terça-feira, 3 de janeiro de 2017

João Victor, 8 anos: a tragédia de um filho do ódio. Por Paulo Nogueira

Postado em 02 Jan 2017

João Victor

João Victor foi um filho do ódio.

Para o pai, Sidnei, mulher era vadia.

Ele confiava que ao matar a mulher com a qual casara e descasara inspiraria outros homens a fazerem o mesmo.

Matar as vadias.

As vadias proliferaram, de acordo com Sidnei, com a lei Vadia da Penha.

Odiava o Brasil, “paiseco cujas leis são feitas para bandidos e para bandidas”, como provou Lewandowski ao “limpar a bunda” com a Constituição no dia em que tirou “outra vadia” do poder. (Esta outra vadia era Dilma.)

João Victor viveu seus breves 8 anos sob a sombra devastadora do ódio paterno.

O poder contagiante do ódio não pode ser subestimado.

A uma funcionária da escola em que estudava ele confidenciou o que sonhava fazer quando crescesse.

Matar o pai.

Mas o pai atirou primeiro.


Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.



Diário do Centro do Mundo   -   DCM

A Globo e a Lava Jato mataram em Campinas




Conversa Afiada

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

REQUIÃO: ‘ASSASSINO DE CAMPINAS É PRODUTO DO TRABALHO DA GLOBO’



Senador Roberto Requião (PMDB-PR) diz que o autor da chacina que deixou 12 mortos em Campinas (SP) nesta virada de ano, incluindo sua ex-mulher e filho, "é produto pronto e acabado do trabalho da Globo, da mídia atrasada, direitista e televisiva do Brasil"; "Esperar o que?", pergunta; ele também diz que "a mídia, a Globo principalmente, começa a bater em Temer", mas defende o entreguismo: "preserva o que diz ser uma excelente equipe econômica. Chegou a vez do Temer, mas eles querendo preservar o entreguismo, o fim da CLT, das conquistas sociais"

2 DE JANEIRO DE 2017 

Paraná 247 - O senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou nesta segunda-feira 2 que o autor da chacina que deixou 12 mortos em Campinas (SP) na noite de réveillon, incluindo sua ex-mulher e filho, "é produto pronto e acabado do trabalho da Globo, da mídia atrasada, direitista e televisiva do Brasil". "Esperar o que?", pergunta, no Twitter.

Em um vídeo publicado em sua página no Facebook, ele também disse que "a mídia, a Globo principalmente, começa abater em Temer, mas preserva o que diz ser uma excelente equipe econômica. Chegou a vez do Temer, mas eles querendo preservar o entreguismo, o fim da CLT, das conquistas sociais".

O parlamentar voltou a bater duro na Operação Lava Jato, que, segundo ele, atuou em consonância com os Estados Unidos para punir, principalmente, membros do PT e, em consequência, Dilma Rousseff, com o objetivo de preparar terreno para o impeachment.

O peemedebista afirmou que a iniciativa de afastá-la teve como objetivo levar à presidência um governante com interesses alinhados aos EUA, com o projeto "A Ponte para o Futuro". "O projeto de interesse do capital financeiro dos EUA", disse Requião. 

"Paralelamente ao início da Lava Jato, surgiram denúncias de espionagem dos Estados Unidos e as insistentes viagens do pessoal da Justiça do Paraná, do juiz Sérgio Moro para os EUA. A impressão que tenho é que as investigações da Lava Jato foram ajudadas pela escutas americanas, e começaram as prisões, que forçaram quebra do garantismo jurídico. As investigações foram direcionadas", diz Requião0.

Segundo o parlamentar, a ascensão de Temer à presidência da República veio em um contexto no qual o Brasil estava tentando se consolidar na América do Sul.

Requião observou ainda que são alvos de investigações apenas presidentes que não atuam alinhados com os interesses norte americanos. "E esses países (do continente) possibilitavam o desenvolvimento do Brasil, porque compravam muito (do País). E aí vem o Evo Morales, o Lula, a Cristina (Kirtchner) denunciados por corrupção. Só não é corrupto quem joga do lado da globalização", disse.


