sábado, 1 de março de 2014

Luciana Genro e a esquerda que a direita gosta

1 de março de 2014 | 12:43 Autor: Miguel do Rosário
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Quem acompanhou com um pouco mais de profundidade o golpe na Ucrânia, sabe que ele foi apoiado por grupos neonazistas, que são bastante fortes no país, e recebeu dinheiro dos Estados Unidos, abertamente ou via serviço secreto.
A foto abaixo é do blog Deadline. Mas há inúmeras fotos na internet mostrando que os neonazis compunham a vanguarda armada dos protestos.


Ou mesmo que não se tenha certeza disso, deve-se analisar a situação com prudência. É óbvio que se trata de uma conjuntura geopolítica extremamente complexa. Não é prudente festejar um banho de sangue que não trouxe nenhum resultado social, econômico ou político positivo à população. Morreram milhares de pessoas e a economia da Ucrânia está devastada. Não houve nenhuma “revolução” porque nenhuma estrutura econômica foi ou seráreformada.
Apenas trocaram um presidente eleito por outro, não eleito.

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Pois bem. Luciana Genro, candidata a vice na chapa do PSOL a presidente da república, não leu nada disso. Para ela, houve apenas uma “revolução popular”.

Na esteira dessa opinião irresponsável, vemos milhares de analfabetos políticos, nas redes sociais, pregando algo parecido no Brasil, ou seja, uma revolução violenta, conduzida por black blocs armados com coqueteis molotov.

E tudo para quê? Para substituir o chefe de Estado, uma coisa que se pode fazer pelo voto, sem derramar uma gota de sangue.

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E hoje me deparo, num tweet do João Sicsu, que Luciana Genro está fazendo outra dobradinha vil com a direita. Tenta surfar no linchamento político da mídia contra os petistas presos, renovado diariamente, e que agora assumiu a forma de denúncias de “regalias”.
A postura de Genro é lamentável, porque finge combater uma injustiça mas acaba incorrendo numa outra injustiça ainda pior.


O ator negro preso injustamente foi libertado após 12 dias de detenção; será indenizado; ganhou espaço na mídia para se defender.
Nunca foi linchado pela mídia.


Já Dirceu está preso há mais de 90 dias em regime fechado tendo sido condenado ao semi-aberto, além de ter sido condenado a muitos anos por um crime para o qual a própria Procuradoria admitiu não ter provas, lançando mão, por isso, à teoria do Domínio do Fato.
Genro não está vendo que, ao contrário de regalias, Dirceu está sendo perseguido pelo sistema judiciário de Brasília? Joaquim Barbosa inclusive trocou o juiz, numa manobra ilegal, substituindo por outro mais “obediente” a suas diretrizes.
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Essa é a famosa “esquerda que a direita gosta”, que aposta na divisão, na intriga, que não se importa em usar as mesmas táticas desonestas do conservadorismo para atacar quem ela vê como adversário.


Mais um pouco e Genro poderá figurar ao lado de Heloísa Helena, outra heroína da nossa direita, que ajudou a derrubar a CPMF. O imposto da Saúde gerava mais de R$ 40 bilhões/ano antes de ser extinto, no fim de 2007. Se estivesse valendo, e fazendo os devidos ajustes, a CPMF poderia ter gerado, de 2008 até 2014, mais de R$ 300 bilhões, a serem investidos exclusivamente em Saúde Pública, além de ajudar no combate à lavagem de dinheiro e à corrupção, visto que ele criava um rastreamento automático sobre toda operação financeira.




Tijolaço

Gleisi bate um bolão. Enquadra Barbosa e depena tucano no senado.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014



Na tribuna do senado, Gleisi Hoffmann (PT-PR) discursou sobre o crescimento do PIB e apontou avanços no setor industrial. Após um aparte do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), ela "depenou" o tucano:



Em entrevista ela refutou as ilações do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, por ele ter levantado suspeita de que as indicações dos ministros do supremo feitas pela presidente Dilma Rousseff foram feitas para votar contra o crime de formação de quadrilha aos condenados na Ação Penal 470.



