segunda-feira, 30 de julho de 2012

Chávez chega hoje ao Brasil para selar entrada no Mercosul

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, chega nesta segunda-feira (29) ao Brasil para formalizar a entrada da Venezuela no Mercosul em ato que será oficializado nesta terça-feira (31) durante cerimônia a ser realizada em Brasília.


O evento na capital federal será protocolar. Marca a assinatura dos papéis e dá solenidade à entrada do primeiro novo membro do bloco desde a sua fundação, há 21 anos. A integração real, no entanto, poderá demorar até quatro anos, prazo para a finalização do processo de união aduaneira.
Nesta segunda-feira (30), os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela vão discutir os termos da adesão. A reunião ocorrerá a partir das 17h, na sede do Ministério das Relações Exteriores, no Palácio Itamaraty.
Na reunião desta tarde, será criado um grupo de trabalho que vai se debruçar sobre os aspectos técnicos envolvendo o ingresso da Venezuela no Mercosul. Também serão discutidos os termos de nomenclatura que vão ser adotados no bloco.
O Brasil espera que a Venezuela adote até dezembro a chamada Nomenclatura Comum do Mercosul, os códigos aduaneiros que identificam os produtos e suas unidades no comércio dentro do bloco. Esse é o primeiro passo para que o país possa entrar na Tarifa Externa Comum, a taxa de importação cobrada de países de fora do bloco, e também passe a ter o direito de vender seus produtos dentro do Mercosul sem tarifas.
Suspensão do Paraguai
Depois de seis anos, a Venezuela será incorporada ao Mercosul. O prazo se estendeu porque somente o Congresso do Paraguai não aprovava o ingresso. Como o Paraguai foi suspenso temporariamente do bloco, Brasil, Argentina e Uruguai ratificaram a adesão do país caribenho.
A suspensão foi definida pelos presidentes por considerarem que o processo de destituição do poder do então presidente Fernando Lugo, em 22 de junho, não seguiu os preceitos democráticos e violou a cláusula democrática do bloco.
Entenda o Mercosul:
Integrantes
Membros plenos: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (suspenso até a retomada da ordem democrática). Membros associados: Chile, Equador, Colômbia, Peru e Bolívia
Observadores: México e Nova Zelândia
Objetivos
A livre circulação de bens, serviços e produção entre os países que integram o bloco por meio da eliminação dos direitos aduaneiros e restrições; a definição de uma tarifa externa comum e a adoção de uma política comercial comum em foros econômicos regionais; a coordenação das políticas macroeconômicas e setoriais entre os membros, nas áreas de comércio exterior, agricultura, indústria e sobre os aspectos fiscal, monetário, cambial e de capitais; o compromisso dos membros em harmonizar as legislações para fortalecer o processo de integração.
Histórico
Há mais de quatro décadas, líderes políticos da região tentaram negociar a criação de um bloco regional para incrementar o comércio, fortalecer a economia e estimular a integração. Nos anos de 1980, os esforços se concretizaram na proposta de instauração do Mercosul. Em 1991, foi assinado o Tratado de Assunção, considerado o marco do início do bloco.

Portal Vermelho

“Vamos discutir política, a alma da democracia” diz Lula em artigo na Linha Direta sobre Saúde

 Num momento como esse, em que os principais meios de comunicação do país espetacularizam um julgamento na tentativa de passar para o conjunto da população a ideia de que a vida política do país pode se resumir a isso, é extremamente auspicioso ver a edição da revista Linha Direta, do PT de São Paulo, que traz a questão da política – e das eleições municipais que ocorrerão logo mais, em outubro – para o centro das atenções.


O foco da edição, disponível na internet (clique aqui para acessar) é a questão da saúde no Brasil e no Estado de São Paulo. Nela vocês encontrarão entrevistas com o candidato petista à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, e com o ministro Alexandre Padilha da Saúde. E, também, um artigo do ex-presidente Lula - “Eleições municipais e políticas públicas”.


O ex-presidente ressalta a importância de debatermos políticas públicas nas eleições. E deixa muito claro o que está em jogo neste 2012: a possibilidade de  consolidarmos um “modo de governar justo, inclusivo e transparente” nos municípios, ampliando o projeto político do PT enquanto alternativa à política neoliberal dominante até a eclosão da crise financeira internacional, em 2008, que tem nos tucanos e afins seus continuadores na atualidade. Não vão conseguir.

