segunda-feira, 25 de abril de 2011

Secretário de Kassab, Walter Feldman deixa PSDB



O secretário municipal de Esportes e Lazer de São Paulo, Walter Feldman, anunciou nesta segunda-feira a sua saída do PSDB.

Ele deixou a legenda fazendo críticas pesadas ao governador tucano Geraldo Alckmin e seu círculo de secretários mais próximos.


Um dos fundadores do partido, Feldman é mais uma baixa do PSDB em São Paulo, que já perdeu seis vereadores.

"Nós que defendemos a aliança fechada pelo ex-governador José Serra com o Gilberto Kassab em 2008 fomos chamados de traidores. Sinalizamos muitas vezes a vontade de superar esse episódio. Trabalhamos pela campanha do Geraldo em 2010. Ele e seu grupo não conseguiram superar", disse Feldman.

O ato representa mais um capítulo na disputa interna do partido iniciada nas eleições de 2008 entre os grupos de Serra e Alckmin.

O secretário nega que ingressará no PSD --novo partido de Gilberto Kassab-- pelo menos por enquanto.

"Eu preciso de uma legenda na qual me sinta abraçado ideologicamente. Mas não é hora de tratar disso. Estou muito machucado", afirmou.

A debandada tucana já era esperada desde a volta de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes no começo do ano e desde o início do movimento de Kassab para criação do PSD.

As saídas dos vereadores foram anunciadas na semana passada. São eles José Police Neto, que preside a Câmara Municipal, Dalton Silvano, Juscelino Gadelha, Gilberto Natalini, Ricardo Teixeira e Souza Santos. A maioria dos dissidentes deve migrar para o PSD.

Eleito vereador a primeira vez em 1983 pelo PMDB, Feldman está no PSDB desde 1988.

Depois de ter ocupado a Casa Civil do governo paulista durante parte da gestão Mário Covas (1995-2001), ele voltou ao Executivo pelas mãos de Serra quando foi indicado para a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras em 2005.

Folha.com

WikiLeaks: EUA mantiveram inocentes presos em Guantánamo


WASHINGTON - Os Estados Unidos libertaram dezenas de prisioneiros de alto risco da prisão de Guantánamo e adiaram por anos a libertação de mais de 150 homens inocentes, segundo arquivos militares revelados pelo site WikiLeaks e divulgados no domingo.

Os 779 documentos, que fazem parte de um arquivo de memorandos secretos divulgados no ano passado pelo site WikiLeks, foram entregues a um grupo de veículos da imprensa americana e europeia, incluindo os jornais The New York Times, The Daily Telegraph, El País, Le Monde, Der Spiegel e La Repubblica.

Milhares de páginas revelam que 130 dos 172 prisioneiros que deixaram a base naval de Guantánamo eram considerados "de alto risco" e representam uma ameaça para os Estados Unidos e seus aliados.

Entretanto, eles foram liberados sem passar por uma reabilitação ou mesmo pela supervisão mínima necessária.

Até um terço dos 600 presos durante o governo do presidente George W. Bush, vários deles transferidos para outros países, também foram classificados como de "alto risco" antes de serem libertados ou entregues a outros governos, revelou o New York Times.

Os arquivos podem se tornar uma enorme dor de cabeça para os Estados Unidos e seus aliados - que tentam tirar do poder o ditador líbio Muamar Kadafi. Alguns apontam que um dos treinadores dos rebeldes líbios possui vínculos mais próximos com a Al-Qaeda do que se imaginava.

Abu Sufian bin Qumu dedicou-se por duas décadas a atividades extremistas, tendo sido treinado antes em dois campos da Al-Qaeda. Ele participou da luta dos talibãs contra a União Soviética e a Aliança do Norte, e foi motorista de Osama bin Laden no Sudão, segundo a rádio pública americana.

Por seis anos, bin Qumu permaneceu detido em Guantánamo, antes de ser enviado por Washington para as autoridades líbias, em 2007, a pedido de Kadafi. O governo líbio o libertou no ano passado.

Além disso, os relatórios revelam que pelo menos 150 dos detidos eram afegãos ou paquistaneses inocentes, incluindo motoristas, agricultores e cozinheiros, que foram detidos nas operações frenéticas de inteligência nas zonas de guerra.

Entretanto, durante anos estas pessoas permaneceram detidas devido à confusão de identidades ou simplesmente porque estavam no lugar errado no momento errado, segundo a imprensa americana.

O governo do presidente Barack Obama, que deixou sem prazo definido sua promessa de fechar de uma vez por todas a prisão militar da Baía de Guantánamo, lamentou a divulgação dos documentos secretos e defendeu seus esforços e os da administração anterior para "agir com extremo cuidado e diligência" na transferência de presos.

