sábado, 3 de julho de 2021

Bolsonaro ameaça STF por inquérito que menciona seus filhos e diz que vai para o "vale tudo"


Nervoso com inquérito por organização criminosa que atua contra democracia e envolve seus filhos Carlos e Flávio, Bolsonaro ameaça STF: “Se avançarem, entro no campo minado chamado vale tudo”

2 de julho de 2021

Bolsonaro, Flávio com Carlos Bolsonaro e Alexandre de Moraes (Foto: Reuters | Reprodução | STF)


247 - Jair Bolsonaro está nervoso com a decisão de Alexandre de Moraes de arquivar a investigação dos atos antidemocráticos, mas de abrir nova investigação sobre a organização criminosa que atua contra a democracia. Ele reagiu nesta quinta-feira (1) e ameaçou o Supremo Tribunal Federal (STF): “Se avançarem, entro no campo minado chamado vale tudo”.

Visivelmente nervoso, Bolsonaro disse a auxiliares, segundo a Coluna do Estadão, que o objetivo do ministro do Supremo é chegar até ele e seus filhos Carlos e Flávio, que são citados na decisão, na condição de arrolados pela PF como possíveis membros do núcleo político da organização.

“As nossas práticas, como diferem muito das anteriores, a pressão vem para cima da gente, para o pessoal da família. Veio inquérito especial para os meus dois filhos hoje. O mais velho e o zero dois sobre fake news. Mas não tem problema, não. Se jogarem fora das quatro linhas da Constituição, entramos num vale tudo no Brasil”, declarou, durante sua live semanal das quintas-feiras.

Bolsonaro disse que “se é vale tudo”, tem que valer para os dois lados. “Então, esse negócio de prender esposa, irmãos, filhos é das ditaduras. Não acha o cara em casa e prende a esposa e prende os filhos. Então, se a ideia for essa, se avançarem, entro no campo minado chamado vale tudo”, afirmou.

De acordo com Moraes, o inquérito foi aberto “em virtude da presença de fortes indícios e significativas provas apontando a existência de uma verdadeira organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político absolutamente semelhante àqueles identificados no Inquérito 4.781, com a nítida finalidade de atentar contra a Democracia e o Estado de Direito”.


Brasil 247

Altman: oposição de direita agora quer tirar Bolsonaro, e não Lula, do segundo turno


Jornalista faz uma analogia futebolística da situação brasileira e diz que o “time” progressista passa por uma transformação positiva, uma vez que seu “melhor jogador”, Lula, voltou a campo. Já a oposição de direita não possui uma estratégia definida. Assista na TV 247

2 de julho de 2021

Breno Altman, Lula e Bolsonaro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Ricardo Stuckert | ABr)


247 - O jornalista Breno Altman, em entrevista à TV 247, comparou a situação eleitoral do Brasil a um jogo de futebol. Para ele, agora que o “melhor jogador” do campo progressista, nomeadamente o ex-presidente Lula, voltou a campo, a população passou a acreditar que existe uma saída para a crise brasileira:

“Mudou o equilíbrio de forças do País e gerou um outro clima nas massas, no povo brasileiro, um clima de que temos uma saída. Voltamos a ter aqui o nosso melhor jogador, ele pôde voltar a campo, a gente agora pode ganhar o campeonato. O time estava mal das pernas, lutando para não cair no rebaixamento. Ninguém acreditava, a torcida já não estava indo no jogo, já estava naquela situação de xingar o técnico, uma calamidade. E, de repente, o melhor jogador do time sai da enfermaria e entra em campo. Aí a torcida fala, opa, nós não vamos ser rebaixados. Esse cara vai entrar em campo, vamos entrar em campo com ele, vamos para o estádio que a gente vai virar esse jogo, evitar o rebaixamento e ainda vamos ganhar o campeonato. Então, mudou o espírito das massas”.

