quarta-feira, 30 de junho de 2010

Índio da Costa é escolhido pelo DEM como o novo vice de Serra


Por Ana Paula Scinocca, Luciana Nunes Leal, Carol Pires e Rodrigo Alvares

Atualizado às 16h26

O deputado Índio da Costa é o novo vice da chapa de José Serra (PSDB) à Presidência da República. O acordo foi feito ontem à noite pelas lideranças dos partidos da coligação. A intenção era indicar para a vaga alguém que fosse um nome novo e que agregasse votos ao tucano.

Mesmo com a notícia de que é o novo candiadto a vice de José Serra, o deputado Índio da Costa (DEM-RJ) despista. “Não tem nada de novo. Estamos esperando o pessoal (do DEM) voltar de São Paulo para retomarmos a convenção”, disse, por telefone, pouco depois de sair da churrascaria Fogo de Chão, onde os democratas almoçavam em uma mesa e o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), em outra.

O presidente Nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, confirmou há pouco à Agência Estado, que o candidato a vice presidente na chapa de José Serra à Presidência da República será o deputado federal Índio da Costa. Guerra disse que deputado foi escolhido porque é um parlamentar jovem, circula bem na militância jovem do Democratas e é do Rio de Janeiro, região onde o PSDB não vai bem nas pesquisas de intenção de voto.

Entretanto, de acordo com fonte do DEM, a cúpula do partido ainda espera a confirmação do próprio José Serra – que está a caminho de Brasília. “Tem 90% de chance de o Índio ser o vice”, disse.

Biografia

Indio da Costa, do DEM do Rio de Janeiro, foi o relator na Câmara do projeto de lei Ficha Limpa (Lei n.º 135 / 2010), que impede políticos com condenações na Justiça de concorrerem a cargos eletivos. Ele começou na vida pública em 1993, na equipe do então prefeito César Maia. Está em seu quarto mandato parlamentar e foi eleito deputado federal em 2006 com 91,5 mil votos. Antes disso, foi vereador por três mandatos.

Antonio Pedro de Siqueira Indio da Costa, carioca de 39 anos, é advogado, especialista em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É autor de dois livros sobre gestão pública, Administração Pública no Século XXI (2007) e A Reforma do Poder (2003).

Na Câmara dos Deputados, é membro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Comissão de Defesa do Consumidor e da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Em quatro anos de mandato apresentou 25 projetos de lei, na área da transparência do poder público, direito do consumidor, econômica e penal.

Como vereador no Rio, foi coautor da política de turismo da cidade do Rio de Janeiro. Atuou como secretário municipal de Administração (2001-2006), administrador do Parque do Flamengo (1993/94) e administrador regional de Copacabana/Leme.

Serra escolhe hoje novo vice; Álvaro Dias está descartado


Ana Paula Scinocca e Eugênia Lopes / BRASÍLIA - Agência Estado

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, escolhe ainda nesta quarta-feira, 30, o novo candidato a vice de sua chapa. O tucano Álvaro Dias (PR), indicado na sexta-feira, 25, está fora por conta da decisão de seu irmão, o também senador Osmar Dias (PDT-PR), que anunciou na noite de terça-feira que será candidato ao governo do Paraná.

"A definição sai hoje. O Serra vai decidir, mas agora o critério de escolha é diferente, já que não se trata mais de questão eleitoral", afirmou o presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra, senador Sérgio Guerra (PE).

Guerra disse que a decisão final será de Serra e que o presidenciável está ouvindo não apenas os líderes do DEM, principal partido aliado, mas de outros integrantes da coligação.

Os Democratas (DEM) já dão como certa a saída do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) da chapa do presidenciável tucano José Serra. Neste momento, o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), está retornando à Brasília. Maia esteve reunido em São Paulo com Serra para definir o nome do vice. A ex-vice-governadora do Pará, Valéria Pires Franco (DEM), é uma das cotadas para assumir a vaga de vice.

Os Democratas dizem que, se o vice for realmente do DEM, será uma escolha de Serra. Se for do PSDB, a indicação será feita com o aval do DEM.

Oposição esqueceu de olhar o futuro de Serra - Por Luis Nassif


Enviado por luisnassif, qua, 30/06/2010 - 11:11

Por Lampiao

Mudar ou continuar

Marcos Coimbra

Correio Braziliense - 30/06/2010

Já faz algum tempo, começou a se generalizar no meio político a convicção de que Dilma vai ganhar as eleições. Embora nem todos admitam, é o que pensam até as principais lideranças da oposição, assim como a quase totalidade dos formadores de opinião e da imprensa.

Para consumo externo, continuam a dizer que o processo está aberto, que nada está definido.

Mas não é o que, no íntimo, acreditam que vai acontecer.

Do lado governista, nem se fala. Não é de agora que os principais estrategistas do Planalto e do PT trabalham com o cenário de crescimento e vitória da candidata de Lula. A rigor, é nisso que apostam desde 2008, quando o presidente deixou claras duas coisas: que ele próprio não tentaria mudar as regras do jogo para disputar um terceiro mandato; e que achava que conseguiria ganhar as eleições com alguém que o representasse.


A última esperança é o Datafolha

Do Radar da Veja

Tucanos apostam nas novas pesquisas

Apesar da pesquisa Vox Populi divulgada ontem, com os mesmos 40% (Dilma Rousseff) a 35% (José Serra) registrados pelo Ibope há uma semana, a campanha tucana aposta muito em duas novas pesquisas que sairão na sexta-feira e no sábado. A pesquisa de sexta-feira, está sendo feita pelo Ibope, sob encomenda da Associação Comercial de São Paulo; a de sábado, é o novo Datafolha, que será publicado na Folha de S. Paulo.

A esperança do PSDB é que as duas pesquisas mostrem resultados semelhantes às pesquisas diárias que o partido tem feito. Nelas, Serra bate Dilma por pequena vantagem.

Mas como assim? Por que resultados tão diferentes? Há pelo menos um ponto concreto que pode explicar a disparidade nos números. A pesquisa Vox divulgada ontem terminou suas entrevistas no sábado passado. A do Ibope faz hoje suas últimas entrevistas. E a do Datafolha ouvirá eleitores até sexta-feira. Como até ontem havia inserções comerciais de Serra na tevê, algo pode ter mudado e é no que confia a campanha de Serra.

Pode dar primeiro turno

Coluna Econômica

Pode dar primeiro turno nas eleições

É enorme a probabilidade de a eleição presidencial terminar no primeiro turno. É a opinião dos dois mais respeitados institutos de pesquisa de opinião do país: Vox Populi e Instituto Sensus.

Ontem o Instituto Vox Populi soltou sua pesquisa, mostrando vantagem de Dilma Rousseff de 40 a 35% para José Serra. Mas, computando os votos úteis, Dilma salta para 48%, a 2 pontos da vitória no primeiro turno.

20% ainda não se decidiram e a tendência majoritária será por Dilma. Segundo João Francisco Meira, do Vox, as tendências majoritárias nessas eleições são as seguintes:

1. As pessoas sentem que sua situação melhorou e não consideram que haja relação com o governo FHC. Ambos – Lula e FHC – garantiram a estabilidade, mas apenas Lula – segundo essa percepção – garantiu a melhora de vida.

2. As pessoas sentem que, além de sua vida ter melhorado, o governo é bom. Tanto que 80% consideram ótimo ou bom.

3. Há a convicção de que Dilma representa continuidade.

4. Além da desvantagem, o PSDB não terá tempo de TV a mais, para tentar reverter o jogo.

A esses fatores devem ser acrescentados os seguidos erros de condução da campanha do candidato José Serra.

***

O erro mais notável foi a escolha de Álvaro Dias, do Paraná, para candidato a vice – provocando uma crise insanável com o DEM.

Para Ricardo Guedes, do Sensus, só há uma explicação para essa imprudência: a percepção, na campanha de Serra, de que o PSDB poderá perder o sul – fato inédito em campanhas eleitorais. A tática não seria mais a de angariar apoios – o que ocorreria com um candidato do nordeste – mas a de preservar a região.

O Sensus montou para vários clientes vários de discussão em São Paulo, Santa Catarina e Paraná. Nesses grupos, as pessoas são convidadas a dar nota de 0 a 10 aos candidatos tanto no início quanto no final das discussões. Em todos os grupos se observou tendência de crescimento de Dilma e de queda de Serra.

***

A explicação de Guedes é que ocorreu uma antecipação da campanha presidencial. É como se o primeiro turno tivesse terminado agora, diz ele. Nesse período houve exposição dos dois candidatos na mídia, debates, currículos e argumentos colocados, acusações, dossiês. Tudo o que poderia ocorrer no primeiro turno ocorreu agora.

Em Minas Gerais e São Paulo, a verdadeira campanha começa agora, diz ele. No Brasil, não.

***

Submetidos a ataques intensos meses atrás – quando identificaram a possibilidade de vitória de Dilma, quando Serra ainda ostentava imensa maioria -, ambos os institutos saem da refrega com a reputação consolidada.

Para João Francisco, da Vox, o que diferenciou as análises foi o maior conhecimento histórico e político. Outros institutos limitavam-se a pegar números do dia e projetar, ou analisar tendências históricas sem que o Brasil tivesse conjunto de eleições suficiente para permitir extrapolações – da redemocratização para cá foram apenas quatro campanhas.

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As dúvidas, agora, são sobre a posição do DEM na sua convenção de hoje. Caso desista da coligação, o PSDB terá um horário de TV equivalente ao de um partido nanico.

Serra perdeu o palanque "verde" no Rio - Por Brizola Neto


quarta-feira, 30 junho, 2010 às 1:10

Duas boas notícias para a candidatura Dilma no Rio de Janeiro, que me fazem voltar atrás na previsão de que ela teria 60% dos votos aqui. Não terá, terá perto de 70%, no primeiro turno, escrevam. Se as coisas continuarem como vão.

A primeira delas é a de que uma decisão do TSE permitirá a Garotinho concorrer. E Garotinho é do PR, que apóia Dilma. mesmo que o ex-governador esteja mal das pernas e das fichas, e ele, que tem eleitorado no interior e na Baixada, nem pode colocar Serra nos seus programas, o que já não faria em condições normais, de olho no voto do povão.

A outra é a de que o TSE prioibiu Gabeira de dar palanque eletrônico a Serra, decidindo, segundo O Globo, no final da noite desta terça-feira que os candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) “não poderão aparecer no programa eleitoral do deputado Fernando Gabeira, candidato do PV ao governo do Rio”. Em análise de consulta feita pelo PPS, os ministros do TSE entenderam que as coligações regionais não podem se favorecer de alianças feitas em nível nacional.

- O candidato não pode puxar para o regional a coligação que não existe – afirmou o corregedor do TSE, ministro Aldir Passarinho.

Diz o jornal : “o PPS perguntou ao TSE se o candidato majoritário em nível regional do partido A pode utilizar a imagem e a voz do candidato à Presidência de seu partido, mesmo estando ele coligado em âmbito regional com o partido B, que tem candidato diverso à Presidência?Também perguntou se pode a imagem e a voz do candidato à Presidência do partido B, que integra a coligação em âmbito regional com o partido A, ser utilizada na propaganda eleitoral regional, na qual será utilizada também a imagem e a voz do candidato a presidente do partido A?

