sábado, 16 de dezembro de 2017

ALVO DE VEJA E ISTOÉ, GILMAR VIRA BOLA DA VEZ

REQUIÃO CONVOCA DEMOCRATAS A PORTO ALEGRE EM DEFESA DE LULA

"Democratas do Mundo uni-vos em Porto Alegre!", convoca o senador Roberto Requião (PMDB-PR), numa mobilização do povo no dia 24 de janeiro, quando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, da capital gaúcha, julgará o processo de Lula em segunda instância; em vídeo, o senador, que está sendo cogitado a assumir a vaga de vice na chapa do ex-presidente em 2018, cita diversos líderes internacionais de esquerda, como Bernie Sanders, Cristina Kirchner, Mujica, Jimmy Carter, Boaventura e nossos irmãos portugueses, para "assistirem ao vivo em Porto Alegre o julgamento de nosso ex-presidente Lula e assim poderem dizer ao mundo se está sendo um julgamento justo, imparcial e equilibrado!"; assista

15 DE DEZEMBRO DE 2017 

Rio Grande do Sul 247 - O senador Roberto Requião (PMDB-PR), que vem sendo cogitado a assumir a vaga de vice na chapa do ex-presidente Lula na corrida presidencial em 2018, gravou um vídeo para convocar os democratas do mundo a Porto Alegre no dia 24 de janeiro.

Essa é a data que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), na capital gaúcha, marcou o julgamento do processo de Lula em segunda instância, depois da condenação do juiz Sergio Moro contra o ex-presidente a 9 anos e meio de prisão no caso do triplex no Guarujá.

"Democratas do Mundo uni-vos em Porto Alegre!", diz Requião no vídeo, citando diversos líderes internacionais de esquerda, como Bernie Sanders, Cristina Kirchner, Mujica, Jimmy Carter, Boaventura e nossos irmãos portugueses, a fim de "assistirem ao vivo em Porto Alegre o julgamento de nosso ex-presidente Lula e assim poderem dizer ao mundo se está sendo um julgamento justo, imparcial e equilibrado!".

"Façamos festas, shows, encontros para receber com hospitalidade nossos irmãos democratas de tudo mundo em Porto Alegre!", diz ainda o senador. "Façamos um 'esquenta' do Fórum Social Mundial de 2018 em Porto Alegre no dia 24 de janeiro de 2018, a cidade que inventou esse belo encontro da Humanidade. Façamos de Porto Alegre a Capital do Mundo Democrático!", completa.

Assista:




Brasil 247

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

CUT-VOX: LULA LEVA NO 1º TURNO, COM 45% DOS VOTOS

Em pesquisa estimulada realizada pelo instituto Vox Populi, encomendada pela CUT, com cinco candidatos na disputa, Lula teria 45% das intenções de votos contra 31% da soma dos demais candidatos; Bolsonaro teria 15%; Marina, 7%; Alckmin, 6%; Ciro, 3%; ninguém, brancos e nulos representam 14%; e não sabem ou não responderam, 11%; num cenário com dez candidatos, também apresentados aos entrevistados, Lula teria 43% das intenções de voto contra 33% da soma dos demais candidatos; outro dado importante da pesquisa é o de que para 47%, Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve

15 DE DEZEMBRO DE 2017 


247 - Em pesquisa estimulada realizada pelo instituto Vox Populi, encomendada pela CUT, com cinco candidatos na disputa, Lula teria 45% das intenções de votos contra 31% da soma dos demais candidatos.

Bolsonaro teria 15%; Marina, 7%; Alckmin, 6%; Ciro, 3%. Ninguém, brancos e nulos representam 14%. E não sabem ou não responderam, 11%.

Num cenário com dez candidatos, também apresentados aos entrevistados, Lula teria 43% das intenções de voto contra 33% da soma dos demais candidatos.

Outro dado importante da pesquisa é o de que para 47%, Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve.

Confira o texto divulgado pela CUT com detalhes sobre o levantamento:

CUT-Vox confirma: Ninguém ganha do Lula

Se a eleição fosse hoje, Lula, o melhor presidente que o Brasil já teve, venceria no primeiro e segundo turnos todos os candidatos, mostra nova rodada da pesquisa CUT-Vox Populi

O empenho de parte do Judiciário e da mídia em perseguir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não mudou a percepção da maioria dos brasileiros sobre quem é o candidato certo para corrigir os rumos do país e promover desenvolvimento econômico e social, com justiça e distribuição de renda.

Se a eleição presidencial fosse hoje, Lula venceria todos os candidatos no primeiro e no segundo turnos, aponta pesquisa CUT-Vox Populi, realizada entre os dias 9 e 12 de dezembro. Tanto na simulação espontânea quanto na estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, o ex-presidente tem mais votos do que a soma dos demais candidatos.

Na simulação do voto espontâneo para presidente, que indica uma intenção mais sólida dos entrevistados votarem em determinados candidatos, Lula teria 38% dos votos.

Juntos, os demais candidatos, considerando, inclusive, quem citou "outros", têm 22% das intenções espontâneas de voto. O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem 11%; o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), e Marina Silva (Rede-AC), 2%, cada; o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE), 1%, cada. Um percentual de 5% dos entrevistados pela CUT-VOX disse que votaria em "outros" candidatos; ninguém/brancos e nulos, 17%; e, não sabem ou não responderam, 24%.

Nesse cenário, Lula continua imbatível no Nordeste, com 63% das intenções de voto. No Centro-Oeste/Norte ele tem 33%; no Sudeste, 30%; e, no Sul, 17%.

Pesquisa estimulada

Na pesquisa estimulada com cinco candidatos na disputa, Lula teria 45% das intenções de votos contra 31% da soma dos demais candidatos. Bolsonaro teria 15%; Marina, 7%; Alckmin, 6%; Ciro, 3%. Ninguém, brancos e nulos, 14%; e não sabem ou não responderam, 11%.

Também nesse cenário, Lula é o preferido pelo povo do Nordeste, com 68% das intenções de votos; do Centro-Oeste/Norte, com 48%; e do Sudeste, 36%. No Sul, ele tem 21% das intenções de voto.

Lula é também líder absoluto entre as mulheres, 46% (homens, 43%); os maduros 50% (entre os jovens tem 44% e entre os adultos, 43%); os mais pobres, que ganham até 2 salários mínimos, 58% (42% entre os que ganham mais de 2 SM e até 5 SM; e 24% entre os que ganham mais de 5 SM); e os que estudaram até o ensino fundamental, com 55% das intenções de votos (39% entre os que estudaram até o ensino médio; e 28% do ensino superior).

