Após operar em baixa durante todo o dia, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) inverteu a tendência e fechou em alta nesta quarta-feira (10), ignorando fortes quedas nas Bolsas em Nova York. O Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) teve ganho de 0,48%, aos 51.395,29 pontos.
O giro do pregão foi de R$ 8,2 bilhões. A máxima do dia foi uma alta de 1,98% e a mínima foi uma queda de 2,35%.
No ano, o Ibovespa acumula prejuízo de 25,84%.
Este é o terceiro dia de operação dos mercados após a agência de risco Standard & Poor's rebaixar a nota dos Estados Unidos.
O mercado mostrou um descolamento das bolsas norte-americanas, após ter caído com mais intensidade nos pregões anteriores. Em Nova York, os índices Dow Jones e Standard & Poor's 500 recuaram mais de 4%, anulando a alta de terça-feira, após rumores posteriormente negados sobre a saúde financeira de bancos franceses.
Maior volume do pregão foi de ações preferenciais da Petrobras
As ações preferenciais de Petrobras tiveram o maior volume do pregão, com alta de 3,03%, a R$ 19,73. O papel equivalente da mineradora Vale subiu 0,26%, a R$ 38,50.
As ações da BM&FBovespa avançaram 4,17 %, a R$ 8,75, após anunciar lucro líquido atribuído a acionistas de R$ 294,2 milhões, acima do esperado.
Dólar fecha em alta de 2,35%, cotado a R$ 1,628
O dólar comercial fechou em alta nesta quarta-feira (10). A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 1,628 para venda, com alta de 2,35%. A moeda acumula alta de 4,93% no mês de agosto.
É a maior alta percentual diária desde 06 de maio de 2010, quando subiu 2,95%.
A moeda norte-americana não atingia um valor tão alto no fechamento desde 25 de maio deste ano, quando fechou cotada a R$ 1,629.
Em reunião sobre crise global, Dilma pede coesão à base aliada no Congresso
A presidente Dilma Rousseff se reuniu hoje com as lideranças do governo no Congresso para analisar o cenário econômico internacional.
No encontro, segundo parlamentares, o Palácio do Planalto fez duas observações: o Brasil não está imune a um possível recrudescimento da crise que atinge países europeus e os Estados Unidos e o governo federal precisam da união de sua base política neste momento caso tenham que enviar medidas ao Legislativo para reduzir esses impactos.
Bolsas despencam na Europa, reagem na Ásia
O principal índice das ações europeias terminou em acentuada queda nesta quarta-feira, puxado por um forte movimento de vendas no setor bancário. Os papel do francês Société Générale, por exemplo, chegou a desabar 21% na mínima do dia, em meio a rumores sobre o banco.
O FTSEurofirst 300, que mede o desempenho dos mais importantes papéis do continente, caiu 3,96%, aos 910 pontos. Já o índice francês CAC 40 desabou 5,45%.
Já as bolsas de valores asiáticas se recuperaram, após as fortes perdas recentes, seguindo a valorização em Wall Street depois que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) prometeu manter o juro básico norte-americano perto de zero por ao menos dois anos.
Os investidores continuaram cautelosos, porém, com os motivos para a decisão do Fed -- que espera que a economia dos Estados Unidos continue fraca por mais tempo --, e isso deu apoio para ativos considerados mais seguros, como o ouro e o franco suíço.
Uol Notícias
Nenhum comentário:
Postar um comentário