quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Defende-se a apuração das denúncias; combate-se a ilegalidade - Por José Dirceu

Não estou sozinho nessa triste constatação de que ocorreram arbitrariedades e abuso de autoridade na forma como se deram as prisões de funcionários e executivos do Ministério do Turismo ontem. Governo, partidos e líderes da base externam a mesma posição.

Antes que venham com outras interpretações, principalmente dizer que defendo os presos ou a prática de irregularidades, deixo claro que não é nada disso. Tanto os integrantes do governo quanto eu, defendemos insistentemente, e sempre, que toda e qualquer denúncia de corrupção seja devidamente apurada.

O que todos queremos, e o que defendemos, é que isso se faça mediante o devido processo legal, que acusados não sejam submetidos a constrangimentos ilegais antes da devida culpa formada, antes de passar por investigações. E que a detenção de todo e qualquer acusado se faça dentro da lei e dos princípios elementares do direito.


Espetacularização das prisões estarreceu a todos

Alinho, abaixo, opiniões de alguns dos líderes que também saíram a campo para denunciar o absurdo e a flagrante ilegalidade na forma como se deram as prisões:

"A denúncia tem de ser feita, apurada. Não queremos acobertar nada, mas também não queremos abuso de poder. No meu entender, houve abuso de poder do Judiciário e do Ministério Público. Conheço o Colbert (Colbert Martins, secretário de Desenvolvimento do Turismo) há 37 anos, é pessoa séria. Está há dois meses no ministério. Conheço o Moysés (Mário Moysés, ex-secretário executivo do Turismo). Deviam ter chamado para depor, não começar com prisão". Deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo.
"Neste episódio, o PMDB não responsabiliza o governo, que também foi surpreendido. Foi um juiz de Macapá que determinou a prisão. Está caracterizado abuso de poder do Judiciário. Não há conhecimento de dolo, de nada. Colbert foi preso porque liberou uma parcela (do convênio), embasado em pareceres técnicos. Preso sem qualquer processo aberto. Ele foi preso sem nem sequer ter sido ouvido. Não é o correto no Estado de Direito". Deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), líder do PMDB.

"O que se discute é o por que de 35 prisões. Isso parece demasiado". Senador Renan Calheiros (PMDB-AL), líder da bancada do PMDB.

"Operação da PF é igual a decisão da Justiça: devemos aguardar e cumprir. Mas, qualquer abuso que possa ter sido cometido não terá a nossa complacência". Ideli Salvatti, ministra de Relações Institucionais.

"É um absurdo. (Mário Moysés) é uma pessoa corretíssima, não estou entendendo nada". Senadora Marta Suplicy (PT-SP), 1ª vice-presidente do Senado.

Blog do Zé Dirceu


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