Segundo turno

Na simulação com Marina e Alckmin, Lula venceria ambos com 50% dos votos. A candidata da Rede teria 13% e o governador de São Paulo, 14%.

Na simulação com Bolsonaro, Lula teria 49% e o deputado carioca, 18%.

Estimulada com dez candidatos

Na estimulada com dez candidatos, Lula teria 43% das intenções de voto contra 33% da soma dos demais candidatos.

Bolsonaro teria 13% das intenções na estimulada; o ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, 7%; Marina, 5%; Alckmin, 4%; Ciro, 2%; o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) e o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD-GO), 1% cada. Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) e João Amoêdo (Partido Novo-RJ) não pontuaram. O percentual de ninguém/branco ou nulo foi de 13%; e o de não sabem/não responderam, 11%.

Neste cenário, Lula também é o primeiro colocado nos recortes por região, gênero e classe social. Ele tem mais votos que todos os outros no Nordeste, 67% (Centro-Oeste/Norte, 46%; Sudeste, 35%; e, Sul, 18%). É o escolhido também pela maioria das mulheres (45%) e dos homens (41%); pelos maduros, 47%; jovens, 43%; e, adultos, 42%. E, novamente, é o preferido pelos mais pobres, que ganham até 2 salários mínimos (56%) e que estudaram até o ensino fundamental (53%).

Lula, o melhor e mais admirado presidente do Brasil

Para 47% dos entrevistados pela pesquisa CUT-Vox Populi, Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve.

É o mais trabalhador e líder político para 59% dos entrevistados; o mais capaz de enfrentar uma crise para 55%; é humilde e se preocupa com as pessoas, para 54%; é bom administrador/competente, 53%; é sincero/tem credibilidade, 42%; e é honesto para 32%.

E mais: Lula tem mais qualidades (50%) que defeitos (41%); fez mais coisas certas (56%) que erradas (37%) e, nos 13 anos de governos do PT, com Lula e Dilma, a vida melhorou para 54% dos entrevistados. Outros 30% responderam que não melhorou nem piorou e 14% que piorou.

A CUT-Vox Populi entrevistou 2.000 pessoas, em 118 municípios de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, e abrangeu todos os estratos socioeconômicos. A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.



Brasil 247

Delatores acham que não houve crime no caso do sítio e do Instituto Lula

SEX, 15/12/2017 - 09:44
ATUALIZADO EM 15/12/2017 - 09:48

Foto: Robson Ventura/Folhapress

Jornal GGN - Depois de publicar que a Odebrecht e Lava Jato de Curitiba omitiram uma série de crimes de superfaturamento em obras no acordo de delação premaida, agora a Folha de S. Paulo revela que delatores estão sendo perseguidos e pressionados pelos procuradores para admitir culpa e endossar as acusações feitas contra Lula nas duas ações penais que estão nas mãos de Sergio Moro.

Segundo reportagem desta sexta (15), pelo menos 3 delatores da Odebrecht não acham que houve crime ou não concordam com a narrativa dos procuradores no caso do sítio de Atibaia e na compra de um imóvel nunca usado pelo Instituto Lula. O Ministério Público Federal denunciou o petista por ter recebido esses benefícios da empreiteira em troca de favorecer a empresa em negócios da Petrobras.


"Paulo Melo, executivo que participou da negociação de um terreno comprado para o Instituto Lula e foi acusado de lavagem de dinheiro, pediu absolvição a Moro. Ele diz que não cometeu o crime e não viu nada de errado na relação entre a empresa e o ex-presidente", apontou o jornal. Ele também afirmou que não sabia da existência de nenhuma contrapartida por parte de Lula.

Também delatores, Carlos Armando Paschoal e Emyr Costa participaram das obras do sítio de Atibaia, e pediram para ser inocentados. Eles disseram que só cumpriram ordens e negaram existência de crime.

"Paschoal, um dos acusados no caso do sítio de Atibaia, reconheceu em seus depoimentos à Lava Jato que pagou propina a funcionários públicos e fez doações ilegais a dezenas de políticos, mas diz que apenas mandou executar as obras no sítio, sem participar dos acertos da cúpula da empresa com Lula."

Outro delator, Paulo Sérgio Boghossian é forçado pela Odebrecht e pelos procuradores a admitir que pagou propina a agente da Petrobras, mesmo dizendo que ele nunca fez isso. Segundo a Folha, ele é ameaçado de ir para a cadeia, por descumprimento do acordo que a empresa moldou junto à Lava Jato, para que sirva de exemplo para outros que pensem em fugir do que foi escrito nas colaborações.

Os acordos foram homologados pelo Supremo Tribunal Federal, mas caberá a Moro e outros juízes da primeira instância avaliar se os benefícios aos delatores devem ser mantidos.



Jornal GGN

Wadih: Lula será candidato!

TRF-4 rasgou o regimento interno!​

publicado 14/12/2017


O Conversa Afiada publica afiado artigo do Deputado Federal Wadih Damous (PT-RJ):

Eleição sem Lula é fraude

Embora tomado por um sentimento de profunda indignação, depois que o TRF-4, em ato explícito de provocação e perseguição política, resolveu cumprir sua parte no jogo sujo comandando pela elite do dinheiro para alijar Lula das eleições de 2018, julgo importante insistir na disseminação de algumas informações.

No meu entendimento, elas são vitais para fomentar a reação da sociedade. Pois saibam que os processos no TRF-4 levam em média dez meses para tramitar no tribunal até que estejam prontos para o julgamento.

Levando-se em conta que o recurso da defesa do ex-presidente Lula foi protocolado no dia 23 de agosto de 2017. Se o julgamento de fato acontecer em 24 de janeiro de 2018, terá sido cumprido o prazo recorde de apenas cinco meses, a metade do prazo médio para apreciação de qualquer outro recurso pelo TRF-4.

Essa celeridade atípica se torna mais chocante quando verificamos o regimento interno no TRF-4: “Os julgamentos que este regimento a lei não deve prioridade serão realizados segundo a ordem de antiguidade dos processos em cada classe. Em caso de urgência, o relator indicará preferência para o julgamento dos feitos criminais e das ações cautelares.”

Ou seja, o TRF4, a exemplo de qualquer tribunal, julga os processos a partir da ordem cronológica de entrada. O que entrou primeiro tem que ser julgado primeiro; o que entrou por último deve ser julgado por último. Simples e racional assim.

E o que é urgência? Urgência é conceito jurídico e não uma subjetividade construída pela cabeça do juiz. Aplica-se a urgência aos casos nos quais a não adoção de um determinado procedimento pode fazer com que o direito pereça. E só há duas hipóteses para que a urgência interfira na ordem dos julgamentos: quando o réu se encontra preso e precisa, portanto, ser julgado, ou ante a possibilidade de o direito de punir do Estado vir a perecer, ou seja, prescrever.

