domingo, 20 de agosto de 2017

Xadrez da influência dos EUA no golpe, por Luís Nassif

DOM, 20/08/2017 - 08:10
ATUALIZADO EM 20/08/2017 - 10:38


A cada dia que passa fica mais nítida a participação de forças dos Estados Unidos no golpe do impeachment. Trata-se de tema polêmico, contra o qual invariavelmente se lança a acusação de ser teoria conspiratória. O ceticismo decorre do pouco conhecimento sobre o tema e da dificuldade óbvia de se identificar as ações e seus protagonistas. Imaginam-se cenas de filmes de suspense e de vilões sendo articulados por um comitê central com todos os protagonistas orientados por um comitê central.

Obviamente não é assim.

Um golpe sempre é fruto da articulação das forças internas de um país, não necessariamente homogêneas, e, em muito, da maneira como o governo atacado reage. No decorrer do golpe, montam-se alianças temporárias, em torno do objetivo maior de derrubar o governo. Há interesses diversos em jogo, que provocam atritos e se acentuam depois, na divisão do butim.

A participação gringa se dá na consultoria especializada e no know-how da estratégia geral.

E aí entram os princípios básicos, copiados das estratégias de guerra:

Etapa 1 - Ataques da artilharia: a guerra de desgaste, de exaurir antecipadamente o inimigo por meio de ataques diuturnos de artilharia.

Etapa 2 – a guerra psicológica, visando conquistar corações e mentes das populações dos países adversários contra suas tropas.

Etapa 3 – a primeira ofensiva, juntando o avanço dos tanques de guerra com ações táticas de Infantaria, visando impedir o inimigo de realizar determinadas operações

Etapa 4 – simultaneamente à Etapa 3, táticas de dividir as forças adversárias para ataca-las uma de cada vez.

Etapa 5 - Vencida a guerra, ocupar o país com um governo local que, ante um quadro de destruição ampla, ganhará legitimidade inicial com suas propostas de reconstrução. Por isso a destruição tem papel central na conquista do território, seja no decorrer da guerra ou no desmonte posterior.

Etapa 6 – a batalha decisiva. A aceitação ou não, da população do país, do modelo imposto pela guerra.

Vamos, agora, analisar o Caso Brasil.
Etapa 1 – os ataques de artilharia

Tem a função de fustigar os inimigos diuturnamente, de maneira a tirar seu fôlego e preparar o terreno para o início da batalha e o avanço da infantaria.

Quem acompanha as sutilezas do jornalismo pátrio percebeu nítida mudança no estilo editorial a partir do advento do Instituto Millenium que ajudou a definir um tipo de jornalismo de guerra mais sofisticado, e ser o ponto de convergência dos jornalistas que atendiam à demanda dos grupos jornalísticos por guerreiros.

Até então, a mídia atuava atabalhoadamente com factoides inverossímeis, dentro do que ficou conhecida como a era do jornalismo de esgoto.

A partir de determinado momento – e, especialmente, das notícias geradas pela AP 470, do mensalão – os ataques mudam de enfoque. Em vez do linguajar agressivo, cobertura intensiva do material fornecido pelo Ministério Público Federal e pelo relator Joaquim Barbosa, em linguagem aparentemente neutra, mas sempre incluindo frases-padrão. Em qualquer matéria, mesmo sem ligação alguma com a AP 470, qualquer menção ao PT era acompanhada de frases–padrão, tipo “partido que foi acusado de corrupção pelo STF”, e outros termos similares, repetidos exaustivamente. Instituiu-se método na campanha midiática.

Etapa 2 – a conquista de corações e mentes

Nas manifestações de junho de 2013 ocorreu a primeira explicitação do mal-estar coletivo com o início da crise. Antes, houve um trabalho crescente dos grupos de ultradireita nas redes sociais, se sobrepondo à jovem militância de esquerda que ficou rendida, sem informações e sem argumentos do lado de um governo, incapaz de articular um discurso político.

Factoides de apagão, de epidemias, ataques ao Enem, à organização Copa do Mundo, tudo ficava sem resposta, sem informações do governo, deixando o campo aberto para o golpismo.

Os primeiros organizadores de encontros, jovens de extração de esquerda, foram jogados ao mar pela própria esquerda.

Sem competidores, os movimentos estimulados pelo exterior ganharam fôlego e o comando das ruas passou para grupos, como o MBL (Movimento Brasil Livre) e o Vem prá Rua, bancados financeiramente e com know-how de grupos empresariais norte-americanos, como os irmãos Koch, e brasileiros, como Jorge Paulo Lehman.

O know-how consistia na habilidade em criar agentes políticos do nada, valendo-se apenas das novas formas de comunicação e organização das redes sociais. Pelo extremo baixo nível das lideranças, percebe-se a enorme facilidade em se criar protagonistas para conduzir os movimentos de manada nas redes sociais


A Rede Globo levou dois dias para perceber que os aliados tinham assumido a iniciativa. Imediatamente seus comentaristas se alinharam em defesa das manifestações, depois de a terem desancado impiedosamente no início.

Nos links abaixo, algumas matérias explicativas desses movimentos de bilionários organizando a militância:




É movimento que repete o fenômeno da direita empresarial norte-americana nos anos 60, com grupos como o W.R.Grace, de irlandeses católicos fundamentalistas, investindo em cruzadas em países da América Latina.