O TSE respondeu não às duas perguntas, segundo O Globo. O caso se aplica diretamente ao candidato do PV, uma vez que o PSDB, o DEM e o PPS estão coligados para apoiar a candidatura de José Serra à Presidência. O PV está com Marina Silva. Mas no Rio de Janeiro, os quatro partidos estão unidos em apoio à candidatura de Gabeira.

Se isso não for revertido, prejuízo em dobro: Gabeira não conquista a direita “brucutu”, que queria usa-lo para ganhar nas áreas em que não sensíveis a um “serrismo sem Serra”.

Estamos só no começo, a coisa ainda vai se apertar mais para Serra. E também para o oportunismo “verde” de alguns, que estavam topando tudo em nome de apoio, nas mais variadas concepções da palavra.

Não há tanga de crochê que esconda que esta será a candidatura da direita. Pobre Marina…

Em crise, fazendo água, com debandada ...

Sérgio Guerra desesperado (foto)


Tudo de ruim continua acontecendo na campanha do candidato da oposição ao Planalto, José Serra (PSDB-DEM-PPS). A candidatura continua em crise, fazendo água, e as pesquisas confirmando que o 2º lugar para ele veio para ficar. O Vox Populi reitera o 1º lugar da candidata do presidente Lula, do governo, PT e partidos aliados, Dilma Rousseff - ela com 40%, ele com 35%. Igualzinho o IBOPE atestou há uma semana atrás. Agora mais um partido ameaça debandar e desembarcar do barco serrista, o PSC.

Seu principal aliado mais à direita, o DEM, começou uma convenção nacional às 7 hs de hoje em Brasília, sem nada decidido e na qual tudo pode acontecer. Continua sem aceitar a chapa puro-sangue com o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para vice, mas também não definiu um nome próprio para a vaga, nem tem certeza se pretende continuar aliado a Serra. Se bem que esse é o resultado mais provável já que o partido não tem para onde ir.

Até o ex-presidente Fernando Henrique, que haviam programado esconder na campanha, foi trazido de volta de seu giro no Exterior. Voltou à ribalta e participou da rodada paulista da série de reuniões que PSDB e DEM promoveram em São Paulo e em Brasília, que vararam madrugadas (da 2ª, 3ª e dessa 4ª feira) mas não chegaram a lugar nenhum. PSDB e DEM já chegaram a um consenso, porém, em torno de alguns pontos nessa mais recente crise que enfrentam e que tem nome e sobrenome - Álvaro Dias.

Todos concordam que a desastrada escolha do senador paranaense fez um estrago na candidatura presidencial e na campanha que nem os adversários poderiam fazer maior; ampliou (e muito) as possibilidades de derrota de Serra, medo já externado publicamente por FHC, pelos presidentes nacionais do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ) e do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE) e pelo presidente de honra dos demos, o veterano ex-senador Jorge Bornhausen (SC); e que o futuro (deles) a Deus pertence, podendo chegar na convenção de hoje até a ruptura do DEM com o PSDB, como admitiu FHC.

A conferir...

Do blog do Zé Dirceu

E segue a Copa do Mundo ...


Resultado do jogo - oitava de final


Espanha 1 x 0 Portugal

Quartas de final - Próximos jogos

Brasil x Holanda
Alemanha x Argentina
Espanha x Paraguai
Uruguai x Gana

Pesquisa Vox Populi confirma Dilma na liderança da corrida presidencial


Pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira (29) pelo blog do jornalista Fernando Rodrigues, confirma a liderança de Dilma Rousseff, do PT, na corrida presidencial, conforme já havia apontado o Ibope na semana passada.

Segundo o Vox, se as eleições fossem hoje Dilma teria 40% das intenções de voto, contra 35% de José Serra (PSDB) e 8% de Marina Silva (PV).

A sondagem foi feita entre os dias 24 e 26 e tem margem de erro de 1,8 ponto percentual.

A última sondagem do instituto (feita entre 8 e 13 de maio) indicava empate técnico por conta da margem de erro – que era de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Em maio, no cenário em que apenas os Dilma, Serra e Marina foram apresentados aos entrevistados , a petista teve 37% e o tucano 34%.

Na pesquisa espontânea, Dilma tem 26% e Serra 20%.

O Vox Populi entrevistou 3 mil eleitores. O registro da pesquisa no TSE é o 16944/2010.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Bahia: Somos diferentes daqueles que só prometem, afirma Dilma na convenção do PT


Na convenção do PT na Bahia realizada ontem( 27), em SSalvador, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, ressaltou a diferença do projeto de continuidade do governo Lula em relação à oposição. “Somos diferentes daqueles que só prometem e quando vai ver o que eles fizeram eles condenaram esse país a ficar de joelho diante do Fundo Monetário Internacional (FMI), eles deixaram esse país sem crescimento, sem emprego, sem política social, um país em que uma parte ficava às escuras”, disse a petista durante seu discurso.

A convenção formalizou a candidatura à reeleição de Jaques Wagner ao governo baiano e de Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB) ao Senado. O vice Wagner será Otto Alencar (PP). Cerca de 3 mil militantes foram ao Centro de Convenções de Salvador e comemoraram com muito axé e forró.

“A Bahia é um estado especial do Brasil. Na Bahia a gente sente a força, a energia e a alegria. É onde está o início, o meio e o fim da brasilidade. Aqui, começou o Brasil e as lutas pela nacionalidade”, afirmou, no começo de sua fala.

Ela lembrou ainda a proximidade do dia 2 de julho, data em que a Bahia comemora a libertação dos domínios do exército português em 1823. Dilma disse que a data lembra outra luta do povo baiano.

“Dentro da melhor tradição democrática e de luta da Bahia, nessa semana que antecede o 2 de julho, tem um momento muito especial que aconteceu há quatro anos, em que você, Jaques, saiu lá debaixo com a força do povo baiano para derrotar a oligarquia, demonstrando que ninguém coloca canga no povo baiano”, salientou.

Ela disse que tem certeza de que a militância e o povo têm consciência dos avanços do governo Lula e que o Brasil não pode regredir. “A militância diante desse projeto de transformação não vai deixar que o atraso volte, não vai permitir que andemos para trás, porque somos um tipo diferente de gente."

Segundo ela, "somos aqueles que primeiro fazem o necessário, depois fazem o possível e quando menos se espera fazem o impossível, até porque somos aqueles que nunca acham que o impossível é impossível”.

E segue a Copa do Mundo ...


Resultado das oitavas de final

Alemanha 4 x 1 Inglaterra
México 1 x 3 Argentina
Brasil 3 x 0 Chile
Holanda 2 x 1 Eslováquia

sábado, 26 de junho de 2010

DEM exige indicação de vice-presidente na chapa tucana


RIO - O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (Rio), deixou claro na noite deste sábado, 24, que não pretende voltar atrás na exigência de que o partido indique o candidato a vice de José Serra (PSDB).
Maia anunciou que, se necessário, levará o confronto até a convenção nacional do DEM na quarta-feira. O partido, afirmou, vai esperar até lá que Serra indique um nome do DEM. Caso contrário, o próprio partido fará a indicação.

"Vamos esperar que ele indique. Se ele não indicar vamos aprovar o nosso nome na convenção do dia 30", afirmou Maia. Questionado sobre como se resolveria o impasse, já que o PSDB tem outro candidato - o senador Álvaro Dias (PSDB-PR)-Rodrigo Maia respondeu: "Pergunte ao advogado do PSDB. Na convenção, vamos aprovar apoio ao Serra com candidato a vice do DEM."

Maia não foi na noite de sábado à convenção nacional do PPS que formalizou o apoio à Serra. "Estou cheio de coisas para fazer, atrás de voto para mim", afirmou o deputado, que é candidato a reeleição.

Serra avisou nesta noite, em telefonema ao presidente do PPS, Roberto Freire, que não iria à convenção nacional do partido que vai formalizar a aliança de oposição na disputa presidencial. Freire comunicou a plateia da convenção a ausência de Serra. Segundo o presidente do PPS, Serra "mandou dizer que está firme e não vai se submeter a imposições de quem quer que seja."

Desde sexta a campanha de Serra vive uma crise interna por causa da escolha do candidato a vice. O PSDB indicou Dias, mas o DEM, outro partido aliado, rejeito a indicação e exige que o candidato a vice seja um democrata.

Estadão.com.br

E segue a Copa do Mundo ...


Resultado dos jogos

Grupo G Brasil 0 x 0 Portugal
Grupo G Costa do Marfim 3 x 0 Coréia do Norte
Grupo H Espanha 2 x 1 Chile
Grupo H Suíça 0 x 0 Honduras

Oitavas de final

EUA 1 x 2 Gana
Uruguai 2 x 1 Coréia do Sul

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Serra afunda e o "Celso Furtado" navega ... - Por Brizola Neto



Estive agora de manhã no Estaleiro Mauá, no lançamento do “Celso Furtado”, o primeiro navio construído no estado do Rio para o programa de expansão da frota da Petrobras e o único de grande porte a ser produzido aqui – pasmem- desde 1997! Conversei com Sergio Machado, presidente da Transpetro e ele me confirmou que outras 15 embarcações serão construídas aqui, e as encomendas já contratadas estão gerando hoje emprego para quase 25 mil trabalhadores. Para vocês terem uma ideia, toda a indústria brasileira de construção naval empregava cerca de 2 mil trabalhadores em todo o País, antes das encomendas da Petrobras, que já elevou este número para 46 mil.

É uma enorme alegria ver centenas de trabalhadores felizes e realizados com a descida ao mar do navio, ainda por cima uma merecida homenagem a um grande brasileiro, Celso Furtado, um economista que se preocupava com desenvolvimento brasileiro e, especialmente, com o povo do seu Nordeste. Fiquei pensando: como seria possível que o nosso país pudesse retroceder ao tempo do desmonte de nossa indústria, às encomendas de tudo no exterior, ao desemprego de nossos operários, técnicos e engenheiros navais, uma tradição carioca e brasileira, pois já fomos a 2a maior indústria naval do mundo?

Felizmente, foi só um pensamento ruim. Porque os fatos mostram que estes tristes tempos se foram para sempre.

Lula assina MP que libera 1 bilhão para Pernambuco e Alagoas

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina, ainda hoje (24), uma medida provisória (MP) no valor de R$ 1 bilhão para criar uma linha de financiamento, a juros subsidiados, para ser usada como capital de giro, compra de material de construção, equipamentos, bens de capital para o comércio e pequenos, médio e grandes empresas nos municípios atingidos pelas enchentes em Pernambuco e Alagoas.

Após sobrevoar municípios pernambucanos atingidos pelas fortes chuvas do último final de semana, ao lado de Lula, a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, disse que R$ 275 milhões já estão na conta de cada um dos dois estados, além da liberação de recursos para compra emergencial de água, alimentos e medicamentos.

Esses recursos poderão ser utilizados para ações imediatas de socorro e primeiras ações de reconstrução. “Depois que os estados apurarem os valores envolvidos no processo de reconstrução, tanto de equipamentos públicos como de moradia, novamente vamos nos fazer presente”, disse a ministra.

Hoje, o governo também anunciou a transferência de recursos para reforço das atividades de assistência médica e reconstrução das unidades de saúde no valor de R$ 21 milhões para Pernambuco e R$ 26 milhões para Alagoas pelo Ministério da Saúde.

“Temos a obrigação política, humana e moral de ajudar para reconstruir o que foi destruído nos estado de Pernambuco e Alagoas”, disse Lula.

