segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Lula mantém vantagem de 9 pontos sobre Bolsonaro, diz BTG/FSB

 Publicado por Victor Dias

Atualizado em 22 de agosto de 2022

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PT)
Fotos: Reprodução


O ex-presidente Lula (PT) manteve a liderança estável nas intenções de voto, de acordo com pesquisa encomendada pela BTG Pactual feita pela FSB Pesquisa e divulgada nesta segunda-feira (22). O novo levantamento aponta o petista com 45% dos votos. Na última pesquisa, Lula tinha 45. O presidente Jair Bolsonaro (PL) cresceu 2 pontos e chegou a 36% das intenções.

Ciro Gomes teve 6%, 2 pontos a menos do que os 8% da pesquisa da semana passada, e Simone Tebet (MDB) registrou 3%, 1 pp a mais do que os 2% na mostra anterior. Vera Lúcia (PSTU) e Pablo Marçal (Pros), cuja candidatura foi retirada pelo seu partido, somaram 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos somaram 2%, não sabem ou não responderam foram 3%.

Pesquisa BTG/FSB

Lula seguiu firme também na espontânea, liderando com impressionantes 41%. Bolsonaro ficou com 34%. Na espontânea, Ciro fica com 4%.

Pesquisa BTG/FSB

Na rejeição, o destaque vai para o aumento de 3 pontos da rejeição a Ciro Gomes, que foi pra 51%, empatada tecnicamente com a rejeição a Bolsonaro, que por sua vez oscilou 1 ponto pra cima, chegando a 55%.

Pesquisa BTG/FSB

Nas simulações de segundo turno, Lula vence Bolsonaro com folga confortável: 52% X 39%, 13 pontos de diferença. Num eventual segundo turno entre Lula e Ciro, o petista venceria com quase 20 pontos de vantagem. Contra Simone, venceria por 53% a 25%. Ciro bateria Bolsonaro por 47% a 40%. Em um eventual segundo turno entre Bolsonaro e Simone haveria empate: 42% a 42%.
Pesquisa BTG/FSB

A pesquisa foi feita entre sexta-feira, 19, e domingo, 21, com 2 mil eleitores, intervalo de confiança de 95%, margem de erro de 2 pp e está registrada no TSE sob o número BR-00244/2022.


Diário do Centro do Mundo   -   DCM

domingo, 21 de agosto de 2022

Análise: Por que Freixo é o favorito para vencer as eleições no Rio de Janeiro. Por Miguel do Rosário

 Publicado por Fernando Miller

Atualizado em 21 de agosto de 2022 


Deputado federal Marcelo Freixo
Foto: Reprodução


Publicado originalmente em O Cafezinho

A democracia é um regime no qual vigora competição política entre as diferentes correntes ideológicas de uma sociedade.

Em nenhum outro lugar isso fica mais claro do que o Rio de Janeiro, estado que sempre ofereceu surpresas ao Brasil. Algumas agradáveis à esquerda, como as duas eleições de Brizola para o governo, e as vitórias espetaculares de Lula, no segundo turno de 2002 e 2006. Outras à direita, como a longa hegemonia da família Garotinho, e as fulminantes vitórias de Witzel e Bolsonaro em 2018.

Para este ano, as eleições no Rio de janeiro, para governo do estado e presidência da república, nos oferecem novamente um exemplo de acirrada competição democrática.

Segundo o último Datafolha, que fez entrevistas entre os dias 16 e 18 de agosto, Lula largou na frente neste início de campanha, pontuando 41%, seis pontos à frente de Bolsonaro, com 35%.

Ciro, que teve uma boa performance no estado em 2018, com 15% dos votos válidos, hoje pontua apenas 7% dos votos totais no Rio.

Em votos válidos, hoje Lula tem 46% das intenções de voto dos eleitores fluminenses, contra 39% de Bolsonaro e 8% de Ciro.


Apesar da vantagem de Lula, ainda assim é um cenário concorrido, pois continua muito próximo do empate técnico entre os dois principais candidatos.

A eleição no Rio

A disputa pelo Palácio Guanabara permanece extremamente concorrida, com empate técnico entre Claudio Castro (PL), com 26% na estimulada, e Marcelo Freixo (PSB), 23%.