Brasil 247

Os ataques sofridos em escala internacional pelas empresas líderes da engenharia brasileira, por Bruno Lima Rocha

SEG, 02/01/2017 - 08:30


Os ataques sofridos em escala internacional pelas empresas líderes da engenharia brasileira: uma análise por esquerda 

por Bruno Lima Rocha

Existe uma diferença gritante entre “teoria da conspiração” e prática conspiratória. Entendo que bastam algumas observações pontuais para fazer a lógica da obviedade. O texto que segue tem as devidas ponderações legais, por isso a cautela necessária. Vale observar que ao reconhecer que houve participação do Império no golpe no Brasil, não me alinho ao lulismo, tampouco a condenáveis práticas empresariais, menos ainda ao 'batismo nos contratos' como prática regular brasileira e nem nego a condição de que agentes nacionais (domésticos) possam aplicar golpes e também contra golpes. A conspiração que vem de cima encontra eco ou não, é bem sucedida ou não, de acordo com cada sociedade e seus agentes coletivos nacionais. Infelizmente, no Brasil, o golpe aplicado pelo BraZil deu certo (para eles). Vamos aos pontos.

1) Existem pessoas com certo prestígio cibernético alegando que há uma teoria da conspiração na internet brasileira em relação a participação dos EUA no golpe parlamentar que derrubou o governo reeleito de Dilma Rousseff. Os Estados Unidos, embora correspondam a 23% de nossa balança comercial - perdendo em quase o dobro para os 40% de volume de trocas com a China - tem plenas condições de exercer hegemonia e projeção de poder em termos ideológico-culturais, institucionais, militares e financeiros sobre toda a América Latina, o Brasil incluído.

2) A modalidade de participação dos EUA no golpe do Brasil - ou a suposta participação uma vez que os elementos cabais e probatórios estão em documentação sigilosa no Departamento de Estado do Império - seria a de LAWFARE. Esta é uma modalidade onde o emprego de acordos de cooperação e convênios entre órgãos jurídico-policiais-investigativos implicam em uma facilidade de investigação e punição para os alvos domésticos, mas cujas informações centrais são devidamente selecionadas através da vantagem estratégica que os EUA detêm através de sistemas de monitoramento e espionagem como o PRISM. Negar isso é praticamente negar a vigilância sobre a internet e o novo Complexo Industrial-Militar, balizado pelo Ato Patriótico assinado por Bush Jr e em nada modificado pelo governo Obama.

3) Tivemos - temos - evidências de efeitos dos acordos de cooperação tendo o conglomerado da Odebrecht como alvo de investigação e punição em escala mundo. Assim, perdem-se contratos e espaços no Sistema Internacional (SI), setores de difícil acesso e penetração, cuja entrada de capitais brasileiros só pode ser viabilizada através da aliança entre as campeãs nacionais (incluindo a super campeã Odebrecht),o banco de fomento (BNDES) e um governo de centro mas minimamente nacionalista (os do lulismo). Um país da semi-periferia como o Brasil não pode ser visto como candidato a potência média sem imediatamente gerar hostilidade aos EUA - por tabela, não importa o quão 'bem comportado' fora o período de Lula e também o de Dilma no Planalto, à exceção do acertado protesto após o escândalo das denúncias de Snowden.

4) A guarda baixa e a vigilância ausente - por parte das autoridades de Estado brasileiras - teve seu momento de porteira aberta quando do Projeto Pontes, em mega conferência realizada de 4 a 9 de outubro no Rio de Janeiro. Esta Conferência teve amplo alcance dentro do aparelho de Estado brasileiro, em especial na criação da Força Tarefa da Lava Jato aliás, conforme recomendado no próprio link difundido pela própria correspondência diplomática difundida pelo Wikileaks(ver http://encurtador.com.br/CNW59 ). Detalhe: o Projeto Pontes teve início em fevereiro de 2009 segundo o Departamento de Estado dos EUA. Ou seja, seu desenvolvimento se deu quando o titular da pasta da Justiça era Tarso Genro; revelando que para além das abundantes críticas ao então ministro, a inteligência brasileira e a defesa do Estado eram incapazes para suas atividades-fim. 