O jornalista afirmou ainda que o “time” da oposição de direita atravessa uma crise, já que não possui uma estratégia definida. “E a oposição de direita caiu do cavalo. A situação da oposição de direita agora é que ela não tem mais esperanças de tirar o Lula do jogo. Ela já deu como certo que o Lula está no jogo. Ela quer tirar o Bolsonaro do jogo. Alguns querem tirar desgastando o Bolsonaro até as eleições presidenciais. Outros já começam a querer tirá-lo já, até mesmo apoiando um processo de impeachment para que o Bolsonaro não esteja no jogo, e possa imediatamente ser colocado um nome qualquer da oposição de direita que reorganize o bloco conservador sob sua direção. Então, este é o jogo. Agora, é um jogo complicado, porque o time da oposição de direita está mal das pernas, bem mal”, disse Altman.


Brasil 247

Joe Biden põe CIA para vigiar Lula, garantir pré-sal e vacina americana



1 de julho de 2021

Joe Biden e Jair Bolsonaro (Foto: White House | PR)


O homem forte da CIA, William J. Burns, estaria ou não advertindo hoje o presidente Bolsonaro para dizer que Biden está inconformado com essa negociata de vacinas com os concorrentes fabricantes dos Estados Unidos? Outro foco seria ou não o crescimento da oposição nas ruas que colocam Bolsonaro com 23%, apenas, nas pesquisas, enquanto Lula cresce para 49%, podendo ganhar no primeiro turno em 2022?

Essa escalada lulista preocupa ou não Washington por estimular reversão das privatizações selvagens da Petrobrás e Eletrobras, principais agentes do desenvolvimento nacional? Washington, sem dúvida, alarma-se com perigo de perder mercado das vacinas para os BRICS(Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), no cenário da guerra comercial global que se intensificou na pandemia do novo coronavírus; afinal, o negocismo, que substituiu o negacionismo ideológico bolsonarista, está escanteando as vacinas americanas e inglesas, para dar preferência à concorrente vacina indiana Covaxin; as investigações em curso pelo Ministro Público certificariam que outras vacinas da Índia estão sendo comercializadas pelos laboratórios nacionais arrebanhados pelo Ministério da Saúde, controlado, politicamente, pelo Centrão.

CENTRÃO-BOLSONARO

A aliança Centrão-Bolsonaro, operada pelo líder do governo, deputado Ricardo Barros(PP-PR), prejudica laboratórios americanos, que reagem às investigações da CPI ao superfaturamento de preços; representariam interesses contrariados ou não as denúncia de Luiz Paulo Dominghetti, de que agentes do Ministério da Saúde cobraram propina de 1 dólar por vacina para comprar da indústria americana Davati Medical Supplly, que ele representaria no Brasil? A presença da CIA, nesse exato momento, em que a CPI mostra maracutaias bolsonaristas incômodas aos interesses americanos, sugere ou não que Washington não quer aproximação brasileira com BRICS que tomam mercado dos americanos na América Latina em plena pandemia? A escalada do comércio de vacinas, dominado pela supervalorização especulativa de preços, que causa escândalo mundial, no contexto da CPI da Covid, virou alvo americano; sob pressão feita pelos laboratórios norte-americanos e ingleses associados entre si, no comércio internacional, disputando, especialmente, com China e Índia, Biden manda a CIA dar um breque na situação que ameaça fugir do controle da Casa Branca.

EUA X CHINA EM TERRITÓRIO BRASILEIRO

O olho gordo de Washington está, sobretudo, no petróleo; as reservas mundiais americanas são inferiores, por exemplo, às do pré sal, que alcançam mais de 40 bilhões de barris; a aceleração da privatização da Petrobrás galgou, nessa semana, mais uma escalada: a venda dos restantes 37% da Petrobrás no capital da BR Distribuidora, maior fonte de renda da Petrobrás, na sua formação de caixa, segundo estudos da Aepet, ressalta o engenheiro Roberto Siqueira à TV Comunitária; depois de abocanhada a BR Distribuidora, considerada, atualmente, maior empresa nacional, os privatistas, embalados pela política neoliberal de Paulo Guedes, sintonizada com Wall Street, voltam-se para o pré sal; suas reservas seriam a garantia para os americanos, temerosos da redução das suas próprias reservas; esse cenário colocaria a China, também, dependente do petróleo do pré sal em confronto direto com Estados Unidos em território nacional; os conflitos entre os dois países começaram a se intensificar a partir do governo Temer que deu golpe neoliberal no PT, em 2016; Pedro Parente, no comando da estatal, estabelece mudança de preços na Petrobrás; dolarizou-se a cotação do barril de petróleo por meio da nova política de preço de paridade de importação, cujas consequências foram elevações dos derivados gasolina e óleo diesel; essa estratégia imperialista ajudou a mudar opinião pública no sentido de criticar a alta dos preços e a favorecer a narrativa imperialista de que para melhorar a situação o ideal seria a privatização da Petrobrás.