Rodrigo Neves (PDT), apesar do apoio que recebeu do prefeito da capital, Eduardo Paes, e da aliança com o PSD, não decolou até agora. Tem apenas 5% dos votos totais na estimulada.

Tudo indica que haverá segundo turno, com Claudio Castro e Freixo, e que será nacionalizada entre o “candidato de Bolsonaro” e o “candidato de Lula”.

Entretanto, análise dos números extratificados do Datafolha me leva a acreditar que Freixo seja o favorito, pelas razões que apresento a seguir.

No segundo turno, Freixo chegou a 39%, contra 38% de Castro. É a primeira pesquisa na qual Freixo aparece à frente de Castro. Apesar do empate técnico, é sempre simbólico aparecer em primeiro lugar.

As espontâneas, sobretudo em eleições estaduais, sempre mostram alto número de indecisos, mas as estimuladas servem justamente para sinalizar para onde vão esses indecisos, conforme a campanha se desenvolver.

Na espontânea do Datafolha para o governo do Rio, há empate técnico entre Freixo, com 11%, e Castro, 12%. Rodrigo Neves estacionou lá atrás, com 1%.

Algum desavisado poderia lembrar das eleições de 2018, quando Witzel surgiu do nada e ganhou as eleições. Sim, isso ocorreu. Mas Witzel surfou na onda Bolsonaro, porque recebeu apoio da família do presidente na reta final. A eleição de Witzel serve antes para confirmar uma tendência à nacionalização das campanhas estaduais.

Este ano, dificilmente haverá surpresas, porque os grandes nomes nacionais já deixaram claro quais são seus candidatos.

Separei os percentuais em alguns segmentos que me pareceram particularmente estratégicos para definir tendências.

Por exemplo, eleitores mais instruídos, em alguns casos, indicam tendências, porque eles costumam ser mais engajados e informados politicamente. Reforço que isso se dá apenas em alguns casos, porque não adiantaria ter votos dos mais instruídos, mas estar muito atrás entre os eleitores de baixa renda.

No Datafolha, Freixo e Castro estão empatados tecnicamente entre eleitores com ensino médio, com 9% e 11% na espontânea, respectivamente, mas Freixo vem se distanciando na liderança dos eleitores com ensino superior, chegando a 23% na espontânea, cinco pontos à frente de Castro.

Na estimulada do primeiro turno, Freixo chega a 39% entre eleitores com ensino superior, 11 pontos à frente de Castro, que marca 28% nesse segmento.

No segundo turno, Freixo também venceria Castro com folga entre eleitores com ensino superior, com 48% dos votos totais, contra 38% de Castro.

Entre eleitores com renda até 2 salários, que formam a maioria do eleitorado, há empate entre os dois principais, ambos com 7% na espontânea. Neves não pontua nesse extrato.

Esse é, aliás, o maior trunfo de Freixo: ele está crescendo entre os mais pobres. Na estimulada do primeiro turno, Freixo já empata com Castro entre eleitores com renda até dois salários, pontuando 19%, contra 20% de Castro, e 4% para Neves.

Já num eventual segundo turno, Freixo abriu cinco pontos sobre Castro entre os eleitores mais pobres, chegando a 39% dos votos totais, contra 35% de Castro.

Um dos pontos vulneráveis de Marcelo Freixo, porém, é sua baixa pontuação entre evangélicos, apenas 3% na espontânea, contra 16% de Claudio Castro.

Mas Freixo ainda pode melhorar seu desempenho entre evangélicos, porque sua rejeição se mantém relativamente baixa, em 30%, segundo o Datafolha.

Além disso, Freixo receberia 28% dos votos evangélicos num eventual segundo turno contra Claudio Castro, um percentual razoável, próximo dos 30% que Lula anda pontuando entre evangélicos a nível nacional.

Na estimulada, Freixo tem 10% dos votos evangélicos, contra 29% de Claudio Castro e 6% de Rodrigo Neves.

Um dos fatores que mais chamam atenção na pesquisa Datafolha é a força impressionante de Freixo entre o eleitorado jovem.

No primeiro grupo, com idade até 24 anos, ele pontua 24% na estimulada, contra 9% de Castro e 6% de Neves.

Freixo é ainda mais forte nos jovens maduros, com idade entre 25 e 34 anos, entre os quais ele tem 29% na estimulada, contra 22% de Bolsonaro.

