
Nos últimos 86 dias, desde que foi deflagrada a greve, ocorreram muitas manifestações públicas dos professores, especialmente em Belo Horizonte, com fechamento de ruas, avenidas e até da rodovia que dá acesso à Cidade Administrativa-Palácio Tancredo Neves, nova sede do governo de Minas Gerais.
Na semana passada, em Contagem, na Grande BH, professores se acorrentaram ao portão de uma escola. Nada comove ou demove o governo Anastasia em sua decisão irredutível de não pagar o piso salarial nacional do professores.
Imprensa chapa branca
Seria surpreendente se a principal mobilização social no Estado (e que já dura 86 dias), não merecesse nenhum destaque na mídia mineira. Seria, não tivesse ela uma tradição de governismo. Ele não é de hoje. isso se verifica com o governador Antônio Anastasia (PSDB), mas também se deu com seu antecessor, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e com outros gestores tucanos que, há pelo quatro mandatos, governam o Estado.
O governo de Minas não informa quanto dos 2,3 milhões de alunos da rede pública estão prejudicados, mas é evidente que dispõe desse número e que um movimento dessa proporção prejudica centenas de milhares.
O sindicato dos professores, por exemplo, diz que a adesão é de 50% das escolas. O governo diz ser 2% de adesão total e 19%, parcial. Resultado: nessa disparidade de percentuais reside muita manipulação com inevitáveis prejuízos para a categoria dos professores e para os alunos.
A gestão tucana trata a greve como questão de polícia - também não surpreende porque é mais uma mera prova da "sensibilidade" social de governos do PSDB. Vejam, também, a nota abaixo Governo tucano nas Geraes não cumpre a lei do piso.
Blog do Zé Dirceu
Nenhum comentário:
Postar um comentário