quarta-feira, 2 de julho de 2014

BELO MONTE E A SÍNDROME DO ATRASO

02/07/2014

Autor: Mauro Santayana






(Jornal do Brasil) - A ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica, está analisando pedido do Consórcio Norte Energia, responsável pela construção da Usina de Belo Monte, para adiar a entrada, por mais um ano, em operação da usina, que fica no Rio Xingu, no Pará.



Belo Monte não é uma obra qualquer. Em potência instalada, será a terceira usina hidroelétrica do mundo, depois da chinesa Três Gargantas, e da binacional, brasileiro e paraguaia, Itaipu.



A polêmica em torno de sua construção, é emblemática do ponto de vista do processo de ocupação e aproveitamento da Amazônia, como patrimônio de todos os brasileiros, e com relação à falta  de convergência que existe em nossa sociedade em torno dos objetivos nacionais.



A Amazônia precisa ser protegida, mas, ao mesmo tempo que deve ser preservada, ela necessita de um projeto integrado e sinérgico de desenvolvimento que abarque toda a região.



É hipocrisia tentar impedir a construção, depois, sabotar o aproveitamento hídrico, e finalmente, paralisar por dezenas de vezes uma obra, da qual depende um país que tem uma das mais altas tarifas de energia elétrica do mundo, e que concorre nesse quesito com outros países no mesmo estágio de desenvolvimento, como se a região à qual pertence, não sofresse há décadas, dos mesmos problemas que afetam a Amazônia como um todo. Questões que derivam da ausência - e não da presença - da mão organizadora e mobilizadora do Estado.



É preciso preservar a cultura indígena no Brasil? Sem dúvida alguma. Mas é preciso também reconhecer, que aqui somos 200 milhões de pessoas, e que, para as populações indígenas já foram reservados, e entregues, mais de 100 milhões de hectares, ou 12,5% do território brasileiro, o que torna o Brasil o país que mais terras dedica para esse fim, entre todas as nações do mundo.



Da mesma forma, é preciso reconhecer que o índio, infelizmente, depois de sua aculturação, passa a ser, muitas vezes, mais um elemento da degradação da região, na extração ilegal de madeira, no assoreamento e contaminação de rios para a exploração de garimpos clandestinos - como está ocorrendo na Terra Indígena Roosevelt - na exploração e contrabando, em conluio com estrangeiros, da nossa biodiversidade.



Com planejamento, organização, e sobretudo, pleno exercício da soberania do Brasil na região, é possível concililiar a proteção da natureza e das populações indígenas, com a exploração sustentável do patrimônio hídrico, das florestas, da mineração, do turismo, da navegação. Para isso, basta que se associem a União, os Estados da Região, a iniciativa privada nacional, e, minoritariamente, capital estrangeiro, em uma grande empresa, com dinheiro e estrutura suficiente para fazê-lo.





O atraso de Belo Monte, no entanto, não é exceção no Brasil de hoje. O país está coalhado de obras que tem sido sucessivamente, repetidamente, paralisadas pela sabotagem ou impedidas pela justiça.



Muitas vezes, uma mesma empreiteira brasileira trabalha, simultâneamente, com uma grande obra no Brasil e outra no exterior. Enquanto, lá fora, a obra sai dentro do cronograma, e com o preço inicialmente previsto, aqui o atraso pode passar de um terço do prazo e o orçamento se multiplicar por três ou cinco.



Por que isso ocorre? Porque nos outros países, é impossível paralisar por dezenas de vezes obras gigantescas, de bilhões e bilhões de dólares de orçamento,  que são essenciais para o progresso de um país, por  impunemente. Fazendo isso a cada vez que pequenos grupos - manipulados ou não - se manifestam, como se fosse a coisa mais natural do mundo.



Lá fora, existe um mínimo de alinhamento estratégico entre os diferentes setores da sociedade e do Estado, e os poderes constituídos, para a execução, de forma permanente, perene, das obras necessárias ao desenvolvimento nacional.



Acontece um terremoto no Japão, e, em dias, as rodovias que foram avariadas ficam prontas. Na China, prédios são construídos em 72 horas, e cidades inteiras são erguidas - com ruas, sistemas de saneamento, eletricidade, prédios públicos e   residenciais - em menos tempo do que é necessário para se construir um viaduto no Brasil.



Essa situação, em que vem um e faz, e vem o outro e desfaz, repetidamente, uma mesma obra, tem que acabar.