Num eventual segundo turno contra o governador, a juventude fluminense dá uma surra em Castro: 48% dos eleitores até 24 anos e 50% daqueles com idade entre 25 e 34 anos preferem Marcelo Freixo.

Castro tem 25% e 31% nessas faixas etárias, respectivamente.

Conclusão

Freixo sempre foi bom de voto.

Nas últimas eleições para deputado federal, foi o mais votado, ou ficou entre os primeiros. Em 2018, Freixo recebeu 342.234 votos, o segundo mais votado, ligeiramente atrás do Hélio Negão, que teve 345 mil votos.

Nas disputas majoritárias de que participou, Freixo sempre chegou ao segundo turno e deu uma canseira nos adversários.

Nas redes sociais, Freixo é, de longe, o candidato com maior número de seguidores e maior engajamento. O deputado tem mais de 1 milhão de seguidores no Facebook, contra apenas 94 mil seguidores de Claudio Castro, e 45 mil seguidores de Rodrigo Neves.

No twitter, Freixo tem 1,8 milhão de seguidores; Castro, 51,2 mil e Rodrigo Neves, 42 mil.

No Instagram, Freixo tem 1,1 milhão de seguidores, contra 188 mil seguidores de Claudio Castro e 34,5 mil seguidores de Neves.

É uma diferença muito grande!

É óbvio que a força dos candidatos nas redes sociais fará a diferença durante o processo eleitoral. Maior número de seguidores, maior engajamento, maior a capacidade de mobilizar eleitores.

A essa vantagem de Freixo nas redes sociais, devemos acrescentar a sua força na juventude, segmento estratégico do eleitorado justamente por sua maior desenvoltura nas batalhas culturais da internet. Em Engenheiros do Caos, Giuliano Da Empoli menciona o engajamento do eleitor jovem como essencial para o desempenho surpreendente de alguns candidatos e partidos populistas na Itália e em outros países. O que valeu para candidatos anti-sistema, ou de direita, também pode valer para um quadro da esquerda!

A suposta rejeição a Freixo junto ao eleitorado conservador, que alguns apontavam como um obstáculo a sua campanha, especialmente num eventual segundo turno, não está aparecendo nas pesquisas. Esses 26% de rejeição no Datafolha são um percentual baixo. Freixo ainda precisa conquistar mais votos entre evangélicos, mas sua rejeição no segmento também é reduzida (apenas 30%).

O deputado tem ainda um outro trunfo, além da juventude, que é sua força entre os eleitores mais instruídos, que são sempre estratégicos (e perigosos, quando apoiam um adversário), em virtude de seu maior poder de influenciar seguidores em redes sociais, além de maior conhecimento sobre as novas tecnologias da informação.

Além disso, Freixo lidera, com 26% na espontânea e 37% na estimulada, entre eleitores de renda alta, que ganham mais de 10 salários.

Apesar de representar um percentual pequeno do eleitorado, é emblemático que Freixo tenha uma boa performance neste segmento, que às vezes também pode ser perigoso, por sua maior capacidade de mobilização.

Entretanto, o que me parece mais promissor para Freixo, é que ele está crescendo entre famílias de baixa renda, que formam a maioria esmagadora do eleitorado. Esse é o voto que pode fazê-lo ganhar.



Diário do Centro do Mundo   -   DCM

VÍDEO: Patético, Bolsonaro passa mais de uma hora acenando na Dutra com Piquet


Publicado por Victor Dias

Atualizado em 20 de agosto de 2022 às 14:35

Nelson Piquet ao lado de Jair Bolsonaro, na beira da estrada — Foto: Domingos Peixoto


Neste sábado (09), poresidente Jair Bolsonaro (PL) passou mais de uma hora acenando para motoristas na Via Dutra, em Resende. Ele estava ao lado do vice de sua chapa para as eleições, Braga Netto, do filho Flávio Bolsonaro (PL), e de integrantes do governo, como os ministros Augusto Heleno, Anderson Torres. Ex-piloto da Fórmula 1, bolsonarista Nelson Piquet também estava presente.

Bolsonaro ficou parado no acostamento da rodovia, em frente ao hotel da Academia Militar das Agulhas Negras, para receber uma motociata de apoiadores que saiu da cidade de Barra Mansa, a cerca de 30 quilômetros de Resende.

