Governador de Minas Gerais criticou os "espetáculos lamentáveis" de repressão contra professores do Paraná, governado pelo tucano Beto Richa; declaração foi feita após Fernando Pimentel (PT) fechar acordo com os docentes estaduais para o pagamento do piso nacional da Educação até 2017; "Ao contrário de outros Estados, onde nós estamos assistindo até espetáculos lamentáveis de agressão aos professores, em Minas nós construímos o diálogo, o consenso", disse; referência sobre as "agressões" diz respeito ao massacre de mais de 200 professores grevistas pela Polícia Militar do Paraná há cerca de 15 dias; atualmente, os professores de cinco estados – quatro deles administrados pelo PSDB – estão em greve
15 DE MAIO DE 2015 ÀS 14:35
Minas 247 - O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), criticou de maneira indireta os "espetáculos lamentáveis" de repressão contra professores no Estado do Paraná, governado pelo tucano Beto Richa.
Pimentel, que nesta sexta-feira 15 fechou acordo com os docentes estaduais para o pagamento do piso nacional da Educação até 2017, disse que o estado mineiro "construiu consenso" para evitar greves na rede estadual de ensino.
"Ao contrário de outros Estados, onde nós estamos assistindo até espetáculos lamentáveis de agressão aos professores, em Minas nós construímos o diálogo, o consenso", disse Pimentel.
A referência sobre as "agressões" diz respeito ao massacre de mais de 200 professores grevistas pela Polícia Militar do Paraná há cerca de 15 dias. "Em Minas Gerais, os professores são tratados com respeito, com dignidade, como deve ser com todas as categorias profissionais", alfinetou o petista.
Atualmente, os professores de cinco estados – quatro deles administrados pelo PSDB – estão em greve. A paralisação alcança São Paulo, Goiás, Pará, Paraná e Santa Catarina, este último governado pelo PSD.
Segundo o governo mineiro, o acordo firmado nesta sexta-feira terá um impacto de R$ 13 bilhões sobre o tesouro estadual. O gasto, segundo o governador, será compensado mediante ajustes nos gastos com custeio e na correção de "discrepâncias e erros" encontrados na folha de pagamentos.
Richa também recebeu críticas indiretas da presidente Dilma Rousseff em sua mensagem no 1º de Maio, Dia do Trabalhador. "Temos que reconhecer como legítimas as reivindicações de todos os segmentos sociais da população. Temos de nos acostumar a fazer isso sem violência e sem repressão", afirmou Dilma (assista aqui).
Brasil 247
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