sábado, 22 de julho de 2017

FALABELLA CRITICA CASAMENTO-OSTENTAÇÃO: “TEM QUE MUDAR OS VALORES”





Em entrevista, ator critica a festa da deputada estadual Maria Victoria (PP-PR), em Curitiba, que acabou sendo alvo de protestos da população e protegida por Tropas de Choque do governo do Paraná; "A gente viu agora aí esse casamento dessa deputada. Pra quê? Como é que uma representante do povo ostenta um casamento daqueles, num local histórico? Pra quê isso? Isso não determinada nada, não transforma ninguém numa pessoa melhor, pelo contrário"; assista

22 DE JULHO DE 2017 

247 – O ator Miguel Falabella fez uma crítica à festa de casamento da deputada estadual Maria Victoria (PP-PR), em Curitiba, que acabou sendo alvo de protestos da população e protegida por Tropas de Choque do governo do Paraná no fim de semana passado (veja aqui).

"Nós temos que rever os nossos valores, temos que efetivamente entender que isso (a vida) aqui é uma passagem, uma bobagem", disse o ator, que comentava sobre a importância de se compreender que a vida é finita.

"Ostentação... a gente viu agora aí esse casamento dessa deputada. Pra quê? Como é que uma representante do povo ostenta um casamento daqueles, num local histórico? Pra quê isso? Isso não determinada nada, não transforma ninguém numa pessoa melhor, pelo contrário", criticou.




Brasil 247

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Senador Lindbergh chama juiz Sérgio Moro de fantoche da Globo e Temer de bosta





Conversa Afiada

NO ENTERRO DE GARCIA, TURMA DA LIMPEZA PEDE FOTO COM LULA E DILMA



Uma imagem simbólica, durante o velório do ex-assessor de Relações Internacionais da Presidência nos governos do PT, Marco Aurélio Garcia; respeitosamente, trabalhadores terceirizados da limpeza na Assembleia Legislativa de São Paulo aproximaram-se dos ex-presidentes Lula e de Dilma Rousseff e pediram para registrar uma foto com ambos

21 DE JULHO DE 2017 


247 - Na tarde desta sexta-feira 21, no velório de Marco Aurélio Garcia - ex-assessor dos governos Lula e Dilma para Assuntos Internacionais e fundador do PT -, funcionários terceirizados da limpeza e da manutenção da da Assembleia Legislativa de São Paulo pediram parar tirar foto com os dois ex-presidentes.

Segundo relato de Renato Rovai, da Revista Fórum, que postou a imagem no Facebook, os funcionários ficaram aglomerados na escada de um mezanino. Aproximaram-se dos ex-presidentes Lula e da presidente deposta pelo golpe Dilma Rousseff e, de maneira respeitosa, pediram para fazer fotos com eles.



Brasil 247

“Acharam” fundo de pensão de Lula? Feito também com dinheiro da Globo?



POR FERNANDO BRITO · 21/07/2017




O escândalo, agora, é com o fato de Lula ter aplicado R$ 7 milhões dos quase R$ 30 milhões que ganhou com palestras não num trusteeou numa off-shore no Panamá.

Mas numa prosaica conta do Brasilprev, carteira de aposentadoria do Banco do Brasil.

É coisa corriqueira, de gente que nem sabe aplicar bem o dinheiro, porque – comentário de hoje na CBN da Mara Luquet, partir de 2’20” – aplicar no Brasilprev não é bom negócio. Sei disso, porque tenho Brasilprev, meu e de meu filho menor.

Dinheiro parado e, na modalidade VGBL, que não permite dedução no IR (isso, só no PGBL) e que recolhe imposto entre 35% (saque em até 2 anos) e 10% (saque depois de 10 anos).

O dinheiro era segredo?

Veja a edição de 29 de setembro de 2016 do Estadão, onde se registra que a empresa da palestras de Lula – onde ele é o “dono”, não é entidade filantrópica – tinha receitas -, em quatro anos, receitas de R$ 27 milhões .

Eram receitas corruptas?

Neste caso, as corruptoras eram a Globo, que lhe pagou R$ 450 mil, Bill Gates, cuja Microsoft pagou R$ 375 mil, a Nestlé, que pingou R$ 356,6 mil; o Bank of America, que casou mais R$ 876 mil… E por aí vai: Lojas Americanas, Terra, Tetrapak, TV Azteca do México, LG, Dufry (a cadeia de lojas aeroportuárias),Associação dos Supermercados, a Telos, que tem como parceiros a Abril, a Folha, o Governo de São Paulo…

Tudo declarado, registrado e com os impostos pagos.

Mas isso não vem ao caso.

É que uns lhe pagaram por mérito, outros por propina, conforme o Doutor queira.



Tijolaço

Aviso à direita: não façam pesquisa, que dá Lula.



POR FERNANDO BRITO · 20/07/2017




Depois da Veja, o PSDB se meteu a fazer um pesquisa online sobre Lula.

Como a da Veja, deu chabu.

Aliás, pior.

A da Veja deu 86% dizendo que Lula será presidente outra vez.

A dos tucanos, 96% afirmando que a sentença de Sérgio Moro foi política.

Os 10% de diferença talvez se refiram aos que dizem : “foi, sim, e daí? O importante é que o “molusco” seja condenado”.