Configura-se, então, uma aberração jurídica inaceitável considerar a realização de eleições em 2018 como motivo de urgência para o julgamento. O fato é que absolutamente nenhuma das exceções previstas no regimento do tribunal tem a ver com o caso do ex-presidente Lula.

Ao rasgar o próprio regimento e queimar etapas com base no calendário eleitoral do país, o TRF-4 exibe ao Brasil e ao mundo mais uma prova cabal do lawfare (o uso da justiça para fins de perseguição política) do qual é vítima o ex-presidente.

Contudo, os arautos do golpe dentro do golpe, os que querem sabotar a soberania popular tirando a forceps do páreo o candidato preferido do povo brasileiro, podem contar com uma forte reação popular. Sem falar que, conforme diz o povo, “muita água ainda vai correr debaixo dessa ponte.”

A candidatura de Lula será registrada na justiça eleitoral, pois os pedidos de impugnação só podem ser propostos cinco dias após o término do prazo para o registro de candidatos, que é 15 de agosto. Depois, o partido será intimado e instado a apresentar sua defesa. Na sequência, acontecem as alegações finais das partes. A previsão é que a decisão do TSE só seja proferida em setembro, mas ainda restariam os embargos de declaração e o recurso ao STF.

Tudo isso, com Lula em plena campanha levando multidões às ruas, conquistando cada vez mais corações e mentes, apresentando suas propostas e denunciando os golpistas no horário eleitoral gratuito da rádio e TV. Vamos ver se os verdugos da democracia resistem.

Wadih Damous – deputado federal e ex-presidente da OAB-RJ



Conversa Afiada

❤ Ray Conniff ❤ ‎– Broadway In Rhythm 1958





LT   -   You Tube

Lula não será candidato. E agora, Dirceu?





Conversa Afiada

A prova da falta de vocação democrática da direita brasileira



14 de Dezembro de 2017

Por Eugênio Aragão  -  Ex-Ministro da Justiça


Ouvem-se de ontem para hoje vozes de atores políticos a se regozijarem com a iniciativa malandra do Tribunal Regional Federal da 4ª Região de marcar o julgamento das apelações contra a sentença condenatória de Lula no caso do Triplex do Guarujá para o dia 24 de janeiro. Festejam a matreirice como quem festeja a anunciada condenação do ex-presidente, já certa e uma garantia de sua exclusão das eleições de 2018.

Ao mesmo tempo, abundam os editoriais do mau jornalismo desinformações e deformador de O Globo, Folha de S.Paulo et caterva, todos elogiando o tribunal por sua incomum "celeridade".

E, claro, last but not least, há o "mercado", aquele que comemora a perda de direitos de brasileiras e brasileiros como um sinal de "modernidade": a subida vigorosa do índice Bovespa com o anúncio não consegue disfarçar a felicidade com aquilo que enxerga como desgraça alheia e sorte sua.

O que os três, atores políticos exultantes, jornais deformadores e bolsa de valores têm em comum? São todos maus perdedores da direita política que não conseguem e não sabem ganhar uma eleição de forma limpa. Têm a certeza da agressão de suas propostas significam para a sociedade brasileira, têm consciência de sua impopularidade e do caráter fraudulento de seu discurso de redenção e "modernidade". Por isso, Lula é um perigo a ser eliminado não nas urnas, mas num processo armado para exclui-lo da cena política.

Sempre agiram assim ao longo da história do Brasil. De trapaça em trapaça, levaram-nos a sermos governados por gângsters que sabem se aproveitar das debilidades das instituições do país.

Entre os atores, alguns se exibem descaradamente interesseiros, como Fernando Henrique Cardoso, aquele do "espelho, espelho meu...", que preside sem honra um partido bem partido, como outrora foi o PDS de sustentação da ditadura, antes de formar o PFL; outros com psicótica bipolaridade, como Ciro Gomes, que há poucos dias se solidarizava com Lula e, nesta semana, manda rojões de festa pela "rapidez" do processo contra o ex-presidente. E, sim, tem a cara-de-pau do sempre Gilmar Mendes, que já anuncia aos quatro ventos a decisão sobre a inelegibilidade de Lula, antes mesmo que os argumentos da defesa lhe sejam apresentados. Por isso, não é um juiz. É um ator político partidário que veste a toga por distração.

Entre os jornais, pertencem todos às oligarquias familiares que cresceram à sombra do toma lá – dá cá do patrimonialismo tupiniquim e não vêm perspectiva de sustentabilidade de seu modelo empresarial bandido numa democracia inclusiva. Aos Marinhos, Mesquitas ou Frias, a informação é o que menos interessa. Jogam na arena política de forma traiçoeira, como beligerantes que recusam o uso de uniformes e insígnias e carregam armas escondidas, na mais sórdida perfídia contra as regras da guerra.

Enfim, os brokers e seus Bloombergs da vida são croupiers do cassino de especuladores que incentivam a jogatina com a riqueza social sem preocupação com seu impacto na vida das pessoas comuns, aquelas que não fazem parte de sua tribo de adictos em dinheiro. Quando um prospectivo candidato fala em governar para essas pessoas comuns, vêem-se na contingência de ficarem sem seu brinquedinho perversamente lucrativo.

Postos os festeiros de abadá, vamos aos fatos. Por que a iniciativa do TRF da 4ª Região é uma chicana que não deve e nem pode ser festejada pelos verdadeiros democratas, os sem-abadá, os da "pipoca"?

Tem aí, antes de mais nada, a sentença do Moro, o juizinho da província que, com o mui laborioso apoio de uns garotos deslumbrados do ministério público, conseguiu seus três anos de glória a massacrar reputações e a distruir o patrimônio social que representa a indústria de construção civil, de construção naval e de produção de combustíveis.

Moro que, em mais de trezentas laudas duma sentença sem lastro probatório, usa mais de oitenta para se justificar. Moro que viaja mundo afora para se vangloriar de seus malfeitos às custas do contribuinte. Moro que defende seu "brother" Zucolotto, envolvido em controvérsia sobre a venda milionária "por fora" de delação premiada na vara do amigão. Moro que diz que não debate com condenados por ele mesmo e só sabe falar de público quando manda na audiência.

Pois é. Esse Moro condenou Lula por ter sido supostamente beneficiado, não se sabe em troca do quê, com a reforma de um apartamento que nunca lhe pertenceu. Dezenas de testemunhas de acusação e de defesa lhe atestaram a inocência, mas o tal Moro nem se deu ao trabalho de examinar as provas exculpantes, perdendo-se em suposições e ginásticas argumentativas sem qualquer elemento empírico. A verdade provada cede ao voluntarismo corporativo mesclado com a agenda eleitoral. Juízes e procuradores querem-se prestigiados e escolheram lado para se alavancarem no serviço público.

