quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Agronegócio faz Brasil deixar de ser mero exportador de produtos e matérias primas - José Dirceu

ImageMais do que palmas - merecidas - o desempenho do agronegócio brasileiro em 2011, conforme o balanço divulgado pelo Ministério da Agricultura nesta 3ª feira (ontem), vale uma detida reflexão sobre as políticas que adotamos e as que podemos implementar para o setor.

Discutido, combatido por algumas áreas, nosso agronegócio bate recordes e produção, comercialização e exportação a cada ano. Mais do que isso, mostrou-se mais uma vez o grande responsável pelo nosso superávit comercial em 2011.

Os números, então, deste balanço são dignos de todos os elogios. As exportações do agronegócio subiram 24% em 2011, bateram novos recordes e o mostram como o principal responsável pelo bom desempenho das nossas vendas externas. A balança comercial do setor apresentou o melhor resultado desde 1997. Com destaque para a soja.

Em 2012 o agronegócio pode ultrapassar os US$ 100 bi

As exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 94,59 bi, valor 24% superior ao alcançado em 2010 (de US$ 76,4 bi). Uma performance que simplesmente motiva o Ministério da Agricultura a estimar que o setor pode crescer mais 5,7% e ultrapassar a barreira simbólica dos US$ 100 bi em 2012.

O saldo do setor agropecuário no ano que passou foi quase três vezes superior ao acumulado no resultado global da balança comercial brasileira, que fechou o ano de 2011 com superávit de US$ 29,8 bi. Foi o melhor ano para a balança comercial do agronegócio desde 1997.

Os produtos do complexo soja (grão, farelo e óleo) lideram o crescimento das vendas, mas os setores sucroalcooleiro e de carnes também se destacaram nas nossas exportações que tiveram como principais destinos os mercados da União Europeia, China, Estados Unidos, Rússia e Japão.

A agroindústria sustenta nossa balança comercial


Como vemos a agroindústria sustenta nosso superávit comercial. E a renda proporcionada pelo campo serve, ainda, como base para a acumulação de capital. Sem contar que não é produção e exportação de matéria prima, já que a maior parte - muitas vezes, mais de 2/3 da produção do agronegócio - é industrializada e vendida no mercado intermo.

É uma atividade que se sustenta, portanto, e ao mesmo tempo apóia um amplo setor de industrialização - desenvolvido com com tecnologia genética de beneficiamento.

Fora o dado, inconteste, de que o nosso agronegócio tornou-se uma importante alavanca para impulsionar a ampliação do nosso mercado interno de consumo, o que cria empregos e gera e amplia a renda nacional.

Sem contar que, em relação ao agronegócio, não estamos nem podemos falar em produção primária ou de commodities como no passado. Aliás, graças ao agronegócio, deixamos para trás os tempos em que o Brasil era um mero pordutor e exportador de matéria prima.

Blog do Zé Dirceu

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