Ministro do STF Gilmar Mendes será o relator do processo que pede a abertura de inquérito para investigar o envolvimento do senador e presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), em casos de desvios e corrupção em Furnas; já o ministro Dias Toffoli foi sorteado para ser o relator do processo contra o presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ); pedidos de investigação feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, dizem respeito à suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro derivados de desvios e fraudes na Petrobras
11 DE MAIO DE 2016 ÀS 13:28
247 - O ministro do Supremo Tribunal federal (STF) Gilmar Mendes será o relator do processo que pede a abertura de inquérito para investigar o envolvimento do senador e presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), em casos de desvios e corrupção em Furnas. Já o ministro Dias Toffoli, foi sorteado para ser o relator do processo contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os pedidos de investigação foram feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
A escolha dos relatores foi feita após o ministro Teori Zavascki entender que os casos de Cunha e Aécio não estão relacionados ao esquema de corrupção na Petrobras. Ele encaminhou o pedido de um novo sorteio para as relatorias ao presidente da Corte, Ricardo Lewandowscki.
"Pode-se afirmar que a investigação cuja instauração ora se requer tem como objetivo preponderante obter provas relacionadas a uma das células que integra uma grande organização criminosa - especificamente no que toca a possíveis ilícitos praticados no âmbito da empresa FURNAS. Essa célula tem como um dos seus líderes o Presidente da Câmara dos Deputado Eduardo CUnha, do PMDB do Rio de Janeiro", justificou Janot ao pedir a abertura de um novo inquérito contra Cunha por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.
Já ao pedir a abertura de processo contra o senador Aécio neves, Janot pediu o desarquivamento da citação feita pelo doleiro Alberto Yousseff que afirmou em sua delação premiada à Justiça que Aécio dividia uma diretoria em Furnas com o PP. Ele acusou o senador de receber valores mensais, por intermédio da irmã, através de uma das empresas que prestavam serviços à Furnas.A PGR pede a investigação sob as suspeitas de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro.
Brasil 24/7
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