Lula não pede que acreditem nele. Pede que leiam os autos antes de acusá-lo disso ou daquilo. Tem a certeza de sua inocência. Mas isso é o que menos interessa neste momento em que as pesquisas de opinião mostram seu crescimento na preferência do eleitorado, a torná-lo imbatível em qualquer eleição de que venha participar. Isso é que incomoda e por isso levam para o judiciário o que deveria ser resolvido na política. Desautorizam a soberania popular para reforçar o poder de burocratas inescrupulosos.

Depois, o comportamento de magistrados do TRF da 4ª Região a coonestarem o aventureirismo exibicionista do juiz de piso. O presidente do tribunal teve o desplante de declarar ser a sentença condenatória "irretocável", mesmo sem tê-la lido. Não interessa que não é ele chamado a julgar e que a lei lhe proíbe tecer comentários públicos sobre os atos de colegas de jurisdição, nem interessam o que está nos autos e o que defesa alega, para o presidente o "brother" Moro sempre estará certo e que se dane o duplo grau de jurisdição! A pergunta que não quer calar: para o que existe então esse tribunal que ele preside?

Temos então também o tal do juiz Gebran. Outro "brother" do Moro. Não disfarça seu absoluto partidarismo em defesa cega do juiz de piso, de quem, diz-se, seria compadre. Gebran nega, mas que ele e Moro são muito mais do que colegas de toga até as pedras sabem. Claro, ser amigo do juiz de piso, formalmente, não é causa nem de impedimento e nem de suspeição do juiz de instância maior. Mas quando a suspeição do Moro é colocada em mesa, claro que essa suspeição acaba por se estender a quem emocionalmente o apoia em tudo. E julgar Gebran a suspeição de Moro é julgar sua própria suspeição.

Gebran gosta de seu papel de ferrabrás. É do tipo durão e moralista. Esses são os piores. Não têm isenção nem aqui é nem na China. Enche a boca em apoio incondicional à tal Operação Lava Jato. Não tem capacidade de crítica. E já deu sinais que quer acelerar a guilhotina. Anunciou a todas e todos que seu voto estava pronto, alegrando a torcida dos que querem Lula fora da corrida presidencial.

Depois tem o tal juiz Paulsen, o revisor que, a despeito de precisar em média de setenta dias para fazer seu voto em situações que tal, conseguiu a proeza de fazê-lo em seis dias no caso complexo de Lula. A conclusão só pode ser uma: ou faz corpo-mole nos outros casos, ou tem uma pressa desmedida neste.

Enfim, tem toda a turma do TRF, que resolveu pautar o processo atropelando a ordem cronológica contra a letra da lei sem qualquer motivação. Passou por cima de outros jurisdicionados, que viram a fila ser furada em detrimento da celeridade de seus feitos. Por que será? Por que essa ânsia toda em julgar Lula? E logo esses personagens que se desfazem em elogios a Moro, o carrasco do primeiro grau cuja sentença deverão rever?

Promover ou deixar de promover ato de ofício para atender interesse ou sentimento próprio ou de terceiro tem nome. Responde por "prevaricação".

Esperemos que não seja este o caso, mas sempre é bom lembrar aos magistrados que, como a mulher de César, não devem se bastar em ser honestos, mas, mais do que isso, devem parecer honestos também. Marcar dia 24 de janeiro, a toda às pressas como data do julgamento de Lula, a um ano da acidente vascular cerebral que afetou Dona Mariza e quando Supremo Tribunal Federal é Superior Tribunal de Justiça ainda estão de recesso, não é digno da mulher de César.

Nunca é demais dizer, ainda, que a disputa política se resolve na arena política, que é a ágora democrática, e não no judiciário que não tem voto e nem legitimidade para disputar com a soberania popular. O aviso fica não só para Fernando Henrique Cardoso, Ciro Gomes, irmãos Marinho, famílias Mesquita e Frias e os brokers da bolsa de valores, mas também para Moros, Gebrans e Gilmares da vida, que, quando se manifestam de público, parecem não demonstrar estima pela vontade popular.



Brasil 247

Chapa Lula-Requião, tudo o que o Brasil precisa neste momento

14 de Dezembro de 2017

Chico Vigilante



Estou muito feliz com a possibilidade da união Lula e Requião numa chapa para a presidência da República 2018.

Acho que é esta a saída para reerguer o país. Um socialista e um nacionalista no comando dessa Nação para colocá-la no topo da lista dos países desenvolvidos do mundo.

Quando deputado federal, estive com uma delegação de deputados e senadores representando a bancada do PT em visita à Academia Militar das Agulhas Negras, no Rio de Janeiro.

Ali tive a oportunidade de durante um dia inteiro conversar com o senador Roberto Requião, sobre suas ações no Paraná e o desenvolvimento do estado durante seus anos como governador.

Estivemos juntos, inclusive, no estande de tiro ao alvo quando o vi atirar de fuzil e constatei que ele realmente é um homem de boa pontaria.

Voltamos a conversar outras vezes e me chamou a atenção nele um estilo peculiar de político: não tem papas na língua, não leva desaforo para casa, não faz conciliação a nenhum preço.

Seus discursos são claros em defesa das riquezas nacionais, contra a entrega de nossas estatais e em defesa dos direitos dos trabalhadores. Requião sonha com um Brasil diferente e prega uma América Latina unida, soberana e independente.

Portanto, a contribuição de Requião numa chapa com um homem da cepa de Lula – ex-presidente deste país que contribuiu como nunca para sua transformação social, igualdade e dignidade do povo - é tudo que o Brasil precisa neste momento.

Com eles voltaremos a fortalecer os Brics, criando uma moeda destes países, China, Brasil, Índia, Rússia e África do Sul, e incentivaremos o desenvolvimento que a humanidade precisa, não a que o imperialismo dita.

Com Lula e Requião o Brasil voltará a ser protagonista de seu destino e não dominado por canalhas com espírito vira latas subalternos ao sistema financeiro internacional.



Brasil 247

MANUELA CRITICA CIRO: JUSTIÇA BOA É A QUE RESPEITA DIREITO DE DEFESA

Pré-candidata à Presidência em 2018, a deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) criticou uma fala do ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE), que defendeu a rapidez do TRF-4 contra Lula afirmando que "Justiça boa é Justiça rápida"; Manuela foi às redes sociais para defender o ex-presidente Lula: "Meu querido amigo Ciro Gomes está errado no caso de julgamento de Lula", disse ela; "Justiça boa é a do contraditório, do amplo direito de defesa e do respeito ao devido processo legal. Justiça boa é a do tratamento isonômico. A rapidez, nesse caso, é aquela típica dos processos de exceção. É preciso levantar em defesa da democracia", completou

15 DE DEZEMBRO DE 2017 


Rio Grande do Sul 247 - A deputada estadual Manuela D'Ávila (PC do B-RS), pré-candidata à Presidência em 2018, a deputada estadual criticou uma fala do ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE), que defendeu a rapidez do TRF-4 contra Lula.