Desmontando os conglomerados econômicos relevantes no Brasil e imediatamente diminuindo o poder do Brasil no Sistema Internacional (SI)

Vamos entender as obviedades. As maiores empresas de construção pesada, a indústria naval e os conglomerados econômicos complexos do Brasil estão parados. Poderíamos pensar que interromper as obras e suspender os contratos é um ato de Justiça, em função da corrupção endêmica nos contratos “batizados” através de diretores técnicos de carreira e suas indicações políticas. Mas a evidência é oposta. A União poderia decretar a intervenção nas empresas, poderíamos haver tentado aprovar leis que favorecessem o controle – ou maior controle – dos trabalhadores das grandes empresas em suas rotinas produtivas e assegurar a manutenção dos empregos através da sequência das obras e encomendas. Deu-se exatamente o oposto conforme explicado no bom texto de Emanuel Canella, enviado aos mais poderosos veículos de mídia brasileira e jamais publicado (ver http://encurtador.com.br/crJM6)



Acordos de delação de testemunhas-chave brasileiras nos EUA supostamente estariam acontecendo com intermediação informal da Lava Jato

O tema é recorrente, mas através das gravações das audiências presididas pelo juiz de 1ª instância federal Sérgio Moro, é possível se dar conta da profundidade do problema. Em bom artigo publicado em O Cafezinho (ver http://encurtador.com.br/iMTX8) a sequência de fatos inequívocos é recordada. Ao mesmo tempo, constata-se que o Estadão (O Estado de São Paulo) admite a possibilidade da existência de cooperação informal de membros da Força Tarefa, e em assim sendo, totalmente ilegal. Como já vimos tanto neste site como com este analista que escreve, os acordos de cooperação judicial com outros países precisam ser rigidamente coordenados por uma Autoridade Central. Esta, pela lei brasileira, seria o Ministério da Justiça (MJ) e não a Procuradoria Geral da República (PGR) através de sua Secretaria de Cooperação Internacional (SCI). Acontece uma situação ainda mais drástica, pois nem o decreto presidencial 3810/2001 foi formalmente alterado como tampouco procuradores, magistrados, delegados e auditores federais têm autorização formal para coordenar esforços com seus pares e colegas de outro país. Menos ainda se tais colegas pertencerem aos quadros da superpotência do planeta, com vantagem estratégica sobre todas as demais, e projeção de poder absoluta na América Latina, cujo pivô geopolítico é o Brasil. Tal cooperação informal seria a evidência de um Estado Paralelo no Brasil?



Estado Paralelo? Qual o tamanho da internalização de interesses?

A segurança nacional estaria sendo ameaçada pelo Estado Paralelo, algo evidenciado pela ida do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, em fevereiro de 2015, aos EUA. Na ocasião, Janot foi entregar pessoalmente documentação sigilosa e sensível para os interesses do Brasil. Segundo o portal da Exame (ver http://encurtador.com.br/BEMRZ) Janot visitara ainda sob o governo Dilma no segundo mandato, o Banco Mundial, a OEA e com Leslie Caldwell, o titular da Divisão Criminal do Departamento de Justiça (DoJ, equivalente ao MJ dos EUA). Ainda segundo a publicação do Grupo Abril, o então titular da PGR viajou aos EUA acompanhado de procuradores e peritos que investigaram as possibilidades de propinas em contratos com a Petrobrás ou obras brasileiras financiadas por nosso banco de fomento por mais de uma década. 

Vale ir além da agenda de Janot e seus acompanhantes. Segundo texto de Fernando Rosa, sob o título de “Lava- Jato compromete a segurança nacional” (ver http://encurtador.com.br/buzLQ), as supostas consequências foram nefastas para o desenvolvimento do país.

“A agenda de colaboração do ‘Estado paralelo’ já estava a pleno vapor em 2015, quando o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, encontrou-se com Leslie Caldwell, procuradora-adjunta da Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos EUA. Até ser indicada ao cargo pelo presidente Obama, em 2014, Leslie Caldwell havia sido sócia do escritório Morgan Lewis de Nova York, especializado em contenciosos no setor de energia, especialmente nuclear.