O que prejudica um determinado governo também pode paralisar outros, independente de orientação política, e enquanto nações emergentes avançam, o Brasil, paralisado pela “síndrome do atraso”, continuará dando um passo à frente e três para trás, indefinidamente.


Jornal do Brasil

Satélite feito em parceria por Brasil e China passa por testes pré-lançamento

qua, 02/07/2014 - 12:28 - Atualizado em 02/07/2014 - 13:03



Jornal GGN – Uma equipe de cientistas formada por cientistas brasileiros e chineses concluiu, recentemente, uma série de testes com o satélite CBERS-4, feito em parceria entre os dois países. Os testes incluíram vibração acústica e senoidal, expondo o equipamento a ruídos acústicos semelhantes ao que enfrentará durante o lançamento que deve ocorrer na primeira quinzena de dezembro.

Os testes foram feitos por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST, na sigla em inglês). Os testes aconteceram em Pequim. Outro teste feito foi aconteceu entre os dias 21 e 23 de junho, quando foram realizados testes de vibração nos três eixos para checar a robustez mecânica do satélite e seus subsistemas e a compatibilidade dinâmica com o foguete.
 
Os testes pré-lançamento já tinham incluído também o o Gerador Solar (SAG), que será responsável por captar a luz do Sol e convertê-la em energia elétrica, algo essencial para o funcionamento de todos os sistemas e subsistemas que compõem o satélite. Todo o equipamento, desenvolvido no INPE e fabricado pelas empresas Cenic e Orbital, foi enviado à China no início de maio. Todo o conjunto tem mais de 16 metros quadrados.

Antes da montagem ao restante do satélite, o sistema SAG foi submetido a diversos testes elétricos, de abertura e inspeções visuais, para garantir que não sofreu danos durante o transporte. Para realizar os testes dos painéis do SAG é necessário mantê-lo suspenso a um trilho através de pontos de fixação para também simular a sua abertura quando em órbita. O passo seguinte foi a integração do SAG ao corpo do satélite para que tudo fosse testado em conjunto.

Ainda estão previstos mais testes de partes individuais do satélite senoidal, como os painéis solares – que passarão por uma nova checagem dos alinhamentos e a preparação do satélite para o teste em câmara termovácuo. Uma equipe do INPE está na China auxiliando o trabalho. O lançamento deste que é o quinto satélite desenvolvido pelo Programa CBERS (sigla em inglês para Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres).

Com informações do INPE.


Jornal GGN

Globo demite Gilberto Scofield

Do Blue Bus


Foi correspondente em várias cidades do mundo

Julio Hungria

Aos 16 anos de casa, o jornalista Gilberto Scofield foi demitido hoje do comando da editoria Rio do jornal O Globo. Em email para os mais próximos, acredita que “aparentemente foi por certa incompatibilidade entre o que a direçao quer de um jornalista e os limites daquilo que ele pode oferecer, entre aquilo que um profissional tem de convicçoes pessoais e aquilo que uma empresa interpreta como liberdade de expressao de seus subordinados”. Comenta – “Entendo movimentos como esse em anos de grandes eventos e disputas eleitorais, especialmente para cargos de confiança como era o meu” – “Nao vou entrar em detalhes, porque nao interessa, nem é o caso. Sai de bem com todo mundo. O Globo é uma empresa maravilhosa, de verdade. Se você nao levar para cima problemas, você tem ali um emprego para o resto da vida. Nao foi o que aconteceu comigo. Eu só gostaria de dizer que este corpinho está disponível para qualquer trabalho”.



Jornal GGN   -   Blog do Luis Nassif

Garotinho acusa Record de "fraude" e "amadorismo"



Deputado e candidato ao governo do Rio pelo PR, Anthony Garotinho acusou a TV Record e o portal R7, ambos do Bispo Macedo, tio do candidato Marcelo Crivella (PRB), de fraudarem o resultado de uma pesquisa eleitoral feita pelo GERP; levantamento aponta o senador Crivella na liderança, com 33% dos votos, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) com 30%, seguido pelo republicano (20%); Garotinho diz em seu blog que, após avisar Record que os advogados do seu partido ingressariam na Justiça Eleitoral, a pesquisa foi reapresentada, com ele em primeiro lugar (23%), seguido por Crivella (20%)

2 de Julho de 2014 às 10:28




Rio 247 - O deputado federal e candidato ao governo do Rio, Anthony Garotinho (PR), acusou a TV Record e o portal R7, ambos do Bispo Macedo, de fraudarem o resultado de uma pesquisa eleitoral feita pelo GERP. Segundo texto publicado no blog do parlamentar, o levantamento foi apresentado na TV apontando o senador Marcelo Crivella (PRB) na liderança com 33% das intenções de voto, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) na segunda posição, com 30%, seguido pelo republicano (20%).