SERVIÇO DA GLOBO AO IMPERIALISMO

A Globo, com seus articulistas Carlos Alberto Sardemberg e Miriam Leitão, diz Roberto Siqueira, fizeram o serviço sujo para favorecer interesses da Casa Branca; Sardemberg escreveu que o petróleo do pré sal, quando descoberto, no governo Lula, era fakenews; desmentido esse argumento pela Aepet, Miriam destacou com a estatal nacional não tinha tecnologia para explorar competitivamente o petróleo descoberto; dias depois dessa afirmação equivocada dela, Petrobrás ganhou prêmio internacional de exploração em águas profundas; Miriam voltou à carga dizendo, então, que faltaria recursos para Petrobras explorar sua descoberta, que ficaria muito cara; a AETPET demonstrou que o custo por barril era um dos mais baixos do mundo na área do pré sal: 7 dólares/barril; a AEPT convidou, então, Sardemberg e Miriam para seminário sobre o assunto, na Assembleia do Rio de Janeiro; ambos, simplesmente, fugiram, sem ter argumentos; vergonha jornalística para agradar a CIA que derrubaria Dilma Rousseff, no golpe neoliberal de 2016, justamente, para abocanhar a Petrobrás.

CIA QUER PETROBRÁS PARA OS AMERICANOS

A presença do chefe da CIA é isso aí: abocanhar Petrobrás; justamente, nessa semana, quando a CPI coloca a atenção da sociedade na maracutaia do comércio das vacinas com preços superfaturados, armado pela dobradinha Centrão-Bolsonaro, a BR Distribuidora é entregue na bacia das almas; a CPI, nesse caso, como diz Siqueira, serviu como cortina de fumaça para distrair o povo enquanto a boiada passa; ou seja, a CPI estaria desmoralizando Bolsonaro, mas, ao mesmo tempo, também, contribuiria para intensificar proteção à geopolítica americana, temerosa quanto à virada de jogo com ascensão provável de Lula no poder, no rastro do desmoronamento do poder bolsonarista, manchado de corrupção no comércio das vacinas.


Brasil 247

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Bolsonaro volta a ameaçar eleições: "entrego a faixa presidencial a qualquer um que ganhar de forma limpa. Na fraude, não"


"Não podemos aceitar as eleições do ano que vem com essa urna que está aí", disse Bolsonaro, em mais uma ameaça à democracia, em transmissão pelas redes sociais. Ele também disse que "a CPI de hoje foi bonita"

1 de julho de 2021

Pedro Guimarães e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)


247 - Em transmissão pelas redes sociais nesta quinta-feira (1), Jair Bolsonaro voltou a falar em voto impresso para a próxima eleição e fez uma de suas ameaças mais claras à democracia brasileira: "eu entrego a faixa presidencial a qualquer um que ganhar de forma limpa. Na fraude, não".

Bolsonaro vem tentando implantar a narrativa de que o sistema eleitoral brasileiro sofre com fraudes e que somente o voto impresso pode garantir a lisura do pleito.

Ele voltou a repetir a frase de que "teremos problemas" caso a próxima eleição seja realizada por meio das urnas eletrônicas - auditáveis e seguras. "Não vou admitir um sistema fraudável. Eu não quero problemas. Não podemos aceitar as eleições do ano que vem com essa urna que está aí. Isso não é ameaça. É constatação. O povo não vai admitir".

'CPI de hoje foi bonita'

Na mesma live, Bolsonaro descreveu a sessão da CPI desta quinta-feira (1), para a qual depôs o cabo da Polícia Militar Luiz Paulo Dominghetti, como “bonita”. “Quero ver o que os jornais de amanhã vão dizer sobre a CPI de hoje... a CPI de hoje foi bonita hein”, disse em live semanal que transmite nas redes sociais.