Na sequência do encontro nos Estados Unidos, a Operação Lava Jato desviou do alvo central, a Petrobras, e apontou para a Eletronuclear, deflagrando a “Operação Radioatividade”, com objetivo de investigar suspeitas na área nuclear. Em 2 de abril de 2015, dois meses após a visita de Janot aos EUA, o almirante Othon Luiz Pereira da Silva foi denunciado, preso e condenado a 43 anos de prisão – na prática, prisão perpétua, considerando a idade avançada do militar.”



Os EUA contra a engenharia brasileira. A ação estratégica de minar internamente as capacidades instaladas e com possibilidades de avanço no rumo de um excedente de poder

Uma das tarefas permanentes de uma potência hegemônica é de preservar, assegurar e ampliar sua condição de exercício de hegemonia. Para tal, o hegemon, ou a Superpotência – já que a única realmente existente é os Estados Unidos – trabalha com uma lógica de antecipação, usando suas vantagens competitivas em relação a supostos rivais. Tal rivalidade não está diretamente relacionada a um discurso anti-imperialista no Brasil (sendo sincero, quem dera que este existisse) ou ao ‘bom comportamento’ do Estado brasileiro como operador diplomático de primeira grandeza e central na solução de controvérsias em organismos internacionais. O que entra no cálculo permanente são as capacidades exercidas e já instaladas, e as potencialidades que podem vir a existir. Como ativo na competição mundializada, está a complexa engenharia pesada brasileira, cujos conglomerados econômicos têm uma relação umbilical com o aparelho de Estado (como ocorre em escala mundo com todos os países poderosos) e podem avançar seus empreendimentos para cadeias de valor sensíveis, como o beneficiamento de urânio.

O rigor advindo das punições para a Odebrecht ocorridos nas Justiças de EUA e Suíça, não encontram eco nas penas executadas contra os maiores conglomerados de capital estadunidense em qualquer setor da economia. Como diz o ditado gringo: “too big to fail, too big to jail!”. Se algum leitor ou leitora considerar exagero sugiro uma breve leitura nestes dois portais – corporatewtach.org e corporatecrimereporter.com. Se me permitem o neologismo macabro, “compliance é lenga lenga para os mais fracos”. Para reforçar o argumento, trago este trecho do excelente texto de Mauro Santayana “Nota de falecimento: a engenharia brasileira está morta” (ver este link: http://encurtador.com.br/glmT3).

“Leniente com suas próprias companhias, que não pagam mais do que algumas dezenas de milhões de dólares em multa, os Estados Unidos costumam ser muito mais duros com as empresas estrangeiras.

Tanto é que da lista de maiores punições de empresas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por corrupção em terceiros países – incluídos alguns como Rússia, que os Estados Unidos não querem que avancem com apoio de grupos europeus como a Siemens – não consta nenhuma grande empresa norte-americana de caráter estratégico.

A Lockheed Martin e a Halliburton, por exemplo, pagaram apenas uma fração do que está sendo imposto como punição, agora, à Odebrecht brasileira, responsável pela construção do nosso submarino atômico e do míssil ar-ar da Aeronáutica, entre outros projetos, que deverá desembolsar, junto com a sua subsidiária Braskem, uma multa de mais de R$ 7 bilhões, a mais alta já estabelecida pelo órgão regulador norte-americano contra uma empresa norte-americana ou estrangeira.”



Síntese conclusiva teórico-analítica

Entendo que a exposição de argumentos e motivos já está mais que suficiente, demonstrando mesmo a uma hipotética audiência leitora não treinada, as possibilidades concretas do acionar dos EUA tendo como alvo os conglomerados econômicos cuja cadeia de valor central foca na engenharia pesada. Não por acaso, este oligopólio nacional – controlado por famílias e acionistas majoritários, além de financiados pelos megacontratos com a Petrobrás ou através do BNDES – é um ativo central na criação e projeção de excedentes de poder do Brasil para o Sistema Internacional. Tal posição estratégica no ambiente externo e interno, não modifica a natureza destes conglomerados e tampouco dos intermediários políticos profissionais. Assim, simplesmente não estamos negando a existência de corrupção, ou mesmo de corrupção estrutural. Afirmamos sim que para a Superpotência, as acusações de práticas empresariais criminosas são um recurso de guerra, uma arma com emprego tático, assim como o uso da força ou da espionagem. Logo, o alvo estratégico da relação EUA com os frutos das delações da Lava Jato, é o desmonte da Petrobrás e das empresas de engenharia complexa operando a partir do Brasil.