"As duas administrações (Obama e Bush) fizeram da proteção dos americanos sua principal prioridade, e estamos preocupados porque a revelação destes documentos pode ser prejudicial a estes esforços", indica um comunicado oficial da Casa Branca, publicado no domingo.

Jornal do Brasil

Com fortes chuvas, Rio entra em estado de alerta e aciona sirenes em comunidades


Devido às fortes chuvas que atingem o Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (25), o Centro de Operações da Prefeitura decretou estágio de alerta na cidade às 21h30. Segundo informações das autoridades municipais, vários bairros estão alagados e previsões meteorológicas indicam que podem ocorrer pancadas de chuva forte ou moderadas ainda nas próximas horas, agravando os alagamentos.

Até o momento, a Defesa Civil registrou quatro deslizamentos na cidade (comunidade JK, Borel, Andaraí e Chacrinha), mas nenhum deles tinha vítimas.

Por volta das 23h30, as sirenes de algumas comunidades foram acionadas para que agentes comunitários orientem os moradores a deixarem suas casas e se dirigirem aos pontos de apoio pré-definidos em cada local. Foram avisadas as comunidades: Borel, Formiga, Chacrinha, Cotia, Arrelia, Encontro, Santa Terezinha, Dona Francisca e Cachoeira Grande. Nestas áreas, o índice pluviométrico ultrapassou os 40mm em uma hora e a previsão é de que a chuva continue durante a noite.

"O Centro de Operações reitera que a possibilidade de escorregamento nas áreas de risco da Grande Tijuca é alto. Nas últimas três horas, esta região registrou precipitação acumulada de cerca de 200mm, ou seja, choveu somente neste período mais do que o volume médio previsto para 40 dias", afirma o órgão.

A chuva é mais intensa nos bairros da zona norte do Rio, como Tijuca, Grajaú e São Cristóvão. O centro recomenda que pedestres evitem sair de casa e que motoristas não se aventurem pelas ruas, pois muitas estão alagadas.

O transbordamento do rio Maracanã, no bairro da Tijuca, causou transtornos na avenida de mesmo nome, na praça da Bandeira e na avenida Radial Oeste, que estão intransitáveis.

Há um ano, em abril de 2010, tempestades torrenciais paralisaram a cidade por completo por mais de 24 horas.

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), localizada num dos principais pontos da zona norte do Rio, próximo a favela da Mangueira, e as avenidas que levam ao centro da cidade, como Radial Oeste e Maracanã, tornaram-se refúgio para estudantes que não conseguiram deixar a instituição e para moradores das proximidades que também não conseguiram chegar às suas casas.

“Não tem como passar, a porta do meu prédio entrou água. Eu moro em frente à UERJ, na rua São Francisco Xavier. Aqui o negócio está feio”, disse ao UOL Notícias Fernando Sobrinho, 21, que teve que abrigar-se na universidade. Com uma mala na mão, Fernando chegou da rodoviária do Rio de Janeiro às 20h30, exatamente na hora da tempestade, e teve dificuldades para conseguir táxi pois o centro já estava alagado. “A minha portaria está alagada, vou ter que esperar. A água está pelo joelho na rua onde nem passa carro ou ônibus. Tinha muita gente voltando para a universidade e até colocando o carro para dentro do estacionamento da UERJ para fugir do alagamento”, finalizou.

Em caso de emergência, a população deve ligar para a Defesa Civil no telefone 199, que funciona 24 horas.

Folha.com

DEM quer vaga no governo Alckmin


Da Folha

DEM ameaça romper com tucanos de SP em 2012

Partido aproveita crise no PSDB para pressionar Alckmin por espaço

Democratas querem comando da Secretaria de Desenvolvimento, mas governador resiste

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO


Ciente da crise que assola o PSDB paulistano, o DEM colocou em xeque a aliança com os tucanos nas eleições de 2012 para pressionar o governador Geraldo Alckmin a abrir espaços à legenda na administração estadual.

Dirigentes do partido reivindicam participação no governo desde março, quando o vice-governador Guilherme Afif Domingos anunciou que deixaria o DEM para fundar um novo partido, o PSD, ao lado do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

A pressão foi ampliada na última semana, quando 6 dos 13 vereadores do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo deixaram a legenda.

Todos os dissidentes são aliados de Kassab desde 2008, quando o prefeito conseguiu a reeleição e derrotou Alckmin com o apoio de José Serra e parte do PSDB.

Pelo menos dois dos vereadores que deixaram o PSDB se filiarão ao PSD. Os outros deverão migrar para siglas que compõem o arco de alianças do prefeito.

Kassab pretende contar com o apoio de partidos como o PV e o PPS nas próximas eleições.

Essa articulação restringe o número de legendas a que o PSDB poderá se aliar para a eleição municipal.

Aproveitando-se desse cenário, o DEM deixou claro para Alckmin que o sucesso da negociação dos espaços na administração paulista será determinante para garantir uma parceria em 2012.

