Em
sua campanha para alijar o rival senador Aécio Neves (PSDB-MG) da
disputa interna pela candidatura tucana ao Planalto, o ex-governador
José Serra fez novo discurso crítico à condução da economia. Viraram
rotina suas críticas diárias. Desde que voltou a disputar a candidatura
presidencial tucana no final de setembro pp., ele entra semana e sai
semana falando todo dia.
Aliás, novo discurso é modo de dizer, porque é o Serra de sempre. Nem
vale muito a pena responder, porque ele faz o mesmo discurso diário da
mídia. Neste último – ontem – ele previu que, pela situação atual, “não
será tarefa fácil” exercer a presidência no próximo mandato. Serra
participou de uma teleconferência promovida pela GO Associados sob o
tema “Tendências da conjuntura e desafios para a política econômica”.
“Não é impossível fazer”, disse Serra, sobre a forma de equacionar desarranjos na economia. Ele afirmou ainda que hoje a maior
instituição financeira do País é o Tesouro. “O próximo presidente vai ficar é com um mico na mão, porque duvido que não haja uma boa parte desses créditos sem saúde”, criticou.
História de desconfiança mútuas…
Disse, ainda, constatar uma “relação de desconfiança mútua” entre
setor privado e o público e ressaltou que o próximo ciclo de crescimento
será baseado em investimento em infraestrutura e energia. “Já deveria
ter sido o ciclo, a partir do esgotamento do modelo lulista, que é o
modelo de consumo acelerado, baixo investimento e desindustrialização.
Poderia ter sido revertido com mais eficácia se o governo tivesse tido
capacidade para investir, mas não conseguiu”, acusou.
Quem vencer a eleição em 2014, segundo Serra, vai encontrar um
cenário de “déficit em conta corrente elevado, o famoso desequilíbrio
externo”, além do chamado Custo Brasil. E observou que 2013 foi
anunciado como um ano de forte retomada dos investimentos públicos, mas
“isso não andou”. Ele criticou a expansão dos gastos com
seguro-desemprego em um cenário de mercado de trabalho aquecido, o que,
segundo ele, é provocado por políticas salariais.
Peguem tudo o que o Serra falou e, para ver o fundamento, basta
apenas comparar com os anos FHC (1995-2002). Neles, o país quebrou três
vezes, não tinha reservas, a inflação era de mais de 12%, os juros o
dobro – chegaram a 27,5% ao ano. Não tínhamos, então, superávit e a
dívida publica dobrou. A carga tributaria aumentou 7% na era tucana
apesar da venda do patrimônio público (privatizações ou privatarias) a
preço de banana.
Comparem tudo o que ele diz com a era FHC
O que ele e os tucanos pregam – corte de gastos, aumento de juros e
superávit – significa recessão e desemprego, desindustrialização e queda
da renda nacional. Principalmente do salário – vejam, é uma das
críticas do Serra -, do trabalho e da renda nacional. Pregam as velhas
fórmula do FMI.
Já sobre administração eficiente, choque de gestão, parcerias
públicos privadas (PPPs) e concessões, basta olhar São Paulo e Minas.
Onde estão as PPPs e a gestão eficiente deles? Na segurança pública em
São Paulo? Na saúde em Minas? Onde esta o rigor fiscal deles? Minas é o
Estado que menos cresce e o mais endividado do país.
As concessões de São Paulo nós conhecemos muito bem. Trouxeram as
tarifas (de pedágio, então, nem se fala…) mais caras do país, a TIR
(Taxa Interna de Retorno) mais elevada do mundo. São um paraíso para as
concessionárias.
Blog do Zé Dirceu

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