segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Homem mais rico do Brasil, Joseph Safra morreu antes de iniciar projeto que mudaria… Londres

 

Joseph Safr
Leio no Estadão que o banqueiro Joseph Safra morreu sem realizar seu sonho de construir “um projeto arquitetônico que mudaria a paisagem do principal centro financeiro da Europa, em Londres”.

Só de pensar nisso sinto calafrios, mas adelante.

Ele pretendia, de acordo com o jornal, erguer uma torre de 305,3 metros de altura, que levaria o nome de “The Tulip” (“A Tulipa”).

O financiamento seria da Bury Street Properties, um grupo administrado por seu filho mais velho, Jacob J. Safra.

O aval havia sido dado em 2019 pela City of London Corporation, que administra a região, e pela Greater London Authority, mas o prefeito de Londres, Sadiq Khan, estragou a farra.

A obra “comprometeria a capacidade de apreciação da Torre de Londres, que é reconhecida como um patrimônio mundial da Unesco”, segundo o parecer.

A expectativa era de que o monstrengo fosse entregue em 2025.

Numa cidade que já conta com uma aberração chamada “Gherkin” (pepino em conserva), foi um alívio estético (o Gherkin, aliás, foi arrematado em 2014 por Joseph Safra por 700 milhões de libras esterlinas).

Os obituários laudatórios de Joseph ensinam que, entre os íntimos, ele era conhecido como “Seu José”.

Casado com Vicky Sarfaty, teve 4 filhos e 14 netos. Nascido no Líbano em 1938, fazia questão de dizer que era orgulhoso de sua cidadania brasileira e de ser torcedor do Corinthians.

“Ricaços brasileiros e seu apreço por empreendimentos fora do Brasil”, diz meu amigo Felipe Coelho.

Safra nunca pensou em algo parecido por aqui.

O máximo de esforço para embelezar a horrenda São Paulo foi dar um tapa na sinagoga Beit Yaacov, em Higienópolis, mais parecida com uma fortaleza.

No ano passado, sua cunhada Lily Safra, viúva de Edmond, morto num incêndio em sua cobertura em Mônaco, figurou numa lista dos maiores doadores para a reconstrução da Catedral de Notre Dame.

Ela enviou R$ 88 milhões para que a igreja fosse restaurada após o fogo que consumiu o cartão postal de Paris. 

Foi pouco depois da destruição do Museu Nacional, que não fez Lily se coçar.

Lily é gaúcha e muito fina, mas a última vez em que ouviu falar do Rio Grande do Sul ela cuspiu no chão e xingou os empregados da estrebaria em francês.
Publicado por Kiko Nogueira

11 de dezembro de 2020

Lily Safra e o príncipe Albert de Mônaco


Diário do Centro do Mundo   -   DCM

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