quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Comparem tudo o que Serra diz com a era FHC


Em sua campanha para alijar o rival senador Aécio Neves (PSDB-MG) da disputa interna pela candidatura tucana ao Planalto, o ex-governador José Serra fez novo discurso crítico à condução da economia. Viraram rotina suas críticas diárias. Desde que voltou a disputar a candidatura presidencial tucana no final de setembro pp., ele entra semana e sai semana falando todo dia.

Aliás, novo discurso é modo de dizer, porque é o Serra de sempre. Nem vale muito a pena responder, porque ele faz o mesmo discurso diário da mídia. Neste último – ontem – ele previu que, pela situação atual, “não será tarefa fácil” exercer a presidência no próximo mandato. Serra participou de uma teleconferência promovida pela GO Associados sob o tema “Tendências da conjuntura e desafios para a política econômica”.

“Não é impossível fazer”, disse Serra, sobre a forma de equacionar desarranjos na economia. Ele afirmou ainda que hoje a maior

instituição financeira do País é o Tesouro. “O próximo presidente vai ficar é com um mico na mão, porque duvido que não haja uma boa parte desses créditos sem saúde”, criticou.

História de desconfiança mútuas…

Disse, ainda, constatar uma “relação de desconfiança mútua” entre setor privado e o público e ressaltou que o próximo ciclo de crescimento será baseado em investimento em infraestrutura e energia. “Já deveria ter sido o ciclo, a partir do esgotamento do modelo lulista, que é o modelo de consumo acelerado, baixo investimento e desindustrialização. Poderia ter sido revertido com mais eficácia se o governo tivesse tido capacidade para investir, mas não conseguiu”, acusou.

Quem vencer a eleição em 2014, segundo Serra, vai encontrar um cenário de “déficit em conta corrente elevado, o famoso desequilíbrio externo”, além do chamado Custo Brasil. E observou que 2013 foi anunciado como um ano de forte retomada dos investimentos públicos, mas “isso não andou”. Ele criticou a expansão dos gastos com seguro-desemprego em um cenário de mercado de trabalho aquecido, o que, segundo ele, é provocado por políticas salariais.

Peguem tudo o que o Serra falou e, para ver o fundamento, basta apenas comparar com os anos FHC (1995-2002). Neles, o país quebrou três vezes, não tinha reservas, a inflação era de mais de 12%, os juros o dobro – chegaram a 27,5% ao ano. Não tínhamos, então, superávit e a dívida publica dobrou. A carga tributaria aumentou 7% na era tucana apesar da venda do patrimônio público (privatizações ou privatarias) a preço de banana.

Comparem tudo o que ele diz com a era FHC

O que ele e os tucanos pregam – corte de gastos, aumento de juros e superávit – significa recessão e desemprego, desindustrialização e queda da renda nacional. Principalmente do salário – vejam, é uma das críticas do Serra -, do trabalho e da renda nacional. Pregam as velhas fórmula do FMI.

Já sobre administração eficiente, choque de gestão, parcerias públicos privadas (PPPs) e concessões, basta olhar São Paulo e Minas. Onde estão as PPPs e a gestão eficiente deles? Na segurança pública em São Paulo? Na saúde em Minas? Onde esta o rigor fiscal deles? Minas é o Estado que menos cresce e o mais endividado do país.

As concessões de São Paulo nós conhecemos muito bem. Trouxeram as tarifas (de pedágio, então, nem se fala…) mais caras do país, a TIR (Taxa Interna de Retorno) mais elevada do mundo. São um paraíso para as concessionárias.



Blog do Zé Dirceu

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