Questionado sobre o assunto, o também pré-candidato à Presidência afirmou que "Justiça boa é Justiça rápida".

Manuela foi às redes sociais para defender o ex-presidente Lula.

"Meu querido amigo Ciro Gomes está errado no caso de julgamento de Lula", disse ela; "Justiça boa é a do contraditório, do amplo direito de defesa e do respeito ao devido processo legal. Justiça boa é a do tratamento isonômico. A rapidez, nesse caso, é aquela típica dos processos de exceção. É preciso levantar em defesa da democracia", completou.



Brasil 247

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Lava Jato está preparando uma nova operação boca-de-urna?


Se os procuradores calcularam a propina de todo o esquema e encontraram valor equivalente apenas nas contas associadas ao principal investigado (um ex-gerente da Transpetro), por que ainda há espaço para a tese - feita apenas com base em "ouvi dizer" - de que há agentes políticos envolvidos?


Jornal GGN - Chama atenção a notícia publicada pelo Estadão com base na denúncia apresentada pelos procuradores de Curitiba, na quarta (13), contra um pequeno grupo de empresários e ex-agentes públicos que teriam negociado propina na Transpetro. Quando Sergio Moro autorizou as ações de busca e apreensão e outras diligências nesta que é a 47ª fase da Lava Jato, a velha mídia manchetou que o esquema de R$ 7 milhões atingiria o PT. Mas na denúncia entregue pela turma de Deltan Dallagnol, não há uma linha sequer sobre quem são os petistas suspeitos de terem sido beneficiados.
O que há contra o PT, até o momento, são frases genéricas arrastadas de outras ações penais da Lava Jato, sobre como o caso Transpetro repete o que o ocorreu na Petrobras, com cargos tendo sido distribuídos "no interesse do Partido dos Trabalhadores – PT, do Partido Progressista – PP e do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB com o objetivo de arrecadação de propinas." 

Pelo modus operandi já conhecido da Lava Jato, o que deve ocorrer é que os denunciados desta fase - que já estão presos - serão transformados em réus por Moro, condenados e, antes ou depois disso, sucumbirão à pressão do Ministério Público - que envolveu familiares na peça de acusação - e aceitarão um acordo de delação premiada no qual terão de citar agentes do PT. Tudo isso em pleno 2018, ou seja, em meio à eleição majoritária.

O delator em potencial, no caso, é o ex-gerente da Transpetro José Antônio de Jesus, preso por ordem de Moro desde 21 de novembro. A pressão sobre ele é ainda maior porque a denúncia cita que sua esposa e filha foram usadas nas operações de lavagem de dinheiro.

A ACUSAÇÃO

José Antônio é acusado de ter cobrado propina para si e em nome do PT. Quem disse isso aos procuradores foi o empresário Luiz Maramaldo, um delator oficial cujo acordo já foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal.
Maramaldo, por sua vez, foi delatado por Sérgio Machado, a quem aceitou pagar propina para ter mais vantagens dentro da Transpetro. O empresário era dono da NM Engenharia e, conforme começou a crescer na estatal, impulsionado por Machado e a propina que iria também para o PMDB, acabou sendo procurado por José Antônio, que também passou a cobrar uma porcentagem.

A denúncia diz que José Antônio cobrou propina na ordem de 1% sobre os contratos da NM com a Transpetro, mas acabou aceitando uma contraproposta de Maramaldo e ficou com 0,5%. Em troca, prometeu praticar "atos de ofício, comissivos e omissivos, que garantissem a boa execução dos contratos da NM na subsidiária da PETROBRAS."

Os procuradores relatam que os pagamentos de propina ocorreram 63 vezes, em razão de 49 contratos e aditivos que somaram, aos longo dos anos, R$ 1.471.813.281,07. "(...) aplicado o percentual de 0,5% de propina ajustado entre JOSÉ ANTÔNIO e LUIZ MARAMALDO, a vantagem indevida estimada giraria em torno de R$ 7.359.066,43".

PARA ONDE FOI O DINHEIRO

Embora afirme, com base exclusivamente em uma delação premiada, que agentes do PT ainda não identificados receberam dinheiro da Transpetro, a peça assinada pela equipe de Dallagnol também expõe, a partir de quebras de sigilo, que José Antônio, de fato, recebeu e tentou ocultar a origem de R$ 7,5 milhões que teriam relação com o esquema. 

José Antônio teria usado contas de Adriano Silva Correia e da empresa Queiroz Correia para lavar parte dos recursos. Também fez saques seguidos de inúmeros depósitos fracionados nas contas de um ex-sócio e de sua filha e esposa. Em apenas um dia, esta última recebeu R$ 200 mil. 

"Os diversos atos de lavagem de ativos objeto de imputação, atingem a quantia de R$
7.505.500,00 (sete milhões, quinhentos e cinco mil e quinhentos reais), valor equivalente ao do crime antecedente de corrupção", escreveu o MPF.

A dúvida é: se os procuradores calcularam a propina de todo o esquema e encontraram valor equivalente apenas nas contas associadas ao principal investigado, por que ainda há espaço para a tese - feita apenas com base em "ouvi dizer" - de que há agentes do PT envolvidos?

Cena para os próximos capítulos.


Jornal GGN

EM ESTREIA DE SHOW, CHICO DIZ QUE “PESSOAS FINAS NOS BAIRROS CHIQUES” DO RIO O XINGAM DE “VIADO”


Durante estreia nacional do show Caravanas, em Belo Horizonte, o cantor e compositor Chico Buarque reforçou o coro de "Fora, Temer" entoado pelos fãs; "E é pouco", disse em resposta ao coro, à medida que os pedidos pela saída do presidente se avolumavam. "Eu não tava ouvindo bem porque a gente canta com esses fones enfiados no ouvido, agora eu ouvi bem o 'fora, Temer'", disse, após tirar os fones; "Acho que agora eu vou passar a usar esses fones permanentemente, porque lá no Rio, nos bairros chiques onde eu ando, volta e meia passam aquelas pessoas finas nos seus carros grandes e gritam 'viado, filho da puta!', 'viado, vai pra Cuba', 'vai pra Paris, viado'. O único consenso é o 'viado'", disse, rindo e fazendo a plateia rir

14 DE DEZEMBRO DE 2017

247 - O cantor e compositor Chico Buarque reagiu na noite dessa quarta-feira, 13, aos ataques que vem sofrendo nas redes sociais e nas ruas, por conta de sua defesa da democracia e contra o golpe parlamentar que arruinou a imagem do País.