Fica a sugestão para os marqueteiros da direita: não se metam nesta de pesquisa online, não.

Usem o Ibope, o Datafolha ou, preferencialmente, ou estes institutos menores, que usam as facilidades do celular que, como mostraram as eleições norte-americanas, acabam por torcer a realidade.

É óbio que Lula não tem 86 ou 96%.

Mas é também obvio que, tendo sido transformado numa figura passional, 40 e poucos por cento de rejeição significa que há uma imensa tendência de que quem não o rejeite inevitavelmente o apoie.

O julgamento “judicial” de Lula, está evidente, perdeu a credibilidade para o “julgamento popular”, que é o eleitoral.

Quando a Justiça se mete, escancaradamente, a fazer pol´tica é natural que a política tenda a fazer justiça.



Tijolaço

Lula tem que morrer de fome





Conversa Afiada

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Lula, com José Trajano e Juca Kfouri





Tijolaço

LULA: “FORAM NUM BANCO DA SUÍÇA PROCURAR O LULA E ACHARAM O AÉCIO”

CAPITAIS PROTESTAM CONTRA PERSEGUIÇÃO A LULA


Pelo menos 17 capitais do País terão nesta quinta-feira, 20, manifestações de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve mais de R$ 600 mil e imóveis confiscados por decisão do juiz Sérgio Moro; atos foram convocados por movimentos sociais reunidos na Frente Brasil Popular; além da condenação à caçada judicial contra Lula, a pauta dos protestos também será a saída de Michel Temer e de sua agenda de reformas e eleições diretas; o ato em São Paulo terá concentração às 17h, em frente ao Masp, na Avenida Paulista; confira programação das demais capitais 

19 DE JULHO DE 2017


Rede Brasil Atual - Movimentos sociais reunidos na Frente Brasil Popular convocam atos em todas as capitais do Brasil para esta quinta-feira (20). Na pauta, a crítica à agenda de ataques a direitos pelo governo de Michel Temer (PMDB), além da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro, no âmbito da Operação Lava Jato. "Em defesa da democracia, contra a perseguição a Lula, fora Temer e Diretas Já", afirma a Frente em nota.

"É importante que se organizem atos em todas as cidades, mas especialmente nas capitais. Diante da aprovação do desmonte dos direitos trabalhistas e da condenação sem provas de Lula por Moro, só nos resta resistir nas ruas às violações à nossa democracia", completa. A "reforma" trabalhista foi sancionada na última quinta-feira (13) por Temer, e deve vigorar após 120 dias. A da Previdência tramita com dificuldades no Congresso, ante o desgaste do governo do peemedebista, alvo de investigações criminais.

O ato em São Paulo terá concentração às 17h, em frente ao Masp, na Avenida Paulista. De acordo a Frente Brasil Popular, confirmaram presença no ato os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff (PT), alvo de impeachment em maio do ano passado. "Retiraram a presidenta Dilma para poder impor medidas econômicas e políticas que jogam todo o peso da crise sobre a classe trabalhadora", afirma o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stédile.

Para Stédile, existe relação entre o impeachment, a agenda de reformas de Temer e a condenação de Lula. "Por isso retiram direitos trabalhistas, por isso querem a reforma da Previdência, para isso assaltaram os cofres públicos com mudanças de políticas de saúde, educação, reforma agrária e transferiram os recursos para os interesses das empresas. Devemos manter nossas mobilizações em todo o país, fazer passeatas, atos e greves em defesa dos direitos e, sobretudo, mudar esse governo golpista com eleições diretas", diz.

O líder do MST argumenta que a condenação de Lula carece de provas, de materialidade, e tem como objetivo único sua retirada do pleito presidencial em 2018. "Essa é a outra parte do golpe. Eles não admitem que o povo brasileiro possa escolher quem quiser, o que a maioria quiser, para ser presidente desse país. Por isso, estamos convocando grandes mobilizações, precisamos demonstrar para os golpistas, para a direita insana, que o Brasil tem futuro", completa.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) publicou vídeo em suas redes sociais convocando para o ato no Rio de Janeiro, que está marcado para as 16h, na Cinelândia, região central. "Nesta quinta, o povo continuará nas ruas ecoando gritos de 'fora' para as reformas trabalhista e da Previdência. Esse grito vai ter uma nova bandeira importante da democracia brasileira, que é contra a perseguição ao maior líder popular desse país", disse.

"Tirar Lula da eleição é fraude, porque é uma perseguição, condenação sem provas. Parece que a lei só vale para alguns. Mas não é apenas Lula a questão, é uma questão da democracia brasileira. A tentativa de continuar com essa agenda de reformas e retirada de direitos do povo brasileiro é fazer uma eleição sem um líder popular importante no processo. É essa a batalha que precisamos compreender", afirmou a deputada.