"Avisei que os advogados do PR estavam ingressando com ação na Justiça Eleitoral para requerer os formulários da pesquisa do GERP para comprovar a evidente fraude no resultado", disse Garotinho, em seu blog. "A mesma pesquisa, com o mesmo número de registro na Justiça Eleitoral, foi reapresentada com números completamente diferentes", afirmou.

O novo levantamento reapresentado com Garotinho na liderança (23% dos votos). Crivella apareceu em segundo lugar, com 20%, e Pezão, na terceira colocação (11%). Nas duas apresentações, o senador Lindberh Farias (PT) apareceu na quarta posição, com 9% dos votos. "Mas reparem a manchete de hoje (1) do portal R 7. Continua dizendo que Crivella lidera a pesquisa, embora a imagem mostre exatamente o contrário, que eu estou em primeiro lugar", acrescentou Garotinho.

Leia o texto na íntegra:

Em toda a minha vida pública jamais vi tamanha fraude, nem tanto amadorismo. Ontem, a TV Record, no programa Balanço Geral, e o portal R 7, ambos do Bispo Macedo, tio do Bispo Marcelo Crivella, divulgaram uma pesquisa do GERP com números absolutamente estapafúrdios sobre a eleição do Rio de Janeiro. O resultado foi tão absurdo que nenhum outro veículo de comunicação reproduziu. Aliás, nem Pezão comemorou, afinal não quis fazer papel ridículo.

Hoje pela manhã - conforme podem ler na postagem logo abaixo - avisei que os advogados do PR estavam ingressando com ação na Justiça Eleitoral para requerer os formulários da pesquisa do GERP para comprovar a evidente fraude no resultado.

Pois, pasmem, hoje no Cidade Alerta, da TV Record, a mesma pesquisa, com o mesmo número de registro na Justiça Eleitoral, foi reapresentada com números completamente diferentes, e ainda assim manipulados, é bom frisar.

Depois de eu comunicar pela manhã, aqui no blog, que estava ingressando com ação na Justiça Eleitoral, a mesma pesquisa do GERP mudou completamente os resultados à noite. Crivella, que ontem tinha 33% caiu para 20%; Pezão, que ontem aparecia com 30% foi rebaixado para míseros 11%, três vezes menos; e eu, que nos números de ontem tinha apenas 20%, distante de Crivella e Pezão, subi para 23%, na liderança. Isso só tem um nome: fraude eleitoral.

Mas reparem a manchete de hoje (1) do portal R 7. Continua dizendo que Crivella lidera a pesquisa, embora a imagem mostre exatamente o contrário, que eu estou em primeiro lugar.

Bem, o desespero dos Bispos Macedo e Crivella está mais do que evidente, assim como a desmoralização do GERP. Tudo isso será anexado à ação na Justiça Eleitoral. Perderam noção do ridículo! 
 
 
Brasil 247

terça-feira, 1 de julho de 2014

Balança comercial tem superávit de US$ 2,365 bilhões



ter, 01/07/2014 - 15:07

Jornal GGN - A balança comercial brasileira encerrou o mês de junho com seu quarto superávit consecutivo, chegando a US$ 2,365 bilhões, valor 2,5% superior a igual período de 2013, quando alcançou US$ 2,308 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No período, a corrente de comércio alcançou valor de US$ 38,571 bilhões, queda de 3,5% sobre igual período do ano anterior.

No mês, a exportação alcançou cifra de US$ 20,468 bilhões, resultando na melhor média diária em 2014 de US$ 1,023 bilhão. Sobre junho de 2013, as exportações registraram retração de 3,2%, e crescimento de 3,6% em relação a maio de 2014, pela média diária. A análise por categoria mostra que as exportações de produtos básicos chegaram a US$ 10,864 bilhões, seguida pelos itens manufaturados (US$ 6,741 bilhões) e semimanufaturados (US$ 2,339 bilhões). Sobre o ano anterior, decresceram as exportações de manufaturados (-19,3%) e semimanufaturados (-1,9%), enquanto cresceram as vendas de básicos (+9,5%).

