terça-feira, 13 de outubro de 2015

Após liminar do STF, oposição joga impeachment nas mãos de Cunha

TER, 13/10/2015 - 14:45
ATUALIZADO EM 13/10/2015 - 14:45




Jornal GGN - Lideranças de partidos de oposição ao governo Dilma Rousseff (PT) tentaram amenizar a derrota sofrida a partir de decisão limitar do Supremo Tribunal Federal divulgada nesta terça-feira (13), suspendendo os efeitos de uma questão de ordem assinada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMBD), estabelecendo os prazos e ritos para que um eventual pedido de impeachment da presidente da República fosse processado pela Casa.

A ala de situação comemorou a decisão do Supremo e avaliou que ela adiará as movimentações de Eduardo Cunha e da oposição pelo impeachment, dando fôlego ao Palácio do Planalto, que poderá usar o tempo que ganhou para ampliar o apoio que tem no Congresso.

Para essa semana, Cunha havia prometido tomar uma decisão quanto ao pedido de impeachment dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reali Junior, usados pela oposição para requerer que Dilma responda por crime de responsabilidade fiscal. A ideia era Cunha rejeitar o documento e, em seguida, os deputados contrários ao governo entrariam com um recurso no plenário, onde precisariam de maioria simples para iniciar o processo de deposição.

No Facebook, o senador Ronaldo Caiado (DEM) disse que "não existe essa de 'estratégia da oposição' combinada com Eduardo Cunha. "Se o ministro do STF determina que seja levada em consideração uma lei de 1950 [e não apenas o regimento interno da Câmara para se processar um presidente], que seja respeitada essa decisão e feito assim. Agora está nas mãos da Presidência da Casa. O Brasil quer e deseja o impeachment! Só assim vamos limpar essa bandalheira e colocar nosso País na rota do desenvolvimento", disparou.

O líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio, também interpretou que caberá a Cunha decidir sobre o impeachment, com ou sem ajuda da oposição. “Não há nada que impeça o presidente da Câmara de aceitar ou de recusar pedidos de impeachment. (...) Essa decisão do STF não vai impedir que o pedido de impeachment prossiga! Seja pelo recebimento do pedido pelo presidente da Câmara, seja pela votação em plenário, vamos seguir em frente com nosso propósito", reiterou.

O deputado Bruno Araújo (PSDB) seguiu a linha de Sampaio e tratou de compartilhar, em sua página oficial no Facebook, uma mensagem na qual delega a Eduardo Cunha a responsabilidade por iniciar o processo de impeachment.

Nos bastidores, ventila-se que o PSDB deve entrar ainda hoje no Supremo com um pedido para que o plenário da Corte decida o quanto antes o roteiro do impeachment, uma vez que rejeitou os prazos e recursos estipulados pelo regimento interno da Câmara.




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