"Lamento que o presidente de um Poder sugira trama conspiratória do Poder Executivo e Legislativo para indicações do STF (...) Por não estar de acordo com uma decisão da Suprema Corte, coloca em suspeição todo o processo de nomeação e designação dos membros do STF. Como se ele próprio não fosse resultado desse processo. Isso não faz bem à democracia brasileira", disse Gleisi. 

Posição de JB é “carregada de ódio”, diz líder do PT

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Ao 247, deputado federal Vicentinho (PT-SP) avalia que decisão do Supremo Tribunal Federal desta quinta-feira, que absolveu os réus pelo crime de formação de quadrilha, "repara um pouco" o que chama de "posturas equivocadas" da corte em um "julgamento político"; posicionamento do presidente do STF, Joaquim Barbosa, mostrou "desrespeito à própria decisão do plenário", afirmou; presidente do STF classificou o voto do ministro Luís Roberto Barroso de "inapropriado" e acusou a maioria formada pela absolvição de ter "reduzido a nada" o trabalho da corte; líder do PT também criticou arrogância dos ministros: "tem alguns que pensam que são os amigos mais próximos de Deus, e outros que são Deus"
1 de Março de 2014 às 12:07


Gisele Federicce, 247 – O deputado federal Vicentinho, líder do PT na Câmara, avaliou nesta quinta-feira 27, em entrevista ao 247, que a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal em favor dos embargos infringentes e pela absolvição de oito réus por formação de quadrilha "repara um pouco" ações tomadas anteriormente pela Corte ao longo da Ação Penal 470, que classificou de "posturas equivocadas".


A decisão, segundo ele, "alivia", de certa forma, o sentimento de que este é um "julgamento político". O parlamentar mencionou o modo de vida levado pelo ex-deputado José Genoino, "professor, político, de classe média", um dos réus acusados por formação de quadrilha, e também o do ex-deputado João Paulo Cunha, "morador da periferia de Osasco (SP)", apesar de o ex-presidente da Câmara não fazer parte desse grupo.


"Que diabo de quadrilheiros são esses que não têm nada na vida?", questionou o líder do PT. Vicentinho aproveitou para criticar a postura do presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, "carregada de ódio" e em "desrespeito à própria decisão do plenário". Na sessão de ontem, Barbosa interrompeu o voto do ministro Luís Roberto Barroso, que iniciou uma divergência pela absolvição dos réus por quadrilha.


Para o deputado do PT, o STF "tem que ser firme, porém sereno". O parlamentar brinca ao dizer que, acima deste tribunal, só há Deus. "O Supremo Tribunal é a última instância, depois dele, só Deus. E tem alguns ali que pensam que são os amigos mais próximos de Deus, e outros que são Deus. Isso é muito mal para o País", criticou. Ele também disse que as condenações do julgamento do 'mensalão' ocorreram "sem provas".



Brasil 247

A LENDA DOS DOIS MINISTROS

Paulo Moreira Leite
 
Diretor da Sucursal da ISTOÉ em Brasília, é autor de "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA e na Época. Também escreveu "A Mulher que Era o General da Casa". 
 
 

Quem critica escolha de dois ministros que ajudaram a derrubar crime de quadrilha deveria lembrar como foi escolha de Joaquim Barbosa

 
Em tom de acusação mal disfarçada,  comentaristas de veículos conservadores tem divulgado a versão, lançada por Joaquim Barbosa apos a derrota no julgamento dos embargos sobre formação de quadrilha,  de que a mudança deve ser atribuída a dois ministros indicados por Dilma Rousseff para o STF, Luiz Roberto Barroso e Teori Zavaski.
Eu acho inacreditável que se possa sugerir que Barroso e Zavaski entraram no julgamento como votos de cabresto. 


Nessa visão, o julgamento da AP 470 foi tão imaculado, tão patriótico, que qualquer dissidência só se explica por motivos baixos.
 O fundo desse raciocínio é esconder a decepção profunda de quem esperava que o debate sobre embargos fosse  uma simulação, um joguinho de aparências para livrar a cara do STF depois que vários aspectos condenáveis do julgamento – como a ausência de um segundo grau de jurisdição -- começaram a causar constrangimento entre juristas respeitados, dentro e fora do país.  


