
A pouco menos de um mês das eleições, a temperatura da campanha presidencial no Peru aumenta. Um novo dado pôs mais lenha nessa fogueira: uma pesquisa encomendada pelo Morgan Stanley - isso mesmo, o banco de investimentos norte-americano – aponta empate entre Ollanta Humala e Keiko Fujimori.
A candidata apoiada pela direita, filha do ex-presidente Alberto Fujimori (condenado a 25 anos de prisão por corrupção), amarga a herança política paterna e tenta neutralizá-la se aproximando do eleitorado progressista. Inclusive, afirmou ao "El Comercio" que gostaria de se encontrar com o ex-presidente Lula, em Lima.
A briga, no entanto, está longe de ser definida. As fileiras pró-Humala, candidato das forças progressistas, permanecem ativas. Um trunfo é o apoio explícito do Nobel de Literatura, Mário Vargas Llosa, à sua candidatura. Nesta semana, em sua coluna no El País (leia "La hora de la verdad"), o escritor fez duras críticas ao comportamento da direita pró-Keiko Fujimori, em especial, ao cardeal de Lima, Juan Luia Cipriani.
Compromissos de Humala
Llosa rememora os crimes contra os direitos humanos da ditadura de Alberto Fujimori, e o silêncio do cardeal na ocasião. Denuncia o favorecimento da candidatura Keiko Fujimori pela mídia, principalmente nos programas de TV, e conta casos de jornalistas demitidos. O escritor também acusa o atual governo de Alan García de, apoiado pelo empresariado do setor de mineração, operar ações de inteligência contra a campanha de Humala.
O prêmio Nobel ressalta o compromisso do candidato progressista contra a reeleição, o cumprimento dos acordos firmados, a garantia de que não haverá estatizações no país e a luta contra a corrupção. Não deixe de ler "La hora de la verdad " no El País.
Blog do Zé Dirceu
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