Assim, são duas rodadas simultâneas no meu ponto de vista. Uma, é em escala mundo, onde os Estados capitalistas apostam em suas TNCs e suas áreas de expertise. Nisso os EUA atacam. Outra rodada, interna, pode ocorrer quando o oligopólio local se reposiciona (caso isso ocorra em definitivo), e, em última instância, aceita a quebra da reserva de mercado, os acionistas majoritários vendem seus ativos e financeirizam seus lucros. Entendo que estamos vendo isso ocorrer hoje com as maiores das empreiteiras. Não se trata de uma defesa de classe, e sim de um ataque capitalista contra outra estrutura capitalista de menor envergadura. Por ser de menor envergadura, o oligopólio da engenharia pesada e complexa brasileira se enfraquece e perdemos tanto posições no SI como empregos diretos no país.



Bruno Lima Rocha é professor de ciência política e de relações internacionais



Jornal GGN

A Folha “tira o time” ou é sinal do que vem em 2017?. Por Nílson Lage



POR FERNANDO BRITO · 01/01/2017




Padrão da imprensa americana no Brasil são as Organizações Globo.

Transformaram-se, de um grupo editor local entre outros em virtual monopólio nacional de comunicação graças a acordos feitos com interesses americanos e, hoje, dependem deles para não ser rapidamente esmagadas por outros interesses americanos supervenientes – do Google ao Facebook, Netfix etc.

O Estadão entra por antigo vício cafeeiro e o que resta dos Diários Associados por letargia pré-comatosa.

A Folha de São Paulo é diferente. Joga no time, mas tenta esconder o jogo – daí essa coisa estranha de, de repente, sair com um editorial como esse: “o que dissemos não foi bem assim, pode ser que seja diferente, vai ver que deu errado…”.

Tirando a hipótese (remota) de ser uma recaída do espírito crítico original que o Otavinho implantou, com boa estratégia de marketing, no final da ditadura militar, pode representar uma antecipação da nova realidade que se se implantará em 2017: a recessão nas ruas, o desemprego das massas, a consciência da perda de direitos dos trabalhadores, o lento esclarecimento dos meios militares; os investimentos deslocados para os Estados Unidos atendendo à nova politica do Presidente Trump e o consequente desvio de atenções agora voltadas para a agenda brasileira.

Do ponto de vista dos coordenadores e principais gestores, o golpe já obteve os resultados basicamente esperados: levaram ao estagio de liquidação a Petrobrás e a engenharia brasileira, penetraram segredos industriais e militares e, cooptando o Judiciário, criaram uma crise institucional e de confiança que ninguém sabe como terminará.

Essa história de direitos dos trabalhadores, o bote armado sobre as verbas de educação e saúde, o interesse em terras produtivas etc. são interesses secundários, ainda que poderosos. Poderão ser descartados?

Estará a Folha se habilitando a ascender na era Trump e no pós-Globo?

Se for isso, é jogo arriscado.


Tijolaço

MARIA DO ROSÁRIO ATRIBUI CHACINA DE CAMPINAS À IDEOLOGIA DO ÓDIO


Ex-ministra de Direitos Humanos, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) colocou o dedo na ferida ao falar sobre a tragédia do réveillon em Campinas, onde um homem matou a ex-mulher, o filho e mais 10 pessoas, atribuindo tudo à lei "vadia da Penha"; "Diante do ódio contra mulheres e deste crime, pergunte: 'onde estavam os Direitos Humanos?'", indagou a deputada, já respondendo: "Buscando parar estes caras, criando a lei Maria da Penha", completou

2 DE JANEIRO DE 2017 


247 - Ex-ministra de Direitos Humanos, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) colocou o dedo na ferida ao falar sobre a tragédia do réveillon em Campinas, onde um homem matou a ex-mulher, o filho e mais 10 pessoas, atribuindo tudo à lei "vadia da Penha".