Confira a agenda de manifestações por todo o país

Acre – 18h30 – Em frente ao Palácio do Governo, em Rio Branco

Amazonas – 17h – Rua José Clemente – Próximo ao Bar Caldeira, em Manaus

Amapá – 16h – Praça Veiga Cabral, ao lado do Teatro Bacabeiras, em Macapá

Bahia – 15h – Caminhada do Campo Grande ao Fórum Rui Barbosa, em Salvador 

Ceará – 16h – Ato Praça da Bandeira, em Fortaleza 

Distrito Federal – 17h – Praça dos Três Poderes, em Brasília

Goias – 17h – Praça A, em Goiânia

Minas Gerais – 17h – Praça Afonso Arinos, em Belo Horizonte 

Mato Grosso do Sul – 19h – Rua Maracaju, 878, em Campo Grande

Pernambuco – 9h – Parque Treze de Maio, em Recife

Piauí – 17h – Praça da Liberdade, em Teresina

Paraná – 17h30 – Rua Monsenhor Celso, esquina com Rua XV, Curitiba

Rio de Janeiro – 16h – Cinelândia

Rondônia – 17h – Praça das Três Caixas, em Porto Velho 

Rio Grande do Sul – 17h30 – Esquina Democrática, em Porto Alegre 
17h – Em frente à RBS TV, em Pelotas 

Santa Catarina – 16h – Catedral, em Florianópolis 

São Paulo – 17h – Em frente ao Masp, na Avenida Paulista



Brasil 247

Janio: Moro é um descontrolado

​Contra Lula, a Lava Jato tem "mera aparência"


publicado 20/07/2017


Por Janio de Freitas, na Fel-lha:


Novidade destes tempos indefiníveis, sentenças judiciais substituem a objetividade sóbria, de pretensões clássicas como se elas próprias vestissem a toga, e caem no debate rasgado. Lançamento de verão do juiz Sergio Moro, nas suas decisões iniciais em nome da Lava Jato, o "new look" expande-se nas centenas de folhas invernosas da condenação e, agora, de respostas a Lula e sua defesa. Tem de tudo, desde os milhares de palavras sobre o próprio autor, a opiniões pessoais sobre a situação nacional, e até sobre a sentença e sua alegada razão de ser. Dizem mais do juiz que do acusado. O que não é de todo mal, porque contribui para as impressões e as convicções sobre origens, percurso e propósitos deste e dos tantos episódios correlatos.

A resposta do juiz ao primeiro recurso contra a sentença é mais do que continuidade da peça contestada. É um novo avanço: lança a inclusão do insulto. Contrariado com as críticas à condenação carente de provas, Moro argumenta que não pode prender-se à formalidade da ação julgada. Não é, de fato, um argumento desprezível. Se o fizesse, diz ele, caberia absolver Eduardo Cunha, "pois ele também afirmava que não era titular das contas no exterior" que guardavam "vantagem indevida".

A igualdade das condutas de Cunha e Lula não existe. Moro apela ao que não procede. E permite a dedução de que o faça de modo consciente: tanto diz que Eduardo Cunha negava a posse das contas, como em seguida relembra que ele se dizia "usufrutuário em vida" do dinheiro. Se podia desfrutá-lo ("em vida", não quando morto), estava dizendo ser dinheiro seu ou também seu. Simples questão de pudor, talvez, comum nos recatados em questões de vis milhões. Moro não indica, porém, uma só ocasião em que Lula tenha admitido, mesmo por tabela, o que o juiz lhe atribui e condena.

Diferença a mais, os procuradores e o juiz receberam comprovação documental de contas de Eduardo Cunha. O insucesso na busca de documento ou outra prova que contrarie Lula, apesar dos esforços legítimos ou não para obtê-la, é o que leva os procuradores e Moro ao descontrole das argumentações. E a priorizar o desejado contra a confiabilidade. Vêm as críticas, e eles redobram as ansiedades.

É o próprio Moro a escrever: "Em casos de lavagem, o que importa é a realidade dos fatos, segundo as provas e não a mera aparência". Pois é. Estamos todos de acordo com tal conceituação. Nós outros, cá de fora, em grande medida vamos ainda mais longe, aplicando a mesma regra não só a lavagens, sejam do que forem, mas a uma infinidade de coisas. E muitos pudemos concluir que, se o importante para Moro é a realidade "segundo as provas e não a mera aparência", então, lá no fundo, está absolvendo Lula. Porque o apartamento pode até ser de Lula, mas ainda não há provas. A Lava Jato e o juiz só dispõem da "mera aparência", o que Moro diz não prestar.

Já está muito repisado que delações servem para dar pistas, não como prova. Apesar disso, Moro dá valor especial a escapatório de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, de que o apartamento saiu de uma conta-corrente da empreiteira com o PT. Convém lembrar, a propósito, que Pinheiro negou, mais de ano, a posse do apartamento por Lula. Em meado do ano passado, Pinheiro e Marcelo Odebrecht foram postos sob a ameaça, feita publicamente pela Lava Jato, de ficarem fora das delações premiadas, que em breve se encerrariam. Ambos sabiam o que era desejado. E começaram as negociações. Odebrecht apressou-se. Pinheiro resistiu até há pouco. A ameaça de passar a velhice na cadeia o vendeu.

Infundada, a igualdade de Eduardo Cunha e Lula passou de argumento a insulto. A rigor, assim era desde o início. E juiz que insulta uma das partes infringe a imparcialidade. Mostra-se parte também.



Conversa Afiada

DORIA É EXPULSO E CHAMADO DE ASSASSINO AO TENTAR ENTREGAR COBERTORES

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O ódio não é à corrupção. Mas ao PT e à ralé!