Leia aqui sobre os Grace e sua Campanha Pelo Rearmamento Moral:


Etapa 3 – o ataque com tanques e infantaria

A conquista de corações e mentes foi relativamente simples. Havia o dado concreto do mal-estar econômico. Bastou forçar nas relações de causalidade com Dilma e o PT, trabalho facilitado pela incapacidade de ambos de entender o momento e enfrentar o jogo tanto no campo político quanto da comunicação.

As manifestações de rua acionaram a bomba de efeito retardado, que catapultou a guerra para a etapa decisiva.

As ações que permitiram transformar um pequeno processo de Curitiba em um escândalo do Rio de Janeiro, capaz de derrubar um governo em Brasília, foram alimentadas pelo DHS, o poderoso Departamento do governo dos EUA, que surge a partir dos atentados às Torres Gêmeas, organizando as ações de 23 departamentos internos na luta contra o terrorismo e as organizações criminosas. Quando os EUA definem o combate à corrupção como ponto central de sua nova geopolítica, o DHS assimila o novo pacto comn o mundo corporativo dos EUA.

Ele se torna o ponto de contato com Ministérios Públicos em todo mundo, no modelo da cooperação internacional, ao mesmo tempo em que novas leis anticorrupção são aprovadas por organismos internacionais. A primeira aproximação com o Brasil foi no caso Banestado. A partir daquele episódio, estreitam-se as relações do DHS com o juiz Sérgio Moro e o grupo de procuradores que assume a Lava Jato.

Leia aqui sobre o DHS.:



Provavelmente vem do DHS o know-how de estratégias político-midiáticas da Lava Jato, a organização das informações em sites, a criação de perfis de procuradores e, mais à frente, a utilização política dos vazamentos. Antes disso, a seleção de procuradores e delegados que atuaram de forma harmônica.

Junto com o bombardeiro de tanques, ocorreram também operações táticas de infantarias, com a divulgação de conversas gravadas da presidente e a sincronização da agenda policial com a agenda política do impeachment.
Etapa 4 – a divisão das forças inimigas

A corrupção política contaminou todos os partidos, sem exceção. As delações dos executivos de empreiteiras forneceram um amplo arsenal para a Lava Jato, podendo selecionar os alvos a serem atingidos.

A atuação da Lava Jato visou três objetivos centrais, todos diretamente relacionados com os interesses norte-americanos, dificultando radicalmente o retorno ao modelo combatido:

· Inviabilizar rapidamente as multinacionais brasileiras que competiam com grupos norte-americanos no exterior;

· Derrubar o governo Dilma e, com ele, a legislação do pré-sal;

· Inabilitar Lula politicamente.

Para que nada se interpusesse no caminho, tratou de poupar Michel Temer, principal personagem do escândalo da Eletronuclear, assim como Eduardo Cunha, que só foi preso depois de consumado o impeachment. E foi por isso que a maioria absoluta dos delatores conseguiu a libertação bastando, para tanto, as palavrinhas mágicas: Lula ou Dilma sabia.

Agora, uma checagem minuciosa mostra um trabalho relapso, muito mais focado na quantidade que na qualidade das delações. Mas obedecia à estratégia de comunicação, de não dar um minuto de folga aos inimigos (PT e Lula). Cada declaração, mesmo vazia e sem provas, alimentava o noticiário diário, insuflava o clamor das ruas e atraía adesões do Judiciário.
Etapa 5 – a ocupação do território inimigo

A estratégia pós-impeachment consistiu em implementar rapidamente um conjunto radical de medidas visando fazer terra arrasada do modelo econômico vigente. Antes mesmo do impeachment já haviam sido fincadas as bases do acordo com os coronéis do PMDB, em torno da tal Ponte Para o Futuro. A ponto do próprio Temer, em evento nos EUA, afirmar que Dilma caiu por não ter aderido aos pontos da tal Ponte.

É evidente que havia um documento, que foi entregue pessoalmente aos líderes do PMDB por representantes do tal do mercado.

Provavelmente, a cabeça por trás da Ponte para o Futuro, e do trabalho de demolição do orçamento, foi Marcos Lisboa, espécie de menino de ouro do liberalismo pátrio e ponto de contrato entre os grupois de mercado, os políticos do PMDB re a alta burocracia pública, graças ao contatos desenvolvidos em seu tempo de assessor do ex-Ministro Antônio Pallocci.

Nas eleições de 2002, foi indicado para Jorge Paulo Lehman pelo economista brasileiro, Scheinkman, diretor do prestigioso departamento de macroeconomia da Universidade de Chicago. Lehman tentou enganchá-lo na campanha de Ciro Gomes. Com a eleição de Lula, Lisboa acabou indo para a equipe de Antônio Palocci onde, saliente-se, realizou um belo trabalho de reformas microeconômicas.

No discurso que fez no evento do Jota-Insper, na sexta passada, há todas as impressões digitais das principais maldades em tramitação na Câmara, inclusive a que obriga o devedor inadimplente que devolve o bem a continuar devedor. Para Lisboa, economia saudável é que a permite ao banco tirar a máquina do empresário inadimplente, ainda que uma máquina parada seja menos eficaz para a economia que uma empresa produzindo; que permite ao banco punir o mutuário inadimplente. Para ele, a inadimplência é um ato de vontade do devedor, não contingências da economia. É um autêntico defensor da eugenia social e corporativa.

Todo o estoque de projetos, a começar da PEC do Teto e, a partir dela, o desmonte de todas as políticas sociais e a ocupação de todos os territórios do Estado, do aparelhamento da Funai à Eletronuclear, do Inmetro ao TSE (Tribunal Superior eleitoral) o.Simultaneamente, lança um conjunto de medidas estruturais, que destroem o modelo anterior de Estado, para que a Nova Ordem possa ser a única alternativa visível.

