quarta-feira, 5 de abril de 2017

LULA IDOLATRADO, TEMER ODIADO. PARA ONDE IRÃO OS POLÍTICOS?

Enquanto 79% dos brasileiros dizem não confiar em Michel Temer, o ex-presidente Lula cresce em todas as pesquisas e, em estados como Pernambuco, tem 65% das intenções de voto para presidente; este quadro coloca uma imposição para os políticos brasileiros: quem que quiser se reeleger não deverá nadar contra a corrente, como já percebeu o senador Renan Calheiros (PMDB-AL); morrer abraçado a Temer poderá ser o destino apenas do PSDB, que acreditou que a "ponte do futuro" abriria espaço para a eleição de um tucano em 2018, cenário que parece cada vez mais remoto

5 DE ABRIL DE 2017 


247 – Divulgada no dia 31 de março, a pesquisa nacional CNI/Ibope trouxe um dado alarmante para todas as forças que apoiam ou apoiaram o golpe parlamentar de 2016. Nada menos que 79% dos brasileiros não confiam em Michel Temer e 55% consideram seu governo ruim ou péssimo (leia mais aqui).

Três dias depois, uma pesquisa realizada pela Uninassau, em Pernambuco, apontou que 65% dos pernambucanos defendem a volta de Lula à presidência da República. Em segundo lugar, aparecem Jair Bolsonaro e Marina Silva, cada um com 6% – números que revelam que a oposição praticamente não tem oxigênio para respirar no estado. Essa realidade, de Pernambuco, provavelmente se repete em vários estados do Norte e do Nordeste.

O que se tem, portanto, é uma situação em que Lula é idolatrado por grande parte dos brasileiros e Temer é rejeitado pela absoluta maioria da população.

Este quadro coloca uma imposição para os políticos brasileiros. Quem que quiser se reeleger não deverá nadar contra a corrente. Por isso mesmo o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que tem uma pesquisa que mostra a rejeição de 90% dos alagoanos a Temer, decidiu romper com o golpe (leia aqui). Além disso, Lula já tem o apoio de pelo menos seis dos nove governadores do Nordeste (leia aqui).

Morrer abraçado a Temer poderá ser o destino apenas do PSDB, que acreditou que a "ponte do futuro" abriria espaço para a eleição de um tucano em 2018. As próximos pesquisas, no entanto, tendem a mostrar que essa possibilidade é cada vez mais remota.



Brasil 247

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