Serra é o candidato dos ricos: só mantem vantagem no Sul e no eleitorado mais rico, diz CNI/Ibope


24 de junho de 2010
O detalhamento da pesquisa CNI/Ibope que mostrou Dilma Rousseff (PT) cinco pontos percentuais à frente de José Serra (PSDB) mostra que o tucano mantém vantagem sobre a petista apenas no eleitorado da região Sul e na faixa da população com renda per capita de mais de 10 salários mínimos ao mês.

No Sul,Serra tem 42% das intenções de voto contra 34% da Dilma, de acordo com o Ibope. No Sudeste, onde Serra foi prefeito e governador, e onde sustentava vantagem até então, a situação agora é de empate dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais (37% a 36% para Dilma).

Nos dados gerais, Dilma tem 40% das intenções de voto contra 35% de Serra. Marina Silva tem 9%. O Ibope ouviu 2.002 eleitores entre sábado e segunda-feira (a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 16.292/2010).

Já o eleitorado mais rico (renda per capita superior a 10 mínimos) registra a maior vantagem pró-Serra, de 16 pontos percentuais (43% a 27%). É nessa faixa que Dilma encontra sua mais alta rejeição --41% dessa fatia diz que não votará na petista de jeito nenhum, contra 23% da média geral do eleitorado.

Dilma também mantém alta rejeição entre o eleitorado do Sul e entre as pessoas que possuem curso superior (31%).

Serra e Marina apresentaram rejeição similar na média (30% e 29%, respectivamente), sendo que a candidata do PV tem o maior índice no eleitorado do Nordeste --34% dizem que não votariam nela de jeito nenhum. A maior resistência a Serra está na faixa dos que têm renda per capita entre 5 e 10 salários mínimos: 35% de rejeição.

O detalhamento do CNI/Ibope mostra também que o eleitor com ensino fundamental, o do Nordeste e aquele com a pior renda do país (até um salário mínimo per capita) são os mais inclinados a seguir a indicação do presidente Lula, que apoia Dilma. Nessas faixas, de 57% a 67% dos eleitores dizem preferir votar naquele que Lula indicar. Folha

Dilma a dois pontos da vitória no primeiro turno


Enviado por luisnassif, qui, 24/06/2010 - 14:54

A divulgação da pesquisa do IBOPE - mostrando Dilma com 38,3% e Serra com 32,3% - escondeu um ponto crucial. A vitória, no primeiro turno, é para quem tiver mais de 50% dos votos válidos. Os percentuais divulgados se referem a todo o universo de eleitores.

Se descontar Brancos/Nulos (6,3%) e Não Sabe (13,8%), Dilma passa a contar com 47,9% dos votos válidos.

Tem mais. 25% dos eleitores ainda não sabem que Dilma é candidata de Lula. Se 3/5 deles, depois de informados, decidirem pelo voto nela, serão 15 pontos adicionais.

Total Válidos

100 79,7
Dilma 38,2 47,93%
Serra 32,3 40,53%
Marina 7
Outros 2,2
Brancos/nulos 6,3
não sabe 13,8

A grande dúvida é como será a campanha de Serra, à luz dessas conclusões. Pode radicalizar, falando para dentro, para seu núcleo duro; ou poderá, num ato de despreendimento, pensar no futuro das oposições e se decidir por um discurso construtivo. Como lembrou um analista, ou se comporta como o PT em 1994 ou como o PT em 1998.

A radicalização irá comprometer a construção mais que necessária da oposição. Resta saber qual o grau de despreendimento do candidato Serra.

Do blog do Nassif

E segue a Copa do Mundo ...


Resultado dos jogos

Grupo E Dinamarca 1 x 3 Japão
Grupo E Holanda 2 x 1 Camarões
Grupo F Eslováquia 3 x 2 Itália
Grupo F Paraguai 0 x 0 Nova Zelândia

Fechamos nossos palanques na região Leste - Por José Dirceu


Publicado em 24-Jun-2010
O ex-ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias (PT)...

O ex-ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias (PT), anunciou que será o vice-governador do ex-ministro e senador Hélio Costa (PMDB-MG). Com a consolidação do palanque PT-PMDB em Minas,segundo maior colégio eleitoral do pais com 14 milhões de eleitores, nossa candidata a presidente, Dilma Roussef contará com palanques fortes e que viabilizam a sua eleição nos quatro Estados do Sudeste - São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Situação inédita e invejável, e o melhor, com chances reais de vitória na eleição nos quatro Estados. Agora, no Rio, vamos de Sérgio Cabral (PMDB) para a reeleição de governador e Lindberg Farias para senador. No Espírito Santo, com a candidatura do senador Renato Casagrande (PSB) para governador, do deputado Givaldo Vieira (PT) para seu vice, e as do vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB) e Magno Malta (PR) como candidatos a senador- o último à reeleição.

Nas Geraes, as articulações continuam.

Em Minas vamos de Hélio Costa (PMDB) governador, Patrus Ananias (PT), vice, e o ex-prefeito de BH, Fernando Pimentel (PT) para uma das vagas de senador. Pimentel deve ter como suplente o ex-vice-governador mineiro Clésio Andrade (PR). Como nas Minas tudo é resolvido com muita conversa e calma, a prosa interpartidária continua e o provável é que a outra vaga seja ocupada por um candidato a senador pelo Zito Vieira (PC do B) ou Miguel Martini (PHS).

Nesses três Estados, Rio, Espírito Santo e Minas, essas chapas e os candidatos nossos, ou os que apoiamos lideram as pesquisas com grandes chances de vitória.Em São Paulo vamos para uma eleição competitiva, com a chapa encabeçada pelo senador Aloizio Mercadante (PT) governador / ex-prefeita Marta Suplicy (PT) senadora. É uma garantia de ida para o 2º turno. Dilma está na liderança nacional das pesquisas - vide IBOPE - e aí é disputar com o candidato da oposição, José Serra (PSDB-DEM-PPS) voto a voto no 2º turno em São Paulo.

Tudo fechado em termos de chapas nos quatro Estados (falta um tiquinho em Minas). O fato delas estarem na liderança das sondagens eleitorais em Minas, Espirito Santo e Rio não é pouca coisa não. Pelo contrário, os três podem garantir a vitória. Ainda mais que vamos partir com tudo para ganhar também em São Paulo e derrotar os adversários de uma ponta a outra da região Leste.

Do blog do Zé Dirceu

Rejeição a Serra é a maior entre os candidatos. Veja os gráficos da pesquisa Ibope

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Mônica Bergamo: FHC diz ter sérias dúvidas sobre vitória de Serra nas eleições


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) confidenciou a interlocutor de sua mais absoluta confiança recentemente que tem sérias dúvidas sobre a possibilidade de José Serra (PSDB-SP) vencer a eleição presidencial, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta quarta-feira da Folha.

"E olha que estou tentando ajudar", disse o ex-presidente, atualmente em tour pelo exterior --com retorno previsto para o dia 2.

No início de junho, convocada por FHC, a cúpula do PSDB se reuniu em São Paulo para pregar uma correção de rumo da campanha de Serra à Presidência.

O risco de desgaste com a demora na definição da vice é alvo de apreensão do grupo. A falta de diálogo e recentes rompantes de Serra também estiveram em pauta. Todos cobram informações sobre a campanha.

A avaliação foi a de que Serra deveria dedicar mais atenção aos aliados e à montagem de palanques, em vez de desperdiçar energia com a rotina da campanha.

Dilma tem 40% das intenções de voto e Serra 35%, segundo o CNI/Ibope


Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, assumiu a liderança na disputa presidencial, de acordo com a pesquisa divulgada pelo instituto Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com 40% das intenção de voto, enquanto o candidato do PSDB, José Serra, tem 35%. A candidata do PV, Marina Silva, aparece com 9%, considerando um cenário com apenas os três candidatos.

A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Já em um cenário com 11 candidatos, Dilma lidera com 38,2% das intenções de voto, Serra fica com 32,3% e Marina com 7%.

É a primeira vez que Dilma assume a dianteira na consulta estimulada do Ibope. Na última pesquisa, divulgada em março, Dilma marcou 33 pontos%, Serra, 35% e Marina tinha 8%.

Registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TSE) com o número 16.292/2010, a pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 21 deste mês com 2.002 pessoas em 140 municípios.

Agência Brasil

E segue a Copa do Mundo ...


Resultado dos jogos

Grupo C Eslovênia 0 x 1 Inglaterra
Grupo C EUA 1 x 0 Argélia
Grupo D Alemanha 1 x 0 Gana
Grupo D Sérvia 1 x 2 Austrália

terça-feira, 22 de junho de 2010

Carro elétrico é a senha para montadora nacional


O Brasil está diante de uma oportunidade única: a criação de uma indústria automobilística nacional. Não exatamente de uma montadora convencional. O País deve aproveitar seu potencial para a produção de um veículo híbrido ou elétrico. A vocação natural do Brasil aponta para a produção de veículos movidos a células a combustível.

Do blog do Nassif

Uma indenização bilionária



Por Athos

Em Observação

Nassif,

Só para informar que neste momento tem um processo em julgamento na 2ª Turma do STJ que diz respeito ao rodoanel.

De acordo com o andar da carruagem, o Estado de SP vai pagar uma indenização de R$ 1.8bi à construtora Tratex S/A.

Não acredito que a procuradoria do estado de sp seja incompetente a ponto de deixar passar este processo até que não tinha mais como remedia-lo.

O perito do processo usou juros de cheque especial para a correção do passivo. Tem mês com correção de 200%.

E a procuradoria só viu agora que não pode mais voltar no assunto...

Agora os paulistas vão pagar 1.8bi. Já era!

Normal, é Brasil, ou melhor, é SP.

Do blog do Nassif

O pacto paranaense



Por Stanley Burburinho

Habemus Papam: Osmar ao governo; Gleisi e Requião ao Senado

O senador Osmar Dias (PDT) vai mesmo disputar o governo do Paraná. A informação foi repassada por deputados federais do PT e do PMDB.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse hoje à noite que "Osmar está pronto para guerra eleitoral".

O anúncio oficial do entendimento deverá ser feito nesta quarta-feira (23), informaram fontes petistas e peemedebistas em Brasília.

O ex-governador Roberto Requião (PMDB) e a ex-presidente do PT, Gleisi Hoffmann, dividirão o palanque na corrida rumo ao Senado.

Caberá ao PMDB indicar o vice de Osmar. O partido tem vários nomes cotados para o cargo, entre eles os deputados federais Rodrigo Rocha Loures e Marcelo Almeida.

A coligação na proporcional ainda não está resolvida, mas a tendência é que seja montado um "chapão" com PMDB, PT e PDT.

Do blog do Nassif

Lula: venda de terras a estrangeiro compromete soberania nacional


O presidente Lula está preocupado com o volume crescente de compra de terras brasileiras por estrangeiros e promete medidas para coibir a venda. Em sua opinião, respaldada pelos partidos progressistas e os movimentos sociais, a aquisição de propriedades rurais pelas multinacionais compromete a soberania alimentar da nação e não deve ser tolerada.
O governo deve encaminhar ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) “para deixar claro aos investidores que podem investir em qualquer campo, mas não em terras”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, em entrevista ao jornal Valor.

Apetite das multinacionais

De acordo com estatísticas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a área total do território brasileiro sob propriedade alienígena chega a 4,037 milhões de hectares e cresce cotidianamente. É relevante notar que o levantamento do instituto não inclui propriedades de empresas supostamente nacionais que na verdade são controladas, direta ou indiretamente, por capitalistas de outros países.