A contribuição externa se deu no aconselhamento da estratégia da Ponte para o Futuro e do conjunto de leis atuais.

O papel da mídia

A exemplo da estratégia pós-millenium, o papel da mídia é vocalizar um conjunto de slogans vazios:

A equipe econômica é brilhante. A frase é repetida por Ministros do Supremo, empresários etc. A maioria absoluta dos quais jamais tinha ouvido falar antes, ou depois, dos membros da equipe econômica.

Se reformar a Previdência, o país sai da crise. Não há nenhuma relação de causalidade. Para chegar a esse ponto de terra arrasada – parte da estratégia de desmonte do Estado anterior – acabaram com a demanda, criaram enorme capacidade instalada, aumentaram as taxas reais de juros, todas medidas pró-cíclicas.

Sobre essa retórica, prepararei um artigo à parte.
Etapa 6 – a batalha decisiva

O teste final serão as eleições de 2018. E, aí, há uma ampla confusão e disputa entre os diversos grupos hegemônicos que dependem de três balas de prata para enfrentar Lula.
Bala 1 – um candidato competitivo

O clube dos bilionários do golpe abriu os olhos para o risco de confundir sua imagem com a da organização comandada por Michel Temer. E entendeu que a aprovação de reformas, sob o jugo de Temer, tirará grande parte da sua legitimidade. Além de comprometer qualquer tentativa futura de protagonismo político.

Os caciques do PSDB continuarão blindados pelo algoritmo do Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo os níveis de manipulação do sorteio já tendo se tornado escandalosos. Mas, politicamente, estão liquidados.

Tasso Jereissatti pretendeu tirar o PSDB dessa rota suicida. Mas passou a enfrentar a pressão da banda fisiológica do partido, liderada pelo chanceler Aloysio Nunes. Sem financiamento empresarial e sem governo, parte relevante das atuais lideranças tucanas será varrida do mapa. Daí a insistência em permanecer no barco de Temer 

Por outro lado, o clube não dispõe de um nome competitivo para 2018. Marina Silva não tem fôlego. E Geraldo Alckmin não representa novidade alguma no panorama político.

Por tudo isso, o clube – mais a ala mercadista do PSDB, puxada por FHC – provavelmente jogará suas fichas na candidatura de João Dória Jr, apesar das imensas ressalvas que manifestam em relação a ele. Será uma novidade, mas dificilmente será competitivo.

Com o definhamento do PSDB, o antipetismo se tornou totalmente invertebrado.
Bala 2 – o distrital misto

Tenta-se, agora, esse aborto do modelo político como última tentativa de sobrevida à atual bancada de deputados. E aí sobressai um risco cada vez mais presente na política atual: a entrada de várias organizações criminosas no jogo.

O narcotráfico mostrou um poder assustador no episódio da helicoca, no qual a Polícia Federal e o Ministério Público Federal não moveram uma palha para apurar as ligações do dono do helicóptero, senador José Perrela, com o tráfico. O helicóptero foi devolvido dias depois para o dono, em outra atitude inédita.

Por outro lado, a extraordinária influência da Fenatran – a suspeitíssima federação de transporte urbano do Rio de Janeiro – no STF, através do Ministro Gilmar Mendes, acende outra luz amarela.

Finalmente, a tentativa de legalizar novamente o bingo abrirá nova frente de influência para o crime organizado.
Bala 3 – o parlamentarismo

O PSDB acena com o parlamentarismo, caso consiga o poder. É mais fácil Gilmar Mendes declarar suspeição em qualquer processo, do que a bandeira do parlamentarismo eleger um presidente.

O próximo presidente será eleito denunciando o saco de maldades produzido pelo atual governo, em parceria com o PSDB e com o mercado.

Por todos esses condicionantes, mais que nunca dependerão de ações no Judiciário para inviabilizar a oposição. Afinal, por mais que seja estreita a colaboração com os EUA, não poderão contar com a 7a Cavalaria contra os índios de Lula.





Jornal GGN




TEMER QUEBRA O PAÍS E DÁ PERDÃO DE R$ 78 BILHÕES A EMPRESÁRIOS

sábado, 19 de agosto de 2017

JOSIAS: “CASO DO PSDB É DE AUTÓPSIA, NÃO DE AUTOCRÍTICA”


"Ficou claro que a tentativa de reconhecimento dos erros chegou quando já não adianta", afirma o colunista do UOL; "Quando for concluída a autópsia, encontrarão no coração do tucanato o amargor da hipocrisia de exigir a moralidade e a honestidade sem praticá-las. No estômago da legenda, acharão os restos políticos de personagens como Eduardo Azeredo e Aécio Neves, filiados cujas transgressões o PSDB engoliu sem se dar conta do mal que fariam", completa

19 DE AGOSTO DE 2017 


247 – O jornalista Josias de Souza faz um comentário em seu blog no UOL neste sábado 19 sobre o programa partidário do PSDB em que o partido tenta fazer uma autocrítica, conteúdo que intensificou o racha no partido.

"Ficou claro que a tentativa de reconhecimento dos erros chegou quando já não adianta", observa o colunista. "Dividido, o partido conseguiu transformar uma autocrítica numa espécie de tucanocídio", acrescenta.