 Por fim, vamos começar lembrando o seguinte. Qualquer que seja sua opinião sobre a qualidade dos dois novos ministros, sua isenção, sua competência, será difícil negar que, em qualquer caso, a escolha dos dois  obedeceu a critérios mais adequados e consistentes, do ponto de vista da Justiça e do Direito, do que os métodos empregos em 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva escolheu Joaquim Barbosa para integrar o STF. Por exemplo. 


Tanto para indicar Zavaski como para apontar Barroso a presidente deixou de lado questionáveis critérios extrajurídicos que tiveram  peso na escolha de Joaquim. Lula deixou claro, em 2003, que pretendia quebrar um parâmetro no STF e decidiu escolher um jurista negro para ocupar uma das vagas em aberto. A partir daí, em várias consultas, o ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos começou  conversar com possíveis candidatos. Fez duas entrevistas, gostou dos nomes, mas os dois candidatos possuíam impedimentos maiores. O governo até pensou em desistir por um momento mas já era tarde. 


A notícia de que Lula pretendia indicar um negro para o STF fora divulgada pela coluna de Monica Bergamo, na Folha, colocando os movimentos de luta contra o racismo de pé, cobrando a nomeação. Foi assim que surgiu o nome de Joaquim Barbosa, que havia se apresentado a um velho amigo de Lula, Frei Betto, numa sala de espera da Varig. A candidatura teve um apoio social importante, muito além de lideranças do movimento negro. Então um sindicalista de prestígio no governo Lula, o próprio Henrique Pizzolato – hoje foragido na Itália – foi acionado para ajudar na escolha de Joaquim e defendeu seu nome junto a Gilberto Carvalho.


Cabe fazer outras considerações em torno das insinuações baixas  sobre Barroso e Barbosa.
Seria uma observação razoável se Luiz Fux, o ministro que comparou o PT ao bando de Lampião, não tivesse sido nomeado, ele também, por Dilma.
Sublinhando dois votos novos, como se fossem inaceitávais, sem fundamemento jurídico,  estamos falando de uma contabilidade conveniente, onde  números aparecem quando interessa e desaparecem quando convém.


Com ela, pretende-se  esconder vários fatos jurídicos e políticos relevantes.
O primeiro é a fragilidade da denúncia sobre o crime de quadrilha do ponto de vista de vários juristas respeitáveis.
Eles consideram difícil imaginar que José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares e tantos outros condenados tenham se associado para cometer crimes – e não para fazer política.
Você pode até afirmar que cometeram atos ilícitos. Pode apontar desvios.
Mas para acreditar que trocaram a luta política para se transformar numa espécie de criminosos de colarinho branco é preciso encontra provas e fatos mais consistentes do que a teoria do domínio do fato. 


Uma quadrilha é formada por pessoas que cometem crimes com a finalidade de cometer mais crimes.
Não se iludam.
 Se a denúncia de formação de quadrilha fosse mais do que a literatura agressiva, bem arquitetada  mas oca que se ouve no STF desde 2006, o placar teria sido outro. É isso que se quer esconder no debate para fingir que tudo pode ser resumido a uma troca de favores.
 Um dado  essencial  na decsäo é a perda de autoridade de Joaquim Barbosa entre colegas. Acompanhada de um comportamento interno, autoritário, parcial e grosseiro, a movimentação política-eleitoral de Joaquim diminui sua credibilidade como presidente do STF. 


Vários ministros se perguntam o que ele faz por convicção jurídica, o que faz por interesse político. E muitos se perguntam o que fará com eles próprios – diante das câmaras de TV -- caso sintam necessidade de divergir do presidente.
O que se viu no debate sobre formação de quadrilha é que o plenário começou a reagir a Joaquim. 


Quando ficou claro que o presidente pretendia encerrar a sessão de qualquer maneira, na quarta-feira, o que deixaria Barroso solitário em seu voto contra o crime de quadrilha, ocorreu uma cena outrora impensável. Joaquim foi interrompido por Carmen Lúcia, que pediu que os demais ministros antecipassem seus votos, mostrando quem é que estava em minoria.
O dia terminou em 4 a 1 contra Joaquim, impedindo que se repetisse, desta vez, o circo dos meios de comunicação para socorrer o presidente do STF, como se fez contra Celso de Mello no debate sobre os embargos. 