Conversa Afiada

MORO QUER MATAR LULA DE FOME



Por Tereza Cruvinel

19 de Julho de 2017



Moro mandou confiscar tudo o que Lula tem: R$ 606 mil em bancos, o apartamento em que mora e dois outros pequenos apartamentos em São Bernardo, um lote, dois carros e todos os ativos financeiros, inclusive planos de previdência privada. Conta no exterior, a Lava Jato não achou. Este patrimônio modesto, prova de que Lula não roubou, será dado à Petrobrás em suposta reparação por perdas em contratos com a OAS. O que Moro quer com esta nova agressão a Lula é sanar uma falha grave em sua sentença, forçando a relação entre o famigerado tríplex e a Petrobrás, para sustentar a condenação por corrupção passiva. Mas, dando a impressão de que deseja matar Lula de fome, Moro amplia a percepção, inclusive no círculo de admiradores, de que realmente persegue o ex-presidente.

Seu despacho baseia-se na afirmação do delator Leo Pinheiro, de que as obras no tríplex e a diferença entre seu valor e o que Lula e Marisa haviam pago por outra unidade no prédio saiu de uma conta-propina de R$ 16 milhões destinada ao PT. Logo, o tríplex e os bens de Lula estariam sendo destinados à Petrobrás para ressarci-la destes R$ 16 milhões. Seria uma reparação ao “dano mínimo” sofrido pela Petrobrás. Mas não se tem notícia de despacho de Moro arrestando bens da OAS para o ressarcimento das perdas totais que a empreiteira teria imposto à estatal com contratos superfaturados nas obras da RNEST. Mas as contas de Moro não têm importância. O que ele busca é forçar a existência do elo que não conseguiu provar entre o tríplex e negócios na Petrobrás, da mesma forma como não provou que Lula tem a titularidade do imóvel, através de escritura ou qualquer outro contrato ou documento. Contra esta falha, inventou a noção de “proprietário de fato”, uma figura que não existe no direito brasileiro, que caracteriza como proprietário aquele tem a titularidade e o poder para vender, transferir, alienar ou dispor de qualquer forma de um bem.

A defesa de Lula aponta a mesquinhez desta nova decisão em duas condutas que também expõem o pendor persecutório do juiz. “A decisão é de 14/07, mas foi mantida em sigilo, sem a possibilidade de acesso pela defesa — que somente dela tomou conhecimento por meio da imprensa, que mais uma vez teve acesso com primazia às decisões daquele juízo. A iniciativa partiu do Ministério Público Federal em 04/10/2016 e somente agora foi analisada. Desde então, o processo também foi mantido em sigilo. A defesa irá impugnar a decisão. Somente a prova efetiva de risco de dilapidação patrimonial poderia justificar a medida cautelar patrimonial... Na prática, a decisão retira de Lula a disponibilidade de todos os seus bens e valores, prejudicando a sua subsistência, assim como a subsistência de sua família”. 

Ou seja, Moro quer matar Lula de fome. Logo Lula, que sobreviveu à fome em sua infância pobre no Nordeste. Quanto mais Moro explicita seu ímpeto de trucidar Lula, mais gente que acreditava nele começa a perceber sua imparcialidade e aquilo que o cientista político Juarez Guimarães chama de sua “corrupção política”.



Brasil 247

MORO CONFISCA IMÓVEIS DE LULA E BLOQUEIA R$ 606 MIL EM SUAS CONTAS

MAIOR REVISTA ALEMÃ DIZ QUE LULA FOI ALVO DE JULGAMENTO POLÍTICO

EUA assumem controle de 83% da importação brasileira de óleo diesel, por Miguel do Rosário

QUA, 19/07/2017 - 11:32



Desde muito tempo, o óleo diesel figura em primeiro lugar no ranking das nossas importações. Foto: Divulgação

Do Cafezinho


por Miguel do Rosário

Em agosto de 2015, o juiz Sergio Moro estava em plena campanha em favor do golpe. Dava palestras onde quer que lhe chamassem e suas decisões seguiam uma agenda estritamente conectada às forças de oposição que conspiravam para derrubar o governo Dilma.

No dia 31 daquele mês, Moro proferiu uma palestra com o tema “Corrupção sistêmica: as lições da operação Mãos Limpas”, num evento organizado pela editora Abril, em São Paulo.

O juiz responsável pela operação Lava Jato, então no auge de sua popularidade, explicava aos executivos que se dispuseram a pagar R$ 1.800 por um ingresso, o que, na sua opinião, eram investimentos não baseados em razões de “ordem econômica e racional”.

Como exemplo, ele cita a refinaria Abreu e Lima, lembrando que o custo inicial da obra, estimado em 2 bilhões de dólares, passara para 18 bilhões de dólares.

Moro conta que alguns “colaboradores” capturados pela Lava Jato lhe disseram que a obra jamais se pagaria.

Trajando seu tradicional terno preto, com uma expressão aflita no rosto, o juiz de Curitiba conclui que tudo isso “leva a uma natural suspeição: será que o fator de recebimento de propina não foi o agente motivador dessas decisões de investimento mal sucedidas?”

Neste mesmo evento, ele admitiu que a operação Lava Jato poderia causar transtornos a economia. Mas ele acreditava que, no longo prazo, o enfrentamento da corrupção sistêmica traria ganhos “às empresas” e “a economia”. Ele faz uma pausa e completa: “e a todos, de uma forma geral”.