O problema torna-se mais sério na medida em que o tempo passa e as autoridades brasileiras não adotam providências, pois todo santo dia, ainda conforme o Incra, estrangeiros compram cerca de 12 quilômetros de terra brasileira, uma área seis vezes maior que o Principado de Mônaco, um pequeno país europeu.

O apetite das multinacionais tem como pano de fundo o aumento da demanda mundial por recursos naturais, a escassez de água, a crise alimentar e a elevação dos preços da terra, conforme observou o jornalista Mauro Zanatta, no Valor (22-6). Ao lado disto, pesa também o vigoroso desenvolvimento do chamado agronegócio, com destaque para a cultura da cana, no Brasil.

Concentração

Ao todo já são 34.218 propriedades rurais sob controle de capitalistas estrangeiros, sendo que 38% desses imóveis estão no Centro-Oeste, onde a área média é de 473 hectares. Os 100 maiores imóveis somam 763,2 mil hectares, sendo que o maior deles é um latifúndio com 31,3 mil hectares.

Entre 2002 e 2008 o Investimento Externo Direto (IED) em terras brasileiras somou 2,43 bilhões de dólares. Fundos internacionais com carteira superior a 10 bilhões de dólares têm sido cada vez mais agressivos nos investimentos em terra, segundo o Valor.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) critica a liberdade que o capital estrangeiro desfruta para aquisição de imóveis rurais argumentando que isto potencializa a concentração da terra no país, eleva os riscos de controle da agricultura nacional pelas transnacionais e inflaciona os preços da terra.

Herança perversa

A entidade, que defende os interesses do conjunto da classe trabalhadora rural (assalariados e agricultores familiares), entende que é preciso assegurar o controle público sobre o território nacional e uma regulação mais rigorosa do direito ao imóvel rural para garantir a soberania alimentar e a função socioambiental da propriedade, preconizada pela Constituição.

Neste caso, conforme o ministro Guilherme Cassel, ocorre uma unidade de interesses entre pequenos, médios e grandes produtores rurais, “da Kátia Abreu [presidente da CNA] ao João Pedro Stédile [dirigente do MST]”. Afinal, restringir o acesso à propriedade privada nesse terreno “não fere o capitalismo”, observou. O excesso de liberalismo no campo, assim como nas cidades, é outra herança perversa dos governos tucanos presididos por FHC.

Portal Vermelho

Serra e seu trololó na sabatina da UOL


Verdadeiras falcatruas! Primeiro negar que o governo de seu partido e dele privatizou - sim, governo dele, já que nas gestões FHC ele foi ministro duas vezes, do Planejamento e da Saúde. Fez pior do que isso, comandou privataria, conforme o termo cunhado por um dos jornalistas mais conceituados do país e repetido com frequência por todos.

Depois tentar negar e não responder às críticas do presidente nacional de seu partido, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) ao Bolsa Família, escondendo-se numa suposta frase de Lula sobre o Bolsa Escola. Na sequência, voltou com seu mantra (e da mídia) sobre um Dossiê que não existe. O que existe é o livro de um jornalista, Amaury Ribeiro Jr, com documentos e dados públicos sobre as privatizações e que envolvem José Serra e auxiliares.

Sobre esse livro, suas denúncias, sobre os envolvidos, Serra não dá nenhuma resposta, não disse uma palavra até agora. Claro, protegido pela complacência da imprensa que não lhe cobra a respeito, sente-se senhor absoluto da situação e acha que não precisa dar nenhuma explicação.

Já a suposta quebra do sigilo fiscal do ex-secretário-geral da Presidência FHC, Eduardo Jorge Caldas Pereira, mencionada por Serra, deve ser explicada pela própria Folha de S.Paulo (jornal líder do conglomerado de comunicação do qual o UOL é parte) e pelo Correio Braziliense que tiveram acesso a informações sob sigilo fiscal. As demais veiculadas sobre Eduardo Jorge constam do relatório público da CPI do Banestado postado no site do Senado (veja post abaixo).





Um candidato em fuga
Publicado em 22-Jun-2010
Para não responder sobre políticas monetária e cambial...

Na sabatina do UOL (leia nota acima), para fugir de novo da pergunta sobre as mudanças que fará na política monetária e cambial o candidato da oposição ao Planalto, José Serra (PSDB-DEM-PPS) afirmou que em seu governo a Fazenda, o Planejamento e o Banco Central (BC) vão atuar em conjunto e de forma harmônica. Ele se esquece que quando era ministro do Planejamento de FHC divergia diariamente do titular da Fazenda, Pedro Malan, e por isso foi substituído.

Mas, a pior falcatrua de Serra nessa sabatina foi sobre a CPMF que os tucanos extinguiram com apoio do DEM retirando R$ 40 bi dos recursos da Saúde na virada de 2007/2008. Ele divaga, faz sofismas, responde outras coisas, vem com falácias... Só não diz que seus PSDB e DEM, quando a extinguiram recusaram a proposta do governo de reduzir a alíquota a até 0,8%; manter o imposto como instrumento de fiscalização da sonegação e lavagem de dinheiro; e destinar todo o arrecadado para a Saúde nos Estados e municípios.

Serra e os tucanos sabem que a maioria da população não pagava CPMF - mais de 95% era isenta. Tampouco reconhece - porque por oportunismo eleitoral não lhe interessava fazê-lo - que o imposto era odiado pela elite, principalmente de São Paulo, porque pelo cruzamento das informações sigilosas permitia ao Fisco saber quem estava sonegando ou lavando dinheiro.

Finalmente, ao falar sobre reforma tributária, Serra pratica fraude e desonestidade intelectual. Foi ele que impediu sua aprovação. Foi ele que mobilizou governadores, parlamentares e as bancadas dos partidos que o apoiam para impedir a mudança do ICMS.

Do blog do Zé Dirceu

Efraim e seus cem cabos eleitorais


Em depoimento à Polícia Legislativa do Senado, Mariângela Cascão, funcionária do gabinete do senador Efraim Morais (DEM-PB) contou que quando era 1º secretário da Mesa do Senado o parlamentar paraibano tinha 100 funcionários contratados em seu gabinete para fazerem política para ele na Paraíba.

Mariângela é aquela funcionária de Efraim que contatou duas estudantes de Brasília, Kelry e Kelryani, pegou procuração delas para dar-lhes bolsa de estudos e quase três anos depois, ao precisarem abrir conta em banco elas descobriram que já tinham essa conta na qual há muito tempo eram depositados salários de R$ 3,8 mil mensalmente para cada uma delas. Dos quais, contaram as estudantes em depoimento, nunca viram a cor de nenhum centavo.

Com a palavra a Comissão de Ética do Senado e a Corregedoria da Casa, chefiada pelo senador Romeu Tuma (PTB-SP). Vão continuar cegas e surdas?

Porque assim se mantiveram quando o senador Efraim foi acusado de rei do nepotismo por contratar 13 parentes em seu gabinete, entre as quais, filha, genro e filhos de sua suplente; de promover aquela licitação que deu prejuízo de R$ 30 milhões aos cofres do Senado e foi cancelada pelo então presidente da Casa, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN); de contratar sem concorrência pública, mas com pagamento mensal, veículos de comunicação (internet) de seu Estado para promovê-lo em colunas sociais; e de programar a construção da UNILEGIS, uma faraônica sede para a Universidade do Legislativo...E otras cositas mas.

Cega e surda continuará, também, a bancada de vestais e probos do Senado? É, aquela cujos senadores vão para a tribuna, os jornais, a mídia em geral, acusar a tudo e a todos desde que sejam integrante do governo à menor referência de irregularidade, ainda que não a tenham apurado e saibam da veracidade de sua procedência.

Do blog do Zé Dirceu

Mais de um mês após escândalo, Corregedoria do Senado anuncia que deve investigar caso Efraim


Do UOL Notícias
Em Brasília

Mais de um mês depois da divulgação do escândalo, o corregedor do Senado, senador Romeu Tuma (PTB-SP) disse que deve investigar o caso da suposta contratação de "funcionários fantasmas" no gabinete do senador Efraim Moraes (DEM-PB).

Tuma disse que depois de analisar o inquérito da Polícia Legislativa sobre o caso poderá requerer à Mesa Diretora do Senado a abertura de um processo contra Moraes no Conselho de Ética da Casa. Moraes nega as irregularidades e disse que iria exonerar as pessoas envolvidas no caso.

A Polícia Legislativa deve entregar o relatório final do inquérito na próxima segunda-feira (28). O relatório será encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal).

O senador democrata é acusado de manter duas funcionárias fantasmas em seu gabinete por cerca de um ano. As irmãs Kelriany e Kelly Nascimento da Silva acreditavam ter recebido uma bolsa de estudos mensal de R$ 100, paga pela UnB (Universidade de Brasília), informou reportagem divulgada inicialmente no Jornal Nacional e no Correio Braziliense. Mas Kelriany espantou-se ao descobrir que ela e a irmã recebiam salários de R$ 3.800 cada, pagos pelo gabinete de Efraim Morais. Segundo a reportagem, o gabinete se apropriava de R$ 3.700 todo mês.

Os R$ 100 eram entregues às irmãs por amigas que haviam recolhido seus documentos com a desculpa de inscrevê-las para a obtenção da bolsa, reportou o "Jornal Nacional". Uma dessas amigas é Mônica Conceição Bicalho, funcionária do gabinete de Efraim Moraes.

E segue a Copa do Mundo ...


Grupo A França 1 x 2 África do Sul
Grupo A México 0 x 1 Uruguai
Grupo B Nigéria 2 x 2 Coréia do Sul
Grupo B Argentina 2 x 0 Grécia

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Lula faz reunião de emergência com governadores de Pernambuco e Alagoas


Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou, na noite de hoje (21), que não faltarão recursos para socorrer os atingidos por fortes chuvas desde a última quinta-feira (17) em Pernambuco e Alagoas, em reunião com os governadores pernambucano, Eduardo Campos, e alagoano, Teotônio Vilela Filho.

De acordo com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, Lula convocou para amanhã (22), pela manhã, uma reunião do Gabinete de Crise, coordenado pela Casa Civil e pelo Gabinete de Segurança Institucional, para, junto com autoridades dos dois estados, avaliar os estragos e a forma de envio de ajuda.

“Ainda não estão fechadas estimativas de recursos e isto será detalhado amanhã na reunião do Gabinete de Crise”, disse Padilha. “O presidente Lula orientou a mobilizar todos os recursos federais dos ministérios da Defesa, do Exército e da Integração. O que demos segurança para os dois governadores e para a população dos estados é que não faltarão recursos do governo federal”, acrescentou o ministro.

Padilha informou que há recursos da Medida Provisória 490, editada na semana passada, para liberação imediata. O ministro disse ainda que o governo federal estudará maneiras de liberar esses recursos sem a exigência de projetos.

“Temos uma ação emergencial que é garantir água, comida e energia elétrica que não dependerão de projetos entendendo que é uma situação totalmente excepcional”, disse o ministro, que revelou que há orientação do presidente para que o Ministério das Cidades estude a dispensa de projetos também para obras de recuperação das cidades.

De acordo com Padilha, Lula pediu às empresas de energia elétrica e de telefonia que montem esquemas emergenciais para que os serviços sejam restabelecidos nos municípios atingidos pelas enchentes.

