quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Após ataque do PSDB, Cunha diz que pedaladas não significam impeachment

QUI, 22/10/2015 - 15:00
ATUALIZADO EM 22/10/2015 - 15:07


Jornal GGN - Menos de 24 horas após ser alvo de um relatório paralelo da CPI da Petrobras, no qual PSDB assinou o pedido de indiciamento de Eduardo Cunha (PMDB), Lula e Dilma Rousseff (PT) por denúncias de corrupção na Petrobras, o presidente da Câmara reagiu jogando um balde de água fria na tese de que a presidente da República pode sofrer impeachment em função das pedaladas fiscais condenadas pelo Tribunal de Contas da União no exercício fiscal de 2014. O PSDB protocolou, na quarta (21), o pedido de afastamento de Dilma alegando que as pedaladas continuaram em 2015.

"O fato de existir a pedalada necessariamente não quer dizer que tenha havido o ato da presidente da República com relação ao descumprimento da lei. São duas coisas distintas. A pedalada pode ser uma circunstância de equipe", afirmou Cunha em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (22). "O fato por si só de que há pedalada não significa que isso seja razão do pedido de impeachment. Tem que configurar que há atuação da presidente no processo que descumpriu a lei", reforçou o peemedebista. As informações são do Estadão.

Cunha disse que os responsáveis diretos pelas pedaladas devem responder se houve crime fiscal. "Se os bancos públicos não pagaram, aquilo é um ato de responsabilidade do banco", citou, ressaltando que não analisou, porém, o pedido de impeachment assinado pelos juristas contratados pelo PSDB, Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr.

O peemedebista também afirmou que não deu prazo nenhum para anunciar sua decisão sobre o deferimento ou não do pedido de afastamento de Dilma. Há algumas semanas, alguns veículos publicam que Cunha deixará para analisar o requerimento por volta do dia 15 de novembro. "O que me comprometi foi ser célere e isento. Agora a celeridade depende da capacidade de formar juízo de convicção. O tempo é um tempo indefinido", rebateu.


Jornal GGN

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