Durante estreia nacional do show Caravanas, no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, Chico reforçou o coro de "Fora, Temer" entoado pelos fãs.

"E é pouco", disse em resposta ao coro, à medida que os pedidos pela saída do presidente se avolumavam. "Eu não tava ouvindo bem porque a gente canta com esses fones enfiados no ouvido, agora eu ouvi bem o 'fora, Temer'", disse, após tirar os fones.

Aproveitando o momento, que aconteceu no trecho final do show e foi, de longe, o mais relaxado e informal da sempre tensa noite de estreia, Chico ironizou seus antagonistas da elite carioca, que, segundo ele, o xingam durante suas caminhadas pelo calçadão da praia.

"Acho que agora eu vou passar a usar esses fones permanentemente, porque lá no Rio, nos bairros chiques onde eu ando, volta e meia passam aquelas pessoas finas nos seus carros grandes e gritam 'viado, filho da puta!', 'viado, vai pra Cuba', 'vai pra Paris, viado'. O único consenso é o 'viado'", disse, rindo e fazendo a plateia rir.

"Tem que gritar mesmo! E para ouvir. No começo, não ouvi direito porque estou usando fones de ouvido. Aliás, acho que vou passar a usar esses fones permanentemente lá no Rio, onde eu gosto de caminhar. Moro num bairro carioca onde mora muita gente fina. Quando caminho, eu ouço frases como 'Viado! Vá para Cuba. Viado! Vai passear em Paris'. O único consenso é o viado", afirmou Chico, irônico, sendo aplaudido pela plateia.

Na sequência, Chico cantou a música "Gota d'água", dos versos 'E qualquer desatenção, faça não! Pode ser a gota d'água'. A música já estava prevista no roteiro, mas soou como um recado político do cantor aos desafetos.



Brasil 247

REINALDO AZEVEDO METE A BANANA EM SÉRGIO MORO





LT   -   You Tube

EXCLUSIVO: REQUIÃO DEVE SER VICE NA CHAPA DE LULA

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) deve ser candidato a vice-presidente na chapa com o ex-presidente Lula para as eleições do próximo ano; conforme apurou o 247, Requião como vice de Lula foi defendido na noite dessa quarta-feira, 13, em um jantar com senadores de oposição ao governo de Michel Temer; os maiores defensores da chapa Lula-Requião foram os senadores Lindbergh Farias, líder do PT no Senado, e Renan Calheiros (PMDB-AL); Requião é um dos mais combativos senadores em defesa das riquezas nacionais e contra o desmonte do estado promovido por Michel Temer e o fortalecimento de seu nome ocorre no momento em que a direita tenta judicializar a disputa presidencial de 2018 e barrar a candidatura de Lula

14 DE DEZEMBRO DE 2017 

247 - O senador Roberto Requião (PMDB-PR) deve ser candidato a vice-presidente na chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições do próximo ano.

Conforme apurou o 247, Requião como vice de Lula foi defendido na noite dessa quarta-feira, 13, em um jantar com senadores de oposição ao governo de Michel Temer. Os maiores defensores da chapa Lula-Requião foram os senadores Lindbergh Farias, líder do PT no Senado, e Renan Calheiros (PMDB-AL).

Roberto Requião é presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional e um dos mais combativos senadores em defesa das riquezas nacionais e contra o desmonte do estado promovido por Michel Temer.

O fortalecimento de seu nome numa corrida presidencial também ocorre no momento em que a direita tenta judicializar a disputa presidencial de 2018 e barrar a candidatura de Lula.



Brasil 247

Azenha: 4 fios desencapados implodem a Globo





Conversa Afiada

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Com julgamento de Lula em vista, delação da Odebrecht começa a ser questionada

QUA, 13/12/2017 - 09:10
ATUALIZADO EM 13/12/2017 - 09:46




Jornal GGN - Um dia após noticiar que o julgamento de Lula em segunda instância foi marcado para janeiro de 2018, a Folha de S. Paulo decidiu publicar uma reportagem que diz estar apurando há 3 meses, sobre crimes que a Odebrecht omitiu em seu acordo de delação premiada.

O texto mostra que os executivos da empreiteira ocultaram fatos sobre superfaturamento em dezenas de obras - incluindo a do Rodoanel, em São Paulo - fazendo o leitor imaginar quais outros relatos embutidos no acordo e espalhados pela imprensa foram comprometidos pelos interesses da empresa.

E por que mostrar que os delatores disseram o que era conveniente - para a empresa e para a Lava Jato - só agora?

A princípio, parece que Folha iniciou um movimento tímido para desqualificar a delação da Odebrecht justamente quando a condenação de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região promete sair no próximo mês. Não se conta nos dedos de uma mão as investigações que foram iniciadas contra o petista por causa da Odebrecht.

Ainda maior é a lista de políticos com foro atingidos, o que torna mais intrigante uma reportagem que tenta expôr os defeitos da delação.

Mas a ideia, aparentemente, não é a de criar problemas graves para a Lava Jato, já que os questionamentos da Folha sobre a delação não abrangem relatos escandalosos - como os que foram feitos por Rodrigo Tacla Duran, sobre o modus operandi dos procuradores de Curitiba. 


Não. A reportagem de Folha questiona o fato de que, pelo menos, 15 perícias oficiais indicam que a Odebrecht superfaturou, sim, obras que foram inseridas em seu acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, embora os executivos tenham negado. Eles só admitiram à Lava Jato pagamento de propina a terceiros e formação de cartel. O jornal publicou declaração de especialista dizendo que formação de cartel sem superfaturamento é como acreditar em Papai Noel.

Com a mentira ou omissão, Odebrecht teria evitado pagar uma multa ainda maior do que a que foi negociada, de R$ 6,8 bilhões - sendo que a soma das irregularidades levantadas nas perícias supera os R$ 10 bilhões.

O interessante na reportagem de Folha vem do meio do texto para o final, quando o procurador de Curitiba Carlos Fernando dos Santos Lima admite que o MP decidiu deliberadamente deixar as acusações por superfaturamento de fora do acordo de colaboração. A justificativa? As perícias feitas por tribunais de contas da União e dos Estados "ficam paradas por anos e nada se comprova efetivamente. O que nós fizemos foi evitar essa discussão."

