cita o “Relatório de Investimento Mundial de 2013 – cadeias
de valor global: investimento e comércio para o desenvolvimento”,
divulgado nesta quarta-feira pela Conferência das Nações Unidas para
Comércio e Desenvolvimento (Unctad).
“Em parte por causa dessa política, o IED para a indústria automotiva
(montagem e autopeças) saltou da média anual de US$ 116 milhões em 2007
a 2010 para uma média de US$ 1,6 bilhão em 2011/2012”, acrescenta a
Unctad.
Já no ranking das economias que mais remeteram IED, os Estados Unidos
aparecem num distante primeiro lugar, com US$ 329 bilhões, seguidos por
Japão, com US$ 123 bilhões, China, com US$ 84 bilhões. O Brasil não
aparece nessa relação.
No documento, o órgão da ONU aponta que a queda de 17% do IED para a
América Central e o Caribe em 2012 mascarou um aumento de 12% para a
América do Sul. “Os fatores que mantêm a América do Sul como um destino atraente para
o IED são sua riqueza de petróleo, minerais e gás e sua classe média em
rápida expansão”, aponta a Unctad. No cômputo geral, o IED que entrou na América Latina e o Caribe caiu
2%, para US$ 244 bilhões. O fluxo de saída de IED da região, por sua
vez, diminuiu 2% no ano passado, para US$ 103 bilhões.
Brasília – O Brasil já está na final da Copa das Confederações e agora
aguarda o resultado do jogo desta quinta-feira (27), entre a Itália e a
Espanha, para saber quem será seu adversário na disputa do título,
domingo (30) no Maracanã. A seleção brasileira chegou à final depois de
vencer, nesta tarde, em Belo Horizonte, a equipe uruguaia, por 2 a 1.
No primeiro tempo, o atacante Fórlan, do Uruguai, perdeu um penâlti,
defendido por Júlio César. Quase no final da primeira etapa, Fred abriu
o placar para o Brasil, em uma jogada que começou com um passe de
Neymar. O empate uruguaio veio nos primeiros minutos do segundo tempo,
com gol de Cavani. Paulinho deu a vitória ao Brasil faltando quatro
minutos para o fim do jogo, com um gol de cabeça, após cobrança de
escanteio por Neymar.
As seleções da Itália e da Espanha decidem amanhã à tarde, no
Castelão, em Fortaleza, a segunda vaga da final da Copa das
Confederações. O perdedor deste jogo disputará com o Uruguai o terceiro
lugar no torneio, em partida marcada para sábado (29), na Arena Fonte
Nova, em Salvador.
Atual campeão da Copa das Confederações, até o momento, o Brasil
marcou 11 gols, sofreu três e está invicto. A seleção brasileira é a que
tem mais títulos na competição – três –, o último deles conquistado na
Copa passada, na África do Sul. O torneio funciona como uma espécie de
teste para a Copa do Mundo, que será disputado no Brasil no ano que vem.
Do lado de fora, cerca de 40 mil pessoas participaram de
manifestações, que pacificamente na maior parte do tempo. Até agora, 24
pessoas foram presas nas proximidades do Mineirão por estarem com
material que poderia ser usado em atos de vandalismo. Há confronto em
alguns locais entre policiais e manifestantes mais exaltados.
A situação criada com as numerosas manifestações, no Brasil, nas
últimas semanas, não se resolverá com a reunião realizada ontem em
Brasília, da presidente Dilma Rousseff, com governadores e prefeitos de
todo o país — embora o encontro seja um importante passo para atender
às reivindicações dos que foram às ruas.
Seria fácil enfrentar a questão se as
pessoas que vêm bloqueando avenidas e rodovias — levantando cartazes com todo o
tipo de queixas — fossem apenas multidão bem intencionada de brasileiros,
lutando por um país melhor.
A Polícia Civil de Minas Gerais já descobriu
que bandidos mascarados, provavelmente pagos, recrutados em outros estados, têm
percorrido o país no rastro dos jogos da Copa das Confederações, provocando as
forças de segurança a fim de estabelecer o caos.
Mensagens oriundas de outros países, em
inglês, já foram identificadas na
internet, como parte da estratégia que deu origem às manifestações.
É preciso separar o joio do trigo. Além do
Movimento Passe Livre, com sua postulação clara e legítima, há cidadãos que ocupam
as ruas, com suas famílias, para manifestar repúdio à PEC-37, que limita o poder do
Ministério Público, ou para exigir melhoria na saúde e na educação.
E
há outros que pedem a cabeça dos “políticos”, como se eles não tivessem sido
legitimamente eleitos pelo voto dos brasileiros. Esses pregam a queda das
instituições, atacam a polícia e depredam
prédios públicos, provavelmente com o intuito de gerar material para os
correspondentes e agências internacionais, e ajudar a desconstruir a imagem do
país no exterior.
O aumento brusco do dólar, a queda nos
investimentos internacionais, a
diminuição do fluxo de turistas em eventos que estamos sediando, como a visita
do papa, a Copa e as Olimpíadas, não prejudicarão só o governo federal, mas
também as oposições, que governam alguns dos maiores estados e cidades do país,
e dependem da economia para bem concluir
os seus mandatos.