No grupo dos manufaturados, quando comparado com junho de 2013, retrocederam as vendas principalmente de plataforma para extração de petróleo (passando de US$ 1,6 bilhão para zero), automóveis de passageiros (-42,5%), etanol (-40,8%), autopeças (-31,4%), motores para veículos e partes (-19,6%), motores e geradores elétricos (-17,2%), açúcar refinado (-17,2%), veículos de carga (-16,5%) e polímeros plásticos (-11,5%). Por outro lado, cresceram as vendas de óleos combustíveis (+165%), óxidos e hidróxidos de alumínio (+56,2%), laminados planos (+47,6%), aviões (+29,4%), medicamentos (+11,9%) e máquinas para terraplanagem (+12,9%).

Quanto aos semimanufaturados, as retrações ocorreram, principalmente, por conta de ouro em forma semimanufaturada (-43%) e açúcar em bruto (-19,1%). Por outro lado, cresceram as vendas de semimanufaturados de ferro/aço (+49%), ferro fundido (+27,2%), couros e peles (+25,2%), ferro-ligas (+22%), óleo de soja em bruto (+9,2%), celulose (+5,3%) e alumínio em bruto (+0,7%).

No grupo dos básicos, o desempenho foi influenciado por petróleo em bruto (+94,7%), carne suína (+78,1%), farelo de soja (+48,5%), café em grão (+47,2%), carne bovina (+21,7%) e soja em grão (+3,9%).

As importações totalizaram US$ 18,103 bilhões. Sobre igual período do ano anterior, as importações registraram queda de 3,8%, e de 5,1% sobre maio de 2014, pela média diária. No mês, decresceram as importações de bens de capital (-17,7%), bens de consumo (-10,5%) e matérias-primas e intermediários (-6,6%), enquanto cresceram as compras de combustíveis e lubrificantes (+43,3%).

No ano, o saldo comercial acumulou déficit de US$ 2,490 bilhões. A corrente de comércio alcançou cifra de US$ 223,554 bilhões, representando queda de 2,8% sobre o mesmo período anterior, quando totalizou US$ 231,922 bilhões, pela média diária. Ao longo do período, as exportações apresentaram valor de US$ 110,532 bilhões. Sobre igual período de 2013, as exportações registraram retração de 2,6%, pela média diária. As importações somaram US$ 113,022 bilhões, com queda de 3% sobre o mesmo período anterior, pela média diária.
 
 
Jornal GGN   -   Blog do Luis Nassif

As previsões furadas sobre o pré-sal

ter, 01/07/2014 - 15:42

Enviado por Pedro Penido dos Anjos

Do Blog da Cidadania

Petróleo que a mídia dizia não existir já enche 500 mil barris/dia

EDUARDO GUIMARÃES

Ao longo dos últimos anos, o “viralatismo” midiático e tupiniquim se cansou de fazer previsão tão furada quanto as que fez sobre a Copa de 2014, que afundaram como o Titanic assim que a competição começou. Uma delas, no petróleo

Ao longo dos últimos anos, o “viralatismo” midiático e tupiniquim se cansou de fazer previsão tão furada quanto as que fez sobre a Copa de 2014, que afundaram como o Titanic assim que a competição começou. A mídia tucana dizia que o petróleo que o governo Lula e, depois, o governo Dilma afirmaram que jorraria do pré-sal não passava de “propaganda do governo” e que, se esse petróleo existisse, demorar 10, 20 anos para ser extraído.

Assim como nas previsões sobre o “dia do juízo final” na Copa, a mídia estrangeira foi na conversa da mídia “brasileira” e agora, tanto quanto no esporte, pagará mico também na economia.

No início do ano, o vetusto diário ianque Washington Post cravou espalhafatosa matéria sob inspiração dos vira-latas tupiniquins: “Petróleo do Brasil, da euforia à dura realidade”. O “Post” dizia que a “euforia” brasileira com o pré-sal era tiro de festim, pois a existência das reservas era questionável e, caso o petróleo existisse, iria “demorar a jorrar”.

Clique na imagem para visitar a matéria do “Post” original.







A mídia internacional, afinal de contas, vem vindo na onda da brasileira desde 2008, quando o governo Lula já avisava da imensa descoberta que mudaria o futuro da nação. Pobre mídia gringa…

Aqueles oráculos do “viralatismo” verde-amarelo eram os de sempre – e ainda são. Suas previsões furadas eram as de sempre – e ainda são. Assim como previram o caos na Copa, previram que o pré-sal era balela – mas, sobre essa, não terão como “prever” mais nada…

E ninguém melhor para ilustrar um texto sobre previsões furadas em economia do que ele, o bom e velho Carlos Alberto Sardemberg, quem, nos fins de noite globais, ao lado do sombrio Willian Waack protagoniza verdadeira sessão-depressão em rede nacional.

