sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Agências de risco tentam dirigir a economia dos países - José Dirceu





Sobre essa decisão da agência de risco Moody´s de baixar a nota da economia brasileira e da Petrobras, eu esperava que fosse em relação aos Estados Unidos, e não ao Brasil…


Na verdade, essas notas e declarações das agências de risco são uma tentativa de dirigir a economia do país, uma pressão para que abandonemos certas políticas e práticas.

As agências substituem o FMI na aplicação de políticas e práticas, que se resumem ao tripé de juros, câmbio e superávit. Sua aplicação acrítica e atemporal já revelou ser um desastre para os países emergentes em médio prazo.

Terminam sempre em ataques especulativos à moeda do país e fuga desenfreada de capitais, depois de uma continua valorização que destrói a indústria do país – se ela ainda tiver…
A herança maldita do tripé

Bem fez o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que não deu a mínima para essa decisão da Moody’s e anunciou que vamos crescer e controlar a inflação.
“A agência afirmou que temos grau de investimento”, disse Tombini. A Moody´s reduziu a perspectiva da nota da dívida soberana do Brasil de positiva para estável, o que mantém o grau de investimento no país. O mesmo aconteceu com a Petrobras.

O presidente do BC falou das perspectivas da economia: “Podemos ter um 3º trimestre de acomodação, isto é esperado pelos participantes do mercado, mas será mais favorável do que as pessoas estavam esperando”, afirmou Tombini.

Ele ainda disse que a inflação está recuando em direção ao centro da meta. “A inflação está sob controle. Estamos trazendo ela para perto da meta.”
Está aí, o presidente do BC sendo taxativo sobre o crescimento e a inflação. Sem entrar na discussão de nossa política econômica, monetária e fiscal, melhor dizendo, já que a política econômica de um país não se resume ao maldito tripé – isso, sim, uma herança maldita.



Blog do Zé Dirceu

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