Os radicais antidemocráticos se infiltram, às centenas, no meio das
manifestações e nas redes sociais, para pregar o ódio irrestrito à atividade
política, aos partidos e aos homens públicos, e a queda das instituições
republicanas. Eles não fazem distinção, posto que movidos pela estupidez, pelo
ódio e pela ignorância, entre situação e
oposição, entre esse ou aquele líder ou partido.
Eles apostam no caos que desejam. Querem
ver o circo pegar fogo para, depois, se refestelarem com as cinzas. Não têm a
menor preocupação com o futuro da nação ou com o destino das pessoas a quem incitam
à violência agora. Agem como os grupos de assalto nazistas, ou os fascistas
italianos, que atacavam a polícia e os partidos democráticos nas manifestações,
para depois imporem a ordem dos massacres, da tortura, dos campos de extermínio,
dos assassinatos políticos, como o de Matteotti.
Acreditar que o que está ocorrendo hoje
pode beneficiar a um ou ao outro lado do espectro político é ingenuidade. No
meio do caminho, como mostra a História, pode surgir um aventureiro qualquer.
Conhecemos outros “salvadores da pátria”
que atacavam os “políticos”, e trouxeram
a corrupção, o sangue, o luto, a miséria e o retrocesso ao mundo.
O encontro de ontem entre a chefe de
Estado, membros de seu governo e os governadores dos estados é o primeiro passo
em busca de um pacto de união nacional em defesa do regime democrático,
republicano e federativo. A presidente propôs consultar a população e a
convocação de nova Assembleia Constituinte a fim de discutir, a fundo, a
reforma política, que poderá, conforme as circunstâncias, alterar as estruturas
do Estado, sem prejudicar a sua natureza democrática.
É, assim, um entendimento que extrapola a
mera questão administrativa — de resposta às reivindicações dos cidadãos
honestos que marcham pelas ruas — para atingir o cerne da questão, que é
política. Há outras formas de ação da
cidadania a fim de manifestar suas ideias e obter as mudanças. A proposta
popular de emenda constitucional é bela, como no caso da Ficha Limpa. Cem mil pessoas que participam de uma
manifestação podem levantar 500 mil assinaturas em uma semana a fim de levar
ao Congresso uma sugestão legislativa.
Não
é preciso brincar com fogo para melhorar o país.
Depois de mais de duas
horas de discussão, Plenário do Senado aprova o projeto que inclui a
corrupção ativa e passiva no rol de crimes hediondos; de autoria do
senador Pedro Taques (PDT-MT), a proposta faz parte da agenda
legislativa elaborada para atender o que os senadores chamaram de
"clamor das ruas", em referência às manifestações realizadas no país
desde o início do mês; texto ainda passará pela Câmara
26 de Junho de 2013
Mariana Jungmann Repórter da Agência Brasil
Brasília - O plenário do Senado aprovou hoje (26) projeto de lei que
inclui as práticas de corrupção ativa e passiva, concussão, peculato e
excesso de exação na lista dos crimes hediondos. Com isso, as penas
mínimas desses crimes ficam maiores e eles passam a ser inafiançáveis.
Os condenados também deixam de ter direito a anistia, graça ou indulto e
fica mais difícil o acesso a benefícios como livramento condicional e
progressão do regime de pena. O projeto agora segue para a Câmara.
O autor do projeto, senador Pedro Taques (PDT-MT), justifica que
esses crimes são delitos graves praticados contra a administração
pública que "violam direitos difusos e coletivos e atingem grandes
extratos da população". "É sabido que, com o desvio de dinheiro público,
com a corrupção e suas formas afins de delitos, faltam verbas para a
saúde, para a educação, para os presídios, para a sinalização e
construção de estradas, para equipar e preparar a polícia, além de
outras políticas públicas", diz o autor do projeto.
O texto original de Taques, contudo, previa a qualificação como
hediondo apenas para os crimes de corrupção ativa e passiva e de
concussão (obter vantagem indevida em razão da função exercida). O
relator do projeto, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), incluiu em seu
parecer também os crimes de peculato (funcionário público que se
apropria de dinheiro ou bens públicos ou particulares em razão do cargo)
e excesso de exação (funcionário público que cobra indevidamente
impostos ou serviços oferecidos gratuitamente pelo Estado).
"Sem a inclusão do peculato e do excesso de exação, a proposição
torna o sistema penal incoerente, pois não há razão justificável para
considerar crimes hediondos a corrupção e a concussão e não fazê-lo em
relação ao peculato e ao excesso de exação", alega Dias.
O relator também acatou emenda do senador José Sarney (PMDB-AP) para
incluir homicídio simples cometido de maneira qualificada na categoria
de crimes hediondos. Sarney alegou que um crime praticado contra a vida
está entre os mais graves e não poderia ficar fora da lista.
Foi aprovada ainda emenda do senador Wellington Dias (PT-PI) que
aumenta a pena do crime de peculato em até um terço quando ele for
considerado qualificado, ou seja, cometido por autoridades e agentes
políticos.