Discussão de políticas públicas é fundamental

Lula ressalta que o PT tem princípios, projeto de poder e vontade política. Que a cada nova eleição, o que está em jogo para nós não é uma simples vitória partidária, mas a continuidade e a consolidação de um projeto político que consegue conciliar crescimento e distribuição de renda, incluir pessoas, alimentar famintos ao mesmo tempo em que desenvolve o país e inserir o Brasil de forma soberana no cenário internacional.
O ex-presidente Lula convoca a todos para o debate de políticas públicas e para a discussão política. “Nessas eleições, vamos discutir política, pois a política é a alma da democracia. Mas vamos também debater políticas públicas, que são instrumentos para transformar um projeto político em realidade”.
Neste sentido, da discussão de políticas públicas, a Revista Linha Direta traz uma grande contribuição. Ela analisa também a fragilidade da política conservadora e privatista que está no cerne da visão tucana sobre a administração pública, o que se expressa na incapacidade de solucionar os problemas e na utilização, sempre recorrente, de expedientes propagandísticos para tentar encobrir seja a falta de políticas consistentes, seja a incapacidade de gerir a máquina pública do ponto de vista do interesse da população.
Não deixem de ler esta edição especial sobre Saúde da revista Linha Direta. Vamos politizar este debate e mostrar por que o PT é a melhor opção para o Brasil crescer com inclusão social e soberania.

Blog do Zé Dirceu

Analistas esperam inflação mais elevada este ano e PIB menor em 2013

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A projeção de analistas de instituições financeiras para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2012, subiu pela terceira semana seguida. Desta vez, passou de 4,92% para 4,98%, segundo o boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC), com base nas estimativas do mercado financeiro. Para o próximo ano, a estimativa para o IPCA permanece em 5,5%, há cinco semanas consecutivas.
As previsões estão acima do centro da meta de 4,5%, mas abaixo do limite superior de 6,5%. Cabe ao BC manter a inflação sob controle. Um dos instrumentos que a instituição usa para controlar a inflação e o nível de atividade é a taxa básica de juros, a Selic.
Como considera que os riscos para a inflação são reduzidos e o ritmo da atividade econômica está mais lento, o BC tem cortado a taxa Selic desde agosto do ano passado. Por isso, os analistas mantêm a expectativa de que em agosto, quando ocorrerá a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a Selic seja reduzida dos atuais 8% para 7,5% ao ano. Para 2013, quando a economia estará em ritmo mais forte, a expectativa é que a Selic suba e cheque ao final do período em 8,5% ao ano. Com a economia mais aquecida no próximo ano, os analistas acreditam que será necessário subir a Selic para que a inflação não saia do controle.
A projeção do mercado financeiro para o crescimento da economia – Produto Interno Bruto (PIB) – este ano foi mantida em 1,9%. Para 2013, houve redução de 4,1% para 4,05%.
A estimativa para a produção industrial este ano está em queda há nove semanas. A projeção de retração passou de 0,04 para 0,44%. Para 2013, a expectativa é que haja recuperação, com expansão de 4,3%.

Agência Brasil

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Revista mostra registros de pagamento a Gilmar Mendes pelo mensalão do PSDB


Jornal do BrasilMarcelo Auler










Reportagem da 'Carta Capital' com documentos levantados pelo jornalista Maurício Dias
Reportagem da 'Carta Capital' com documentos levantados pelo jornalista Maurício Dias

Em um trabalho do jornalista Maurício Dias, a revista obteve o que seria a contabilidade paralela da campanha do atual senador Eduardo Azeredo, em 1998, quando ele concorreu à reeleição ao governo de Minas Gerais. As folhas, encadernadas, levam a assinatura de Valério. Alguns dos documentos têm firma reconhecida. No total, esta contabilidade administrou R$ 104,3 milhões. Houve um saldo positivo de R$ 69,53. A reportagem teve a contribuição também do repórter Leandro Fortes, que foi a Minas Gerais.Nesta contabilidade também aparece a captação de recursos via empréstimos do Banco Rural, tal como aconteceu no chamado Mensalão do PT. Mas não foi o único banco a emprestar dinheiro para a campanha do tucano. Também contribuíram o BEMGE, Credireal, Comig, Copasa e a Loteria Mineira. No total, via empréstimos bancários, foram captados R$ 4,5 milhões, valor um pouco maior do que o registro da mais alta doação individual, feita pela Usiminas. Ela, através do próprio Eduardo Azeredo e do vice governador Walfrido Mares Guia, doou R$ 4.288.097. O banco Opportunity, através de seu dono, Daniel Dantas, e da diretora Helena Landau, pelos registros, doou R$ 460 mil.
As dez primeiras páginas do documento apresentam os doadores para a campanha. As demais 16 páginas relacionam as saídas de recursos. O registro em nome de Gilmar Ferreira Mendes surge na página 17. Procurado através da assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes não retornou ao Jornal do Brasil.





Lista apresenta registro de suposto pagamento a Gilmar Mendes quando era advogado geral da União
Lista apresenta registro de suposto pagamento a Gilmar Mendes quando era advogado geral da União

Toda a documentação registrada aparece em papel timbrado da agência publicitária SMP&B Comunicação, de propriedade de Marcos Valério. Esta contabilidade paralela foi assinada pelo publicitário mineiro, embora seja datada de 28 de março de 1999, só teve a firma dele reconhecida no cartório do 1º Ofício de Belo Horizonte.

Jornal do Brasil