Qualquer pessoa que estude um pouco o universo de refinarias, sabe que o escândalo em torno do custo da Abreu e Lima fez parte do processo de manipulação da opinião pública. O custo passou de 2 bilhões para 18 bilhões porque o projeto mudou completamente. Para começar, o custo inicial foi estimado em 2005, antes do descobrimento do pré-sal. O custo posterior refere-se a um projeto completamente diferente, após a descoberta pré-sal. Ninguém contou isso a Sergio Moro?

Se você fizer uma pesquisa na internet sobre o custo de se construir uma refinaria, verá que ele, naturalmente, é calculado de acordo com a sua capacidade de produção.

Uma reportagem publicada apenas uma semana depois da palestra de Moro, num jornal do Canadá, comentava que uma refinaria em Alberta, com capacidade para processar 50 mil barris por dia, teria um custo de construção de 8,5 bilhões de dólares.

A Abreu Lima deverá (ou deveria, antes do golpe) ter capacidade de processar, quando todas suas unidades estiverem em pleno funcionamento, 230 mil barris por dia. Ou seja, mais de quatro vezes mais do que a refinaria canadense. Logo, deveria custar mais de US$ 24 bilhões.

Outra reportagem, publicada num jornal indiano, em julho do ano passado, fala que uma refinaria a ser construída na costa oeste do país, deverá custar mais de US$ 30 bilhões. Ela terá capacidade, segundo os planos das estatais responsáveis pelo projeto, de processar mais de 600 mil barris por dia. O custo é apenas uma estimativa, porque o governo ainda nem adquiriu as terras onde a refinaria será construída. O projeto é que a refinaria fique pronta em 5 ou seis anos a partir da aquisição das terras. Torçamos para que a obra não atrase, não custe muito mais do que o orçamento inicial, mas, sobretudo, que não apareça nenhum juiz indiano doido, megalomaníaco, que pretenda acabar com a corrupção na Índia através da destruição de sua indústria de petróleo.

O excelentíssimo Sergio Moro deveria se informar melhor. A Abreu e Lima, assim como qualquer outra refinaria que viesse a ser construída no Brasil, não devem ser vistas apenas em função de seu custo de construção.

O Brasil, ainda hoje, é altamente deficitário em óleo diesel, gasolina e derivados. Essa é uma das consequências do golpe de 1964. Moro não deve conhecer história. Se tivesse tido a curiosidade de ler alguns livros, saberia que o golpe de 64 foi patrocinado pelos americanos com o objetivo de assumir o controle sobre algumas orientações básicas da nossa política econômica. Era necessário, por exemplo, que a nossa estrutura de transporte fosse inteiramente baseada em rodovias. Como não tínhamos petróleo, muito menos refinarias importantes, teríamos que importar grandes quantidades de óleo diesel dos principais países exportadores, em especial os Estados Unidos.

Outra coisa que o senhor Moro parece não entender: o preço do diesel, principal combustível de nossa frota de caminhões, é um componente determinante na composição dos preços de produtos alimentícios vendidos no mercado interno brasileiro. Ter refinarias significaria ampliar o controle nacional sobre o preço dos nossos próprios alimentos, o que nos ajudaria a enfrentar a inflação e a planejar melhor a nossa economia.

Não é com juros altos que se combate a inflação, e sim com preços estáveis da energia e melhora da infra-estrutura logística do país.

O plano de termos um conjunto de refinarias, condizentes com o nosso tamanho, é um sonho vinculado ao projeto de país soberano, com indústrias fortes. Mas talvez isso seja informação demais para um juiz provinciano.

Sergio Moro também não conhece os números da balança comercial brasileira. Como só lê Veja e Globo, ficou achando que a Abreu e Lima era desperdício de dinheiro público, e que a decisão de construí-la nasceu apenas em função da propina a ser dada ao Paulo Roberto Costa…

Neste post, vamos tentar oferecer, gratuitamente, ao juiz Sergio Moro, algumas informações importantes sobre seu país, e de quebra revelar alguns fatos intrigantes que aconteceram desde o impeachment.

O Brasil importou, no acumulado dos últimos seis anos, o equivalente a 37 bilhões de dólares em óleo diesel. Ou seja, só com o que gastamos na importação de óleo diesel durante metade da era Lula/Dilma, poderíamos construir mais de duas refinarias Abreu e Lima.

Desde muito tempo, o óleo diesel figura em primeiro lugar no ranking das nossas importações. É o produto, em suma, que mais importamos. E isso a despeito de termos nos tornado, nos últimos anos, autossuficientes em petróleo.

Todos os números usados neste post são de fontes oficiais, devidamente indicadas nos gráficos e tabelas.

http://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2017/07/ScreenHunter_1516-J... 300w, http://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2017/07/ScreenHunter_1516-J... 768w" style="height: 251px; width: 680px;">

Na tabela acima, observe que o Brasil gastou, nos últimos 12 meses, US$ 4 bilhões com a importação de óleo diesel, um aumento de 71% sobre o ano anterior.

Enquanto isso, por conta da decisão da Petrobrás de paralisar suas refinarias, tanto aquelas já em funcionamento quanto a construção de novas unidades, a nossa produção nacional de derivados caiu violentamente este ano, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), atualizados até maio deste ano. O acumulado de janeiro a maio de 2017 é um dos menores da série histórica.