Brasil 247

Alckmin lidera pesquisa em São Paulo, mas perderia para aliança entre Haddad e Boulos


Ex-governador tem 21% das intenções de voto, mas seria superado por uma união entre Fernando Haddad, que tem 14%, e Guilherme Boulos, que aparece com 12%, segundo o Ipespe

2 de julho de 2021

Ex-prefeito de SP Fernando Haddad e o líder do MTST, Guilherme Boulos (Foto: Stuckert)


247 – Uma pesquisa sobre a sucessão para o governo de São Paulo, feita pelo instituto Ipespe, aponta o ex-governador tucano Geraldo Alckmin como favorito. No principal cenário, ele tem 21% das intenções de voto. Alckmin, no entanto, seria superado por uma eventual aliança entre Fernando Haddad, do PT, e Guilherme Boulos, do Psol, que, somados, teriam 26% (14% de Haddad e 12% de Boulos). A pesquisa foi feita por telefone.

Em seguida, aparecem Paulo Skaf, com 10%, o ministro Tarcísio Freitas, com 5%, Mamãe Falei com 4% e o tucano Rodrigo Garcia, com 3%. Em disputa interna com o governador João Doria, Alckmin cogita se filiar ao PSD, de Gilberto Kassab.


Brasil 247

Zanin: não acredito que Lula seja retirado das eleições de 2022


“Acho que é muito difícil que novas iniciativas envolvendo o lawfare sejam utilizadas para retirar o ex-presidente Lula da vida política”, afirmou o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o petista

2 de julho de 2021

(Foto: Editora 247)


247 - O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse não acreditar que o petista seja retirado da eleição de 2022. “Conseguimos, ao longo do tempo, mostrar que alguns membros do sistema de Justiça estavam se utilizando indevidamente do poder dos seus cargos para fins políticos”.

“Isso ficou escancarado nas nossas petições, nos nossos recursos. Comprovamos que estava sendo praticado o lawfare contra o presidente Lula. Depois dessa experiência traumática para o nosso País, acho que é muito difícil que novas iniciativas envolvendo o lawfare sejam utilizadas para retirar o ex-presidente Lula da vida política”, afirmou à Carta Capital.

Não duvido de novos ataques de lawfare, mas acho também que já temos uma experiência no sentido de não acreditar nas mentiras contadas por alguns agentes públicos que buscam interferir no cenário político do nosso País”, acrescentou.

De acordo com o advogado, “não é aceitável que o sistema de Justiça possa selecionar, a critério de alguns de seus membros, quem pode e quem não pode participar do cenário político do País”. “Espero que tenhamos um amadurecimento democrático para que possamos restaurar tudo aquilo que foi perdido nos últimos anos, inclusive em termos de credibilidade do próprio sistema de Justiça”.


Brasil 247

Lula lidera pesquisa presidencial no estado de São Paulo


Nos dois cenários traçados pelo Ipespe, ele aparece numericamente à frente de Jair Bolsonaro, enquanto a chamada "terceira via" não decola

2 de julho de 2021

(Foto: Ricardo Stuckert)



247 – O Instituto Ipespe, que fez pesquisa sobre a sucessão para o governo de São Paulo, também traçou cenários sobre a disputa presidencial no estado. No primeiro cenário, o ex-presidente Lula tem 30% das intenções de voto, contra 29% de Jair Bolsonaro, 7% de Ciro Gomes, 7% de João Doria e 6% de Luiz Henrique Mandetta. No segundo, Lula aparece com 32%, contra 29% de Bolsonaro, 10% de Ciro Gomes, 8% de Mandetta e 2% de Eduardo Leite. A pesquisa foi feita por telefone.

Na disputa estadual, o ex-governador tucano Geraldo Alckmin como favorito. No principal cenário, ele tem 21% das intenções de voto. Alckmin, no entanto, seria superado por uma eventual aliança entre Fernando Haddad, do PT, e Guilherme Boulos, do Psol, que, somados, teriam 26% (14% de Haddad e 12% de Boulos).


Brasil 247