Geração de empregos bate recorde para meses de maio


Ministro Carlos Lupi



Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Brasil gerou em maio 298 mil empregos com carteira assinada, melhor resultado na história do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. Ao divulgar os números, o ministro Carlos Lupi disse que não teme a possibilidade de aumento da inflação. Segundo Lupi, o Brasil tem conseguido manter um índice entre 5% e 5,5%, e não deve fugir disso.

“Eu não vejo problema em ter 0,25% a mais de inflação, quando o Brasil já teve 30% ao ano. Eu não vejo ninguém reclamar quando a China ou a Índia crescem mais de dois dígitos, a 10%. Não via ninguém reclamar quando o Japão crescia a 9% ao ano. Nós vamos crescer bem, com emprego e inflação controlada”, afirmou Lupi, confiante.

De acordo com o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá fechar seus oito anos de mandato com 15 milhões de empregos gerados. “Em sete anos, já geramos 13 milhões de empregos formais e estamos avançando em todos os setores", afirmou Lupi.

Ele disse acreditar que isso continuará no mês de junho. "Nós temos Copa do Mundo e eleições, que geram muitos empregos setoriais. Assim, vamos fechar 2010 com 2,5 milhões de empregos a mais”, estimou Lupi. Segundo ele, caso a meta seja atingida, o governo Lula terá criado sozinho metade do estoque de empregos do Brasil.

Para ele, em junho, a criação de postos de trabalho deverá passar de 309 mil. O fechamento dos dados deste mês deve ser positivamente influenciado pela contabilidade dos empregos gerados com a Copa e com a proximidade das eleições. Além disso, há o início do período sazonal na Região Centro-Oeste, cuja produção agrícolas leva a aumento dos postos de trabalho em junho, explicou.

O que está em jogo nas eleições de 2010 - Por Emir Sader


Em quatro meses o Brasil terá decidido quem será o próximo(a) presidente(a). Destaca-se muitos aspectos da particularidade desta campanha, desde o de que Lula não será candidato, pela primeira vez, desde que o fim da ditadura trouxe as eleições, até o do protagonismo de duas mulheres entre os três principais candidatos.

Mas o tema mais importante é o do julgamento de um governo até aqui sui generis na história política do país. Um presidente de origem operária, imigrante do nordeste, chega ao final do seu mandato com a maior popularidade da história do país e submete democraticamente seu governo a uma consulta popular, mediante a apresentação como sua possível sucessora da coordenadora do seu governo.

Um governo que começou rompendo o caminho do Área de Livre Comércio das Américas, conduzido pelo governo anterior, que teria levado o Brasil e todo o continente à penosa situação do México: 90% do seu comércio exterior com os EUA, como reflexo disso na crise retrocedeu 7% seu PIB no ano passado, foi ao FMI de novo, assinando a Carta de Intenções (deles).

O novo governo promoveu uma reinserção internacional do Brasil, privilegiando os processos de integração regional e as alianças com o Sul do mundo. A China tornou-se o primeiro parceiro comercial do Brasil, o segundo é a América do Sul como um todo, em terceiro os EUA. A crise revelou os efeitos dessa mudança: pudemos superá-la rapidamente pela diversificação do comercio internacional e a menor dependência das relações com os EUA, a Europa e o Japão. (Além do papel importante do mercado interno de consumo populasr.)

Esse é um dos temas que está em jogo: o lugar do Brasil no mundo. Seguir aprofundando essa nova inserção ou voltar à aliança subordinada com os EUA e as potências centrais do sistema.

O outro tema – em que igualmente houve maior mudança na passagem do governo FHC para o de Lula: as políticas sociais. No governo anterior, a distribuição de renda seria resultado mecânico da estabilidade monetária. Controlada a inflação – “um imposto aos pobres” -, se recuperaria capacidade de compra dos salários.

No governo Lula, as políticas sociais tiveram um papel reitor. O modelo econômico não separava o crescimento econômico e a distribuição de renda. A recuperação da capacidade do Estado de promover o desenvolvimento – este um tema abolido no governo FHC – foi também um aspecto novo, junto à extensão do mercado interno de consumo de massas. Mudou a direção do comercio exterior e seu peso, reforçando-se o mercado interno.

Esse tema também está em jogo. Os governos neoliberais deram prioridade ao ajuste fiscal, ao controle inflacionário. O governo Lula priorizou a esfera social.

Está em jogo também o papel do Estado. Como costuma acontecer, o candidato opositor considera excessiva a presença do Estado, a carga tributária, os gastos estatais, os investimentos e os custos da maquina estatal. As criticas ao supostos “corporativismo” e a comparação com Luis XIV tem como direção o Estado mínimo e a presença maior do mercado.

No seu sentido geral, podemos dizer que as eleições deste ano definem se o governo Lula é um parêntese, com o retorno das coalizões tradicionais que governaram o Brasil ao longo do tempo ou se é uma alavanca para definitivamente sair do modelo neoliberal e construir uma sociedade justa, solidária, democrática e soberana. Caso se dê esta última alternativa, os setores conservadores sofrerão uma derrota de proporções, com toda uma geração dos seus representantes políticos praticamente terminando suas carreiras e abrindo espaço para grandes avanços na direção das orientações do governo Lula.

Alagoas decreta estado de calamidade em 15 municípios

Lisiane Wandscheer
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O governo alagoano publicou hoje (21), no Diário Oficial do estado, o Decreto nº 6.593 que declara estado de calamidade pública em 15 dos 21 municípios atingidos pelas fortes chuvas, enxurradas e inundações desde sexta-feira (18).

Os 15 municípios considerados em situação gravíssima e que necessitam de ajuda imediata são Quebrangulo, Santana do Mundaú, Joaquim Gomes, São José da Laje, União dos Palmares, Branquinha, Paulo Jacinto, Murici, Rio Largo, Viçosa, Atalaia, Cajueiro, Capela, Jacuípe e Satuba.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá hoje, às 18h, o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho. Segundo informação da assessoria de comunicação do estado, o governador irá antes ao Ministério da Integração Nacional, onde entregará o decreto de calamidade pública. A assessoria de comunicação do ministério não confirmou o encontro.

Até o fim da manhã, foram confirmados 19 mortos e 57 mil desabrigados.

Dilma Bip Bip


Do Jornal do Brasil

Lula: Brasil terá novo ciclo de desenvolvimento na siderurgia


Agência Brasil

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, em seu programa semanal de rádio Café com Presidente, que o Brasil está entrando em um novo ciclo de desenvolvimento do setor siderúrgico com o aquecimento da indústria naval e automobilística.

"Acho que todo mundo está se dando conta que o Brasil voltou a crescer forte, que a Petrobras voltou a investir muito em coisas importantes, que a indústria naval está recuperada, que a indústria automobilística está crescendo. Portanto nós vamos precisar de muito aço, e eu acho que é um novo ciclo de desenvolvimento do setor siderúrgico no Brasil", afirmou.

Lula citou a inauguração da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), na última semana, como um exemplo desse período de investimentos no setor. "É importante lembrar que havia mais de 20 anos que o Brasil não construía um auto-forno, e essa inauguração da Siderúrgica do Atlântico no Rio de Janeiro é extremamente importante para o Brasil, é um projeto que teve um investimento de quase 6 bilhões de euros, ou seja, mais de R$ 12 bilhões", disse.

Jornal do Brasil

Luxemburgo fratura a perna em "rachão" do Atlético-MG


O técnico Vanderlei Luxemburgo sofreu uma fratura na tíbia direita durante um treino recreativo do Atlético-MG neste sábado, na Cidade do Galo. Ele contundiu-se numa dividida com o meia Fabiano, que é seu genro.
Luxemburgo foi parar no hospital após a dividida
Luxemburgo foi levado a um hospital de Belo Horizonte, onde a fratura foi diagnosticada. Ele teve a perna imobilizada e deverá se recuperar entre 15 e 20 dias.
A contusão, porém, não deve impedir que o técnico continue comandando os treinos do Atlético-MG na intertemporada.
Em 2001, quando assumiu o Corinthians pela segunda vez, o técnico trabalhou normalmente mesmo tendo o pé imobilizado devido a uma cirurgia.

Para entender o caso Eduardo Jorge - Por Luis Nassif


Enviado por luisnassif, seg, 21/06/2010 - 07:11

Com novos dados

A excessiva politização da cobertura política produziu uma miscelânea nessa história de supostos dossiês divulgados pela mídia – particularmente pela Folha. É incrível o contorcionismo do jornal para dar voltas em cima de um episódio relativamente simples de ser contado.

Começaram com a história do livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr – que, de repente, sumiu do noticiário -, passaram para as conversas com o tal do Onézimo até chegar na declaração de renda de Eduardo Jorge.

São histórias totalmente distintas.

O livro do Amaury levanta histórias da privatização e dos sistemas off-shore supostamente utilizados para lavagem de dinheiro por pessoas próximas a José Serra. Pelas informações que circularam, termina em 2002. A do Onézimo, até agora, não passou de uma reunião que não resultou em nada de concreto.

Já a história do Eduardo Jorge é recente, do ano passado. Passa pelos órgãos oficiais de combate à lavagem de dinheiro – não por dossiês apócrifos. Não sei a razão do repórter Leonardo de Souza não divulgar a informação principal da história.

p>No ano passado, o COAF (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) foi informada por um gerente do Banco do Brasil de uma movimentação extraordinária na conta de Eduardo Jorge – que havia sido indicado coordenador de campanha de José Serra. Houve movimentação de R$ 3,9 milhões – em três depósitos de R$ 1,3 milhão.

Pelas normas do COAF, todo gerente é obrigado a se informar sobre a origem de depósitos extraordinários e a comunicar ao órgão quando não houver explicações satisfatórias. Foi feito.

O passo seguinte foi o COAF solicitar ao Ministério Público Federal inquérito contra Eduardo Jorge por lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro. Isso foi feito pelo procurador Lauro Pinto Cardoso.

A notícia vazou para o Correio Braziliense. Eduardo Jorge se valeu do vazamento para denunciar o procurador ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e solicitar o trancamento da ação. Não se entrou no mérito das acusações nem do crime do qual era acusado: obteve-se o trancamento exclusivamente demonstrando que houve vazamento do inquérito.

Ocorre que objetivamente ficou pendente uma acusação de crime de lavagem de dinheiro. O MP conseguiu destrancar a ação e partiu novamente para cima de Eduardo Jorge – a esta altura com Lauro, em sua ascensão na carreira, promovido a segundo homem do órgão.

A explicação de Eduardo Jorge é que o dinheiro tinha sido fruto de uma herança que recebeu com o falecimento do sogro, que tinha terras em Maricá. O MP constatou que o sogro morreu há 40 anos. E que não haveria terreno em Maricá valendo isso tudo.

Em sua defesa, Eduardo Jorge diz que o depósito de julho de 2007, no valor de R$ 1,47 milhão, foi feito em sua conta na condição de inventariante do espólio do sogro. Com o sogro morto, recebeu o depósito e em seguida depositou na conta vinculada da Justiça do Rio, de acordo com determinação do juiz do espólio. Em ambos os casos, foram contas abertas no Banco do Brasil. Sustenta que a própria decisão do CNJ, de interromper o inquérito, é sinal de que está sendo abusivo. O fato da movimentação ser no BB e, portanto, exposta a toda sorte de fiscalização, seria outra prova de sua legalidade

É questão que caberá ao inquérito apurar.

