Sobre essa decisão da agência de risco Moody´s de baixar a nota da
economia brasileira e da Petrobras, eu esperava que fosse em relação aos
Estados Unidos, e não ao Brasil…
Na verdade, essas notas e declarações das agências de risco são uma
tentativa de dirigir a economia do país, uma pressão para que
abandonemos certas políticas e práticas.
As agências substituem o FMI na aplicação de políticas e práticas,
que se resumem ao tripé de juros, câmbio e superávit. Sua aplicação
acrítica e atemporal já revelou ser um desastre para os países
emergentes em médio prazo.
Terminam sempre em ataques especulativos à moeda do país e fuga
desenfreada de capitais, depois de uma continua valorização que destrói a
indústria do país – se ela ainda tiver…
A herança maldita do tripé
Bem fez o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que não deu
a mínima para essa decisão da Moody’s e anunciou que vamos crescer e
controlar a inflação.
“A agência afirmou que temos grau de investimento”, disse Tombini. A
Moody´s reduziu a perspectiva da nota da dívida soberana do Brasil de
positiva para estável, o que mantém o grau de investimento no país. O
mesmo aconteceu com a Petrobras.
O presidente do BC falou das perspectivas da economia: “Podemos ter
um 3º trimestre de acomodação, isto é esperado pelos participantes do
mercado, mas será mais favorável do que as pessoas estavam esperando”,
afirmou Tombini.
Ele ainda disse que a inflação está recuando em direção ao centro da
meta. “A inflação está sob controle. Estamos trazendo ela para perto da
meta.”
Está aí, o presidente do BC sendo taxativo sobre o crescimento e a
inflação. Sem entrar na discussão de nossa política econômica, monetária
e fiscal, melhor dizendo, já que a política econômica de um país não se
resume ao maldito tripé – isso, sim, uma herança maldita.
Blog do Zé Dirceu

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