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O país que mais se beneficiou desta queda na produção nacional de derivados foram os Estados Unidos, cujas exportações de óleo diesel para o Brasil cresceram 177% sobre o ano anterior.

O fato curioso é que os EUA não apenas aumentaram brutalmente a exportação de diesel para o Brasil. Eles assumiram o controle de nossa importação. E há muito tempo isso não acontecia. Em 2013, os EUA ficaram com 33% das importações brasileiras de óleo diesel. Nos anos seguintes, a participação americana oscilou entre 40% e 50%.

Nos últimos 12 meses terminados em junho, porém, os EUA assumiram hegemonia absoluta da importação brasileira de óleo diesel, com mais de 83% do mercado!

E quem controla o diesel, controla o transporte de mercadorias no Brasil.

Agora entendo porque os americanos dão tantos prêmios para Sergio Moro.

A Índia, grande exportadora mundial de óleo diesel, foi varrida do mercado brasileiro. Nos 12 meses até junho de 2016, o Brasil havia importado quase 700 milhões de dólares de diesel indiano, o que correspondia a 30% do total das importações brasileiras. Nos seis primeiros meses de 2017, o Brasil ainda não importou um mísero barril da Índia.

Curioso, entrei no departamento de estatísticas de comércio exterior do governo indiano, e descobri que não houve nenhum problema com as exportações do diesel daquele país. Ao contrário, as exportações de óleo diesel da India em 2016/17 totalizaram mais de 12 bilhões de dólares, um crescimento de 5% sobre o ano anterior. Quase todos os países que costumam importar diesel da Índia aumentaram suas compras, menos Brasil e… Arábia Saudita.

A Suíça também aumentou muito suas exportações de diesel para o Brasil. Mesmo aumentando, sua participação ficou em apenas 5%.

A gente tem uma ideia sofisticada dos EUA, mas o principal produto que ele exporta para o Brasil é óleo diesel! Com isso, o Tio Sam voltou a ocupar o primeiro lugar no ranking das nossas importações, ultrapassando a China. Alemanha, França, Coréia do Sul, Itália, Reino Unido, todos esses países perderam participação no mercado brasileiro.

Os EUA, ao contrário, cresceram.

Numa edição anterior do Cafezinho Econômico, eu mostrei como os EUA assumiram uma hegemonia fortíssima nos números de investimento direto no Brasil, o que mostra que são eles que estão aumentando participação acionária em nossas empresas, ampliando o controle de nossa economia.

Diante desses números, volto a acreditar que a compra da refinaria de Pasadena havia sido um negócio de cunho estratégico. Pena que nem Dilma ou Graça Foster fizeram esforço para convencer a opinião pública.

Se um historiador quiser entender quem ganhou com o golpe de 2016 no Brasil, a leitura desse Cafezinho Econômico talvez lhe ajude um pouco.



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Jornal GGN

Petrobras a pleno vapor, por Paulo Kliass

QUA, 19/07/2017 - 10:03


Os dados constantes no último balanço divulgado pela empresa nos apresenta um quadro bastante promissor (Foto Divulgação)

da Carta Maior


por Paulo Kliass
Um dos principais argumentos utilizados pelo bloco que se aventurou pela trilha do golpeachment referia-se à situação da Petrobrás. Como os argumentos relativos às chamadas pedaladas fiscais não paravam em pé, a estratégia foi bombardear o governo Dilma de todos os lados possíveis, até que se cristalizasse a narrativa da condenação pelo “conjunto da obra”. 

Quanto àquele triste final dessa novela no Congresso Nacional, todos nos lembramos muito bem de como terminou. Ficou evidente a ausência de evidências para caracterizar qualquer crime de responsabilidade da Presidenta. Afinal, ela apenas havia adotado como procedimento aquilo que sempre vinha sido feito pelos seus antecessores em termos de créditos suplementares do Orçamento. Assim, o julgamento abandonou todo e qualquer embasamento jurídico que justificasse a decisão final. Seguindo o exemplo da sanha lançada pela República de Curitiba, abandonaram-se as provas para se contentar apenas e tão somente com as convicções. 
Mas a apelação simbólica da imagem propiciada pelos escândalos associados à Petrobrás gritava muito mais alto. Nesse caso, consolidou-se uma forte aliança entre os interesses das grandes petroleiras internacionais, o ódio das forças ligadas aos diferentes tons de cinza da direita tupiniquim, os desejos dos setores do financismo nacional e global, os grupos conservadores vinculados ao poder judiciário e o desejo de sangue das poucas e poderosas famílias que seguem mandando nos oligopólios das comunicações em nossas terras.

Opreação PetrobraX, o retorno?

Contratos bilionários. Desvios também de alto valor. Empresa estatal. Dezenas de milhares de assalariados. Forte organização sindical. Política de conteúdo nacional. Perspectivas estratégicas impressionantes com as reservas do Pré-Sal. Presença relevante na atividade econômica nacional. Condicionante que chega a determinar percentual de investimento agregado do Brasil. Esses e alguns muitos outros argumentos eram mais do que suficientes para fomentar a guerra declarada contra a maior e mais importante empresa brasileira. Uma das mais expressivas no cenário mundial do petróleo.