"Quando for concluída a autópsia, encontrarão no coração do tucanato o amargor da hipocrisia de exigir a moralidade e a honestidade sem praticá-las. No estômago da legenda, acharão os restos políticos de personagens como Eduardo Azeredo e Aécio Neves, filiados cujas transgressões o PSDB engoliu sem se dar conta do mal que fariam. Nesse contexto, o acasalamento com o governo Temer é a lápide, não a causa mortis", analisa.



Brasil 247

KAKAY: MORO TORNOU NULO O PROCESSO CONTRA LULA



Um dos mais ativos criminalistas do país, Antonio Carlos de Almeida Castro, o 'Kakay', tem uma visão dura sobre a sentença de 9 anos e meio do juiz Sérgio Moro contra Lula; em entrevista a TV 247, ele afirma que o interrogatório do ex-presidente em Curitiba mostra que o juiz assumiu "claramente uma postura parcial" em relação ao réu e diz que Moro, ao admitir que o triplex no Guarujá "não tinha nenhuma relação com a Petrobras", "tornou o processo nulo"; Kakay admite que a Lava Jato realiza uma investigação necessária contra a corrupção no país, mas denuncia seus excessos

16 DE AGOSTO DE 2017 


Por Paulo Moreira Leite e Marco Damiani - Um dos mais ativos criminalistas do país -- possui 18 clientes apenas na Lava Jato -- Antonio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido como Kakay, tem uma visão dura sobre a sentença de 9 anos e meio do juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente Lula.

Em entrevista à TV 247, Kakay afirma que o interrogatório do ex-presidente em Curitiba mostra que o juiz assumiu "claramente uma postura parcial" em relação ao réu.

Analisando a manifestação de Sérgio Moro sobre o imóvel do Guarujá, onde o juiz admitiu que o apartamento "não tinha nenhuma relação com a Petrobras", ele "tornou o processo nulo", analisa o advogado. Isso porque falta a "conexão necessária" para condenar Lula em uma investigação cujo fulcro encontra-se em denúncias de corrupção na maior estatal brasileira.

Na entrevista, Kakay admite que a Lava Jato realiza uma investigação necessária contra a corrupção no país, mas denuncia seus excessos. Também elogia o esforço de Lula para dar autonomia à Polícia Federal e ao Ministério Público, lembrando passagens do governo Fernando Henrique Cardoso que demonstram a influência política sobre investigações que ameaçavam figurões ligados ao governo.

Mesmo sendo um adversário doutrinário das delações premiadas, pois considera que elas implicam na renúncia da mais importante garantia de todo Estado Direito, que é o direito de defesa, Kakay até admite que possam ser utilizadas, em situações previstas em lei. O problema na Lava Jato, denuncia, é que agora temos deleção com direito a "recall". Ele explica: quando é pego "na mentira (o delator) volta atrás e não perde o benefício".

Às vésperas de completar 60 anos, Kakay fez parte da geração que lutou contra o regime militar e agora se diz perplexo com a postura de uma grande parcela da juventude que tem ido às ruas em tempos recentes. "Minha geração saía às ruas para pedir mais liberdade. A geração atual muitas vezes sai às ruas para pedir mais prisões".

Assista à íntegra:


DILMA CONTESTA VEJA E NEGA FRAUDE EM APOSENTADORIA

"Veja volta a executar o velho Jornalismo de Guerra ao dar ares de escândalo à aposentadoria da presidenta eleita Dilma Rousseff. O escândalo está na perseguição que a revista promove e não na aposentadoria em si", diz a presidente legítima Dilma Rousseff, que foi deposta pelo golpe de 2016; "Depois de 36 anos, 10 meses e 21 dias de serviços prestados – comprovados documentalmente – aos 68 anos de idade, Dilma Rousseff se aposentou com vencimentos pouco acima de R$ 5 mil — o teto do INSS. Ela nada recebe como ex-presidenta da República ou anistiada política. O benefício segue os rigores da lei. Tampouco se valeu de subterfúgios para o recebimento de valores indevidos ou excessivos, como ocorre com Michel Temer e ministros do governo golpista"

19 DE AGOSTO DE 2017 


247 – A presidente legítima Dilma Rousseff, deposta pelo golpe de 2016, divulgou nota neste sábado, em que rebate reportagem de Veja sobre supostas fraudes em sua aposentadoria.

Leia abaixo:

Sobre a matéria de “Veja”
A propósito da matéria “Investigação confirma aposentadoria irregular de Dilma”, veiculada por Veja a partir de sexta-feira, 18, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

1. Veja volta a executar o velho Jornalismo de Guerra ao dar ares de escândalo à aposentadoria da presidenta eleita Dilma Rousseff. O escândalo está na perseguição que a revista promove e não na aposentadoria em si.

2. Depois de 36 anos, 10 meses e 21 dias de serviços prestados – comprovados documentalmente – aos 68 anos de idade, Dilma Rousseff se aposentou com vencimentos pouco acima de R$ 5 mil — o teto do INSS. Ela nada recebe como ex-presidenta da República ou anistiada política. O benefício segue os rigores da lei. Tampouco se valeu de subterfúgios para o recebimento de valores indevidos ou excessivos, como ocorre com Michel Temer e ministros do governo golpista.

3. Afastada da Presidência pelo golpe construído a partir do impeachment fraudulento, Dilma Rousseff recebeu em agosto de 2016 seu primeiro benefício como aposentada.

