Yara Aquino e Carolina Gonçalves
Repórteres da Agência Brasil
Repórteres da Agência Brasil
Brasília – O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje
(8) que o reajuste do preço da gasolina é uma possibilidade este ano,
porém a decisão ainda está em estudo pelo governo. Ele argumentou, no
entanto, que apesar da preocupação com a inflação, pode ser preciso
aumentar o preço do combustível.
“O reajuste é necessário. Há nove anos que não se faz um reajuste
diretamente na bomba de combustíveis, mas a nossa preocupação com a
inflação é também permanente. Então, temos que pesar de um lado a
necessidade de fazer [o reajuste] e do outro a preocupação com o
processo inflacionário”, disse antes de participar da cerimônia de
lançamento do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres
Naturais.
Lobão declarou que o governo quer postergar o reajuste na gasolina
mas, segundo ele, “a necessidade é tão grande que o governo pode vir a
ceder diante da necessidade”. O ministro explicou que esse seria o
instrumento para reverter o prejuízo de R$ 1,3 bilhão da Petrobras no
segundo trimestre deste ano, anunciado no último dia 3. “Não
vislumbramos nenhum instrumento que socorra a Petrobras senão o
aumento.”
Questionado sobre possível percentual de aumento no preço do
combustível, o ministro não quis fazer estimativas. “Esta avaliação vem
sendo feita pelos ministérios da Fazenda e de Minas e Energia para se
chegar primeiro num número e, segundo, na decisão, que não está tomada”,
explicou.
Agência Brasil
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