Na verdade, a intenção era retornar mais de 16 anos atrás na História e retomar o antigo projeto da PetrobraX. Sim, pois em 2000 o então presidente FHC autorizou o início de processo de alteração do nome da empresa. A malandragem, nas palavras do seu dirigente máximo à época, seria “facilitar o seu processo de internacionalização”. Afinal, era mais fácil para os personagens influentes do mundo dos negócios pronunciarem o nome da empresa alterado em inglês do que em nosso pobre idioma, difícil e pouco conhecido. Surfando nas ondas da liberalização privatista sem limites, o projeto estratégico era transferir o patrimônio da gigante brasileiro ao capital multinacional, assim como haviam feito com as empresas estatais de energia elétrica, telecomunicações, sistema financeiro, entre tantos outros setores.

À época, a ousadia dos aprendizes de feiticeiro teria sido tamanha que nem mesmo os aliados do governo tucano toparam seguir na empreitada criminosa. Até mesmo o todo-poderoso coronel conservador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) forçou FHC a um recuo. O ministro de Minas era um indicado seu e colaborou para que a maldade envolvida na operação PetrobraX fosse abandonada. Ou pelo menos adiada até uma oportunidade menos problemática.

A Operação Lava Jato surge como esse momento de retorno. Assim como ocorreu com as empresas da construção civil, a campanha de destruição da Petrobrás ganha novo alento a partir das denúncias, das investigações e das delações premiadas. Os interesses econômicos envolvidos são trilionários e os (ir)responsáveis pelos processos na esfera do inquérito policial, da preparação das peças no Ministério Público e dos gabinetes dos magistrados aparentemente não se preocupam com o futuro de tais grupos empresariais. Querem punir os dirigentes que teriam praticado ilicitudes e destruir as empresas na mesma toada. Impacto social e econômico? Desnacionalização da economia? Desemprego? Perda de capacidade tecnológica e de investimentos? Pouco importa, afinal esses devem ser mesmo aspectos secundários na sanha punitivista e restauradora da moral e bons costumes.

A Petrobrás está quebrada?

As manchetes eram permanentes e sequenciais. Petrobrás está falida. Petrobrás está quebrada. Petrobrás está comprometendo a capacidade fiscal da administração pública brasileira. A irracionalidade do monopólio estatal. A incompetência comprovada da presença do Estado na economia. A solução é mesmo privatizar. Petrobrás não tem futuro como empresa. E por aí seguia, mais de seis décadas depois, a campanha de desmoralização da empresa criada por Getúlio Vargas em 1953, também na contracorrente da opinião e dos interesses das elites locais à época. Acusavam-no de um sonho delirante e de mais uma aventura irresponsável e populista. Afinal, estava mais do que provado que não havia uma só gota de óleo em todo o subsolo brasileiro.

Mas a força da empresa e de todos os que colaboram para sua sobrevivência tem se revelado espantosa. Apesar de toda essa campanha demolidora e das decisões do governo Temer de promover a liquidação da Petrobrás, o gigante tem resistido bravamente. Contra as políticas de “desinvestimento” de sua atual direção e contra as decisões de reduzir a presença da empresa no cenário nacional e global, a Petrobrás tem conseguido dar a volta por cima. Contra a desmobilização das plataformas em ultramar e contra o recuo na importante política de conteúdo nacional, a Petrobrás avança ainda mais na sua atividade precípua - a exploração de óleo e gás.

Os dados constantes no último balanço divulgado pela empresa nos apresenta um quadro bastante promissor. Afinal, na contracorrente de todas essas tendências reducionistas, mais uma vez a Petrobrás bate recordes em sua área de atuação. Entre janeiro e junho de 2017, a empresa que havia sido decretada como falida e ineficiente produziu mais do que em igual período ao longo de todos os anos anteriores de sua história. Foi atingida a marca de 2,79 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), um total envolvendo petróleo e gás natural.

Recorde na produção de óleo e gás.

A Tabela abaixo nos evidencia os resultados do primeiro semestre dos últimos anos. Com uma ou outra eventual diferença anual, o fato é que os dados apontam para uma tendência crescente dos valores de produção a cada período. Em comparação ao primeiro semestre de 2010, por exemplo, o presente ano representou um crescimento de quase 9%. Já em relação a 2016, o resultado atual significou uma elevação de 3%.

Petrobrás - Produção total óleo e gás.


1º semestre mil boe/d

2010 2.576

2011 2.617

2012 2.628

2013 2.553

2014 2.565

2015 2.784

2016 2.711

2017 2.791

Fonte: http://www.investidorpetrobras.com.br/pt/destaques-operacionais/producao-e-comercializacao

Estes números parecem desmentir a campanha que tenta destruir a Petrobrás e junto com ela a capacidade de o Estado brasileiro recuperar seu protagonismo na implementação de políticas públicas. Contra toda a intenção e prática liberal entreguista, os resultados da produção de nossa maior empresa sugerem que ela estaria dando a volta por cima.

Os interesses das grandes petroleiras e do próprio governo norte-americano apontam para uma ação estratégica em direção ao potencial incomensurável das reservas energéticas e monetárias oferecidas pelo Pré Sal. Combinar entrega da exploração ao capital estrangeiro com privatização/enfraquecimento da Petrobrás é tudo
de que eles mais precisam. Um verdadeiro crime de lesa-Pátria cometido por dirigentes públicos que chegaram ao poder por meio de uma golpe inconstitucional.