 O discurso de Joaquim, após a derrota, foi ouvido em silêncio por um plenário que já não lhe dá muita atenção. Foi um pronunciamento agressivo, impróprio e inócuo. Ofendeu Dilma. O presidente do tribunal disse que fazia um alerta a Nação, o que é absolutamente inapropriado para um juiz e sempre serve como advertência quando colocada na boca de um candidato.
Falar à Nação? Ame-o Ou Deixe-o? Salvador da Pátria?
 Isso é coisa para um juiz? 


A tentativa de denunciar – o que é verdade -- que os ricos tem tratamento preferencial na Justiça enquanto  pobres são condenados com muito mais frequência ficou prejudicada pelo currículo de seus companheiros de voto. Você pode gostar ou não de quem se aliou a Joaquim. Pode reconhecer méritos e conhecimentos jurídicos em sua história. Ou pode identificar, ali, casos de desprezível oportunismo. Mas foi com essas pessoas que ele tentou impedir, de qualquer maneira, que o STF corrigisse um erro de oito anos.  


Um dos ministros absolveu Fernando Collor. Outro deu habeas corpus para o banqueiro Salvatore Cacciola. Um terceiro abriu a porta da prisão, duas vezes, para o banqueiro Daniel Dantas. O quarto foi atrás de ricos, pobres e até acusados da Ação Penal 470 para conseguir apoio para vestir a toga do STF. 


 O terceiro fato relevante da decisão envolve, sim, os dois novos juízes. Luiz Roberto Barroso e Teori Zavaski demonstraram, no julgamento, uma cultura jurídica consistente, de quem tem argumentos próprios para tomar decisões e não se deixa intimidar. Se a experiência ensina que até os melhores juízes são miseravelmente humanos, e nenhum deles está inteiramente vacinado contra pressões e valores de sua época, os dois demonstraram ali, quando era previsível que receberiam as críticas feitas agora, que seu conhecimento e suas convicções teriam mais importância na tomada de decisões do que outros fatores. 


Assumiram posturas coerentes com aquilo que sempre disseram em outras ocasiões. Sempre foram elogiados por seus argumentos. O simples fato de votarem contra um capítulo do  “maior julgamento da história” deve coloca-los sob suspeita? 


Com o aposentadoria antecipada de Joaquim Barbosa, que confirmou a saída em breve até para Dilma Rousseff, o STF entrará em nova fase. Novo presidente, Ricardo Lewandovski sai da AP 470 maior do que entrou. Mostrou personalidade para manter suas convicções ainda que o comportamento intolerante de Joaquim em plenário tenha servido de estímulo a reações selvagens quando andava na rua. 


Também teve capacidade para apontar pontos fracos em vários momentos do julgamento.
Lewandovski se manifestou a favor do desmembramento, em agosto de 2012, abrindo um debate necessário que se prolonga até hoje, quando o STF terá de julgar a renuncia de Eduardo Azeredo.  


Lewandovski ainda registrou o agravamento artificial das penas pelo crime de quadrilha, num levantamento que seria empregado por Barroso e Zavaski na quinta-feira.
Se, em setembro passado, foi Celso de Mello quem deu o voto decisivo que permitiu aos réus apresentarem seus embargos infringentes, única chance de uma revisão do julgamento, limitada e especialíssima, Lewandovski ajudou a cimentar a base de ministros que formou a maioria daquela vez. 


Embora tenha sido derrotado na maioria das votações da ação penal 470, assumiu a postura respeitosa que se revelou vitoriosa no fim. Podia perder no voto mas ganhava na atitude. 
Como revisor, ele foi tratado como um inimigo -- sim, inimigo -- pelo relator e depois presidente da corte, que poucas vezes agiu com a isenção que se espera de um juiz. Quase sempre em minoria, Lewandovski foi um dos  arquitetos do ambiente de tolerância e abertura à divergência, que levou aderrota do crime de quadrilha e permite aguardar por um debate maduro sobre os embargos que envolvem o crime de lavagem de dinheiro.     



Isto É

Então é esse o “herói do mensalão”?

1 de março de 2014 | 11:39 Autor: Fernando Brito
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Não é nenhum site esquerdista, ressentido com o aprisionamento de Dirceu, Genoíno e outros petistas.