Enquanto o inquérito caminhava, o repórter Leonardo de Souza, da Folha, soltou matérias garantindo que as informações constam de um dossiê do PT. Na matéria, a única entrevista em on é com Eduardo Jorge. Do lado das investigações, sustenta-se que o suposto vazamento foi uma armação visando repetir o trancamento do primeiro inquérito. Pode ter sido vazamento do PT; pode ter sido armação. O jornal não tem fé pública para sustentar a primeira tese sem apresentar mais elementos.

Além disso, deixou de lado a notícia efetiva: a de que o coordenador de campanha de José Serra foi apanhado pelo COAF com movimentações extraordinárias em sua conta corrente. E que está sendo alvo de um inquérito do MPF. Ao contrário das acusações de 2002, dá-se a matéria e a versão do acusado e até se conclui pela culpa ou inocência, mas com todos os elementos divulgados.

Se conseguirá provar ou não sua inocência, o processo dirá. Em outras épocas, com amplo beneplácito da Folha, Eduardo Jorge foi alvo de perseguição do MP, sem direito à defesa.

Mas a Folha jamais conseguirá explicar a dificuldade que está tendo para contar uma história relativamente simples.

E segue a Copa do Mundo ...

Resultado dos jogos

Grupo G Portugal 7 x 0 Coréia do Norte
Grupo H Suíça 0 x 1 Chile
Grupo H Espanha 2 x 0 Honduras

Colômbia - A esquerda longínqua - Por José Dirceu


Publicado em 21-Jun-2010


Com a participação de apenas 44,4% do eleitorado no 2º turno desse domingo a Colômbia elegeu o sucessor de Álvaro Uribe, seu ex-ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, preparado pela família desde criança para o cargo, um legitimo filho da elite conservadora colombiana e herdeiro do atual presidente.

O resultado - 69,1% para Juan Manuel e 27,5% para o candidato do Partido Verde (PV), o ex-prefeito de Bogotá, Antanas Mockus - só confirma que enquanto não acabar a guerra civil que polariza o país (leia nota abaixo) dificilmente se poderá construir uma alternativa de esquerda na Colômbia.

A Colômbia, apesar da guerrilha e do narcotráfico, da violência institucionalizada pelo Estado e pelos paramilitares, da corrupção e da intervenção norteamericana (consumada com a construção e operação de bases militares dos Estados Unidos no país) não para de crescer. Já tem uma população maior que a da Argentina e sua economia caminha para ser a terceira da América Latina, atrás apenas do Brasil e do México.

O candidato do PV, Antanas Mockus - que conquistou 3,5 milhões de votos contra 9 milhões de Juan Manuel - saiu isolado do pleito. Os dois partidos tradicionais, Liberal e Conservador, além do Radical, bem como o de Uribe, Partido de la Unidad (La U) não o apoiaram. Mesmo assim conseguiu construir uma força política que, segundo ele, ficará independente do futuro governo e se preparará para disputar as eleições municipais no ano que vem.

Mockus recusou, inclusive, convite do novo presidente para participar do futuro governo. Juan Manuel anunciou que buscará a unidade do pais e melhores relações com os vizinhos, Equador e Venezuela, dos quais depende para o comércio e a busca da paz interna. Há, ainda, o fato de que milhões de colombianos vivem e trabalham nos dois países que, junto com a Colômbia, integram o Pacto Andino e a Corporacion Andina de Fomento (CAF), uma espécie de BNDES dos Andes.



1/3 eleito no Senado, associado ao narcotráfico
Publicado em 21-Jun-2010


Com maioria absoluta no Congresso Nacional - 75% dos parlamentares eleitos - o novo presidente da Colômbia Juan Manuel Santos, eleito nesse domingo (veja nota acima) tem todas as condições de governar. Ele não poderá alegar falta de apoio popular e parlamentar para resolver os gravíssimos problemas do país que vão de um caótico quadro social ao narcotráfico e a corrupção, apesar do extraordinário crescimento econômico dos últimos anos apoiado no agronegócio e nas inversões externas em petróleo e mineração.

Mas, os resultados constituem uma demonstração da profunda divisão do eleitorado colombiano que só se unificou para eleger o presidente - e mais pela questão nacional da violência e da guerrilha do que pelos programas e propostas dos partidos e candidatos.

A despeito da expressiva votação do candidato da oposição, Antanas Mockus, os verdes elegeram apenas 5 senadores e 3 deputados. O Pólo Democrático - a esquerda colombiana - também não foi bem: elegeu 8 senadores e 4 deputados. É um resultado ruim para as forças de oposição já que os partidos tradicionais conquistaram folgada maioria para Juan Manuel.

Nessa divisão do eieltorado, o Partido de La U, de Juan Manuel, elegeu 28 senadores e 49 deputados; o Conservador, 24 senadores e 39 deputados; o Liberal, 13 senadores e 33 deputados; o Radical, 8 senadores e 16 deputados; e o Partido da Integração Nacional, 5 senadores e 12 deputados.

De novo, e numa repetição da situação que acompanhou os dois governos de Álvaro Uribe (quando houve momentos em que quase metade o governo estava denunciada ou presa pela Justiça), nada menos que 31, cerca de 1/3 dos mais de 90 senadores eleitos ontem estão ligados a escândalos. São parentes de acusados de envolvimento com o narcotráfico e com grupos paramilitares ou foram financiados por eles.

Do blog do Zé Dirceu

E segue a Copa do Mundo ...


Resultado dos jogos
Grupo F Paraguai 2 x 0 Eslováquia
Grupo F Itália 1 x 1 Nova Zelândia
Grupo G Brasil 3 x 1 Costa do Marfim
Grupo E Holanda 1 x 0 Japão
Grupo E Dinamarca 2 x 1 Camarões
Grupo D Gana 1 x 1 Austrália

domingo, 20 de junho de 2010

Presidente do PT destaca a construção de uma ampla aliança em torno de Dilma


O presidente do PT, José Eduardo Dutra, destacou em entrevista concedida ao site Vermelho a ampla aliança de partidos, o programa da candidata Dilma Rousseff e o sucesso do Governo Lula como fortes motivos para se ter um "otimismo nacional" com relação à campanha eleitoral de 2010. Dutra, porém, reafirmou que não será uma campanha fácil.

Leia a íntegra da entrevista:

Vermelho - A partir das convenções, o que muda na campanha eleitoral?

José Eduardo Dutra – Agora, passado o período das convenções - e é bom ressaltar que nós conseguimos construir uma aliança bem ampla em torno da Dilma, coisa que muitos não acreditavam que fossemos capazes, de construir uma aliança incluindo PT, PMDB, PDT, PSB, PCdoB, PR, PRB..., e a aliança consolidada a nível nacional, estamos buscando nos estados construir palanques semelhantes. Sabemos que isso não é fácil porque a realidade política do Brasil tem disparidades regionais. Há estados onde teremos mais de um palanque. Nesta fase inicial não podemos fazer carreata, passeata, comício, todos os eventos têm que ser em local fechado. A partir do dia 5 de julho, vamos fazer campanha que vai combinar eventos de massa, os tradicionais comícios, e encontros com setores organizados da sociedade. Até porque nós sabemos o que diferencia nossa campanha da deles é a nossa capacidade de agregar os movimentos populares, sindical, trabalhadores etc. E vamos continuar investindo no acesso da Dilma às mídias regionais, pois a Dilma é menos conhecida e quanto mais a população a identifica com o governo do presidente Lula, mais ela cresce nas pesquisas.

O PT desistiu da idéia de arregimentar milhares de internautas para ajudar na campanha, como havia planejado fazer há alguns meses?

Esse é um movimento em paralelo que já está ocorrendo. Estamos construindo uma rede de internautas. Temos pessoas que estão dedicadas exclusivamente a isso, percorrendo o Brasil, fazendo plenárias não só com petistas, mas com militantes de outros Partidos.

E como será utilizada a ferramenta da Internet na campanha?

A Internet é um meio que cada vez passa a ter mais importância na disputa política na sociedade, primeiro por que não existem limitações naturais e até legais que são impostas aos outros meios de comunicação. Vamos ampliar a participação dos militantes e vamos inclusive trabalhar, já que legislação permite isso, para arrecadação de recursos. Não temos a ilusão de conseguir o mesmo êxito do Obama, nos Estados Unido, mas é hora de iniciarmos a utilização desse espaço também para arrecadar fundos.

O PT acha que até o final de junho algum outro partido, além dos que já anunciaram apoio, irá aderir à campanha de Dilma?

Existem partidos menores como o PTN, o PTC, e, dos partidos médios, ainda existe uma indefinição com relação ao PP. Existe especulação na mídia de que o PP podia se coligar ao PSDB, mas o senador Dornelles, que é o presidente do PP, negou categoricamente. E nos garantiu que em hipótese alguma vai coligar com o PSDB. O que existe é a possibilidade de eles ficarem neutro e se isso acontecer a maior parte da base do PP vai nos apoiar; e nós estamos trabalhando ainda com a hipótese de que eles venham a participar formalmente da nossa coligação.

Como o PT está se preparando para o que chamam de “campanha suja” que já se manifestou nos casos recentes de denúncias de elaboração de dossiês?

Nós queremos fazer uma campanha propositiva, de debate de ideias, até porque nós respeitamos o povo brasileiro que, nesse momento importante da história, não quer saber de baixaria, de intrigas, de ataques entre candidatos. O povo quer saber quais as propostas para melhorar a vida do Brasil, do estudante, da dona de casa, do trabalhador rural, do aposentado, do empresário. Nós temos buscado trabalhar nesse sentido. Nós tivemos dois episódios recentes que já demonstram como nós vamos nos comportar. Uma acusação muito séria do candidato adversário de que Dilma foi responsável pela fabricação de um suposto dossiê e nós tomamos o caminho civilizado no estado de direito. Nós interpelamos o candidato na Justiça, para que ele se manifeste confirmando ou não as suas declarações. O Jornal Folha de São Paulo dá em manchete que o PT estaria por trás da construção de um dossiê e teria sido responsável pela quebra do sigilo fiscal do dirigente do PSDB, Eduardo Jorge. Nós repudiamos veementemente essas acusações. Sempre dissemos que, em momento algum, orientamos, encomendamos, autorizamos, ordenamos ou tomamos conhecimento de matéria dessa natureza e também fizemos representação junto à Polícia Federal para apurar se houve quebra de sigilo do Eduardo Jorge e, se houve, quem é responsável por isso. Não vamos adotar o mesmo tipo de ataque. A oposição está buscando esse caminho porque não tem projeto. Passou oito anos dizendo que o Governo Lula é uma porcaria, chocando-se com a realidade, com a percepção do povo sobre o governo. Na campanha ensaiou mudança de discurso, que o Lula é bom, mas precisa melhorar. Eles adotam uma postura ciclotímica, que diz que o governo Lula é bom, mas depois critica o governo, o que demonstra falta de projeto. Criticam o governo, mas não dizem o que querem colocar no lugar.

Qual a participação dos partidos aliados na elaboração do programa, considerando que a candidatura Dilma abrange um largo espectro de legendas, que vão do centro à esquerda?

