No momento, Cavendish faz chantagem e ameaça levar outras empreiteiras para o olho do furacão em que se meteu. "Vou levar todo mundo para o inferno", disse. Se for verdade, vai faltar vaga
A operação da Polícia Federal “Saqueador”, que teve como alvo
principal a Construtora Delta e seu proprietário Fernando Cavendish, se
for levada a sério provocará abalos nas estruturas de vários governos
estaduais e do próprio governo federal. Na época da CPI do Cachoeira,
entreguei 68 kg de documentos que mostraram que, entre 2007 e 2012, a
Delta sacou na boca do caixa R$ 300 milhões, e mostram detalhadamente
como tudo era operado e coordenado por Adir Assad. Mostraram, inclusive,
as empresas que ele utilizou como “laranja” e quem foram os
beneficiários das “maracutaias” comandadas por Cavendish.
Provavelmente, foi com base nesses documentos que entreguei à CPI,
que a Polícia Federal está a um passo de desvendar um esquema que
irrigou campanhas eleitorais e fortunas pessoais de muitos deputados e
governadores.
Se eu estivesse no lugar do ministro da Justiça, José Eduardo
Cardozo, pediria imediatamente proteção para a vida de Adir Assad. Se
ele abrir a boca e contar o que sabe sobre as sete empresas que ele
utilizou a mando de Fernando Cavendish para irrigar campanhas
eleitorais, boa parte da República será abalada.
No momento, Cavendish faz chantagem e ameaça levar outras
empreiteiras para o olho do furacão em que se meteu. Ontem, enquanto
seus bens estavam sendo confiscados, entre eles carros de luxo e muito
dinheiro em espécie guardado nos cofres de sua casa e de sua empresa,
ele teve a calma de ligar para um outro empreiteiro e dizer: “vou levar
todo mundo para o inferno, não vou sozinho”. Se for verdade, vai faltar
vaga. Será?
Brasil 247
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