Às forças democráticas e progressistas cabe continuar lutando contra essa aventura irresponsável que conta com o apoio do governo Temer. A cadeia econômica proporcionada pela economia do gás e do petróleo é de suma importância para qualquer retomada de projeto de desenvolvimento integrado, com soberania nacional e inclusão social.

Felizmente, a Petrobrás ainda segue no bom rumo - a todo vapor.

Paulo Kliass é doutor em Economia pela Universidade de Paris 10 e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal.



Jornal GGN

Depois de prejudicar imagem de Haddad por 2 anos, delação da UTC é desmentida

QUA, 19/07/2017 - 10:30
ATUALIZADO EM 19/07/2017 - 10:35


Foto: Agência Brasil


Jornal GGN - A campanha de Fernando Haddad a prefeito de São Paulo pelo PT, em 2012, não recebeu caixa 2 da UTC, ao contrário do que alegou o empresário Ricardo Pessoa em delação premiada, em meados de 2015.

Só agora, 2 anos depois do escândalo, é que a Polícia Federal ouviu o dono da gráfica acusado de ter sido o destinatário final de aproximadamente R$ 2,6 milhões pagos pela UTC em favor do PT. O montante ajudou a pagar a campanha de candidatos a vereador e prefeito em cidades pequenas, mas não inflou o caixa da campanha de Haddad.

A informação foi revelada pelo empresário e ex-deputado estadual Francisco Carlos de Souza (PT), em depoimento à PF, em junho passado, após a operação Cifra Oculta ter sido deflagrada para investigar de Haddad havia se beneficiado dos recursos repassados pela UTC.

Segundo a Folha desta quarta (19), Chicão, como é conhecido o dono da gráfica LWC, reconheceu que recebeu caixa 2 da UTC como pagamento por serviços prestados a candidatos do PT em 2012. Contudo, os recursos não estão ligados a Haddad. O ex-prefeito, aliás, sempre negou que tenha recebido qualquer recurso da UTC, já que a empreiteira teve interesses contrariados em seu governo.

Segundo o dono da gráfica, a UTC teria feito os pagamentos a ele após orientação de Edinho Silva. Na delação, Ricardo Pessoa disse que fez repasses não a pedido de Edinho, mas de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT.

Após a eleição, o partido devia à LWC cerca de R$ 3 milhões. A UTC aceitou quitar, em dinheiro vivo, cerca de R$ 2,6 milhões. O doleiro Alberto Youssef teria ajudado a operacionalizar as transferências.

À PF, o ex-deputado petista ainda disse que sua gráfica prestou serviços para a campanha de Haddad, na ordem dos R$ 350 mil. Porém, o pagamento - não vinculado à UTC - teria sido feito de acordo com as regras eleitorais. Há registro disso na Justiça Eleitoral.

Em nota, Haddad reafirmou que "nunca fez nenhum sentido, e não era crível, que uma empreiteira assumidamente corrupta que teve todos os seus interesses (notadamente os da construção do túnel da avenida Roberto Marinho) contrariados, tivesse agido da forma alardeada em sua delação".

"Embora tardiamente depois de evidentes prejuízos à imagem do ex-prefeito, o depoimento do empresário Francisco de Souza resgata a verdade", acrescentou o ex-prefeito, em resposta à Folha.

Edinho Silva, hoje prefeito de Araraquara (SP), afirmou "desconhecer dívidas do PT de São Paulo relacionadas à campanha de 2012" bem como as contratações citadas por Souza.


Jornal GGN

OKAMOTTO É ABSOLVIDO, MAS RECORRE DE DECISÃO DE MORO

MÔNICA IOZZI: WILLIAM WAACK É SINÔNIMO DE JORNALISMO PARCIAL

A atriz e apresentadora Mônica Iozzi usaou um perfil privado nas redes sociais para criticar o jornalista William Waack, âncora do Jornal da Globo; na mensagem, ela diz: “Tenho a impressão que se procurarmos parcialidade no dicionário encontraremos Willian Waack. Jornalismo de guerra”; outra publicação de Iozzi diz que, ao assistir o telejornal, “se sentia em uma aula de Moral e Cívica em 1968”

19 DE JULHO DE 2017 



Monica Iozzi mantém uma conta nas redes sociais onde só amigos mais próximos conseguem ver suas publicações.

Ela se afastou no último mês de maio após se envolver em diversas polêmicas. Uma delas rendeu uma condenação. A atriz criticou o Ministro Gilmar Mendes e precisou pagar uma indenização de R$ 30 mil para ele. Agora, segundo informações de Leo Dias no “Fofocalizando”, Monica Iozzi atacou William Waack, âncora do “Jornal da Globo”.

Na mensagem, ela diz: “Tenho a impressão que se procurarmos parcialidade no dicionário encontraremos Willian Waack. Jornalismo de guerra”. Outra publicação de Iozzi diz que, ao assistir o telejornal, “se sentia em uma aula de Moral e Cívica em 1968”.


Brasil 247

VALÉRIO É TRANSFERIDO E IRÁ DELATAR TUCANOS