Nós temos claro que o programa de governo da candidata Dilma não pode ser do PT, do PMDB, do PSB ou do PCdoB individualmente. Ela é filiada ao PT, mas não é candidata do PT. A partir do momento que as convenções partidárias aprovam o nome dela, ela passa a ser candidata de uma coalizão de partidos e, portanto, o programa de governo tem que refletir o que pensa essa coalizão. Quanto o PT fez o seu congresso nacional e apresentou o nome da Dilma, o PT tirou as diretrizes que devem nortear a construção do programa. Ao mesmo tempo o PMDB entregou um documento. O PCdoB ontem, na sua convenção, aprovou um documento. O mesmo vale para o PSB, o PR etc. Então, nós vamos ter agora uma comissão formada por representantes dos diversos partidos que vai fazer uma sistematização do programa de governo da Dilma, que será uma média desses diversos programas. Pelo que eu já vi das propostas apresentadas pelos diversos partidos, não há grandes diferenças entre os programas, não há antagonismos. E isso era previsível, porque todos eles partem de uma base concreta e real que é o que foi implementado pelos governos de Lula. Aquilo que for divergente quem vai arbitrar é a candidata. É ela quem vai apresentar e defender o programa para o povo. O importante é que fique claro que essa coalizão não é feita em bases fisiológicas, é feita com base em um programa de governo discutido conjuntamente por todos os partidos.

Como será feita a apresentação do programa ao eleitorado?

O slogan a campanha é “Para o Brasil seguir mudando”. É um projeto de continuidade e de mudanças, tendo claro que o Brasil iniciou mudanças em 2002, mas que não foram concluídas, o que exige processo de mudança. O Brasil tem hoje uma situação profundamente diferente da que tinha em 2002, em todos os setores, na economia, na infraestrutura, na autoestima do povo, na respeitabilidade que o País tem diante da comunidade internacional, com inserção e influência nas políticas internacionais. Essa é a base do nosso discurso para o povo. E é fácil porque nós temos um governo avaliado como ótimo/bom por 77% da população. Repetindo o bordão do Lula, nunca antes na história desse país nós tivemos um governo que chegasse ao oitavo ano com essa avaliação. Desde que se implantou a reeleição no Brasil, era dito como verdade absoluta que todo segundo governo era pior que o primeiro. No caso do Lula, foi o contrário, mesmo porque, como o primeiro foi para arrumar a casa, é natural não poder implementar sua política; o segundo foi melhor que o primeiro e a expectativa é que o terceiro mandato desse projeto seja melhor que o segundo, porque o partido já tem uma base que está em movimento, você tem condições de avançar mais ainda.

Qual a avaliação que o Sr. faz do resultado das últimas pesquisas eleitorais em que os dois candidatos – Dilma e Serra – aparecem empatados?

Eu sempre digo que pesquisa não se comemora nem se lamenta. Pesquisa é foto do momento, mais importante é você avaliar o conjunto da pesquisa dos diversos institutos e a evolução ao longo do tempo. E essa evolução mostra crescimento da Dilma e que o Serra bateu no teto e está caindo. Mostra que quanto mais a Dilma é conhecida e identificada com projeto que está dando certo, ela cresce. Pesquisas internas que nós fizemos já mostram a Dilma em torno de cinco pontos à frente e com potencial de crescer. Hoje, quando é perguntado quem é o candidato do Lula, 74% respondem certo que é a Dilma, portanto 26% ainda não fazem essa ligação. E mais importante é que na intenção de voto, dentro dos 74%, a Dilma está 19% a frente do Serra. Mas esses são números que mostram uma tendência, que não podem ser extrapolados para o dia da eleição. Ainda tem uma campanha eleitoral no meio. Não podemos subir no salto alto, vai ser uma campanha difícil, o adversário tem instrumentos e aliados poderosos, particularmente na grande imprensa brasileira, que nós não podemos subestimar. Eu sou otimista racional.

Como serão resolvidas as questões regionais que têm provocado grandes polêmicas e até casos graves como o da greve de fome dos petistas do Maranhão contrários à intervenção nacional nas decisões estaduais?

A aliança com o PMDB é considerada aliança estratégica, porque o PMDB é um grande partido brasileiro, tem capilaridade, muitos prefeitos, além do tempo de televisão, o que é muito importante, principalmente quando você é governo, porque a oposição só bate, mas governo tem que mostrar aquilo que fez. Nós consideramos estratégica e trabalhamos no sentido de garantir a aliança com o PMDB. Isso obrigou PT a entender que nós tínhamos que superar a fase de lançar candidatos em todos os estados. A história mostrou que lançar mais candidatos não significa eleger mais candidatos. O PT vai lançar 11 candidatos em todo país. Em comparação com outras eleições, houve uma redução significativa. Não significa que vamos eleger menos candidatos porque os nossos candidatos são mais competitivos. Na eleição passada, lançamos 20 e elegemos cinco e nessa eleição estamos lançando 11 e temos chances de eleger mais de cinco. E trabalhamos no sentido de que candidatos de outros partidos mais competitivos do que os nossos devem ter o nosso apoio. É o caso do Piauí. Nós governávamos o estado e estamos apoiando o nome do PSB. Com relação ao PMDB, não havia ilusão de que podia unificar o PT e PMDB em alguns estados. Em Pernambuco, o PMDB é liderado pelo senador Jarbas Vasconcelos que é uma das principais lideranças de oposição no Senado. No RS, nós temos uma disputa histórica do PT com o PMDB, mas já temos compromisso do PMDB do Rio Grande do Sul de que eles não apoiarão o Serra.

Os dois palanques irão para Dilma?

Não há definição de que o palanque do Fogaça será da Dilma ou não. Já temos garantido que não será pro Serra, o que é um avanço significativo. Uma coisa é a idealização da realidade outra coisa é a realidade. São problemas localizados, conseguimos construir a aliança nacional que era nosso objetivo.

O Sr. não fez referência ao caso do Maranhão. Eu gostaria de saber como o Partido vai resolver essa questão que ganhou repercussão com a greve de fome do deputado Domingos Dutra? O Manoel da Conceição suspendeu hoje a greve de fome.

Historicamente, o PT do Maranhão é um partido dividido. Não é fato que o Diretório Nacional tomou posição contra o PT do Maranhão. O que há de fato é um partido absolutamente dividido, em que o encontro estadual deliberou o apoio a Flávio Dino por dois votos e o diretório estadual deliberou por maioria também participar do governo da Roseana Sarney. São duas posições antagônicas. O Diretório Nacional teve toda legitimidade para tomar a posição que tomou, mesmo porque foi respaldado pelo Congresso Nacional do PT, que decidiu que o Diretório Nacional deliberaria sobre a posição do Maranhão. Mas sem qualquer ilusão de que vamos unificar o Partido no Maranhão. Nós sabemos que aquelas pessoas que defendiam o apoio ao Flávio Dino, vão continuar defendendo o Flávio Dino. Na eleição para prefeito, o PT se coligou com o PCdoB, apoiou o Flávio Dino, e o Domingos Dutra apoiou o João Castelo, do PSDB, numa demonstração clara de que no Maranhão não há, de um lado guardiões da ética e, do outro, os que querem solapar essa ética. O deputado Domingos Dutra é useiro e vezeiro em não respeitar a posição do PT do Maranhão. O que não significa que a candidata Dilma não reconheça que a candidatura de Flávio Dino também seja palanque dela. Eu, ontem, na convenção nacional do PCdoB, deixei isso claro, a partir do momento que a gente fechar as coligações todas, o conselho político que já existe, formado por representantes de todos os partidos políticos, vai se debruçar sobre o mapa do Brasil e a posição que o PT vai levar e eu como coordenador da campanha vou levar é que a Dilma tem que considerar como palanque dela todos os palanques dos estados que se propuserem a defendê-la, independente do PT estar no palanque ou não. Mesmo porque, existe exemplo de vários outros estados. No RJ, o PT está coligado com o PMDB, mas tem o palanque do Garotinho que vai apoiar a Dilma. Na Bahia, o PT tem candidato e o PMDB tem outro e a candidatura da Dilma vai ser apoiada pelos dois...

Então a posição da Executiva Nacional no Maranhão será mantida?

Será mantida. É uma posição irreversível, o PT vai se coligar com o PMDB. Mas você não pode confundir posição do PT com a decisão da candidata.

O Sr. é o coordenador da campanha?

O Pimentel e o Palloci também participam da coordenação, mas essa coordenação era natural que fosse só do PT na pré-candidatura. Embora a gente já tenha o conselho político, a partir das convenções e campanha, nós vamos ter que incorporar representantes dos outros partidos, mas eu vou ser o coordenador, já inclusive por decisão da candidata.

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O pragmatismo, a ética e o dever - Por Mauro Santayana


No monólogo da abertura de seu Doctor Faustus, Christopher Marlowe adverte: “Si peccasse negamus, fallimur, et nulla in nobis veritas”. Se não reconhecemos os nossos pecados, nada da verdade existe em nós.

A campanha eleitoral está se transformando em triste confronto entre o pragmatismo e a ética. Uma corrente de humanistas defende o princípio de que o verdadeiro pragmatismo é o que respeita os fundamentos imemoriais da ética. Esse pensamento encontra eco no conselho de que, na dúvida, devemos sempre apostar na honra.

Uma coisa, na construção do poder, é a concessão doutrinária. Para encontrar o centro – e não se governa senão pelo centro – os partidos podem ceder em seus programas e estabelecer pactos em que todos os contratantes ganham alguma coisa para perder outras. Mas há limites para esses acordos, quando envolvem a comunidade, e esses limites estão sendo esquecidos nas candidaturas presidenciais e em quase todas as estaduais.

Tanto o PSDB quanto o PT nasceram do discurso ético. Os dissidentes do PMDB, paulistas e mineiros, que se levantaram contra o poder dos governadores eleitos em 1986, apelaram para a social-democracia, em nome da moralidade política. O PT foi ainda mais autêntico em sua gênese, quando se reuniram os sonhadores com a igualdade social e os defensores dos bons costumes na administração do Estado. De repente, nos dois partidos, a luta por minutos e segundos nos programas de televisão conduz a arriscadas e pecaminosas concessões. Quando o PSDB negocia o apoio de Roberto Jefferson e cata os votos dos seguidores de Arruda no Distrito Federal, e o PT de Minas se vê tangido a apoiar o candidato do PMDB ao governo do estado, os princípios deambulam no deserto, escorraçados pelo ilusório pragmatismo.

O presidente, com todos os seus irrecusáveis méritos, parece estar testando a própria força, e criando obstáculos para ter o gosto de vencê-los. Isso se revela na construção das alianças estaduais, que devem servir de suporte à aliança nacional com o PMDB. Com o PMDB não, com uma parcela dele, que parece ter mais votos – embora tenha abandonado os princípios que lhe deram origem. Mesmo assim, o processo está sendo difícil. Na Bahia, os dois partidos marcham separados. No Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, está sendo muito improvável o acordo bipartidário, porque as lideranças regionais do PMDB, entre elas Pedro Simon e Luis Henrique, contestam a direção nacional, e apoiavam a candidatura de Roberto Requião à Presidência da República pelo partido. Requião teve mais de cem votos convencionais, o que não pode ser desprezado. Em São Paulo, o PMDB está dividido entre Quércia, que tem os votos do interior, e Temer, que presume controlar a máquina. Se isso ocorre em quase todos os estados, no caso particular de Minas é muito mais penoso. Depois de obter a aquiescência de Fernando Pimentel – velho companheiro da candidata Dilma Rousseff – para uma aliança formal com o candidato do PMDB ao governo de Minas, a direção nacional do PT se esforça em conseguir concessão bem mais difícil: a concordância de Patrus em aceitar a candidatura a vice-governador.

