O ansioso blogueiro tem mais o que fazer e não lê a seção Ombudsman da Folha (*).
Nada pessoal com Suzana Singer, profissional por todos os motivos admirada.
O problema é que não adianta ser Ombudsman no PiG (**) sem denunciar o Golpe.
Fica uma análise técnica, de princípios elementares, como o deste domingo: não divulgar números sem contextualizá-los.
Esse é o mais inocente dos crimes da Folha.
Amigo navegante telefona para relembrar Paulo Francis, o Pai de Todos os Colonistas (***).
Como os neolibelês (****) contemporâneos, Francis começou trotskista e acabou na extrema-direita, colonista do Estadão, da Globo e do Globo.
Como o Estadão, Francis também tinha uns probleminhas com o Nordeste e os nordestinos.
Francis iniciou a carreira de colonista de extrema-direita na Folha.
Antes, na Última Hora de Samuel Wainer, ele era jango-trotskista.
Um dia, o Ombudsman da Folha espinafrou o Francis: Francis não conseguiu comprovar o que dizia.
Era um chutador notável.
Foi assim que Francis dançou.
Provavelmente, Francis suspeitou que o Ombudsman refletisse desígnios mais acima dos tamancos do Ombudsman.
E retirou-se para o Estadão com sua bagagem de preconceitos – e absoluta falta de informação.
O amigo navegante chama a atenção para curta observação da Ombudsman neste domingo, na pág. A8.
“Para fazer a acusação – grave – de que a liminar dada por Ricardo Lewandowski o beneficia, a Folha precisa ter provas de que ele recebeu pagamentos de forma indevida. Se a reportagem tem isso, que se publique logo.”
Lewandowski deu uma liminar para proteger juízes que o Conselho Nacional de Justiça investiga por suspeitar de receber pagamentos indevidos.
A crítica da Ombudsman começou com o escândalo que a Folha montou, ao suspeitar da lisura da decisão do Ministro do STF.
O Conversa Afiada sentiu ali o cheiro de sangue.
Percebeu que a liminar de Lewandowski não tinha parentesco com o voto do Ministro Marco Aurelio de Melo.
Melo, como Peluso, quer, na prática, fechar o CNJ.
Lewandowski, preservar o Direito de quem se sente ameaçado.
Um decisão liminar, frise-se.
A repórter em tela é também responsável por uma colona (***) na seção Ilustrada – que não tem ilustres nem ilustrações.
A colonista em tela costuma dar trela à “equipe médica” do Presidente Lula e, por coincidência, divulga, no segundo ou terceiro parágrafo, “informações” tipo Francis que o incauto leitor pode interpretar como a “visita da saúde”.
Que o homem está com um pé na cova.
Clique aqui para ler “Se fosse francês, o Hospital Sírio Libanês estaria fechado”.
Há um aspecto adicional nesse capítulo do colonismo no PiG.
O ansioso blogueiro desconfia que a suspeita da Folha sobre os proventos do Ministro Lewandowski tenha a ver com o mensalão.
O mensalão do PT e, não, o mensalão dos tucanos de Minas.
Em política não há coincidências, dizia o Dr. Tancredo.
A suspeita da Folha não é inocente.
Em tempo: desde que o Francis foi defenestrado para o Estadão, o Ombudsman da Folha não pode mais criticar os colonistas. Como uns 2/3 do conteúdo da Folha sao colonas …
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(****) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.
Conversa Afiada - Paulo Henrique Amorim
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