Artigo da pitonisa global afirmava: “Petróleo do pré-sal só existe na campanha do governo”

Clique na imagem para ler o artigo original, se quiser se irritar mais.



No ano seguinte, outro arauto do “viralatismo” pátrio comemorava: “E saiu só um tiquinho de petróleo do pré-sal no bloco Tupi”.

Clique na imagem para ler o artigo original, se for ainda mais masoquista.





Pois é nisso que dá acreditar nas “profecias” midiáticas: nesta terça-feira, 1º de julho de 2014, por conta da nova estratégia de comunicação do governo federal este blogueiro, entre outros, participará de evento comemorativo à marca de extração de 500 mil barris/dia de petróleo do pré-sal, com as presenças da presidente Dilma Rousseff e da presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, quem, à tarde, terá reunião com blogueiros, entre os quais este que escreve.

O evento será transmitido da sede da empresa, no Rio, e você, leitor, poderá acompanhar pelo blog da Petrobrás, oFatos e Dados, ou diretamente pela NBR TV (a TV do governo federal), a partir das 11hs.

O que era “propaganda do governo” ou “um tiquinho” de petróleo virou 500 mil barris/dia. Se você acreditou na mídia – e, o que é pior, se é investidor do mercado financeiro, acreditou na mídia e não apostou no pré-sal -, azar o seu. Quem mandou acreditar em propaganda político-partidária? Continue tomando decisões financeiras importantes baseado no pessimismo crônico da mídia e vai continuar tomando na cabeça.



Jornal GGN   -   Blog do Luis Nassif

Pré-sal já dá 500 mil barris/dia: "Sensacional"



Oito anos após descoberta da província petrolífera, Petrobras atinge novo recorde de extração no pré-sal: 520 mil barris no dia 24 de junho; petróleo vem de 25 poços produtores; mesmo com parcerias, estatal fica com 78% produção, equivalentes a 406 mil barris/dia; no Rio de Janeiro, presidente Dilma Rousseff, ao lado da presidente da estatal, Graça Foster, liderou cerimônia de comemoração; entrega à Petrobras das áreas excedentes à cessão onerosa foi defendida; novas áreas têm potencial de 15 bilhões de barris de petróleo; "É sensacional saber que essa empresa, que pertence aos brasileiros, tem todas as condições para realizar essa exploração", saudou Dilma; "A cada avanço da Petrobras volta o alarido das forças que quiseram tirar o 'bras' de Brasil para colocar o 'brax' dos estrangeiros, mas isso não nos intimida", cravou a presidente mirando a oposição

1 de Julho de 2014 às 12:49




247 – O pré-sal está se comprovando, a cada dia que passa, o maior estofo de produção da Petrobras. Na terça-feira 24, a extração de 25 poços da província do pré-sal resultou em 520 mil barris, um recorde histórico para a estatal. Na sede da Petrobras, nesta terça-feira 1, uma cerimônia com a presidente Dilma Rousseff foi realizada para comemorar a marca.

- A solidez, os avanços e as conquistas de uma empresa do porte e da importância estratégica da Petrobras só podem ser compreendidas numa cadeia ininterrupta de sucessos. Não vai ser um ou outro fato isolado que irão mudar essa história, disse Dilma. Ela lembrou que a exploração do pré-sal foi desacreditada por muitos comentaristas

- Mas hoje o que temos são esses 500 mil barris que vão sendo extraídos a cada dia, em tempo recorde, pela Petrobras, continuou a presidente. "É um resultado sensacional para oito anos de trabalho", acentuou, referindo-se ao tempo entre a descoberta da jazida e o atual momento.

Dilma defendeu a decisão do Conselho Nacional de Política Enérgica de contratar a Petrobras para explorar quatro áreas que não foram leiloadas pelo regime de cessão onerosa.

- Essa decisão do governo, de dar à Petrobras a missão desafiadora de explorar essas novas e imensas reservas, que podem chegar a 15 bilhões de barris, demarca definitivamente o papel estratégico da Petrobras no desenvolvimento do País, prosseguiu a presidente.

Dilma atacou os críticos da entrega dos novos campos à Petrobras:

- Agora, quando a Petrobras experimenta um novo avanço, volta o alarido das forças que, no passado, quiseram trocar o 'bras' de Brasil pelo 'brax' dos estrangeiros. Mas isso não nos intimida".