Foi, ao que tudo indica, um acordo win-win, onde todo mundo ganha: a força-tarefa ouviu tudo que pretendia ouvir da Odebrecht e, em troca, deixou que a empreiteira definisse o valor da multa que iria pagar, porque estava muito preocupada em garantir que a construtora não fosse "quebrar" por causa disso. 

"Usamos o método americano de capacidade de pagamento. Aqui no Brasil, moralisticamente, achamos que basta condenar a pagar R$ 20 bilhões e nunca executar. Nós [da força-tarefa], não. Preferimos entregar algum valor certo às vítimas", afirmou Lima. "Se eu tivesse um acordo em que eu fosse obrigado a dizer qual é o dano efetivo e obrigasse a empresa a pagar tudo, eu não fechava o acordo", acrescentou.

De outro lado, a Odebrecht segue negando as suspeitas. Diz que o "aumento do preço de obras em comparação com o valor inicial não se deve a superfaturamento, mas a aditivos contratuais previstos em lei, ou a mudanças de projetos", publicou a Folha.


Jornal GGN

TRF4 deve condenar Lula com penas diferentes, diz jornal

QUA, 13/12/2017 - 08:03
ATUALIZADO EM 13/12/2017 - 08:04

Foto: Ricardo Stuckert

Jornal GGN - O Painel da Folha desta quarta (13) publicou que "quem conhece o TRF-4 [Tribunal Regional Federal da 4ª Região] acredita que os três desembargadores que vão analisar o caso Lula devem condená-lo, porém, com penas diferentes." Isso "ajuda" o petista no sentido de que abre "espaço para mais um tipo de recurso, o embargo infringente", atrasando uma decisão final da corte.

Em tempo recorde, o TRF4 marcou o julgamento de Lula para o dia 24 de janeiro de 2018, mesmo dia em que a ex-primeira-dama Marisa Letícia sofreu um AVC que acabou agravando seu estado de saúde e culminando em seu falecimento, dias depois.


Lula foi condenado por Sergio Moro no caso triplex a 9 anos e seis meses de prisão, mais pagamento de multa que se aproxima dos R$ 13 milhões. 

O Painel diz ter apurado com políticas de "direita e esquerda" que a expectativa geral é de que Lula seja condenado em segunda instância, o que poderia resultar em uma eventual prisão. Mas, ainda de acordo com a Folha, "mesmo preso Lula poderia se registrar na disputa. Em 2004, por exemplo, Antério Mânica, ex-prefeito de Unaí, conseguiu ser eleito enquanto estava na cadeia."

"Um ex-ministro do TSE diz que a conclusão do julgamento de recursos também depende da velocidade dos advogados –que podem tentar postergar decisão final– e lembra que nenhum candidato pode ser preso a 15 dias da eleição", acrescentou.


Jornal GGN

Por que não cobram a Previdência da Globo?





Conversa Afiada

JORNAIS COMEMORAM PRESSA EM JULGAR LULA

É CHOCANTE MAS O JOGO NÃO ACABA EM 24 DE JANEIRO


13 de Dezembro de 2017

Ricardo Stuckert

A corrida do TRF-4 para condenar Lula é chocante porque explicita um alinhamento despudorado do Judiciário com as forças politicas, econômicas e midiáticas empenhadas em barrar sua candidatura. Porque escancara a estratégia do tapetão, de garantir a eleição de um preposto do golpe pela exclusão de Lula, hoje líder isolado nas pesquisas, com o dobro das intenções de voto do segundo colocado. Passaram-se apenas 42 dias entre a condenação de Sergio Moro e a emissão do voto do relator no tribunal de apelação . E pouco mais de uma semana depois, a data do julgamento é marcada. Mas surpreendente não é a decisão do TRF-4, de antecipar para 24 de janeiro o julgamento de seu recurso contra a sentença de Moro, furando a fila de processos e atropelando o recesso. Os que deram o golpe não iriam mesmo conformar-se com um retorno de Lula à Presidência depois de tudo o que fizeram para encerrar o ciclo dos governos petistas. Mas o jogo vai além de Lula e não termina em 24 de janeiro.

Haverá ainda jogo jurídico, pois mesmo com Lula condenado e esgotados os recursos na segunda instância antes de agosto , ele pode reabrir a batalha judicial, nos tribunais superiores, quando tentar registrar sua candidatura e ela for indeferida. Poderá concorrer sub judice, como fizeram muitos prefeitos em 2016, com toda a carga de incerteza que isso traria para a disputa. 

E haverá jogo político-eleitoral, pois a disputa real não será entre Lula e os outros, mas entre as forças golpistas e as que se opuseram ao golpe. Se Lula for impedido de encarnar, para o eleitorado, a repulsa ao golpe, ao governo desastroso de Temer, a suas reformas e a seu entreguismo, a seu fisiologismo, outro nome do PT ou da centro-esquerda cumprirá este papel, tendo Lula como cabo eleitoral. E não será difícil derrotar o candidato do retrocesso que a população já decifrou, sofre na pele e rejeita, embora não proteste por uma série de razões. Entre elas, a inibição que paralisa todos aqueles que se deixaram enganar, bateram panelas e pediram o impeachment de Dilma. Estão todos se guardando para quando a eleição chegar.

O que não sabemos é se ela chegará, pois se tiver havido o golpe do impedimento de Lula, outras patranhas poderão ser cometidas para garantir o resultado desejado. Ninguém deve se iludir. Depois de terem se apossado do Estado e do governo sem o voto e o consentimento popular, eles não terão limites na escaramuça para conservá-lo. Se for preciso, mandam as aparências que ainda restam às favas e escancaram o Estado de Exceção.


Brasil 247

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A elite se apressa em cassar Lula. Se quiserem, terão um novo Getúlio. Por Fernando Brito


- 12 de dezembro de 2017


Texto publicado no Tijolaço.

Por Fernando Brito

É famosa a frase, atribuída a Pinheiro Machado, ao ordenar ao cocheiro de sua carruagem, diante de um grupo de opositores, que saísse “nem tão devagar que pareça afronta, nem tão depressa que pareça fuga”.


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, ao marcar para o dia 24 de janeiro a votação do recurso de Lula à sentença de Sérgio Moro no caso do apartamento do Guarujá mostrou que também a pressa pode funcionar como afronta.

É, afinal, o mais rápido processo julgado naquela corte, em 23 casos relativos à Lava Jato.

E a marcação da data se dá apenas uma semana depois de que o voto do relator – o amigo de Moro João Gebran Neto – foi encaminhado ao presidente da 8ª Turma e revisor do processo, Leandro Paulsen. Para este marcar data para o julgamento, é sinal de que considera revisado o caso e vai aproveitar as festas natalinas para dar forma escrita ao que já tem definido.

