quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A reforma política continua na agenda. Mais viva do que nunca

Estão redondamente enganados o Estadão com essa sua manchete de alto de página, hoje, "Sem apoio, reforma política é enterrada" e todos os demais que julgam e torcem para que a reforma política esteja ou seja sepultada.

Não está enterrada coisa nenhuma. O que aconteceu é que o próprio relator da Comissão Especial instituída na Câmara para elaborá-la, deputado Henrique Fontana (PT-RS), pediu um adiamento para a votação de seu relatório, programada para ontem.

E o próprio Fontana anuncia que pretende votar seu documento na Comissão até o final deste mês. "Se votássemos hoje, pelos meus cálculos, poderíamos arquivar a proposta. Como eu sinto que a maioria da Casa e da sociedade quer votar, peço a prudência de não colocar em votação hoje", justificou o deputado ao pedir o adiamento.

Vamos intensificar a luta

Vamos continuar, juntos com o presidente Lula e o PT, e mais dispostos do que nunca, na luta pela reforma política. O adiamento proposto por Fontana, aliás, é parte dessa batalha. Numa tentativa de ainda esse ano aprovar seu relatório, ele pediu o adiamento ontem para buscar uma maioria na Comissão e aprovar um texto que possa ser levado ao plenário, garantindo mudanças que coloquem um fim no atual modelo eleitoral do país.

Não podemos - nem o país quer - desistir dessa luta. Até por entender que esse modelo é responsável em grande parte pela corrupção via financiamento quase exclusivamente privado de campanhas eleitorais pelas empresas. É um modelo responsável pelas campanhas cada vez mais caras por causa do sistema de voto uninominal e da ausência do financiamento público.

Na verdade, com essa manchete o jornalão paulista reafirma sua torcida pelo enterro da reforma política, para poder continuar, como a maior parte da mídia, a explorar e a viver do denuncismo moralista, sempre procurando desmoralizar o poder legislativo e os partidos.

Com essa manchete O Estado de S.Paulo apenas exterioriza, mais uma vez, sua posição contrária à reforma, parte do seu esforço para manter uma suposta influência política que, no passado, derrubava governos e fazia ditaduras.

Blog do Zé Dirceu

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