Após mais de uma centena de motociclistas com bandeiras do Brasil, adereços verde e amarelo e camisas com o o rosto do presidente passarem, ele permaneceu na pista acenando para motorista é caminhoneiros.

Também estavam com o presidente o ex-ministro da saúde e candidato a deputado federal, Eduardo Pazuello, o ministro Luiz Eduardo Ramos e o assessor especial, Vicente Santini. Bolsonaro participa neste sábado da tradicional entrega de espadins, a formatura dos cadetes da Aman.

Diário do Centro do Mundo   -   DCM

Bolsonaro está de ‘bola murcha’ para o jogo do “JN”. Por Fernando Brito

 Publicado por Fernando Brito

Atualizado em 21 de agosto de 2022 

Bolsonaro e Bonner. Foto: Reprodução/Globo/Wikimedia Commons


Vem aí a batalha do Jornal Nacional e Jair Bolsonaro já faz, na segunda-feira, a primeira entrevista com a obrigação de se sair muito bem.

Recusou-se a fazer, dizem os jornais, uma preparação, talvez se fiando nas entrevistas “chapa branca” que deu a algumas emissoras”amigas”.

Não será o caso das perguntas dirigidas pela dupla Wiliam Bonner e Renata Vasconcelos, e o pior é que parece meio tonto com a sequência de más notícias que a semana que termina lhe reservou.

A sua atitude de hoje reafirma esta impressão, ao vê-lo passar mais de um hora desempenhando o papel de “boneco de posto” à beira da Rodovia Presidente Dutra, em Resende, sob um frio glacial, saudando os carros que passavam e um evento também gelado na formatura dos cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras.

Não é fácil a sua situação. A boia de salvação que seu trupe lhe sugere, a suposta melhoria da situação econômico não só é apenas um upgrade do péssimo para o ruim como, a crer no que mostram as pesquisas, tem muito pouca repercussão eleitoral, considerado o fato de ser a maior distribuição de dinheiro em véspera de eleição da história da República.

O resto é aridez: segurança das urnas eleitorais, vexame com os embaixadores, meio ambiente, pandemia, mortes e vacinação, os indicadores da fome nacional e o golpe que já prenuncia seu chabu, para ficar em alguns dos temas inevitáveis. Aliás, o plano original de usar o JN como grande convocatória para o 7 de Setembro parece ter ficado muito abalado.

Precisa fazer o impossível: sair-se muito bem, não basta empatar.

Lula, que falará na quinta, tem, em princípio, três temas difíceis, apenas, e para os quais se preparou dez mil vezes: as denúncias e condenações da Lava Jato, a política amplíssima de alianças e as relações com países ditos autoritários, o realejo Cuba-Venezuela-Nicarágua.

E um que é de todo o seu interesse que venha à tona: a patacoada da “guerra religiosa”.

Lula vai entrar em campo com as cartas do adversário na mesa e, para ele, um desempenho mediano já seria muito bom. Entretanto, jogando depois do adversário, sem que se possa usar o que diz com grande impacto, acho que vai ousar, adiantando a marcação e tentando “matar o jogo”.


Diário do Centro do Mundo   -   DCM

MPE não vê infração de Lula ao chamar Bolsonaro de genocida

 Publicado por Fernando Miller

Atualizado em 21 de agosto de 2022 

Ex-presidente Lula (esquerda) e presidente Bolsonaro (direita)
Foto: Reprodução


O Ministério Público Eleitoral (MPE) emitiu parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no qual informou não considerar infração as situações em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chama o atual mandatário do país de “genocida”.

O PL, partido de Bolsonaro, ingressou com representação solicitando a punição de Lula e do PT em razão da divulgação de um evento público em Teresina, em 3 de agosto, divulgado pelas redes do partido. No mesmo documento, a agremiação afirma que houve ofensa ao presidente ao imputar-lhe o crime de genocídio.

Segundo o PL, Lula fez o “pedido explícito de voto do candidato representado em si mesmo e por ataques à honra e à imagem do candidato da agremiação representante [Bolsonaro] (…) em prática que lhe afetou a honra, a imagem e que configuraria discurso de ódio”.