"Quando idiotas repetem ataques contra Direitos Humanos, criam monstros como esse assassino de Campinas", disse Maria do Rosário no Twitter. 

"Diante do ódio contra mulheres e deste crime, pergunte: "onde estavam os Direitos Humanos?"", indagou a deputada, já respondendo: "Buscando parar estes caras, criando a lei Maria da Penha", completou.

Maria do Rosário afirmou que o assassino repete frase e diz impropérios e asneiras violentas que "gente bem conhecida diz em público. Inclusive aqui nas redes", ressaltando a "ideologia do ódio".

DIREITA

No DCM, o jornalista Kiko Nogueira avalia que o pensamento de extrema direita brasileiro moderno "produziu sua primeira chacina" como crime em Campinas.

"É certo que a inclinação política de Sidnei não explica, sozinha, a tragédia. Mas é absurdo desconsiderar seu consumo desse lixo e como isso o ajudou a articular o crime.

No Facebook do Estadão, que publicou a mensagem de Sidnei, há várias manifestações de solidariedade — ao criminoso.

'Sim, texto de revolta de um pai, SIM, mulheres são capazes de tudo pra destruir um pai de família, simplesmente por não ser o homem delas… Agora, cabe a você julgar…', afirma um certo Douglas Benvenutti.

Uma mente perturbada que encontrou eco, conforto e coragem em todos os clichês da indigência direitista."



Brasil 247

domingo, 1 de janeiro de 2017

A hipocrisia do FHC é mais forte do que parece


A americanofilia também

publicado 01/01/2017


No Globo e no Estadão (ver em tempo), o Príncipe da Privataria, o da política externa dependente que tira os sapatos, faz um balanço de 2017 (ele é de uma originalidade desconcertante) naquele estilo "bloated", como disse um tradutor dele: cheio de colesterol...

Num trecho comovente, ele expõe a hipocrisia de forma pornográfica, logo ele que não resistirá a uma delação do Emílio Odebrecht:


Assim o Brasil no ano que termina redescobriu suas mazelas, reagiu a elas, mostrou que as instituições são mais fortes do que parecem, e também se reencontrou com a contemporaneidade. Não é pouca coisa.

Sobre a incontida americanofilia, a devoção à nação "indispensável" de "destino manifesto" para salvar a Civilização Cristã e seus colonos:


Portanto, foi-se a ilusão de uma superpotência hegemônica. Não é acaso isto que o isolacionismo de Trump, perigoso por suas consequências, revela? Tal sentimento talvez menospreze que a América, como eles dizem, ainda é a única potência com força militar global e é fonte de muita inovação tecnológica e capacidade empresarial. Não pode pura e simplesmente dar às costas ao mundo nem desprezar suas responsabilidades, não só no campo militar, mas também, por exemplo, em relação ao “aquecimento global”. Por isso mesmo a atitude “trumpiana” é perigosa. O mundo precisa de líderes que, defendendo seus interesses nacionais, não se esqueçam de suas obrigações universais (direitos humanos, meio ambiente, imigrações, etc.) e que preservem a paz. Portanto, que dialoguem e negociem.

Breve, ele e seu companheiro de exercícios súcubos, o Padim Pade Cerra se reencontrarão com o caráter civilizatório do Donald Trump.

É uma questão de hábito, a posição súcuba.

Em tempo: houve tempo em que Roberto Campos, pai de todos os colonistas vendia o Brasil em todos os jornais brasileiros. Todos disputavam as suas colonas como tábuas da Lei. Fernando Henrique e Elio Gaspari, o historialista autor da ciclópica biografia autorizada do Golbery se aproximam desse feito: o Gaspari é um prodíjio. Na era da internet, publica suas colonas ao mesmo tempo no Globo e na Fel-lha. Breve, Jeff Bezos o contratará para reproduzi-las no Washington Post (é o que ele mais queria na vida - ser vertido para o inglês americano).

PHA


Conversa Afiada