4. Inicialmente, o governo golpista se recusara a reconhecer o tempo de serviço dela, com base nos efeitos da anistia. É que, além de ter sido encarcerada pela ditadura no início de 1970, Dilma Rousseff foi obrigada, a partir de 1977, a se afastar de seu trabalho, na Fundação de Economia e Estatística, por integrar a chamada lista do General Frota. Só no final dos anos 1980, foi anistiada.

5. Por isso, Dilma Rousseff pleiteou para a sua aposentadoria o reconhecimento pelo INSS do período de anistia de aproximadamente dez anos. O governo golpista negou-lhe os efeitos da anistia com o evidente objetivo de prejudicá-la. Alegou que tentava fraudar a previdência, procurando se aposentar antes da hora. A ação foi frustrada porque Dilma Rousseff havia trabalhado por todo esse período e podia facilmente comprová-lo. Como o fez.

6. Na sequência, o INSS apontou que uma anotação equivocada por parte de uma funcionária — sem interferência da presidenta eleita —, ensejou a concessão do benefício em agosto e não em setembro, como seria o correto. A própria autarquia avaliou, no entanto, que não houve má-fé por parte da servidora.

7. A defesa da presidenta eleita — a cargo dos advogados Bruno Espiñera Lemos e Victor Minervino Quintiere — deixou claro que não era possível exigir de Dilma Rousseff que soubesse tratar-se de equívoco por parte do sistema do INSS. Isso porque o procedimento passou pelos devidos trâmites regimentais.

8. Dilma Rousseff está recorrendo da devolução. A jurisprudência dos tribunais superiores considera incabível a cobrança pelo erário dos valores recebidos de boa-fé. Ela vê na atitude do governo golpista uma clara tentativa de prejudicar funcionários de carreira criando uma “falsa denúncia” para punição abusiva.

9. A sindicância mencionada por Veja reforça a tese da defesa da ex-presidente de que não houve “intenção clara dos investigados em beneficiar Dilma Rousseff”.

10. Veja dá cores de denúncia ao que é sanha de um governo usurpador, tomado pelo objetivo de perseguição política e de diversionismo dos escândalos de corrupção do grupo no poder. Devia era explicar as aposentadorias precoces do presidente ilegítimo e de seus associados.

11. A revista também não cumpre a exigência fundamental do jornalismo isento, ao deixar de procurar a defesa da ex-presidente ou sua assessoria de imprensa. Não há desculpas ou explicações que justifiquem a parcialidade e o proselitismo político da revista.

12. Esse é o retrato dos nossos tempos, em que a democracia se mantém sufocada pelos interesses inconfessáveis de uma elite insensível ao bem-estar da população e ao respeito dos direitos democráticos, como a liberdade de imprensa.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF



Brasil 247

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

LULA: SE NÃO ME CONDENAREM EM SEGUNDA INSTÂNCIA, O GOLPE NÃO FECHA


Em entrevista nesta manhã ao jornalista Mario Kertész, da rádio Metrópole de Salvador, o ex-presidente Lula afirma que o objetivo de sua eventual condenação em segunda instância é concluir o golpe, iniciado em 2016 com a derrubada da presidente Dilma Rousseff; "Deram um golpe, colocaram o Temer e o Brasil afundou", disse Lula; "Não fizeram isso para o Lula voltar e eles sabem que eu sei como consertar esse país"; Lula prometeu retomar investimentos para a roda econômica voltar a girar; na entrevista, ele também criticou a força-tarefa curitibana e disse que eles se tornaram escravos da Rede Globo

18 DE AGOSTO DE 2017 

Bahia 247 - O ex-presidente Luiz Inácio da Silva deu entrevista nesta sexta-feira, 18, ao jornalista Mario Kertész, da rádio Metrópole de Salvador, e voltou a defender sua inocência nas ações penais da Lava Jato. Lula disse que o objetivo de sua eventual condenação em segunda instância é concluir o golpe, iniciado em 2016 com a derrubada da presidente Dilma Rousseff.

"Deram um golpe, colocaram o Temer e o Brasil afundou", disse Lula. "Eles vão ter que se explicar para a sociedade. Eu quero estar vivo para ver qual é a explicação deles. A Lava Jato está virando um partido político e tem espaço garantido na televisão. Se eu voltar em 2018, vou voltar mais forte. Eles sabem que sou capaz de envolver toda a sociedade brasileira e resolver o problema do país", disse o ex-presidente. 


Lula prometeu retomar investimentos para a roda econômica voltar a girar; na entrevista, ele também criticou a força-tarefa curitibana e disse que eles se tornaram escravos da Rede Globo. 


Lula manda recado a golpistas

Em noite em que reviveu seus melhores discursos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a estrela do lançamento de nova fase do Memorial da Democracia, lançado no final de 2015. A nova etapa do Memorial – construído em parceria com o Projeto República, da Universidade Federal de Minas Gerais – foi lançada na Arena Fonte Nova, em Salvador, com a participação de todas as mais importantes lideranças do partido e representantes de diversas entidades e legendas, como PCdoB, UNE, MST e CUT.

O ex-presidente chegou a Salvador no início da tarde e participou de uma maratona em que uma multidão o cercou por onde passou, desde sua chegada, passando pelo metrô, até chegar à Fonte Nova. Sobre a caravana por nove estados do Nordeste, que iniciou hoje na capital baiana, no projeto "Lula pelo Brasil", afirmou: "Quero andar pelo país para contar ao povo o que está acontecendo neste país".

