quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ventos que sopram na América Latina são progressistas

Na América do Sul o ano termina com a consolidação da vitória de Cristina Kirchner e com o sucesso do recém empossado governo nacionalista no Peru de Ollanta Humala contrastando com o fracasso do governo conservador de Sebastián Piñera, presidente chileno, enfraquecido e acuado por gigantescas manifestações populares.

Segundo os últimos levantamentos na Argentina, Cristina deve vencer as próximas eleições já no primeiro turno, e ainda tem condições de ajudar a eleger governadores aliados na grande maioria das províncias. Já, no Peru, Humala, com apenas três meses à frente da presidência, é elogiado por várias lideranças locais, entre as quais o ex-presidente Alan García, que afirmou, ontem mesmo, que o atual presidente peruano está fazendo muito melhor do que poderiam imaginar aqueles que votaram nele.

Em contraste, em Lima, os movimentos anti-Piñera são liderados pela juventude que se rebela frente a um falido sistema educacional privatizado durante a ditadura fascista de Augusto Pinochet. Acuado, Piñera viu-se obrigado, mês passado, a anunciar um aumento de 7,2% no orçamento para 2012, ou US$ 11,6 bilhões, para a educação. Nem por isso seus índices de rejeição têm lhe dado trégua.

Santos e Chávez

Mais ao norte, na Colômbia, o conservador Juan Manuel Santos abandonou em toda linha a política de confrontação com países vizinhos e submissão aos Estados Unidos de seu antecessor Álvaro Uribe e colhe os frutos tanto internamente quanto com Equador e Venezuela. Neste último país, tudo indica que o presidente Hugo Chávez, mais uma, vez se elegerá com grande apoio popular.

O mesmo deve acontecer, na América Central, na Nicarágua, onde Daniel Ortega deve se reeleger. É provável, também, que, em Santo Domingo, o Partido de la Liberación Dominicana (PLD), de Leonel Fernandez, presidente do país, deve eleger seu sucessor, o economista e engenheiro Danilo Medina Sánchez, ex-secretário da presidência e ex-presidente da Câmara local.

No balanço geral, à exceção da Guatemala, onde o general reformado Otto Pérez Molina, de direita, lidera as pesquisas no segundo turno, os ventos que sopram em nossa região continuam sendo progressistas e de esquerda.

Blog do Zé Dirceu

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