A manifestação do Ministério Público Eleitoral, assinada pelo vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gustavo Gonet Branco, foi remetida após decisão da ministra Maria Claudia Bucchianeri, relatora da ação. No documento enviado ao TSE neste sábado, conforme informações do UOL, Branco diz não reconhecer nenhum ilícito eleitoral de Lula pelas declarações:

“Com efeito, o cenário político-eleitoral apresenta peculiaridades que devem suavizar os rigores na apreciação das palavras usadas pelos atores do processo quando de suas avaliações recíprocas. A crítica é componente irrecusável ao discurso político, de importância sempre encarecida para a formação da consciência dos cidadãos, decorrendo daí mesmo a consideração da liberdade para as formular como indispensável para a democracia”, iniciou o subprocurador eleitoral.

E prosseguiu: “A esperada insatisfação dos alvos das críticas não supera os benefícios que a liberdade ampla promove, induzindo a um quadro preferencial à mais desinibida franquia à expressão de ideais, convicções, juízos e também descontentamentos”.


Diário do Centro do Mundo   -   DCM

"Ciro vai se esvaziar mais e Lula pode vencer em primeiro turno", diz Fernando Horta


"É triste que o PDT fique fora do processo de reconstrução do Brasil", acrescenta o historiador

18 de agosto de 2022

Historiador Fernando Horta e o ex-ministro Ciro Gomes (Foto: Reprodução | ABr)


247 – O historiador Fernando Horta analisou a rodada de pesquisas desta semana, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, e disse que o cenário de vitória em primeiro turno do ex-presidente Lula pode se consolidar. "O horário eleitoral gratuito tem cada vez menos importância", disse ele. "Ciro está perdendo votos e prejudicando os candidatos do PDT nos estados. É triste que o PDT fique fora do processo de reconstrução do Brasil. Ciro vai se esvaziar mais e Lula pode vencer em primeiro turno, mesmo que não herde seus votos", acrescentou.

Horta também disse que Simone Tebet sofreu duro abalo e que a terceira via não existe. Sobre São Paulo, afirmou que a situação de Haddad é menos confortável do que parece. "Ele pode ser alvo de um 'todos contra um' no segundo turno. Lula pode ajudá-lo muito se vencer no primeiro turno", afirmou. "Estou mais otimista no Rio do que em São Paulo e vejo Freixo em condições de vencer", complementou.


Brasil 247

Clara Ant: “Uma liderança como Lula não surge da noite para o dia”


Numa obra de 430 páginas, ela relata a prolongada convivência com o ex-presidente, de quem foi assessora próxima -- no movimento sindical, no PT e no Planalto

19 de agosto de 2022

(Foto: Clara Ant)


247 - "Conto essa história para que não seja esquecida, para que todos saibam que uma liderança como Lula não surge da noite para o dia", diz Clara Ant, que lança o livro "Quatro décadas com Lula".

Numa obra de 430 páginas, Clara relata a prolongada convivência com Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi assessora próxima -- no movimento sindical, no Partido dos Trabalhadores e durante os oito anos de governo no Planalto.

"Com ajuda de uma pequena equipe de assessores, municiava o presidente da República com os números e subsídios necessários para os encaminhamentos de cada conversa, cada reunião e cada viagem de trabalho", descreve o Lira Neto, premiado autor de três volumes biográficos sobre Getúlio Vargas, na contra capa de "Quatro décadas...".

Filha de judeus poloneses que foram residir na Bolívia após o genocídio nazista, Clara nasceu em La Paz e veio com a família para o Brasil aos dez anos de idade. Aqui acumulou décadas de lutas sociais que tiveram início muito cedo, numa situação inesperada -- ainda na tecelagem do pai, manifestou solidariedade com trabalhadoras que faziam greve por melhores condições de trabalho.

Em entrevista à TV 247, Clara Ant recorda momentos cruciais da luta política que permitiu o nascimento do PT e a construção da liderança de Lula. Também lembra passagens difíceis da luta sindical, onde o debate sobre direitos trabalhistas se confundem com várias camadas de preconceitos.

Certa vez, ao tentar justificar a demissão de Clara Ant de um posto de professora universitária, cargo que ocupava com todas as qualificações necessárias, um reitor afirmou: "Além de fazer campanha salarial, de participação da oposição ao sindicato e querer construir uma associação de professores, ela é judia, boliviana e divorciada".


Brasil 247