No discurso, Lula usou como mote a memória e a história para falar, entre outros temas, do golpe que levou Michel Temer ao poder, de cidadania, liberdade e, sem citar nomes, do juiz que proibiu o ato de entrega do título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) e do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB).

Ele se mostrou consciente de ser a liderança capaz de neutralizar as informações mal-intencionadas da mídia tradicional, capitaneada pela família Marinho desde o início do processo do "mensalão" em 2005. "Não é possível que esse povo se informe pela Rede Globo de Televisão", disse. "Não sou nenhum revolucionário, sou um despertador de consciência."

Mencionou 2018 mas não foi conclusivo sobre sua própria candidatura. "Este país tem que se preparar porque em 2018 tem que colocar uma pessoa democrata para governar, e a gente tem que começar a se organizar já. Vocês sabem que ainda falta muito tempo. Não existe candidato, mas nós saberemos quem é o candidato na hora certa", afirmou. E mostrou disposição incomum para quem é diuturnamente perseguido pelo Judiciário e pela mídia. "Tô com 71 anos, mas com vontade de lutar como se tivesse 30."

Usou de ironia para comentar a suspensão da cerimônia de entrega do título honoris causa, cancelada por pedido do vereador Alexandre Aleluia (DEM). "Queria falar ao vereador que ele tem o direito de não gostar de mim, porque ele é do DEM e não precisa gostar de mim, porque eu também não gosto dele", afirmou, enfatizando não ser por motivos pessoais, mas ideológicos. "Todo mundo sabe o que eu fiz na Bahia. Eles têm medo pelo que nós vamos fazer daqui pra frente."

Segundo Lula, os governos do PT e a democracia têm raízes no país. "A ideia da liberdade, da democracia, da participação social é muito forte. Não adianta achar que acabando com Lula acaba com isso."

Acusou os golpistas de "truncarem a democracia" ao derrubar Dilma e prometeu: "Vocês vão pagar com a mesma moeda o que fizeram com a democracia brasileira. E em 2018 a gente vai eleger uma pessoa democraticamente."

Em noite em que o tema era a memória, assinalou: "É importante reconstituir a história, porque a história é contada pelos dominadores, a gente aprende a história que os dominadores quiseram", disse. "Os que deram o golpe de 64 nunca aceitaram a palavra golpe, diziam que vieram pra consertar o Brasil que estava sendo entregue aos comunistas." Lembrou que a dominação no Brasil começou na Bahia, em cujo litoral, segundo os livros de história, a frota de Pedro Álvares Cabral chegou em 22 de abril de 1500.

Doria e Temer

Lula convidou o presidente Temer a se retirar da presidência da República. "Tem mais gente na rua hoje do que quando eu cheguei na presidência', disse. "Se um governante não tem competência pra resolver a crise e começa a vender o patrimônio deste país, esse governo tem que pedir desculpas e ir embora, porque não serve para governar."

E ironizou o prefeito João Doria: "Se o prefeito de São Paulo já invadiu a Cracolândia, imagina se fizermos um Museu da Democracia na Cracolância". Foi uma referência à interdição, por ação do Ministério Público, que moveu ação contra a cessão de um terreno municipal no centro de São Paulo para a construção de um museu que o MP afirmou que serviria para "divulgação da imagem" de Lula.

As dificuldades práticas para criação de um museu físico, com documentos, imagens e objetos que comporiam um espaço de reflexão sobre a construção do país a partir da República levaram à criação do museu virtual. O Memorial da Democracia, que teve hoje a apresentação de mais um fragmento dessa história. (Da RBA


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LULA: “ÉRAMOS QUASE A 5ª ECONOMIA MUNDIAL E OLHA SÓ O QUE ELES FIZERAM”

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Tirem Lula, senhores, e terão Bolsonaro




POR FERNANDO BRITO · 16/08/2017




A pesquisa publicada hoje pelo Poder360, mostra um cenário que deixa bem claro o que está diante do país.

Lula, depois da condenação de Sérgio Moro, cresceu de maneira significativa – e a metodologia de pesquisa por telefone adotada na pesquisa autoriza a dizer que, pelo seu perfil eleitoral, o número é maior – e atinge um terço do eleitorado brasileiro.

Retira-lo, portanto, da disputa eleitoral por uma manobra judicial significa colocar a eleição num quadro de ilegitimidade que, quando se considera o número de nulos e brancos, atinge mais da metade da população.

Mas é ainda pior.



Significa, também, que Jair Bolsonaro passa a ser um risco real, pois não há nenhuma dúvida de que ele passa a ter a condição de ser mais do que o candidato da direita que saiu do armário para ser o candidato mais representativo da insatisfação com a situação do país.

Doria, como você pode ver no quadro ao lado, não mostra nenhum sinal de crescimento e continua preso no “mundo azul” das elites, as únicas que se empolgam com ele, talvez por reconhecerem na sua mediocridade a identidade perfeita com seu nível de inteligência.

Marina, que sobrevive em outras pesquisas sabe-se lá como, mostra que agora é figurante do fundo do palco e, numa hipótese de segundo turno entre Lula e Bolsonaro (ou mesmo Dória) terá um papel ainda mais constrangedor a fazer se quiser sustentar sua empáfia.

Ciro, renitente em torno de seus 5% segue como alternativa de soma.

É bom lembrar que, numa eleição onde brancos e nulos podem facilmente chegar a 20%, 40% dos votos decidem em primeiro turno.

É triste registrar a veracidade da frase que se ouviu de Lula, no lançamento do livro de juristas, sexta-feirta, no Rio: “tudo o que essa gente conseguiu foi parir Bolsonaro”.