Patrus tem sido, em sua vida pública, homem de valores sólidos e translúcidos, como os cristais do Espinhaço, em cujas encostas nasceu. Os mineiros sabem que qualquer seja sua decisão, ela não será ditada por uma razão menor.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Autobiografia de José Saramago

Do Blog do Paulo Kautscher

Autobiografia-José Saramago

José Saramago

Nasci numa família de camponeses sem terra, em Azinhaga, uma pequena povoação situada na província do Ribatejo, na margem direita do rio Almonda, a uns cem quilómetros a nordeste de Lisboa. Meus pais chamavam-se José de Sousa e Maria da Piedade. José de Sousa teria sido também o meu nome se o funcionário do Registo Civil, por sua própria iniciativa, não lhe tivesse acrescentado a alcunha por que a família de meu pai era conhecida na aldeia: Saramago. (Cabe esclarecer que saramago é uma planta herbácea espontânea, cujas folhas, naqueles tempos, em épocas de carência, serviam como alimento na cozinha dos pobres). Só aos sete anos, quando tive de apresentar na escola primária um documento de identificação, é que se veio a saber que o meu nome completo era José de Sousa Saramago... Não foi este, porém, o único problema de identidade com que fui fadado no berço. Embora tivesse vindo ao mundo no dia 16 de Novembro de 1922, os meus documentos oficiais referem que nasci dois dias depois, a 18: foi graças a esta pequena fraude que a família escapou ao pagamento da multa por falta de declaração do nascimento no prazo legal.



Talvez por ter participado na Grande Guerra, em França, como soldado de artilharia, e conhecido outros ambientes, diferentes do viver da aldeia, meu pai decidiu, em 1924, deixar o trabalho do campo e trasladar-se com a família para Lisboa, onde começou a exercer a profissão de polícia de segurança pública, para a qual não se exigiam mais "habilitações literárias" (expressão comum então...) que ler, escrever e contar. Poucos meses depois de nos termos instalado na capital, morreria meu irmão Francisco, que era dois anos mais velho do que eu. Embora as condições em que vivíamos tivessem melhorado um pouco com a mudança, nunca viríamos a conhecer verdadeiro desafogo económico. Já eu tinha 13 ou 14 anos quando passámos, enfim, a viver numa casa (pequeníssima) só para nós: até aí sempre tínhamos habitado em partes de casa, com outras famílias. Durante todo este tempo, e até à maioridade, foram muitos, e frequentemente prolongados, os períodos em que vivi na aldeia com os meus avós maternos, Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha.

Fui bom aluno na escola primária: na segunda classe já escrevia sem erros de ortografia, e a terceira e quarta classes foram feitas em um só ano. Transitei depois para o liceu, onde permaneci dois anos, com notas excelentes no primeiro, bastante menos boas no segundo, mas estimado por colegas e professores, ao ponto de ser eleito (tinha então 12 anos...) tesoureiro da associação académica... Entretanto, meus pais haviam chegado à conclusão de que, por falta de meios, não poderiam continuar a manter-me no liceu. A única alternativa que se apresentava seria entrar para uma escola de ensino profissional, e assim se fez: durante cinco anos aprendi o ofício de serralheiro mecânico. O mais surpreendente era que o plano de estudos da escola, naquele tempo, embora obviamente orientado para formações profissionais técnicas, incluía, além do Francês, uma disciplina de Literatura. Como não tinha livros em casa (livros meus, comprados por mim, ainda que com dinheiro emprestado por um amigo, só os pude ter aos 19 anos), foram os livros escolares de Português, pelo seu carácter "antológico", que me abriram as portas para a fruição literária: ainda hoje posso recitar poesias aprendidas naquela época distante. Terminado o curso, trabalhei durante cerca de dois anos como serralheiro mecânico numa oficina de reparação de automóveis. Também por essas alturas tinha começado a frequentar, nos períodos nocturnos de funcionamento, uma biblioteca pública de Lisboa. E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.

Quando casei, em 1944, já tinha mudado de actividade, passara a trabalhar num organismo de Segurança Social como empregado administrativo. Minha mulher, Ilda Reis, então dactilógrafa nos Caminhos de Ferro, viria a ser, muitos anos mais tarde, um dos mais importantes gravadores portugueses. Faleceria em 1998. Em 1947, ano do nascimento da minha única filha, Violante, publiquei o primeiro livro, um romance que intitulei A Viúva, mas que por conveniências editoriais viria a sair com o nome de Terra do Pecado. Escrevi ainda outro romance, Clarabóia, que permanece inédito até hoje, e principiei um outro, que não passou das primeiras páginas: chamar-se-ia O Mel e o Fel ou talvez Luís, filho de Tadeu... A questão ficou resolvida quando abandonei o projecto: começava a tornar-se claro para mim que não tinha para dizer algo que valesse a pena. Durante 19 anos, até 1966, quando publicaria Os Poemas Possíveis , estive ausente do mundo literário português, onde devem ter sido pouquíssimas as pessoas que deram pela minha falta.

Por motivos políticos fiquei desempregado em 1949, mas, graças à boa vontade de um meu antigo professor do tempo da escola técnica, pude encontrar ocupação na empresa metalúrgia de que ele era administrador. No final dos anos 50 passei a trabalhar numa editora, Estúdios Cor, como responsável pela produção, regressando assim, mas não como autor, ao mundo das letras que tinha deixado anos antes. Essa nova actividade permitiu-me conhecer e criar relações de amizade com alguns dos mais importantes escritores portugueses de então. Para melhorar o orçamento familiar, mas também por gosto, comecei, a partir de 1955, a dedicar uma parte do tempo livre a trabalhos de tradução, actividade que se prolongaria até 1981: Colette, Pär Lagerkvist, Jean Cassou, Maupassant, André Bonnard, Tolstoi, Baudelaire, Étienne Balibar, Nikos Poulantzas, Henri Focillon, Jacques Roumain, Hegel, Raymond Bayer foram alguns dos autores que traduzi. Outra ocupação paralela, entre Maio de 1967 e Novembro de 1968, foi a de crítico literário. Entretanto, em 1966, publicara Os Poemas Possíveis, uma colectânea poética que marcou o meu regresso à literatura. A esse livro seguiu-se, em 1970, outra colectânea de poemas, Provavelmente Alegria, e logo, em 1971 e 1973 respectivamente, sob os títulos Deste Mundo e do Outro e A Bagagem do Viajante , duas recolhas de crónicas publicadas na imprensa, que a crítica tem considerado essenciais à completa compreensão do meu trabalho posterior. Tendo-me divorciado em 1970, iniciei uma relação de convivência, que duraria até 1986, com a escritora portuguesa Isabel da Nóbrega.

Deixei a editora no final de 1971, trabalhei durante os dois anos seguintes no vespertino Diário de Lisboa como coordenador de um suplemento cultural e como editorialista. Publicados em 1974 sob o título As Opiniões que o DL teve, esses textos representam uma "leitura" bastante precisa dos últimos tempos da ditadura que viria a ser derrubada em Abril daquele ano. Em Abril de 1975 passei a exercer as funções de director-adjunto do matutino Diário de Notícias, cargo que desempenhei até Novembro desse ano e de que fui demitido na sequência das mudanças ocasionadas pelo golpe político-militar de 25 de daquele mês, que travou o processo revolucionário. Dois livros assinalam esta época: O Ano de 1993, um poema longo publicado em 1975, que alguns críticos consideram já anunciador das obras de ficção que dois anos depois se iniciariam com o romance Manual de Pintura e Caligrafia, e, sob o título Os Apontamentos , os artigos de teor político que publiquei no jornal de que havia sido director.

Sem emprego uma vez mais e, ponderadas as circunstâncias da situação política que então se vivia, sem a menor possibilidade de o encontrar, tomei a decisão de me dedicar inteiramente à literatura: já era hora de saber o que poderia realmente valer como escritor. No princípio de 1976 instalei-me por algumas semanas em Lavre, uma povoação rural da província do Alentejo. Foi esse período de estudo, observação e registo de informações que veio a dar origem, em 1980, ao romance Levantado do Chão, em que nasce o modo de narrar que caracteriza a minha ficção novelesca. Entretanto, em 1978, havia publicado uma colectânea de contos, Objecto Quase, em 1979 a peça de teatro A Noite, a que se seguiu, poucos meses antes da publicação de Levantado do Chão, nova obra teatral, Que Farei com este Livro?. Com excepção de uma outra peça de teatro, intitulada A Segunda Vida de Francisco de Assis e publicada em 1987, a década de 80 foi inteiramente dedicada ao romance: Memorial do Convento, 1982, O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984, A Jangada de Pedra, 1986, História do Cerco de Lisboa , 1989. Em 1986 conheci a jornalista espanhola Pilar del Río. Casámo-nos em 1988.

Em consequência da censura exercida pelo Governo português sobre o romance O Evangelho segundo Jesus Cristo (1991), vetando a sua apresentação ao Prémio Literário Europeu sob pretexto de que o livro era ofensivo para os católicos, transferimos, minha mulher e eu, em Fevereiro de 1993, a nossa residência para a ilha de Lanzarote, no arquipélago de Canárias. No princípio desse ano publiquei a peça In Nomine Dei, ainda escrita em Lisboa, de que seria extraído o libreto da ópera Divara, com música do compositor italiano Azio Corghi, estreada em Münster (Alemanha), em 1993. Não foi esta a minha primeira colaboração com Corghi: também é dele a música da ópera Blimunda, sobre o romance Memorial do Convento, estreada em Milão (Itália), em 1990. Em 1993 iniciei a escrita de um diário, Cadernos de Lanzarote, de que estão publicados cinco volumes. Em 1995 publiquei o romance Ensaio sobre a Cegueira e em 1997 Todos os Nomes e O Conto da Ilha Desconhecida . Em 1995 foi-me atribuído o Prémio Camões, e em 1998 o Prémio Nobel de Literatura.

Em consequência da atribuição do Prémio Nobel a minha actividade pública viu-se incrementada. Viajei pelos cinco continentes, oferecendo conferências, recebendo graus académicos, participando em reuniões e congressos, tanto de carácter literário como social e político, mas, sobretudo, participei em acções reivindicativas da dignificação dos seres humanos e do cumprimento da Declaração dos Direitos Humanos pela consecução de uma sociedade mais justa, onde a pessoa seja prioridade absoluta, e não o comércio ou as lutas por um poder hegemónico, sempre destrutivas.

Creio ter trabalhado bastante durante estes últimos anos. Desde 1998, publiquei Folhas Políticas (1976-1998) (1999), A Caverna (2000), A Maior Flor do Mundo (2001), O Homem Duplicado (2002), Ensaio sobre a Lucidez (2004), Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido(2005), As Intermitências da Morte (2005) e As Pequenas Memórias (2006). Agora, neste Outono de 2008, aparecerá um novo livro: A Viagem do Elefante, um conto, uma narrativa, uma fábula.

No ano de 2007 decidiu-se criar em Lisboa uma Fundação com o meu nome, a qual assume, entre os seus objectivos principais, a defesa e a divulgação da literatura contemporânea, a defesa e a exigência de cumprimento da Carta dos Direitos Humanos, além da atenção que devemos, como cidadãos responsáveis, ao cuidado do meio ambiente. Em Julho de 2008 foi assinado um protocolo de cedência da Casa dos Bicos, em Lisboa, para sede da Fundação José Saramago, onde esta continuará a intensificar e consolidar os objectivos que se propôs na sua Declaração de Princípios, abrindo portas a projectos vivos de agitação cultural e propostas transformadoras da sociedade.