É o vetusto Estadão que, com base nas investigações que levaram a Justiça a proibir, por cinco anos, a multinacional alemã Siemens de contratar com o poder público no Brasil, publica:


Diz o jornal que os documentos recolhidos durante a sindicância feita na empresa – que foi a base da decisão judicial – mostram que um contrato no valor de R$ 5,3 milhões (R$ 8,7 milhões, atualizado) para fornecimento de sistemas eletrônicos de movimentação e triagem de carga, teria gerado uma comissão de R$ 150 mil (ou R$ 250 mil, em dinheiro de hoje) para os integrantes do grupo de Roberto Jefferson que controlava a Diretoria de Administração e a  de Recursos Humanos  dos Correios.


Pois muita gente se esqueceu que Roberto Jefferson não foi “apenas” um recebedor de dinheiro do suposto mensalão.
Está denunciado por, ele próprio, comandar um esquema de corrupção com seus indicados dentro dos Correios. A denúncia do MP – fora do Supremo – está aqui.
E este é o ponto, tão esquecido, que o Estadão hoje lembra:
“Jefferson denunciou o mensalão depois que a revista Veja publicou, em maio de 2005, reportagem que abordava o esquema na estatal. A reportagem citava vídeo em que Maurício Marinho recebia R$ 3 mil de propina de um empresário – até hoje, este empresário nunca foi identificado. Na gravação divulgada, Marinho também revelava ser apadrinhado por Roberto Jefferson.


Três semanas depois, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Jefferson revelou o mensalão. O então deputado alegou ter visto digitais do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, também preso atualmente, no vazamento do vídeo. Jefferson acreditava que o PT desejava ocupar o espaço do PTB nos Correios. Daí porque, no seu entender, tentava incriminar Marinho, seu apadrinhado.”


É aí que estão “os instintos mais  primitivos” do “herói do mensalão”.
O de vingança de quem lhe desmontou o maná.
Esta é a fonte contaminada deste processo político, no qual certamente que há irregularidades.
Nenhuma maior, porém, que o endeusamento de um delator movido pela vindita a quem  achava que havia lhe tirados os doces e a tentativa de politizar, a seu favor, um caso onde estava comprometido até a medula.


E que de vingativo foi transformado em vingador pela mídia, ao ponto de um leitor da Folha sugerir que se lhe fizesse uma estátua “como herói nacional”.
Sobre estes moralistas – dos quais honradez passa longe – este sábado de Carnaval é bom para recordar a piadinha:
- Você sabe porque gringo samba sacudindo os dedinhos levantados?
- Não, por que?
- Para que não lhe olhem os pés…



Brasil 247

Derrotada, Veja entra na quarta-feira de cinzas

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Revista mais engajada pela condenação ao longo do julgamento da AP 470 diz que o STF deu sinal verde para a “quadrilha” petista e joga nos “ministros novatos” Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki a responsabilidade pela reviravolta no caso; sem argumentos contra uma decisão legítima que derrubou as condenações por formação de quadrilha no chamado processo do “mensalão”, a publicação da Abril veste a carapuça do presidente da Corte, Joaquim Barbosa, e tenta politizar a votação: sugere que o resultado foi influenciado pela presidente Dilma Rousseff, ao indiciar os novos magistrados; zomba ainda dos milhares de doadores que ajudaram petistas a quitar as multas do STF, encoraja as incoerências de Barbosa e a perseguição do juiz Bruno Ribeiro a José Dirceu e a Delúbio Soares
1 de Março de 2014 às 05:56


247 – Com uma charge de José Dirceu, José Genoino e Delubio Soares, em clima de carnaval, com a chamada “Quanto riso, oh! Quanta alegria”, a revista Veja deste final de semana ironiza a decisão do STF sobre a votação do último embargo infringente da AP 470.


A publicação, que foi a mais engajada pela condenação ao longo do julgamento, diz que a Corte deu sinal verde para a “quadrilha” petista e joga nos “ministros novatos” Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki a responsabilidade pela reviravolta.