Tijolaço

MINAS SE UNE EM DEFESA DA CEMIG

VALOR, DA GLOBO, APONTA HERANÇA MALDITA DE TEMER

O ajuste fiscal prometido por Michel Temer e Henrique Meirelles, que foi o pretexto usado para a derrubada da presidente Dilma Rousseff, ficará para o próximo governo, aponta o jornal Valor Econômico, controlado pela Globo, que apoiou o atentado contra a democracia brasileira; "O peso do ajuste foi empurrado para o próximo governo, a ser eleito em outubro de 2018. O futuro presidente é que terá de transformar um déficit primário de R$ 159 bilhões, que herdará do governo Temer, em superávit primário ao longo de seus quatro anos", diz a reportagem principal do jornal; detalhe: enquanto governou, Dilma produziu superávits fiscais de R$ 292,5 bilhões

17 DE AGOSTO DE 2017 


247 – O ajuste fiscal prometido por Michel Temer e Henrique Meirelles, que foi o pretexto usado para a derrubada da presidente Dilma Rousseff, ficará para o próximo governo, aponta o jornal Valor Econômico, controlado pela Globo, que apoiou o atentado contra a democracia brasileira.

"O peso do ajuste foi empurrado para o próximo governo, a ser eleito em outubro de 2018. O futuro presidente é que terá de transformar um déficit primário de R$ 159 bilhões, que herdará do governo Temer, em superávit primário ao longo de seus quatro anos. Ainda não é possível saber quando as contas públicas registrarão superávit, o primeiro desde 2013. Tudo dependerá das decisões que serão tomadas pelo próximo governo", diz reportagem do jornalista Ribamar Oliveira, especialista em contas públicas.

"Até mesmo a meta de déficit primário de R$ 159 bilhões em 2018 não está garantida e tem risco de ser revisada, conforme se comenta nos bastidores do governo. O pacote de medidas de redução de despesas anunciado na terça-feira poderá gerar uma economia de R$ 7,9 bilhões no próximo ano, se for aprovado pelo Congresso."

Enquanto governou, Dilma produziu superávits fiscais expressivos. Foram ganhos de R$ 128,7 bilhões em 2011, R$ 105 bilhões em 2012, R$ 91,3 bilhões em 2013 e um pequeno déficit de R$ 32,5 bilhões em 2014. Saldo final: R$ 292,5 bilhões, no azul. Em 2015, ela foi sabotada pelo Congresso liderado por Eduardo Cunha e Aécio Neves e depois disso o estrago é este que foi produzido por Michel Temer e Henrique Meirelles.



Brasil 247

GOVERNO ADMITE QUE DELAÇÃO DE FUNARO CONTAMINARÁ CONGRESSO

Governo Temer já trabalha com a expectativa de que a delação de Lúcio Funaro seja fechada nas próximas semanas e que ela "contaminará" o ambiente político no Congresso em meio a discussões sobre reformas; o operador, que negocia os termos finais do acordo com o MPF, inclui Michel Temer em sua delação, entre outros mais de 40 políticos

17 DE AGOSTO DE 2017 


247 - O governo Temer já trabalha com a expectativa de que a delação premiada de Lúcio Funaro, que está preso, seja fechada nas próximas semanas e admite que ela "contaminará" o ambiente político no Congresso em meio a discussões sobre reformas.

A informação é da jornalista Andréia Sadi, publicada em seu blog no G1. O operador negocia os termos finais do acordo com o Ministério Público Federal e declarou ontem a jornalistasque não concordou com o tempo de prisão em regime fechado oferecido pelo órgão.

Em sua delação, ele promete entregar Michel Temer, entre outros mais de 40 políticos. Segundo ele, Temer sabia de todos os pagamentos de propina no âmbito do esquema de corrupção na Petrobras. "Ainda há o que entregar" sobre Temer, disse ele.



Brasil 247

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Supremo retira Tião e Jorge Viana da Lava Jato

TER, 15/08/2017 - 20:07
ATUALIZADO EM 15/08/2017 - 20:10

Foto: PT no Senado

Jornal GGN - O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, decidiu excluir o governador do Acre, Tião Viana, e o senador Jorge Viana, ambos do PT, da lista de políticos suspeitos de envolvimento com corrupção na Petrobras. Segundo a assessoria dos petistas, o próprio Ministério Público Federal constatou que não há qualquer prova ou indício do envolvimento de ambos com a Lava Jato.

Na prática, os dois petista deixam de ser suspeitos de envolvimento em crimes de corrupção. O inquérito que está nas mãos de Gilmar vai apurar a ocorrência de delito eleitoral.

Fachin tomou a decisão ao considerar que não há conexão ou participação de Jorge Viana ou de Tião Viana nos desvios de recursos da empresa estatal. A medida atende a pedido feito pelo próprio Ministério Público Federal, assinado pelo procurador-geral da República interino, José Bonifácio Borges de Andrada, argumenta que não há conexão entre os irmãos Viana e o esquema de corrupção na estatal.

“Embora o inquérito tenha se originado na colaboração de executivos da Odebrecht, os fatos apurados não guardam nenhum tipo de conexão com os casos de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro investigados no âmbito da chamada Operação Lava Jato”, aponta o despacho de Andrada, dirigido ao ministro Edson Fachin.

O caso foi parar nas mãos da presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, que concordou com Fachin e Andrada. Em despacho, ela acata a manifestação do Ministério Público e determina a redistribuição do inquérito. 