REPRESENTANTE

O DEM já definiu que o deputado federal Rodrigo Garcia será o representante do partido para o governo paulista. O Palácio dos Bandeirantes aceitou o nome.

Falta consenso, no entanto, sobre qual será a pasta que o partido comandará.

A legenda articula herdar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, hoje nas mãos de Afif Domingos.

Por conta da aliança com Kassab, ele deverá perder a chefia da pasta.

Mas o governador considera que a secretaria concentra projetos prioritários e, por isso, deve ficar fora de possíveis disputas políticas.

O Via Rápida para o Emprego, por exemplo, carro-chefe da estratégia de Alckmin para alavancar a formação profissional no Estado, é coordenado pela pasta.

Diante disso, o tucano ofereceu ao DEM o comando da Secretaria de Agricultura. O comando da sigla, no entanto, só cogita aceitar a pasta se ela receber um aporte de programas e recursos.

Alguns projetos saíram do guarda-chuva da Agricultura, como o programa assistencial Viva Leite, que passou para a Secretaria de Desenvolvimento Social.

O governador Alckmin espera resolver o impasse com o DEM até o fim dessa semana. Tão logo chegue a um acordo com a legenda, Afif Domingos deverá ser afastado da secretaria.

No Palácio dos Bandeirantes, sua queda é considerada uma "unanimidade".

Blog do Luis Nassif

Acidentes aumentam nas estradas paulistas no feriado da Páscoa



Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O feriado da Páscoa teve 1.542 acidentes nas estradas do estado de São Paulo. No ano passado, foram registrados 1.043. De acordo com balanço divulgado hoje (25) pela Polícia Rodoviária Estadual, o número de mortos e de feridos também aumentou. Este ano houve 774 pessoas feridas e 41 mortas, enquanto em 2010 foram 549 feridos e 36 mortos.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Estadual, os números foram mais altos porque neste ano houve um dia a mais no feriado – Tiradentes, na quinta-feira (21) – e chuva na volta para casa.

Segundo o tenente Moacir Mathias do Nascimento, durante todo o feriado foram autuados 19.913 motoristas contra 11.895 em 2010. “As principais infrações foram excesso de velocidade e ultrapassagens em locais proibidos, gerando acidentes com vítimas”, disse. Foram 121 motoristas multados por dirigir embriagados.

Agência Brasil

Patriota aponta integração da infraestrutura como um dos maiores desafios da Unasul


Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Brasil quer priorizar, no âmbito da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), a integração da infraestrutura dos países do continente. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse hoje (25) que o Brasil coordena um grupo de trabalho que cuida do tema e que já há propostas que podem ser levadas adiante. Ele informou que a secretária-geral designada da Unasul, María Emma Mejía, estará no Rio de Janeiro para participar de uma reunião do Cosiplan, o comitê da entidade que cuida do setor de infraestrura, que também contará com a presença da ministra brasileira do Planejamento, Miriam Belchior.

María Emma está visitando vários países da região para consultas prévias visando a sua homologação no cargo, prevista para 9 de maio. Ela é ex-ministra de Relações Exteriores da Colômbia e foi indicada para a função pelos chanceleres dos países-membros do bloco em 11 de março, no Equador.

Outro tema considerado importante pelo ministro é o combate às drogas. “Com um esforço regional, poderemos produzir um resultado significativo. Essa é nossa expectativa”, disse Patriota.

Sobre a entrada do México na Unasul, Patriota disse que esse tema ainda não foi tratado, mas que considera o país um parceiro importante da América do Sul. Por sua vez, María Emma confirmou que o México tem interesse em participar do bloco como observador, mas que há procedimentos que o país terá de cumprir.

Entre os assuntos importantes da pauta da Unasul, ela também destacou a área de infraestrutura, principalmente a de energia que, segundo ela, “é um tema vital” para Brasil e os outros países do bloco.

Agência Brasil

Dilma: inflação preocupa governo e combate à alta de preços será acirrado


Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Pouco antes de ser reunir hoje (25) com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o governo tem “imensa preocupação” com a inflação e fará um “combate acirrado” ao aumento dos preços.

“Nós temos imensa preocupação com a inflação. Não há a hipótese de que o governo se desmobilize diante da inflação, todas as nossas atenções vão estar voltadas para um combate acirrado”, disse após sair do posto médico do Palácio do Planalto onde recebeu a vacina contra a gripe.

No início de abril, Mantega anunciou aumento de impostos sobre empréstimos tomados no exterior para conter a valorização do real e da tributação do crédito a pessoas físicas para segurar o aumento de preços. Na ocasião, o ministro afirmou que novas ações poderiam ser anunciadas pelo para conter a alta da inflação e a queda do dólar.

Agência Brasil