Por 6 votos a 5, o STF derrubou as condenações de oito réus por formação de quadrilha no processo do chamado “mensalão”. José Dirceu e Delúbio Soares foram os dois principais beneficiados pela absolvição. Na teoria, deixam de cumprir pena em regime inicialmente fechado e ganham o direito ao regime semiaberto, no qual podem trabalhar fora do presídio se forem autorizados pela Justiça.


Assim como fez o presidente da Corte, Joaquim Barbosa, na falta de argumentos contra uma decisão legítima, a revista Veja tenta politizar a votação. A reportagem de Daniel Pereira sugere que o resultado foi influenciado pela presidente Dilma Rousseff, que indiciou os “novatos” para o cargo. “O PT venceu as batalhas iniciais do processo, postergando o início de sua votação, o que foi decisivo para a mudança da composição do STF. Agora, ganhou a última batalha relevante, com seus antigos dirigentes assegurando o direito de deixar o cárcere a partir de agosto”, diz.


Além disso zomba de milhares de pessoas pelo Brasil que fizeram doações para ajudar petistas a pagar suas multas no STF, dizendo que, mesmo presos, Dirceu, Delúbio e Genoíno enriqueceram mais de R$ 2 milhões: “Não é piada de salão: acumularam patrimônio na cadeia”.


Insiste ainda em regalias aos condenados, dizendo que Dirceu transformou a biblioteca da Papuda em seu escritório. Essas irregularidades não foram provadas e até foram descartadas pelo presidente da OAB. Mesmo assim, serviram como arma para o juiz Bruno Ribeiro, que é filho de um dirigente do PSDB e ligado a Joaquim Barbosa, continuar sua perseguição aos petistas: no mesmo dia da decisão do STF, mandou o ex-tesoureiro do PT de volta para o regime fechado, passando por cima da suprema corte; o motivo: uma feijoada não comprovada. 

Ele ainda abriu nova investigação contra Dirceu, porque ele recebeu a visita de um dos chefes da Defensoria Pública da União, Heverton Gisclan Silva, no Complexo Penitenciário da Papuda, no último 6 de janeiro, uma segunda-feira, dia em que não são previstas visitas.
A Veja cita a série de incoerências do caso como conquistas do que chama de o “Bloco dos Mensaleiros”: “O partido ainda festeja, com ares de ironia, a possibilidade de conquistar mais quatro anos de mandato na Presidência. Quanto rio e quanta alegria entra a companheirada. Neste carnaval é desnecessário dizer quem, como sempre, fara o papel dos mil palhaços no salão”, ironiza.



Brasil 247

Siemens subornou grupo de Jefferson em R$ 150 mil

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Informação consta em planilhas encontradas em computadores do ex-diretor dos Correios Maurício Marinho e de outro assessor da diretoria da estatal; propina teria sido paga pela multinacional para obter um contrato com a empresa pública em 2005; após suspeitas de envolvimento em desvios da estatal, o então presidente do PTB denunciou o chamado “mensalão”, que resultou na AP 470 do Supremo Tribunal Federal; em razão das irregularidades, a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal impediu a alemã de fechar contratos com a administração pública até 26 de julho de 2018
1 de Março de 2014 às 08:16


247 – Documentos encontrados em computadores do ex-diretor dos Correios Maurício Marinho e de outro assessor da diretoria apontam que o grupo do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) recebeu pelo menos R$ 150 mil da Siemens para obter um contrato com a estatal em 2005.


Naquela época, o então deputado e também presidente do PTB controlava politicamente os Correios. Sob as suspeitas, ele denunciou o chamado “mensalão”, que resultou na AP 470 do Supremo Tribunal Federal. Foi condenado pelo processo à pena de 7 anos e 14 dias.


O contrato dos Correios que envolve a Siemens era de valor de R$ 5,3 milhões e foi firmado no governo Lula para fornecimento de sistemas eletrônicos de movimentação e triagem de carga. Em razão das irregularidades, a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal impediu a multinacional alemã de fechar contratos com a administração pública até 26 de julho de 2018 (leia aqui).


A sindicância dos Correios também viu indícios de suborno em outro contrato com a Siemens, este de 2001, na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de R$ 25 milhões. Na ocasião, os Correios eram presididos por Hassan Gebrin, indicado pelo então ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga. 


Leia aqui a matéria do Estado de S. Paulo sobre o ass
 
 
 
Brasil 247