Apesar disso, ambos serão alvo de inquérito para apurar a possibilidade de delito eleitoral, como abuso de poder econômico ou falsidade na prestação de contas relativas às campanhas de 2010 e de 2014.

O caso está nas mãos do ministro Gilmar Mendes. Ele é quem vai decidir a necessidade de novas diligências para investigar as contas eleitorais dos políticos acreanos. 

Tião Viana se disse satisfeito com a decisão. “Vai ficar comprovado que não temos qualquer envolvimento com desvios de recursos ou uso de dinheiro sujo”, disse. Ele afirmou que confia na Justiça. “A verdade vai prevalecer”. Jorge Viana também comentou que a medida abre a oportunidade para os esclarecimentos. “Vamos demonstrar que nossas campanhas seguiram rigorosamente o que estabelece a legislação”, declarou.

"Teremos a oportunidade de esclarecer a legalidade do financiamento de nossas eleições. Jamais recebemos dinheiro de caixa dois", disse Tião.



Jornal GGN

A jararaca e a porteira de R$ 500 mil



POR FERNANDO BRITO · 16/08/2017




O Juiz Mirko Vincenzo Giannotte, que recebeu R$ 503 mil no contracheque do mês passado, hoje “tirou onda” nos jornais.

“Tô nem aí”, disse a O Globo, alegando que o Conselho Nacional de Justiça tinha sancionado o pagamento.

Indiferente ao fato de que quem o paga são pessoas que vivem com 0,2% disso, disse que merecia o pagamento por ter trabalhado no interior e terem, até, colocado uma jararaca na caçamba de sua caminhonete.

Faltou ao doutor mostrar que tipo de investigação pediu contra quem pudesse ser suspeito de atentar contra a vida de alguém, no caso ainda mais grave, de um magistrado.

Mas surgiu um “probleminha”.

O pagamento do doutor não teve a autorização do CNJ.

O que teve foi o de uma colega sua, e de valor de R$ 29 mil.

O doutor aproveitou a fresta na porteira e recebeu.

Ele e mais de 80 colegas.

Este é o problema das franquias corporativas.

Nada contra pagar R $4,3 mil a uma juíza que mora em Botafogo e vai servir em Itabapoana, a 300 km de distância

Mas qual a razão de pagar isso a outro que mora no Leblon e despacha em Botafogo (e em geral terça, quarta e quinta?)

Quando o corporativismo passa a ser um sentimento de diferenciação privilegiada, os membros da corporação em nada se diferenciam dos supremacistas.

É, aquele como o de Charlottesville, que acredita que a sua “condição natural” lhe permite privilégios.

Brancos, por concurso público.



Tijolaço

EM 2015, QUANDO AÉCIO E CUNHA PREPARARAM O GOLPE, 4,1 MILHÕES VOLTARAM PARA POBREZA

O ano de 2015, quando o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-deputado Eduardo Cunha se uniram para sabotar o País com a política do "quanto pior, melhor" para derrubar Dilma Rousseff, mostra-se cada vez mais nefasto para o Brasil; um novo estudo mostra que o percentual de pessoas pobres cresceu 22% no Brasil em 2015; os dados trazidos pelas PNADs (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) mostram que houve redução na renda per capita da população brasileira e ingresso de 4,1 milhões de pessoas na pobreza, sendo que, deste total, 1,4 milhão de pessoas ingressaram na extrema pobreza

16 DE AGOSTO DE 2017


247 - O ano de 2015, quando Eduardo Cunha e Aécio Neves tramaram o golpe que derrubou a presidente legitimamente eleita Dilma Rousseff, foi mesmo nefasto para a História do Brasil.

O percentual de pessoas pobres cresceu 22% no Brasil em 2015, de acordo com estudo publicado na segunda-feira (14) por Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), PNUD (Programa da Nações Unidas para o Desenvolvimento) e Fundação João Pinheiro. Em 2014, o percentual de pobres era de 8,1% (menor percentual histórico), saltando para 9,96% no ano seguinte.

"Os dados trazidos pelas PNADs (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) mostram que houve redução na renda per capita da população brasileira e ingresso de 4,1 milhões de pessoas na pobreza, sendo que, deste total, 1,4 milhão de pessoas ingressaram na extrema pobreza", aponta o levantamento Radar IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) 2015.

Segundo a metodologia, são consideradas pessoas pobres aquelas que têm renda per capita domiciliar inferior a 1/4 de um salário mínimo. Ressalta-se que a referência usada pela pesquisa é o salário mínimo vigente em 2010 (ano do último Censo), de R$ 510.

Ainda segundo o levantamento, a renda per capita caiu --de forma inédita na década-- entre 2014 e 2015, de R$ 803,36 para R$ 746,84, respectivamente.

Já o percentual de extremamente pobres (com renda per capita domiciliar de até 70 reais) subiu de 3,01% para 3,63%. O aumento, porém, não foi o primeiro da década --já havia ocorrido em 2013.

Em 2015 o país teve grande retração econômica, com queda de 3,8% no PIB (Produto Interno Bruto) --a maior em 25 anos.

As informações são de reportagem de Carlos Madeiro no UOL.



Brasil 247

LULA DISPARA APÓS CONDENAÇÃO E DISPUTA 2º TURNO COM BOLSONARO

terça-feira, 15 de agosto de 2017

CNJ MANDA SUSPENDER PAGAMENTO MILIONÁRIO A JUIZ DO MATO GROSSO