Alguém ,não sem razão, pode dizer que é, afinal, tudo o que se vai fazer ali, desde que o presidente do Tribunal, Carlos Thompson Flores, disse que a sentença de Moro era “irrepreensível”, mesmo sem ter tomado conhecimento do processo.

A ditadura dos bacharéis prepara seu passo mais ousado, aquele que lançará o Brasil – mais do que o golpe de 2016 – na instabilidade que vem da ilegitimidade.


Preparam-se para cassar Lula e, talvez em ânsia incontida, prendê-lo antes do julgamento dos recursos.

Arruinarão as possibilidades de normalização da vida brasileira com um processo eleitoral que nascerá, desde o primeiro mês do ano, deformado por esta violência.

Vamos entrar no caminho do imponderável, porque a força que move a candidatura Lula e a eleva à condição de favorita nas eleições amputadas que teremos (teremos?) não se dissolve com um papelucho timbrado de um tribunal, porque não é outro o nome que merece uma sentença de encomenda como esta.

Ela brota das profundezas deste país e o que Lula faz é ser seu intérprete e personificação.

O regime das elites no Brasil insiste em ser tão selvagem que, os 15 anos de partilha do poder lhe parecem um eternidade, da qual foi e é indispensável livrar-se a qualquer preço.

É ela, e não o povo, quem quer o confronto e o esmagamento.

Talvez esteja chamando por isso, atirando o país ao confronto e criando um mártir como o Getúlio que as assombra até hoje, mais de 60 anos após sua morte física.



Diário do Centro do Mundo   -   DCM

Gilmar é o “Moro Supremo”: dá sentença sem sequer haver processo


POR FERNANDO BRITO · 12/12/2017



Já no primeiro semestre dos cursos de Direito – ao menos do direito “pré-morano” – aprende-se que um juiz jamais inicia ou sugere causas.

Ne procedat iudex ex officio – o juiz não age sem a provocação das partes – é um princípio jurídico tão básico que vem desde o segundo artigo do Código de Processo Civil: “O processo começa por iniciativa da parte”.

Mas Gilmar Mendes, nos jornais, anuncia aos quatro ventos que “Lula e Bolsonaro podem ser condenados” por “abuso de poder econômico” por estarem percorrendo o país em suas pré-campanhas.

Não há processo algum sobre isso e mesmo os que os acusavam de “campanha antecipada” – outra bobagem jurídica da nossa legislação e inconstitucional, porque o pedido de voto, sem que se ofereça por ele vantagem ilícita, é exercício de opinião protegido pela Constituição – foi rejeitado há poucos dias pelo TSE que Mendes presidia, contra o seu próprio voto.

Mas como Gilmar Mendes não aceita nenhuma decisão senão a que ele próprio toma, apresentou “recurso” ao Tribunal de Mídia, informando que o assunto volta à pauta em fevereiro e o TSE tomará uma postura “mais enfática”que, segundo ele, “pode levar à própria cassação do diploma”.

Ou seja, a população nem sequer elegeu um candidato e Mendes já acena com a possibilidade de cassá-lo, porque está certo de que houve “abuso de poder econômico” em andar num ônibus ou reunir pessoas em aeroportos, como faz o tal “mito”.

O jatinho de Dória, usado para receber “ovações” país afora, pode, porque é particular.E rico pode tudo.


Tijolaço

MP DA SHELL VOLTA À CÂMARA E PRAZO PODE EXPIRAR

Senado aprovou nesta terça emenda do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) à Medida Provisória 795, que institui isenção tributária de R$ 1 trilhão às empresas estrangeiras que quiserem explorar o pré-sal brasileiro; a emenda do líder do PT diminui o prazo de concessão das isenções tributárias de 2040 para 2022; com isso, a matéria, cujo texto-base foi aprovado por 27 a 20, terá que retornar à Câmara dos Deputados para nova tramitação; senadores que defendem a soberania, Lindbergh, Roberto Requião (PMDB-PR) e Gleisi Hoffmann (PT-PR( acreditam agora na possibilidade de derrubar a MP, uma vez que ela expira na sexta

12 DE DEZEMBRO DE 2017 

247 - O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira, 12, emenda do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) à Medida Provisória 795, conhecida como MP da Shell, que institui isenção tributária de R$ 1 trilhão às empresas estrangeiras que quiserem explorar o pré-sal brasileiro. 

A emenda do líder do PT diminui o prazo de concessão das isenções tributárias de 2040 para 2022. Com isso, a matéria terá que retornar à Câmara dos Deputados para nova tramitação. "É uma vitória numa batalha importante aqui no Senado Federal", disse Lindbergh em vídeo durante a votação da matéria. 


O texto principal da MP 795, entretanto, foi aprovado pelo Senado por 27 votos a 20. Os senadores defensores da soberania nacional, Lindbergh, Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Roberto Requião (PMDB-PR), acreditam agora na possibilidade de ela ser derrubada, uma vez que o prazo expira na sexta-feira.

“A luta continua, essa não é uma questão nem partidária, é uma questão nacional”, ressaltou Requião. “Eu espero que a Câmara consiga de fato barrar essa medida lá, ou então que não dê tempo, para que assim a gente consiga frear esse ímpeto de entregar as riquezas nacionais”, comentou Gleisi.

Assista ao vídeo dos senadores após a votação e leia mais na reportagem da Reuters:



Senado reduz prazo de isenções da MP do Repetro e medida volta à Câmara

BRASÍLIA (Reuters) - O Senado Federal aprovou nesta terça-feira a chamada MP do Repetro, que amplia um regime tributário especial para as atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás, mas os senadores modificaram parte do texto que veio da Câmara, reduzindo o prazo de isenções previstas ao setor de petróleo de 2040 para 2022.

Com a mudança, promovida com a anuência do governo, a medida precisará passar ainda nesta semana por uma nova análise na Câmara dos Deputados. Logo após a conclusão da votação da medida no Senado, reunião do colégio de líderes da Câmara decidiu pautar a MP na Casa já na quarta-feira.

A emenda que modificou o texto nesta terça-feira foi sugerida pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para “corrigir” um dispositivo do texto segundo o qual as suspensões de tributos previstas seriam aplicadas sobre fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2040.

“Há, de certa forma, um descumprimento do dispositivo legal”, argumentou Jucá, no plenário do Senado, citando que um prazo superior a cinco anos esbarra em balizas estabelecidas pela Lei Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Segundo o líder do governo, a modificação do texto não impede a concessão de isenções em tributos até 2040. Mas os parlamentares terão que, ano a ano, prorrogar o prazo de vigência dos benefícios.

Por Maria Carolina Marcello


Brasil 247

Gabas: eles misturam as previdências para confundir




Conversa Afiada