
A mão pesada da União Européia (UE) se levanta contra o nosso comércio externo, agora, ao programar suspender o Brasil, a partir de 2014, do benefício da redução de tarifas, chamado Sistema Geral de Preferências (SGP). Está certo o Itamaraty quando protesta contra a decisão e, em linguagem diplomática, mostra o quanto ela é injusta.
A decisão, se concretizada daqui a três anos - ela ainda depende de aprovação dos países que integram a UE - nos prejudica, e muito, na medida em que atinge 12% de nossas exportações. E, ao mesmo tempo em que é cogitada contra o Brasil, não se estende a dois outros BRICS, a Índia e a China.
Ao deixá-los de fora, a UE dá o tom nas relações com o Brasil. Por isso mesmo, o Itamaraty protestou e fez bem. Não faz sentido a decisão que, evidentemente, restringe os fornecedores e a competição (do nosso comércio com a Europa) como bem afirma a nota da chancelaria brasileira.
Vamos ver que medida o Brasil adotará para retaliar. Isso mesmo! Retaliar, sem o que de nada adianta notas e protestos. Só a linguagem da força, da retaliação - prática comum em situações dessa natureza - parece fazer determinadas nações entender que há quase dois séculos já não somos colônia.
Blog do Zé Dirceu
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