A presidente afirmou que os opositores de hoje também foram contra o estabelecimento do regime de partilha. Dilma contabilizou que, nos próximos anos, os recursos do pré-sal renderão cerca de R$ 1 trilhão e 300 bilhões em impostos a serem destinados ao setor da educação.

- As previsões dos que não acreditavam e combatiam a presença da Petrobras no pré-sal serão enterradas na imensidão dos mares, cravou a presidente.

HOMENAGEM - O geólogo Guilherme de Oliveira Estrela, diretor aposentado da Petrobras, ganhou uma placa comemorativa pela liderança da equipe técnica que descobriu o pré-sal. "Essa vitória é um produto de 60 anos de história da companhia", disse Estrela.

A presidente da Petrobras, Graça Foster, procurou ressaltar a importância da produção do pré-sal e da obtenção, junto ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), da resolução sobre a cessão à estatal do excedente de poços além da cessão onerosa. "Temos entre 10 a 15 bilhões de barris de petróleo recuperáveis no pré-sal", saudou ela. "Todos os dados de reservatórios que temos nos levam a crer que temos um excepcional potencial de produção". Graça acentuou que o planejamento estratégico da Petrobras, divulgado em 25 de fevereiro, "foi a maior das decisões tomadas aqui".

A presidente da Petrobras justificou pela meta de 4 milhões de barris de petróleo por dia, entre os anos de 2020 a 2030, o pedido feito ao CNPE, pela estatal, para ficar com as áreas que não foram leiloadas no processo de cessão onerosa. Graça assegurou que a Petrobras tem todas as condições de explorar as novas áreas. "Dos 17 poços perfurados até aqui, 12 já foram testados e todos tiveram 100 por cento de sucesso", frisou ela. "Não há sinais, até 2030, de qualquer necessidade de capitalização na Petrobras, mantidas as linhas do plano estratégico". Graça Foster disse que, dentro estatal, "estamos todos muito entusiasmados com o que temos feito".

O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, defendeu a decisão do CNPE. "Alguns dizem que estaríamos cometendo uma violência contra outras petroleiras, mas tudo o que se fez está nos marcos da lei, formulada no governo e debatida à exaustão com o Congresso", sustentou. "A lei é sábia tanto ao permitir a cessão onerosa quanto a determinação à Petrobras", frisou.

O diretor de Exploração e Produção. José Miranda Formigli Filho, abriu a cerimônia. "É um momento muito especial para os petroleiros", frisou. Ele lembrou que as perfurações no pré-sal estão apresentando "cem por cento de resultados". Um dos principais diretores da estatal, Formigli lembrou que, antes da obtenção do petróleo, a Petrobras enfrentou críticas técnicas sobre a extração. "Com o passar do tempo, nós e os nossos sócios conseguimos superar todos os obstáculos".

O executivo da estatal citou comentários, "inclusive feitos em inglês", de que brocas poderiam derreter, fluidos congelariam e paredes de retenção de poços iriam ruir. "Nada disso aconteceu, o que temos são esses mais de 500 mil barris por dia para comemorar. Houve todo um plano diretor", completou.

Em 26 de dezembro de 2010, a Petrobras atingiu os primeiros 100 mil barris/dia no pré-sal. "A produção tem sido crescente e vai continuar a aumentar", frisou. "Há momentos em que temos de fazer paradas, mas isso é necessário para fazer interligações de gasodutos. Na sequência, aumentamos a produção de novo ". Nesta terça 1, sublinhou Formigli, a Petrobras terá extraído, às 17h00, 510 mil barris do pré-sal. Para efeito de comparação, o diretor lembrou que a produção do Golfo do México levou 20 anos para chegar aos 500 mil barris/dia, enquanto no pré-sal essa marca foi atingida em oito anos. "Em 2017, teremos mais de um milhão de barris/dia", projetou ele.

O ministro Lobão lembrou que, em 2007, durante reunião do CNPE chefiada pelo então presidente Lula, tomou-se a decisão de governo de suspender as licitações de 40 blocos petrolíferos e mudar o modelo até então vigente de concessões. "Num grupo de trabalho que tinha a então chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como líder, criamos o modelo de cessão onerosa e compartilhada", registrou Lobão. "Naquele tempo, o pré-sal era apenas uma promessa, mas estávamos convictos, pelas informações dos técnicos, de que apenas alguns anos seriam suficientes para que a realidade se apresentasse. Hoje podemos comprovar a decisão acertada naquele tempo".
 
 
Brasil 247