QUI, 22/10/2015 - 19:05
Jornal GGN - Publicado no Diário Oficial, um despacho de 6 de maio de 2014 do ministro Joaquim Barbosa manda autuar e distribuir uma investigação da Polícia Federal sobre crimes financeiros. A PF identificou transações cambiais com indícios de irregularidades, que teriam sido cometidas por várias pessoas, incluindo o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-senador Jorge Bornhausen, entre outros.
A petição tramitou com "segredo de justiça" e foi distribuída para o ministro Celso de Mello, que se declarou suspeito, dando continuidade à distribuição da petição, que foi para o ministro GIlmar Mendes, que arquivou os documentos e os devolveu para a Procuradoria-Geral da República.
Atualizado às 10h28. Ao contrário do afirmado anteriormente e na matéria do Jornal do Brasil, o senador Álvaro Dias, do PSDB, não aparece na petição, e sim Álvaro Costa Dias, ex-deputado do PDT no Rio Grande do Norte.
Do Jornal do Brasil
O site "Migalhas" trouxe à tona nesta quarta-feira (21) um despacho do dia 6 de maio de 2014 do ministro Joaquim Barbosa, publicado no Diário Oficial, em que manda autuar e distribuir uma investigação da Polícia Federal na Divisão de Repressão a Crimes Financeiros.
Segundo a PF, foram identificadas transações cambiais com indícios de irregularidades supostamente realizadas por várias pessoas, nas quais se incluem o atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Além dele, aparecem na lista o senador Álvaro Dias (PSDB), o ex-senador Jorge Bornhausen, entre outros.
A Petição 5.169, que tramitou com "segredo de justiça", foi distribuída ao ministro Celso de Mello. Declarando-se suspeito, Mello deu continuidade à distribuição da petição, que caiu nas mãos do ministro Gilmar Mendes, que mandou arquivar os documentos e os devolveu à Procuradoria-Geral.
O "Migalhas" acrescenta que, como se trata de investigação aberta em 2006, a qual envolvia personagens com foro privilegiado, o caso aportou na PGR (as decisões dos ministros Joaquim Barbosa e Gilmar citam a cota do parquet, sem dizer quem a subscreveu). Na época (de 2005 a 2009), o chefe do MPF era Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, que hoje é justamente o advogado que representa os interesses do presidente da Câmara.
Jornal GGN
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